{"id":2773,"date":"2020-09-26T09:10:09","date_gmt":"2020-09-26T09:10:09","guid":{"rendered":"http:\/\/revolutionarena.com.br\/?p=2773"},"modified":"2024-07-14T14:30:46","modified_gmt":"2024-07-14T17:30:46","slug":"analise-sem-spoilers-the-last-of-us-part-ii-e-uma-experiencia-definitiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/analise-sem-spoilers-the-last-of-us-part-ii-e-uma-experiencia-definitiva\/","title":{"rendered":"The Last of Us Part II &#8211; An\u00e1lise (sem spoilers) &#8211; \u00c9 uma experi\u00eancia \u00fanica!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">The\u00a0Last\u00a0of\u00a0Us\u00a0part\u00a0II se tornou uma das sequ\u00eancias mais aguardadas da gera\u00e7\u00e3o, desde que foi anunciada. Isso se deve ao enorme sucesso que seu antecessor alcan\u00e7ou, entregando uma narrativa densa e adulta, combinado com um gameplay sem grandes inova\u00e7\u00f5es \u00e0 \u00e9poca, mas extremamente competente em tudo que se propunha. Na an\u00e1lise anterior (que voc\u00ea pode conferir <a href=\"http:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/analisando-e-entendendo-a-historia-de-the-last-of-us-part-2-spoilers\/\">aqui<\/a>), focamos na hist\u00f3ria que o jogo apresentou (com spoilers), e agora apresentaremos uma an\u00e1lise abrangendo todos os aspectos do game (sem spoilers).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/24161603033385-1024x384.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2774\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">The Last of Us part II&nbsp;\u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o natural, com adi\u00e7\u00f5es pontuais que mudam a din\u00e2mica do jogo e o torna uma experi\u00eancia imersiva e indispens\u00e1vel para qualquer amante dos videogames. O jogo traz temas pesados em sua hist\u00f3ria, que refletem direta ou indiretamente no clima que permeia seu gameplay, fazendo com o que o jogador perca o f\u00f4lego diante de um ritmo fren\u00e9tico de acontecimentos dentro e fora do controle do jogador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Uma hist\u00f3ria densa&nbsp;<\/em><\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cerca de 5 anos se passaram desde o fim de The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us, Ellie agora j\u00e1 \u00e9 praticamente uma mulher adulta e juntamente com um Joel mais velho e sereno, vivem tranquilamente na comunidade de Jackson, que Tommy e sua mulher Maria constru\u00edram. Tudo segue bem at\u00e9 que um tr\u00e1gico acontecimento coloca Ellie numa jornada de Vingan\u00e7a, que a transforma e muda completamente o rumo de sua vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Last-of-Us-Part-2-Ellie-Violence.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2775\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 dif\u00edcil falar da hist\u00f3ria de The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;Part&nbsp;II sem acabar pisando em terreno de spoiler, mas posso dizer que a hist\u00f3ria que Neil&nbsp;Druckman&nbsp;entrega traz&nbsp;muito mais do que uma simples narrativa de vingan\u00e7a, \u00e9 uma hist\u00f3ria que nos mostra as nuances que o comportamento humano carrega; uma hist\u00f3ria sobre amor, \u00f3dio e um convite \u00e0 questionar nossa pr\u00f3pria natureza&nbsp;moral, tudo isso atrav\u00e9s de acontecimentos que nos ligam diretamente aos acontecimentos do primeiro game. Talvez voc\u00ea tenha se desencorajado a conhecer o jogo diante dos Spoilers que correram a internet, ou mesmo diante da pol\u00eamica que ronda esse aspecto do game, mas te convido&nbsp;\u00e0&nbsp;dar uma chance e abrir a mente para uma das melhores e mais densas hist\u00f3rias j\u00e1 contada em um jogo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Violento&nbsp;e Visceral<\/em><\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 era sabido desde os an\u00fancios, entrevistas e promo\u00e7\u00f5es do jogo, que The Last of Us Part II seria violento &#8211; muito mais que seu antecessor &#8211; e que um dos objetivos era infligir culpa ao jogador, fazendo-o se sentir mal por matar durante o game. A&nbsp;Naughty&nbsp;Dog&nbsp;consegue n\u00e3o s\u00f3 cumprir seu objetivo, como tamb\u00e9m trazer uma din\u00e2mica diferente em rela\u00e7\u00e3o aos inimigos e as consequ\u00eancias das intera\u00e7\u00f5es com os mesmos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Normalmente, enxergamos os inimigos nos jogos apenas como meros obst\u00e1culos, como n\u00fameros a serem acumulados em suas estat\u00edsticas de matan\u00e7a. Isso se d\u00e1 muito pelo comportamento \u201cvazio\u201d dado aos inimigos comuns da maioria dos jogos \u2013 e aqui nem me refiro \u00e0 Intelig\u00eancias artificial, padr\u00f5es de ataque, e sim \u00e0 profundidade e identidade. Em The&nbsp;Last&nbsp;Of&nbsp;Us&nbsp;Part II, os inimigos ganharam nomes, amigos, rea\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es bem elaboradas, e isso na pr\u00e1tica faz com que tenhamos a sensa\u00e7\u00e3o de realmente estar matando um ser humano, de realmente estar cometendo um ato pesado, afastando-se da trivialidade que t\u00ednhamos at\u00e9 ent\u00e3o. Para realizar esse feito, a&nbsp;Naughty&nbsp;Dog&nbsp;faz uso de fidelidade gr\u00e1fica, express\u00f5es faciais&nbsp;ingame&nbsp;impressionantes e uma programa\u00e7\u00e3o de comportamento org\u00e2nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/the-last-of-us-ii-spoilers-credit-naughty-dog@2000x1270-1-1024x650.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2793\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Podemos identificar atrav\u00e9s das express\u00f5es faciais de Ellie seu constante \u00f3dio e determina\u00e7\u00e3o ao brandir uma arma branca, agarrar um inimigo, se esquivar, etc. Quando, por exemplo, Ellie agarra por tr\u00e1s um inimigo com uma faca em seu pesco\u00e7o, podemos ver claramente a express\u00e3o de susto na cara do inimigo, seguido por raiva ou medo e, quando finalmente enfiamos a faca no pesco\u00e7o, a vida vai se esvaindo e a express\u00e3o ficando morta, em uma demonstra\u00e7\u00e3o de realismo impressionante. Os sons e di\u00e1logos complementam a veracidade das a\u00e7\u00f5es, com os inimigos implorando, barganhando, ou&nbsp;simplesmente&nbsp;com a voz tr\u00eamula de medo, seguido pelo engasgo com o pr\u00f3prio sangue quando Ellie finaliza o servi\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando algum outro inimigo descobre o corpo, vemos rea\u00e7\u00f5es diversas, como choro ou raiva, seguido sempre de um grito com o nome da pessoa morta, ou algum tipo de rea\u00e7\u00e3o t\u00edpica do choque que aquela situa\u00e7\u00e3o causa. Temos tamb\u00e9m os cachorros que agora aparecem como fieis companheiros do grupo chamado &#8220;WLF&#8221; (Washington&nbsp;Liberation&nbsp;Front), e estes tamb\u00e9m possuem rea\u00e7\u00f5es \u00e0 morte de seu dono, assim como tamb\u00e9m ocorre o contr\u00e1rio. Ao chegar em um ambiente aonde voc\u00ea encontra um inimigo fazendo carinho em um c\u00e3o, ou at\u00e9 mesmo em uma conversa trivial entre dois amigos, voc\u00ea deixa de sentir que est\u00e1 matando um amontoado de pol\u00edgonos e passa a sentir que est\u00e1 matando um ser humano com uma vida t\u00e3o complexa quanto a da pr\u00f3pria Ellie. Como n\u00e3o se sentir mal ao ver um c\u00e3ozinho tentando fazer o corpo do dono se mexer? Como n\u00e3o hesitar em matar um c\u00e3o, e ouvir seu grunhido final enquanto cai?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/The-Last-of-Us-Part-2-Hotline-Miami-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2792\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem todos, claro, ir\u00e3o se sensibilizar ou se deixar levarem por isso, mas com certeza algum efeito ter\u00e1, mesmo que seja uma mera express\u00e3o de apre\u00e7o pelo minucioso trabalho da produtora. \u00c9 um recurso pequeno diante de uma s\u00e9rie de fatores que comp\u00f5e o jogo, mas ao mesmo tempo acaba sendo grandioso no que tange a imers\u00e3o, afinal, quando damos significado a algo, tudo se transforma. Chutar uma bola de futebol a princ\u00edpio \u00e9 s\u00f3 isso, o ato de dar um chute em um objeto inanimado; por\u00e9m, quando adicionamos regras, plateia e outros recursos, aquilo ganha uma profundidade capaz de tornar um espet\u00e1culo que entret\u00e9m milhares de pessoas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em><strong>Gr\u00e1ficos que fecham a gera\u00e7\u00e3o com chave de ouro&nbsp;<\/strong><\/em><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que o fim da gera\u00e7\u00e3o se aproxima, chegamos a um ponto onde gr\u00e1ficos dificilmente surpreendem muito, afinal a essa altura os consoles j\u00e1 est\u00e3o relativamente defasados em termos de Hardware e os desenvolvedores j\u00e1 utilizaram o seu m\u00e1ximo. The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;part&nbsp;II contudo, apresenta gr\u00e1ficos espetaculares, mostrando do que \u00e9 capaz um grande or\u00e7amento aliado a um est\u00fadio talentoso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os modelos dos personagens s\u00e3o muito realistas, seguindo o mesmo padr\u00e3o de qualidade visto em&nbsp;Uncharted&nbsp;4, sendo at\u00e9 superior em alguns pontos. O envelhecimento dos personagens foi muito bem constru\u00eddo, sendo poss\u00edvel ver as rugas no rosto de Joel, os fios de cabelo branco, os tra\u00e7os de mulher em uma Ellie agora no in\u00edcio da vida adulta, entre outros detalhes que tornam os personagens cr\u00edveis, sem perder a identidade visual que foi moldada no primeiro. Os infectados n\u00e3o ficam atr\u00e1s e ganharam novos modelos, muito mais detalhados e assustadores, tudo isso com texturas impec\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/c5e4cdceafe996db1a7a8bb982c58f5d-1024x398.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2786\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/maxresdefault-3-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2785\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cen\u00e1rios s\u00e3o o grande destaque, sendo estes uma combina\u00e7\u00e3o de beleza t\u00e9cnica com dire\u00e7\u00e3o de arte impec\u00e1vel, resultando em um mundo p\u00f3s apocal\u00edptico poucas vezes visto nesse tipo de m\u00eddia. The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;Part&nbsp;II consegue exibir uma beleza singular em um cen\u00e1rio de desola\u00e7\u00e3o e morte, com a vegeta\u00e7\u00e3o for\u00e7ando sua presen\u00e7a por entre os edif\u00edcios abandonados, inunda\u00e7\u00f5es tomando alguns locais, neve responsiva ao ambiente e o clima que impacta diretamente sobre o visual da bela Seattle.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/WCCFthelastofuspart230.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2787\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/5efca1ef2618b931434f03b3-1024x512.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2790\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os interiores s\u00e3o extremamente detalhados, com objetos colocados cuidadosamente em cada ponto de forma a dar um aspecto natural de um local que costumava ter vida normal, mas agora est\u00e1 abandonado. Al\u00e9m disso, cada ambiente \u00e9 \u00fanico, praticamente n\u00e3o havendo repeti\u00e7\u00e3o durante todo o jogo, o que torna esses alcances t\u00e9cnicos ainda mais impressionantes. A ilumina\u00e7\u00e3o do jogo funciona perfeitamente e d\u00e1 o toque final no ambiente, tornando-o ainda mais bonito. No escuro, ao usar a lanterna, a luz reage n\u00e3o s\u00f3 ao local que voc\u00ea aponta, mas tamb\u00e9m \u00e0s part\u00edculas do ambiente como poeira ou esporos dos infectados, dando um efeito impressionante nos muitos ambientes escuros do game.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/light-1024x441.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2789\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/scenery-1024x584.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2788\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em><strong>Aten\u00e7\u00e3o aos detalhes e aos movimentos&nbsp;<\/strong><\/em><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do visual impec\u00e1vel, as anima\u00e7\u00f5es de The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;part&nbsp;II s\u00e3o igualmente bem feitas. Cada movimento \u00e9 perfeitamente animado, desde a\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas como mirar e atirar, at\u00e9 o ato de pegar uma flecha no corpo de um inimigo, tudo isso sem prejudicar o ritmo do jogo. \u00c0 medida que jogamos o game, detalhes saltam aos olhos, como o movimento da mochila de Ellie ao andarmos; as posi\u00e7\u00f5es de seus dedos quando toca viol\u00e3o, formando acordes iguais \u00e0 vida real; a forma que a neve reage a seus passos ou influencia a express\u00e3o do personagem; o sangue respingando na roupa e no rosto de Ellie, entre tantos outros, que tranquilamente renderia um texto apenas listando-os. Tudo isso vai al\u00e9m de um&nbsp;showcase&nbsp;t\u00e9cnico, ele \u00e9 uma parte do todo que comp\u00f5e a experi\u00eancia e tem um papel importante na interatividade com o cen\u00e1rio e, por consequ\u00eancia, na explora\u00e7\u00e3o que \u00e9 parte fundamental do game.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/snow-1024x568.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2794\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Liberdade e explora\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No primeiro The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us, um dos focos de gameplay era a sobreviv\u00eancia e a explora\u00e7\u00e3o, tendo o jogador que explorar todo o cen\u00e1rio em busca de suprimentos para se manter durante a jornada, e embora os cen\u00e1rios permitissem essa explora\u00e7\u00e3o, no geral o jogo se limitava em algo mais linear e horizontal. Isso muda em sua sequ\u00eancia, onde agora temos um cen\u00e1rio muito mais amplo e cheio de possibilidades, com v\u00e1rios momentos onde podemos explorar \u00e0 vontade sem necessariamente estar indo em dire\u00e7\u00e3o ao objetivo principal. A constru\u00e7\u00e3o desse sistema em alguns momentos lembra um pouco o que foi feito em <em>God&nbsp;of&nbsp;War<\/em>, ainda que de maneira mais discreta. Logo nos momentos iniciais do game chegamos a um ponto aonde podemos explorar livremente dezenas de edif\u00edcios pelas ruas de Seattle, em uma \u00e1rea consideravelmente grande, onde Ellie usa at\u00e9 um mapa para n\u00e3o se perder \u00e0 medida que avan\u00e7a. Al\u00e9m disso, agora temos a possibilidade de subir em diversos objetos do cen\u00e1rio, al\u00e9m de poder tamb\u00e9m rastejar e passar por lugares estreitos, o que aumenta consideravelmente a variedade de caminhos a se seguir, seja para ir at\u00e9 seu objetivo ou para encontrar itens em uma sala opcional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Seattle.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2780\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/map.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2779\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os puzzles do jogo continuam simples, mas melhoraram consideravelmente em rela\u00e7\u00e3o ao que seu antecessor trazia. Aqui eles possuem uma complexidade maior, alguns exigindo at\u00e9 um certo n\u00edvel de&nbsp;backtracking&nbsp;e explora\u00e7\u00e3o, dando uma cad\u00eancia necess\u00e1ria aos momentos de a\u00e7\u00e3o. H\u00e1 sempre um incentivo a se explorar e os cen\u00e1rios s\u00e3o a todo momento integrados a explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 a\u00e7\u00e3o, especialmente nos puzzles. N\u00e3o \u00e9 raro ter que observar com aten\u00e7\u00e3o tudo \u00e0 sua volta para achar um caminho alternativo \u00e0 uma porta trancada, muitas vezes envolvendo o uso de uma corda encontrada no local (que faz uso de uma f\u00edsica extremamente apurada), outras vezes tendo simplesmente que quebrar alguma janela ou subir em algum lugar. No final das contas, a interatividade com o cen\u00e1rio e o&nbsp;level&nbsp;design formam um ambiente convidativo \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, e se voc\u00ea estiver jogando nos n\u00edveis mais altos de dificuldade, a recompensa de explorar tudo com cuidado \u00e9 muito gratificante, formando uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia que acaba por tornar algo opcional parte fundamental da experi\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/83f92646-e005-4bc3-b212-4c4125322248-the-last-of-us-2-seattle-convention-center-locked-door-climbing-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2781\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Jogabilidade flu\u00edda e real&nbsp;<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os jogos dito \u201ccinematogr\u00e1ficos\u201d hoje ganham esse apelido por possu\u00edrem um feeling hollywoodiano em sua hist\u00f3ria e at\u00e9 em seu gameplay, sendo este \u00faltimo normalmente limitado \u00e0 pouca interatividade ou liberdade em momentos do tipo. N\u00e3o raro vemos trailers com gameplay que passam esse feeling de filme, mas que normalmente usam de script para fins de marketing, mostrando uma fluidez que dificilmente \u00e9 poss\u00edvel reproduzir durante o jogo final. Durante meu tempo com The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;part&nbsp;II, eu tive o tempo todo justamente a sensa\u00e7\u00e3o de estar jogando algo cinematogr\u00e1fico em termos de gameplay, mas sem estar preso a esse script, pois h\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores que tornam os momentos de a\u00e7\u00e3o do jogo algo natural, imprevis\u00edvel e empolgante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo tipo de a\u00e7\u00e3o no jogo ficou extremamente flu\u00edda, da corrida ao pulo, tudo se executa de forma suave e isso reflete nos momentos em que voc\u00ea precisa tomar a\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas como fugir ou lutar. Com Ellie ganhamos a possibilidade de se esquivar de ataques, e por consequ\u00eancia os combates corpo a corpo se tornam mais din\u00e2micos, podendo se integrar a uma fuga ou alguma outra a\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria em meio ao caos que se instala quando voc\u00ea \u00e9 visto. The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;part&nbsp;II \u00e9 um jogo de escolhas e constante improviso, especialmente nas dificuldades mais altas; \u00e9 preciso saber quando usar seus escassos recursos e quando simplesmente passar desapercebido. At\u00e9 onde vale \u00e0 pena se arriscar entre os estaladores para explorar aquela sala? Vale \u00e0 pena mat\u00e1-los gastando muni\u00e7\u00e3o e arriscando seu pesco\u00e7o em troca de abrir aquele cofre? E se voc\u00ea foi visto em meio a um grande acampamento inimigo sem ter recursos para enfrent\u00e1-los, como vai escapar da situa\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/The-Last-of-Us-Part-2-Prone-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2783\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Indiretamente o jogo joga essas quest\u00f5es ao jogador, impondo uma sensa\u00e7\u00e3o de estar em constante perigo, de estar constantemente sendo testado nas perigosas ruas de Seattle. A intelig\u00eancia artificial foi brutalmente melhorada em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro jogo, e agora n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil enganar os inimigos utilizando os elementos de furtividade, mesmo estes tendo ganhado novas formas de abordagem. Voc\u00ea pode se rastejar, se esconder embaixo de carros e grama alta, passar por entre frestas e aberturas na parede, al\u00e9m de ganhar muito em agilidade jogando com a Ellie; por outro lado, os inimigos agora est\u00e3o muito mais atentos, com padr\u00f5es de guarda mais imprevis\u00edveis, comunica\u00e7\u00e3o muito mais efetiva, e ao menor sinal de barulho ou algo suspeito os inimigos se comunicam e quase sempre v\u00e3o em dupla investigar o local, cercando-o, virando repentinamente os corredores e olhando aos arredores. Isso tudo aumenta a dificuldade em surpreender inimigos ou sequer atra\u00ed-los sem ser visto, contribuindo para uma atmosfera mais tensa ao tentar passar pelos locais em dire\u00e7\u00e3o ao&nbsp;seu&nbsp;objetivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Last-of-us-2-prone-shooting.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2782\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os infectados continuam perigosos como sempre foram, e s\u00e3o presen\u00e7a constante e muitas vezes inesperada. H\u00e1 agora um novo padr\u00e3o de som que os estaladores emitem para localizar o jogador, bem como novos tipos de infectados, aumentando a variedade de encontros e situa\u00e7\u00f5es onde eles est\u00e3o presentes. No geral, h\u00e1 um toque muito mais forte de terror nessa sequ\u00eancia, e o contexto aonde os infectados s\u00e3o inseridos contribui para isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para sobreviver, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do jogador h\u00e1 uma boa variedade de armas, desde pistolas \u00e0 rifles semiautom\u00e1ticos, e o retorno do arco e flecha, que agora est\u00e1 muito mais prazeroso de se utilizar. As melhorias das armas permanecem, com mais variedade de modifica\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es visuais interessantes (aqui vale ressaltar como \u00e9 satisfat\u00f3rio ver a Ellie modificando cada ponto da arma). Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de \u00e1rvore de habilidades divididos em categorias como precis\u00e3o, furtividade, explosivos, entre outros que s\u00e3o desbloqueados \u00e0 medida que voc\u00ea explora e encontra novos manuais de treinamento. Na pr\u00e1tica isso adiciona um toque estrat\u00e9gico e coloca sob a escolha do jogador qual estilo de jogo prefere utilizar, e as melhorias e ganhos de habilidade d\u00e3o versatilidade \u00e0s poss\u00edveis abordagens e estrat\u00e9gias a se utilizar durante o jogo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/3687400-last-of-us-2-workbenches.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2784\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses elementos que comp\u00f5em o gameplay de The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;part&nbsp;II se fundem \u00e0 tem\u00e1tica pesada do game, formando um dos jogos mais intensos dos \u00faltimos tempos. Seu&nbsp;pacing&nbsp;\u00e9 perfeitamente balanceado, com di\u00e1logos bem constru\u00eddos e momentos de calmaria que permitem a explora\u00e7\u00e3o, sendo esta \u00faltimo uma caixinha de surpresas onde voc\u00ea pode voltar a dar de cara com situa\u00e7\u00f5es extremas a qualquer momento, e onde ao final de cada uma delas seu cora\u00e7\u00e3o termina acelerado e voc\u00ea se v\u00ea parado tomando f\u00f4lego junto com a Ellie. A&nbsp;Naughty&nbsp;Dog&nbsp;atingiu um n\u00edvel de excel\u00eancia que a coloca como uma das melhores desenvolvedoras no mercado, e mostra que \u00e9 poss\u00edvel com algum cuidado, tirar leite de pedra de um hardware j\u00e1 considerado defasado neste final de gera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>O som como&nbsp;elemento&nbsp;fundamental<\/em><\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica exerce papel fundamental em The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;Part&nbsp;II, e carrega boa parte de toda carga emocional que o jogo traz ao jogador, com composi\u00e7\u00f5es de artistas como <em>Pear Jam<\/em> e <em>a-h<\/em>a interpretadas de forma impec\u00e1vel pelos atores Troy Baker e Ashley Johnson (dubladores e atores que d\u00e3o vida \u00e0 Ellie e Joel). Al\u00e9m disso, a m\u00fasica se faz presente em momentos de gameplay, aonde voc\u00ea pode tocar quase qualquer m\u00fasica em um vil\u00e3o utilizando o anal\u00f3gico combinado com o touch pad do controle, virando uma esp\u00e9cie de&nbsp;minigame&nbsp;surpreendentemente divertido, inclusive virando hit no&nbsp;youtube&nbsp;com v\u00e1rios players fazendo suas vers\u00f5es de covers dentro do jogo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/TLOUPII_Review_Screenshot_03.0-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2796\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/maxresdefault-1-2-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2798\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gustavo&nbsp;Santaolalla&nbsp;volta a compor a trilha sonora do game, mantendo sua identidade musical e caracter\u00edstica em suas composi\u00e7\u00f5es, dessa vez com tons mais tensos e condizentes com a tem\u00e1tica do jogo, com algumas m\u00fasicas soando melanc\u00f3licas e outras cheias de a\u00e7\u00e3o e adrenalina, dando o tom certo a cada momento do jogo. Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, os sons ambientes est\u00e3o imersivos e realistas, com&nbsp;o sons&nbsp;das armas sendo influenciados por ambientes fechados; estaladores fazendo barulhos aterrorizantes e o som ambiente dando um toque de tens\u00e3o que permeia todo o jogo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revolutionarena.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/124214.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2797\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">The&nbsp;Last&nbsp;of&nbsp;Us&nbsp;part&nbsp;II talvez n\u00e3o seja a sequ\u00eancia que muitos pediram, mas sem d\u00favida alguma \u00e9 uma obra-prima que ficar\u00e1 marcada como uma das maiores e melhores produ\u00e7\u00f5es dessa gera\u00e7\u00e3o, dona de uma ousadia arriscada mas extremamente necess\u00e1ria na ind\u00fastria. O jogo \u00e9 capaz de mexer com os sentimentos do jogador e entregar uma experi\u00eancia praticamente perfeita em termos de gameplay, narrativa e interatividade; provando mais uma vez que o videogames est\u00e3o cada vez mais evolu\u00eddos como m\u00eddia de entretenimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The Last of Us part II \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o natural, com adi\u00e7\u00f5es pontuais que mudam a din\u00e2mica do jogo e o torna uma experi\u00eancia imersiva e indispens\u00e1vel para qualquer amante dos videogames. O jogo traz temas pesados em sua hist\u00f3ria, que refletem direta ou indiretamente no clima que permeia seu gameplay, fazendo com o que o jogador perca o f\u00f4lego diante de um ritmo fren\u00e9tico de acontecimentos dentro e fora do controle do jogador. <\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":35244,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,13,59],"tags":[66,38,129,61,154,68,70],"class_list":["post-2773","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-playstation","category-reviews","tag-analises","tag-playstation-4","tag-reviews","tag-reviews-playstation-4","tag-reviews-playstation-5","tag-the-last-of-us","tag-the-last-of-us-part-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2773"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35248,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2773\/revisions\/35248"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35244"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}