{"id":38127,"date":"2025-12-30T03:07:18","date_gmt":"2025-12-30T06:07:18","guid":{"rendered":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/?p=38127"},"modified":"2025-12-30T03:07:20","modified_gmt":"2025-12-30T06:07:20","slug":"monster-hunter-rise-analise-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/monster-hunter-rise-analise-review\/","title":{"rendered":"Monster Hunter Rise\u00a0\u2013\u00a0An\u00e1lise (Review)"},"content":{"rendered":"\n<p>Eu tenho que confessar uma coisa: Monster Hunter Rise foi um daqueles jogos que eu abri \u201cs\u00f3 para testar\u201d e, quando eu percebi, eu j\u00e1 estava falando em voz alta frases do tipo \u201cbeleza, mais uma ca\u00e7ada e eu paro\u201d. E o pior \u00e9 que eu mentia para mim mesmo com convic\u00e7\u00e3o. Porque Rise tem um poder muito espec\u00edfico: ele transforma cada miss\u00e3o em uma historinha pessoal, daquele jeito que s\u00f3 Monster Hunter consegue. Voc\u00ea come\u00e7a com um objetivo simples, derrubar um monstro. A\u00ed, no meio do caminho, voc\u00ea coleta uns recursos, v\u00ea uma criatura rara passando, lembra que precisa de uma pe\u00e7a para craftar uma armadura, decide capturar em vez de matar para ganhar material diferente, e de repente a ca\u00e7ada virou uma opera\u00e7\u00e3o completa. Quando voc\u00ea volta para a vila e come\u00e7a a forjar equipamento novo, ajustar habilidades e planejar a pr\u00f3xima build, o jogo j\u00e1 te fisgou de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que me pegou logo de cara em Rise foi o ritmo. Ele tem aquele \u201cfeeling\u201d cl\u00e1ssico da s\u00e9rie, de estudar o monstro, respeitar os golpes, escolher o momento certo de ser agressivo. S\u00f3 que ao mesmo tempo ele \u00e9 mais \u00e1gil, mais din\u00e2mico, mais \u201cacrob\u00e1tico\u201d, e isso muda completamente a energia das lutas. Eu senti que o jogo foi feito para me deixar criativo. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 bater e rolar. \u00c9 reposicionar no ar, puxar \u00e2ngulo, escapar por cima, usar o mapa como arma e, principalmente, usar ferramentas que fazem voc\u00ea se sentir um ca\u00e7ador ninja, sem o jogo virar bagun\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A ambienta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m me ganhou. A Vila Kamura tem uma identidade muito forte, com inspira\u00e7\u00e3o japonesa, clima de festival e um contraste interessante entre a vida tranquila do lugar e o medo do tal Frenesi, que \u00e9 basicamente uma amea\u00e7a constante de monstros atacando em massa. E a\u00ed tem uma coisa que eu achei muito legal: Rise n\u00e3o tenta ser um RPG mega dram\u00e1tico com cutscene toda hora, mas ele cria um senso de \u201ccomunidade\u201d e de \u201cmiss\u00e3o\u201d, como se voc\u00ea realmente fosse a linha de frente que segura o mundo em p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>E a melhor parte \u00e9 que Rise \u00e9 aquele jogo que fica melhor quanto mais voc\u00ea joga. No come\u00e7o, voc\u00ea apanha, se enrola no invent\u00e1rio, esquece item, erra timing, toma ataque bobo. Depois de algumas horas, voc\u00ea come\u00e7a a \u201cler\u201d os monstros, aprende a punir brechas, entende quais habilidades fazem diferen\u00e7a de verdade e passa a sentir um prazer quase absurdo em dominar uma arma. A sensa\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de n\u00famero, \u00e9 de habilidade. \u00c9 literalmente voc\u00ea ficando melhor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"mecnicasejogabilidade\">Mec\u00e2nicas e Jogabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>A estrutura de Monster Hunter Rise \u00e9 o loop perfeito de ca\u00e7a, recompensa e prepara\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea escolhe uma miss\u00e3o, sai para o mapa, rastreia o alvo, luta at\u00e9 vencer (ou capturar), coleta materiais e volta para forjar armas e armaduras, liberando novas possibilidades. S\u00f3 que o brilho est\u00e1 no detalhe: o combate \u00e9 profundo, cada arma \u00e9 praticamente um \u201cjogo dentro do jogo\u201d, e o Rise adiciona ferramentas que deixam tudo mais veloz sem tirar a necessidade de estrat\u00e9gia.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande astro aqui, para mim, \u00e9 o Fioferr\u00e3o (Wirebug). Ele muda o jeito de se movimentar, de escapar, de atacar e at\u00e9 de corrigir erro. Eu comecei usando s\u00f3 como \u201cgancho\u201d para atravessar o mapa mais r\u00e1pido, e logo percebi que eu estava jogando errado. Wirebug \u00e9 combate. \u00c9 reposicionamento no ar para evitar um golpe que ia me apagar, \u00e9 entrar por cima da cabe\u00e7a do monstro para acertar uma abertura, \u00e9 usar uma t\u00e9cnica especial da arma que gasta Wirebug e muda o ritmo da luta. E tem um detalhe delicioso: como o Wirebug tem recarga, eu n\u00e3o posso spammar sem pensar. Ent\u00e3o vira um mini gerenciamento dentro do combate. Eu me peguei v\u00e1rias vezes guardando o Wirebug porque eu sabia que o monstro tinha um ataque perigoso chegando, e eu queria ter uma sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>As habilidades de silkbind (os golpes especiais ligados ao Wirebug) deixam cada arma ainda mais \u00fanica. E aqui entra uma das coisas mais viciantes de Rise: aprender uma arma de verdade. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 \u201cah, espada bate r\u00e1pido\u201d. Cada arma tem combo, janela de risco, forma certa de usar, momento de ser agressivo e momento de recuar. Eu senti isso muito forte quando alternava entre armas mais t\u00e9cnicas e armas mais diretas. Em uma, eu estava pensando em contador, posicionamento de hitbox e gest\u00e3o de recurso. Na outra, eu estava focando em ritmo, alcance e puni\u00e7\u00e3o. Rise te d\u00e1 liberdade para experimentar, e como as miss\u00f5es s\u00e3o r\u00e1pidas e o mapa \u00e9 acess\u00edvel, testar coisa nova n\u00e3o parece castigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a que eu amei \u00e9 o Canyne (Palamute). Ter um companheiro que voc\u00ea monta e atravessa o mapa numa velocidade enorme muda o fluxo do jogo. Em Monster Hunter, uma parte do tempo sempre foi \u201cir at\u00e9 o monstro\u201d. Aqui, esse tempo cai muito. E mais: enquanto eu monto, eu posso afiar arma, usar itens e me reposicionar r\u00e1pido. Isso deixa as ca\u00e7adas mais intensas, com menos enrola\u00e7\u00e3o. E o Palico continua sendo aquele parceiro cl\u00e1ssico, com suporte, cura, armadilhas e utilidades que salvam a sua vida do nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mapas em Rise s\u00e3o uma aula de verticalidade. Tem rota por cima, por baixo, atalhos, pared\u00f5es, cavernas e \u00e1reas abertas que viram arena natural. E o jogo ainda coloca vida end\u00eamica que realmente importa. Eu n\u00e3o estava s\u00f3 pegando item por pegar. Eu estava escolhendo buffs antes da luta, coletando recursos que aumentavam meu desempenho e preparando o terreno. Em algumas ca\u00e7adas, eu fazia um \u201caquecimento\u201d r\u00e1pido: pegava refor\u00e7os espalhados, observava os monstros no mapa e j\u00e1 come\u00e7ava o combate com uma vantagem real. E isso \u00e9 muito bom porque recompensa jogador esperto sem obrigar quem quer ir direto ao ponto.<\/p>\n\n\n\n<p>A mec\u00e2nica de montar monstros (Wyvern Riding) \u00e9 outro momento de pura satisfa\u00e7\u00e3o. Tem uma sensa\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica de virar o jogo quando voc\u00ea consegue montar um monstro e usar ele para bater em outro, causar dano massivo e ainda derrubar o alvo no ch\u00e3o para voc\u00ea explodir combo. O mais legal \u00e9 que isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 espet\u00e1culo, \u00e9 t\u00e1tica. Eu comecei a olhar o mapa pensando \u201cse eu puxar o alvo para perto daquele outro monstro, eu consigo for\u00e7ar uma situa\u00e7\u00e3o de montagem\u201d. E quando dava certo, eu me sentia o diretor da luta.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de progress\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 bem amarrado. Voc\u00ea tem as miss\u00f5es da vila, com uma curva mais tranquila para aprender, e as miss\u00f5es do hub, mais voltadas para multiplayer e desafio maior. Eu gostei muito dessa separa\u00e7\u00e3o porque ela respeita quem est\u00e1 come\u00e7ando e, ao mesmo tempo, mant\u00e9m conte\u00fado para quem quer ir fundo. E quando voc\u00ea entra no Alto Ranque, a brincadeira muda: os monstros come\u00e7am a punir de verdade, voc\u00ea precisa montar build com mais inten\u00e7\u00e3o, prestar aten\u00e7\u00e3o em resist\u00eancia elemental, em habilidades de armadura e em como sua arma escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tamb\u00e9m curti como o jogo trata prepara\u00e7\u00e3o sem virar burocracia insuport\u00e1vel. Cozinhar antes da miss\u00e3o, escolher habilidades de comida, levar itens, montar loadouts, gerenciar ba\u00fa. No come\u00e7o parece muita coisa, mas quando voc\u00ea pega o jeito, tudo vira rotina gostosa. Eu chegava num ponto em que, antes de uma ca\u00e7ada dif\u00edcil, eu j\u00e1 fazia meu \u201critual\u201d: comia, ajustava itens, escolhia armadilhas, pegava bombas, e ia com a confian\u00e7a de que eu estava pronto.<\/p>\n\n\n\n<p>E, claro, o multiplayer \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Ca\u00e7ar com amigos muda a energia. A luta fica mais ca\u00f3tica, o monstro troca de alvo o tempo todo, e voc\u00ea aprende a jogar em equipe: algu\u00e9m coloca armadilha, outro foca em cortar parte, outro d\u00e1 suporte, outro explode dano. Quando a equipe encaixa, \u00e9 lindo. Quando n\u00e3o encaixa, vira com\u00e9dia, mas ainda assim \u00e9 divertido porque o jogo \u00e9 cheio de \u201cmomentos emergentes\u201d que viram hist\u00f3ria para contar depois.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"grficos\">Gr\u00e1ficos<\/h2>\n\n\n\n<p>Monster Hunter Rise tem um visual que, para mim, acerta em cheio no estilo. Ele n\u00e3o tenta vender realismo absurdo, e sim clareza, personalidade e impacto. O jogo usa uma dire\u00e7\u00e3o de arte forte, com monstros bem desenhados, anima\u00e7\u00f5es expressivas e cen\u00e1rios que t\u00eam cara pr\u00f3pria. A Vila Kamura \u00e9 super charmosa, com cores quentes, detalhes de decora\u00e7\u00e3o, NPCs com identidade e um clima que te faz querer ficar ali mexendo em equipamento, como se fosse sua base de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos mapas, eu gostei muito da variedade de biomas e da forma como o jogo usa verticalidade para criar paisagens marcantes. Tem \u00e1rea com bambu, penhascos, ru\u00ednas, p\u00e2ntanos, cavernas e espa\u00e7os amplos que viram arenas de combate naturais. O tipo de jogo em que voc\u00ea est\u00e1 correndo, olha para o lado e pensa \u201ccara, isso aqui \u00e9 bonito\u201d, mas sem perder a leitura do que importa na luta.<\/p>\n\n\n\n<p>E falando em luta, os monstros s\u00e3o o ponto alto visual. Eles t\u00eam silhueta clara, movimentos bem \u201cleg\u00edveis\u201d e detalhes que passam personalidade. Eu consigo reconhecer inten\u00e7\u00e3o pelo corpo do bicho: quando ele puxa ar, quando ele tensiona as patas, quando ele inclina a cabe\u00e7a, quando ele prepara investida. Isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 est\u00e9tica, \u00e9 jogabilidade. E Rise faz isso bem, porque Monster Hunter precisa ser justo. Se eu leio o ataque e esquivo, eu sinto que foi m\u00e9rito meu.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos das habilidades de Wirebug e das t\u00e9cnicas especiais s\u00e3o bonitos e ajudam a dar aquele impacto \u201canime\u201d sem poluir demais a tela. Em alguns momentos com quatro jogadores e efeitos explodindo, d\u00e1 para virar uma festa de part\u00edculas, mas eu ainda achei o jogo bem competente em manter clareza na maioria das situa\u00e7\u00f5es. O HUD \u00e9 informativo, e a linguagem visual das coisas (como status do monstro, partes quebr\u00e1veis, sinais de cansa\u00e7o) fica bem comunicada.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, eu diria que Rise \u00e9 um jogo que se destaca mais por dire\u00e7\u00e3o de arte e design de criaturas do que por textura ultra detalhada. E, honestamente, para Monster Hunter, isso \u00e9 o que mais importa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"som\">Som<\/h2>\n\n\n\n<p>O \u00e1udio de Rise me pegou muito mais do que eu esperava. A trilha tem uma identidade forte e combina com o clima de Kamura, misturando um tom mais tradicional com batidas e energia de combate. E o que eu gosto em Monster Hunter \u00e9 que a m\u00fasica n\u00e3o precisa tocar o tempo todo para ser marcante. Ela entra e sai de formas que valorizam a tens\u00e3o. Quando o combate esquenta, voc\u00ea sente. Quando o monstro muda o ritmo, a m\u00fasica acompanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Os rugidos e sons dos monstros s\u00e3o um espet\u00e1culo. Cada criatura tem um \u201cassinatura sonora\u201d pr\u00f3pria. Voc\u00ea aprende a reconhecer perigo pelo \u00e1udio. Tem rugido que significa agress\u00e3o, tem rugido que antecede ataque espec\u00edfico, tem som de deslocamento que denuncia investida. Em v\u00e1rias ca\u00e7adas, eu reagi pelo ouvido antes mesmo de ver o golpe chegando, principalmente quando a c\u00e2mera estava em um \u00e2ngulo ruim ou eu estava focado em outra coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tamb\u00e9m curti o impacto das armas. Cada golpe tem peso. Voc\u00ea sente quando acertou uma parte dura, quando ricocheteou por falta de afia\u00e7\u00e3o, quando cortou um rabo ou quebrou uma parte. Esse feedback sonoro \u00e9 essencial porque Monster Hunter \u00e9 um jogo de detalhe. Voc\u00ea est\u00e1 o tempo todo tomando microdecis\u00f5es, e o som ajuda a confirmar se voc\u00ea est\u00e1 fazendo certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto \u00e9 a dublagem e as vozes. Rise tem um estilo bem \u201cfalante\u201d nas ca\u00e7adas, com callouts e rea\u00e7\u00f5es dos personagens. Eu entendo quem ama porque d\u00e1 energia e sensa\u00e7\u00e3o de equipe. Eu tamb\u00e9m entendo quem prefere menos vozes durante a miss\u00e3o. O importante \u00e9 que o jogo oferece op\u00e7\u00f5es de idioma e ajustes, ent\u00e3o d\u00e1 para deixar do seu gosto e focar mais no ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>No conjunto, o som de Rise me passou aquela sensa\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o caprichada, principalmente porque ele n\u00e3o est\u00e1 ali s\u00f3 para ficar bonito: ele informa, d\u00e1 ritmo e aumenta imers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"diverso\">Divers\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Rise \u00e9 divers\u00e3o porque ele cria um v\u00edcio muito espec\u00edfico: o v\u00edcio do \u201cs\u00f3 mais uma pe\u00e7a\u201d. Eu derrubava um monstro e pensava que acabou. A\u00ed eu via que faltava um material raro para fechar a arma. Eu ia de novo. A\u00ed eu conseguia o material, mas percebia que minha armadura ainda precisava de uma habilidade para encaixar melhor com meu estilo. Eu ia atr\u00e1s. A\u00ed eu desbloqueava uma decora\u00e7\u00e3o, uma melhoria, uma varia\u00e7\u00e3o, e pronto, o jogo j\u00e1 tinha criado mais um objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>E o mais legal \u00e9 que esse loop n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 grind vazio quando o jogo est\u00e1 no ponto certo. Porque cada ca\u00e7ada \u00e9 diferente. O monstro muda de \u00e1rea, o mapa muda seu fluxo, voc\u00ea decide capturar ou abater, \u00e0s vezes surge outro monstro para atrapalhar, \u00e0s vezes voc\u00ea for\u00e7a uma montagem e vira o jogo, \u00e0s vezes d\u00e1 tudo errado e voc\u00ea precisa improvisar. Eu tive miss\u00f5es que foram limpas e eficientes, e outras que viraram sobreviv\u00eancia total, com eu bebendo po\u00e7\u00e3o no limite, correndo, reposicionando e respirando aliviado quando finalmente venceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tamb\u00e9m achei Rise mais amig\u00e1vel para entrar do que outros Monster Hunter, sem perder profundidade. Ele te d\u00e1 ferramentas para ser mais m\u00f3vel, te d\u00e1 uma progress\u00e3o mais clara e um ritmo mais r\u00e1pido. Para um p\u00fablico jovem, isso funciona muito, porque o jogo te recompensa r\u00e1pido, mas ainda tem aquele \u201cteto de habilidade\u201d enorme para quem quer virar monstro no jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>A divers\u00e3o em co-op \u00e9 outro n\u00edvel. Tem um prazer muito particular em derrubar um monstro dif\u00edcil com uma equipe, ver todo mundo sincronizando armadilhas, atordoamentos, cortes de parte, e no final voltar para base e comparar builds. E mesmo com desconhecidos online, eu tive v\u00e1rias ca\u00e7adas em que a coopera\u00e7\u00e3o aconteceu naturalmente. \u00c9 aquele tipo de jogo que cria hist\u00f3rias compartilhadas sem precisar for\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>E tem tamb\u00e9m a divers\u00e3o \u201cnerd\u201d de build. Eu adoro quando um jogo deixa eu montar um estilo. Em Rise, escolher habilidades certas muda totalmente a sensa\u00e7\u00e3o de jogar. Mais afinidade, mais dano cr\u00edtico, mais conforto defensivo, mais resist\u00eancia, mais janela para esquiva, mais consist\u00eancia para manter agress\u00e3o. Voc\u00ea come\u00e7a a perceber que n\u00e3o existe s\u00f3 \u201cmelhor build\u201d, existe build que combina com voc\u00ea e com a arma que voc\u00ea escolheu. E isso me prendeu por horas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"performanceeotimizao\">Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Na minha experi\u00eancia, Monster Hunter Rise no Nintendo Switch \u00e9 um dos jogos mais bem otimizados dentro do que ele se prop\u00f5e. Ele \u00e9 r\u00e1pido para entrar em miss\u00e3o, o fluxo entre vila e ca\u00e7a \u00e9 \u00e1gil, e o jogo mant\u00e9m uma estabilidade que \u00e9 muito importante para um combate baseado em timing. Eu senti o controle responsivo, o que \u00e9 essencial quando voc\u00ea est\u00e1 esquivando no \u00faltimo segundo ou tentando encaixar um golpe carregado sem ser punido.<\/p>\n\n\n\n<p>No desempenho, a experi\u00eancia foi bem s\u00f3lida na maior parte do tempo, com o jogo rodando de forma consistente e com quedas mais pontuais em momentos muito carregados de efeitos, principalmente em multiplayer com muita coisa acontecendo na tela ao mesmo tempo. Ainda assim, nada que, para mim, tenha destru\u00eddo a ca\u00e7ada ou tirado a sensa\u00e7\u00e3o de controle. Tamb\u00e9m notei que alguns detalhes de cen\u00e1rio e dist\u00e2ncia de desenho s\u00e3o claramente ajustados para manter performance, mas isso \u00e9 um tipo de compromisso que eu aceito numa boa, porque o jogo precisa priorizar fluidez e leitura do combate.<\/p>\n\n\n\n<p>A interface \u00e9 bem organizada considerando a quantidade de sistemas. Tem muita informa\u00e7\u00e3o, mas d\u00e1 para aprender por camadas. E quando voc\u00ea come\u00e7a a usar loadouts de itens e equipamentos, tudo fica bem mais r\u00e1pido. Rise te incentiva a ser organizado, e quando voc\u00ea vira esse jogador organizado, o jogo fica ainda mais gostoso.<\/p>\n\n\n\n<p>No online, a experi\u00eancia tende a ser boa quando sua conex\u00e3o est\u00e1 est\u00e1vel. A ca\u00e7ada coop funciona bem, e o jogo mant\u00e9m o ritmo. \u00c9 o tipo de jogo em que qualquer instabilidade incomoda porque combate \u00e9 precis\u00e3o, mas no geral eu senti um pacote bem competente e bem acabado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"concluso\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Monster Hunter Rise foi, para mim, uma das experi\u00eancias mais viciantes e empolgantes de a\u00e7\u00e3o e ca\u00e7a no Switch. Ele pega a ess\u00eancia da s\u00e9rie, aquele combate que exige respeito, paci\u00eancia e leitura de monstro, e injeta velocidade, mobilidade e criatividade com o Wirebug e com o Palamute. O resultado \u00e9 um Monster Hunter que tem cara de cl\u00e1ssico, mas joga com uma energia mais moderna, mais \u201cacelerada\u201d, sem virar superficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu amei como o jogo me d\u00e1 ferramentas para me expressar. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 vencer. \u00c9 vencer do meu jeito. Com a arma que eu escolhi dominar, com a build que eu montei, usando o mapa ao meu favor, quebrando partes, capturando quando faz sentido, e aprendendo os padr\u00f5es at\u00e9 a luta virar uma dan\u00e7a. E quando o jogo acerta esse ponto, ele vira aquele tipo de game que voc\u00ea recomenda para qualquer pessoa que curte a\u00e7\u00e3o com profundidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu recomendo sim, com for\u00e7a, principalmente para quem quer um jogo longo, com muito conte\u00fado, coop divertido e progress\u00e3o que realmente te puxa para frente. Se voc\u00ea curte enfrentar chefes, construir personagem por equipamento e sentir evolu\u00e7\u00e3o na m\u00e3o, Rise \u00e9 um prato cheio. S\u00f3 deixo o aviso honesto: voc\u00ea precisa gostar do loop de repetir ca\u00e7adas para craftar, e precisa ter paci\u00eancia para aprender arma e monstro. Se voc\u00ea entra nessa vibe, o jogo vira facilmente uma paix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-green-cyan-background-color has-background\" id=\"pontospositivos\">Pontos positivos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Combate profundo e extremamente viciante, com armas bem distintas<\/li>\n\n\n\n<li>Wirebug deixa o gameplay \u00e1gil e criativo, com mobilidade muito gostosa<\/li>\n\n\n\n<li>Palamute acelera o ritmo e melhora muito o fluxo das ca\u00e7adas<\/li>\n\n\n\n<li>Monstros carism\u00e1ticos, bem animados e com leitura de ataques justa<\/li>\n\n\n\n<li>Loop de craft e evolu\u00e7\u00e3o que prende por dezenas e dezenas de horas<\/li>\n\n\n\n<li>Multiplayer divertido e com ca\u00e7adas que viram hist\u00f3rias<\/li>\n\n\n\n<li>Boa otimiza\u00e7\u00e3o no Switch para um jogo desse tamanho<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-background-color has-background\" id=\"pontosnegativos\">Pontos negativos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Curva de aprendizado pode assustar quem nunca jogou Monster Hunter<\/li>\n\n\n\n<li>Grind de materiais pode cansar quem n\u00e3o curte repetir ca\u00e7adas<\/li>\n\n\n\n<li>Em multiplayer e momentos muito cheios de efeitos, podem rolar quedas pontuais de fluidez<\/li>\n\n\n\n<li>Algumas pessoas podem achar o excesso de falas e callouts durante miss\u00e3o cansativo (ainda que seja ajust\u00e1vel)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-background-color has-background\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Gr\u00e1ficos: 8.6<br>Divers\u00e3o: 9.2<br>Jogabilidade: 9.3<br>Som: 8.7<br>Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o: 8.8<br><strong>NOTA FINAL: 9.0 \/ 10.0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu tenho que confessar uma coisa: Monster Hunter Rise foi um daqueles jogos que eu abri \u201cs\u00f3 para testar\u201d e,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38128,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,15,18,13,59,14],"tags":[],"class_list":["post-38127","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-nintendo","category-pc","category-playstation","category-reviews","category-xbox"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38127","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38127"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38130,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38127\/revisions\/38130"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}