{"id":37641,"date":"2025-07-13T02:15:02","date_gmt":"2025-07-13T05:15:02","guid":{"rendered":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/?p=37641"},"modified":"2025-07-13T02:15:04","modified_gmt":"2025-07-13T05:15:04","slug":"raidou-remastered-the-mystery-of-the-soulless-army-analise-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/raidou-remastered-the-mystery-of-the-soulless-army-analise-review\/","title":{"rendered":"Raidou Remastered: The Mystery of the Soulless Army \u2013 An\u00e1lise (Review)"},"content":{"rendered":"\n<p>Reviver <em>Raidou Remastered: The Mystery of the Soulless Army<\/em> foi, para mim, como abrir um livro antigo que havia sido cuidadosamente restaurado, p\u00e1gina por p\u00e1gina, mas sem jamais apagar as marcas do tempo, e isso, longe de ser um defeito, \u00e9 o que mais me fascinou nesta experi\u00eancia. Tive contato com in\u00fameros t\u00edtulos da Atlus ao longo da vida, desde os momentos de tens\u00e3o espiritual de <em>Shin Megami Tensei III<\/em> at\u00e9 as jornadas existenciais e escolares da s\u00e9rie <em>Persona<\/em>. Mas <em>Raidou Kuzunoha<\/em> sempre foi aquele cap\u00edtulo esquecido, uma pe\u00e7a lateral da antologia SMT que se distanciava propositalmente do \u201cmainstream\u201d para experimentar um h\u00edbrido entre RPG de a\u00e7\u00e3o, detetive noir e folclore japon\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi com uma mistura de curiosidade e receio que mergulhei nesse remaster. A promessa era grande: combate retrabalhado, visuais aprimorados, dem\u00f4nios atualizados, e toda uma experi\u00eancia remasterizada que equilibraria nostalgia com modernidade. Mas ser\u00e1 que ele realmente entrega tudo isso? Ser\u00e1 que consegue ser mais do que apenas uma c\u00e1psula do tempo com cara nova?<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s mais de trinta horas mergulhado nessa T\u00f3quio alternativa da era Taish\u014d, entre becos sujos, rituais ocultos, dem\u00f4nios tagarelas e uma trilha sonora digna de filme noir com pitadas de jazz sobrenatural, posso dizer com confian\u00e7a: <em>Raidou Remastered<\/em> \u00e9 um jogo que desafia expectativas. E \u00e9 exatamente por isso que ele merece ser analisado com a aten\u00e7\u00e3o e profundidade que sua proposta exige.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mec\u00e2nicas e Jogabilidade<\/h3>\n\n\n\n<p>O primeiro impacto real vem com o sistema de combate. Esque\u00e7a o conforto estrat\u00e9gico do \u201cpress turn\u201d caracter\u00edstico da Atlus. Aqui, tudo \u00e9 a\u00e7\u00e3o em tempo real. E n\u00e3o estou falando de uma simples adapta\u00e7\u00e3o, o jogo reformula completamente o que era antes um sistema criticado por sua rigidez e o transforma em algo \u00e1gil, din\u00e2mico e at\u00e9 viciante.<\/p>\n\n\n\n<p>Raidou pode executar ataques r\u00e1pidos que restauram magnetite (MAG), o combust\u00edvel para as a\u00e7\u00f5es de seus dem\u00f4nios, ataques pesados (agora mais diversificados com o uso de armas como espadas, lan\u00e7as e machados), disparos com pistola e uma variedade de habilidades m\u00e1gicas. O sistema \u00e9 amarrado em uma l\u00f3gica interessante: quanto mais voc\u00ea acerta, mais sua equipe fica forte. H\u00e1 um verdadeiro ciclo de recompensa baseado na fluidez do combate, especialmente quando voc\u00ea explora as fraquezas dos inimigos, o que os deixa atordoados e permite ataques mais eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas mec\u00e2nicas brilham com intensidade aqui: o <em>Perfect Dodge<\/em>, que libera contra-ataques poderosos, e a possibilidade de trocar de dem\u00f4nios em tempo real, o que me levou a montar forma\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para certos chefes e \u00e1reas. E, falando em dem\u00f4nios, esse aspecto \u00e9 um espet\u00e1culo \u00e0 parte: s\u00e3o mais de 120 criaturas dispon\u00edveis, cada uma com sua personalidade, dublagem e at\u00e9 rea\u00e7\u00f5es curiosas durante a explora\u00e7\u00e3o e combate. Recrut\u00e1-las exige o uso da t\u00e9cnica <em>Art of Confinement<\/em>, que substitui o cl\u00e1ssico sistema de negocia\u00e7\u00e3o, algo que, pessoalmente, achei mais direto e satisfat\u00f3rio neste contexto.<\/p>\n\n\n\n<p>A explora\u00e7\u00e3o \u00e9 dividida entre \u00e1reas urbanas e dom\u00ednios espirituais. Nas cidades, a pegada investigativa \u00e9 refor\u00e7ada pelo uso de dem\u00f4nios com habilidades especiais, como ler mentes, manipular emo\u00e7\u00f5es ou acessar \u00e1reas bloqueadas. J\u00e1 os dungeons s\u00e3o ricos em caminhos alternativos, passagens escondidas e puzzles leves. A introdu\u00e7\u00e3o de fast travel e marcadores de miss\u00e3o agiliza o fluxo e evita frustra\u00e7\u00f5es, uma escolha acertada para o ritmo atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Se h\u00e1 algo a criticar aqui, talvez seja a repeti\u00e7\u00e3o natural de algumas tarefas secund\u00e1rias (como side quests de recado) e o uso limitado de certas habilidades de campo dos dem\u00f4nios. Mas no geral, <em>Raidou Remastered<\/em> oferece um gameplay estrat\u00e9gico, fluido e surpreendentemente moderno para um jogo com ra\u00edzes t\u00e3o profundas no PS2.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Gr\u00e1ficos<\/h3>\n\n\n\n<p>Visualmente, o salto \u00e9 percept\u00edvel desde a primeira tela. Embora n\u00e3o se trate de um remake com gr\u00e1ficos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, o que a Atlus fez aqui \u00e9 not\u00e1vel: todas as texturas foram refinadas, os modelos de personagens, especialmente os dem\u00f4nios, ganharam novos detalhes, e os cen\u00e1rios ganharam vida com ilumina\u00e7\u00e3o repensada, efeitos atmosf\u00e9ricos e uma paleta de cores que transmite muito bem o contraste entre o mundo \u201creal\u201d da T\u00f3quio da era Taish\u014d e as distor\u00e7\u00f5es do Reino das Trevas.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho art\u00edstico de Kazuma Kaneko permanece intacto e ainda mais impressionante em HD. Os tra\u00e7os dos dem\u00f4nios, suas express\u00f5es grotescas, olhares profundos e poses ritual\u00edsticas t\u00eam um peso simb\u00f3lico que poucos jogos modernos capturam com tanta intensidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos de combate tamb\u00e9m foram revitalizados. Explos\u00f5es elementais, combos e finishers agora t\u00eam fluidez e impacto visual que lembram jogos contempor\u00e2neos como <em>Tales of Arise<\/em> ou at\u00e9 <em>Final Fantasy XVI<\/em>, sem descaracterizar a proposta do jogo original. Meu \u00fanico inc\u00f4modo ficou por conta de algumas express\u00f5es faciais excessivamente estilizadas ou caricatas demais em NPCs menores, os olhos e dentes, em particular, chamam aten\u00e7\u00e3o de forma estranha em determinados \u00e2ngulos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o visual estilizado envelheceu bem, e essa nova roupagem n\u00e3o s\u00f3 preserva o charme da era PS2 como o eleva a um patamar que considero digno de um remaster de respeito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Som<\/h3>\n\n\n\n<p>A trilha sonora \u00e9 um dos pontos mais altos da experi\u00eancia. Composta por Shoji Meguro, ela mistura jazz, m\u00fasica cl\u00e1ssica japonesa, instrumentos de sopro com aura noir e batidas eletr\u00f4nicas discretas que acentuam o mist\u00e9rio de cada novo caso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aquele tipo de trilha que funciona tanto como pano de fundo atmosf\u00e9rico quanto como elemento narrativo. Em momentos de investiga\u00e7\u00e3o, o piano suave e os sopros sutilmente dissonantes te colocam no clima de detetive. J\u00e1 nas batalhas, as m\u00fasicas aceleram, ganham guitarras e sintetizadores agressivos, mas sem jamais soar gen\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>O jogo tamb\u00e9m conta com dublagem completa em ingl\u00eas e japon\u00eas, ambas de \u00f3tima qualidade, com destaque para a voz do Gouto (o gato-familiar de Raidou), que atua como uma esp\u00e9cie de narrador e conselheiro sarc\u00e1stico. Os dem\u00f4nios falam, reagem, comentam o ambiente&#8230; e at\u00e9 contam piadas. Isso d\u00e1 vida ao universo e torna cada criatura mais do que um \u201cslot de habilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00fanico ponto que lamento, e que considero grave, \u00e9 a aus\u00eancia de localiza\u00e7\u00e3o para portugu\u00eas do Brasil. Um jogo com tanto texto, nuances culturais e estilo narrativo t\u00e3o espec\u00edfico merecia estar acess\u00edvel para o p\u00fablico brasileiro, especialmente considerando que jogos recentes da Atlus vieram traduzidos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Divers\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Confesso que n\u00e3o esperava me divertir tanto com <em>Raidou Remastered<\/em>. Eu achava que seria uma experi\u00eancia mais hist\u00f3rica ou arqueol\u00f3gica do que envolvente, um daqueles jogos que respeitamos, mas n\u00e3o necessariamente aproveitamos. Felizmente, eu estava errado.<\/p>\n\n\n\n<p>A mistura de investiga\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00e3o, gerenciamento de dem\u00f4nios, personaliza\u00e7\u00e3o de armas, fus\u00f5es e explora\u00e7\u00e3o me prendeu do in\u00edcio ao fim. H\u00e1 um equil\u00edbrio raro entre combate e narrativa, com miss\u00f5es epis\u00f3dicas que criam ritmo sem esticar demais a trama. O uso criativo dos dem\u00f4nios fora de combate adiciona uma camada de interatividade que me fez querer explorar cada canto dos mapas.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro, h\u00e1 momentos de repeti\u00e7\u00e3o, como voltar a certos locais s\u00f3 para acionar um di\u00e1logo breve ou eliminar um inimigo espec\u00edfico. E os casos secund\u00e1rios, embora simp\u00e1ticos, s\u00e3o um pouco superficiais. Mas tudo isso \u00e9 compensado pela variedade nas batalhas, pela ambienta\u00e7\u00e3o envolvente e pelo carisma do elenco.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Joguei no PS5 e a performance foi praticamente impec\u00e1vel. O jogo roda a 60fps constantes, sem quedas nem stuttering, o que \u00e9 fundamental para a fluidez dos combates. Os tempos de carregamento s\u00e3o m\u00ednimos, algo impens\u00e1vel na \u00e9poca do PS2, e a transi\u00e7\u00e3o entre mapas, batalhas e menus \u00e9 suave.<\/p>\n\n\n\n<p>A interface foi redesenhada, mais limpa e funcional, e todas as funcionalidades modernas est\u00e3o l\u00e1: salvamento r\u00e1pido, menu de ajuda, troca de habilidades em tempo real, op\u00e7\u00e3o de ajustar a dificuldade (inclusive com quatro n\u00edveis distintos) e um mapa interativo decente.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha \u00fanica reclama\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 a c\u00e2mera em ambientes fechados, que \u00e0s vezes ainda fica presa em \u00e2ngulos desconfort\u00e1veis. Tamb\u00e9m notei que os menus de fus\u00e3o e registro de dem\u00f4nios poderiam ter mais filtros e informa\u00e7\u00f5es, como uma porcentagem de comp\u00eandio, algo b\u00e1sico em outros SMTs e ausente aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas no geral, trata-se de uma remasteriza\u00e7\u00e3o muito bem executada, com aten\u00e7\u00e3o aos detalhes t\u00e9cnicos e respeito ao jogo original.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Raidou Remastered: The Mystery of the Soulless Army<\/em> n\u00e3o apenas traz de volta uma joia obscura do cat\u00e1logo da Atlus como a reinventa de forma respeitosa, moderna e ousada. Em um mercado saturado por jogos semelhantes, ele consegue se destacar por sua identidade pr\u00f3pria, sua ambienta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica singular, seu sistema de combate h\u00edbrido e seu charme soturno.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que o jogo n\u00e3o \u00e9 perfeito: a hist\u00f3ria poderia ser mais emocional, algumas mec\u00e2nicas poderiam ser melhor aproveitadas, e a falta de localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um trope\u00e7o. Mas, ainda assim, \u00e9 um dos melhores remasters que j\u00e1 joguei, e uma porta de entrada fascinante para um universo que merece continuar.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea gosta de RPGs de a\u00e7\u00e3o, de mitologia, de jogos com alma e personalidade, <em>Raidou Remastered<\/em> \u00e9 obrigat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-electric-grass-gradient-background has-background\">Pontos Positivos:<\/h3>\n\n\n\n<p>Sistema de combate renovado, fluido e viciante<br>Ambienta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica rica e diferenciada<br>Dem\u00f4nios carism\u00e1ticos com boa participa\u00e7\u00e3o<br>Trilha sonora excepcional de Shoji Meguro<br>Remasteriza\u00e7\u00e3o com melhorias visuais e t\u00e9cnicas relevantes<br>Boa dura\u00e7\u00e3o com miss\u00f5es bem ritmadas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-blush-bordeaux-gradient-background has-background\">Pontos Negativos:<\/h3>\n\n\n\n<p>Aus\u00eancia de localiza\u00e7\u00e3o para PT-BR<br>Algumas side quests s\u00e3o entediantes<br>Interface de fus\u00e3o poderia ser mais moderna<br>C\u00e2mera problem\u00e1tica em alguns ambientes fechados<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Gr\u00e1ficos: 8.5<br>Divers\u00e3o: 9.0<br>Jogabilidade: 9.2<br>Som: 9.5<br>Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o: 8.8<br><strong>NOTA FINAL: 9.0 \/ 10.0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reviver Raidou Remastered: The Mystery of the Soulless Army foi, para mim, como abrir um livro antigo que havia sido&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":37642,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,15,18,13,59,14],"tags":[],"class_list":["post-37641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-nintendo","category-pc","category-playstation","category-reviews","category-xbox"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37641"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37641\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37643,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37641\/revisions\/37643"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}