{"id":38274,"date":"2025-12-31T01:33:53","date_gmt":"2025-12-31T04:33:53","guid":{"rendered":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/?p=38274"},"modified":"2025-12-31T01:35:13","modified_gmt":"2025-12-31T04:35:13","slug":"ori-the-collection-ori-and-the-blind-forest-definitive-edition-ori-and-the-will-of-the-wisps-analise-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/ori-the-collection-ori-and-the-blind-forest-definitive-edition-ori-and-the-will-of-the-wisps-analise-review\/","title":{"rendered":"Ori: The Collection (Ori and the Blind Forest: Definitive Edition + Ori and the Will of the Wisps)\u00a0\u2013\u00a0An\u00e1lise (Review)"},"content":{"rendered":"\n<p>Tem poucos jogos na vida que me fizeram parar por alguns segundos, largar o controle e simplesmente respirar fundo porque eu estava verdadeiramente encantado com tudo. Ori: The Collection fez isso comigo mais de uma vez. E n\u00e3o foi s\u00f3 por ser \u201cbonito\u201d ou por ter uma trilha sonora marcante. Foi porque, jogando de verdade, eu senti que esses dois jogos t\u00eam aquela combina\u00e7\u00e3o rara de delicadeza e brutalidade: delicadeza na forma como o mundo \u00e9 apresentado, como os personagens se expressam, como a m\u00fasica te envolve; e brutalidade no sentido bom, de te cobrar precis\u00e3o, reflexo e sangue frio em momentos que parecem uma corrida desesperada pela sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem n\u00e3o conhece, essa colet\u00e2nea junta Ori and the Blind Forest: Definitive Edition e Ori and the Will of the Wisps, dois metroidvanias focados em explora\u00e7\u00e3o, plataforma de precis\u00e3o e uma narrativa bem emocional, quase sem precisar de muitas palavras. Voc\u00ea controla o Ori, uma criatura pequena e luminosa, e vive uma jornada que come\u00e7a de um jeito \u00edntimo, quase \u201cconto\u201d, e vai crescendo at\u00e9 virar uma aventura gigantesca, cheia de \u00e1reas novas, habilidades transformadoras e desafios que exigem dom\u00ednio total do movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O que me pegou logo de cara foi o clima. A floresta de Nibel (Blind Forest) e depois o mundo mais amplo de Niwen (Will of the Wisps) t\u00eam uma energia de lugar vivo. N\u00e3o \u00e9 um mapa que existe s\u00f3 para voc\u00ea atravessar. Voc\u00ea percebe vento, \u00e1gua, luz, sombras, criaturas, ru\u00ednas, e tudo parece ter hist\u00f3ria. E o jogo usa isso para te puxar para dentro de um sentimento que \u00e9 muito forte: voc\u00ea est\u00e1 tentando curar um mundo, mas voc\u00ea \u00e9 pequeno dentro dele. S\u00f3 que, conforme voc\u00ea evolui, voc\u00ea come\u00e7a a sentir poder, controle, e aquela sensa\u00e7\u00e3o gostosa de \u201ceu aprendi a me mover aqui\u201d. Ori \u00e9 muito sobre virar parte do cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>E uma coisa importante: os dois jogos t\u00eam personalidades diferentes. Blind Forest \u00e9 mais \u201cpuro\u201d em plataforma, mais direto, mais focado em aprender a se movimentar e sobreviver. Will of the Wisps \u00e9 mais completo, mais ambicioso, com combate mais profundo, miss\u00f5es secund\u00e1rias, NPCs e um mundo que parece mais \u201cRPG\u201d dentro da estrutura metroidvania. Jogar os dois em sequ\u00eancia foi como ver uma banda lan\u00e7ar um \u00e1lbum incr\u00edvel e depois voltar com um segundo ainda mais maduro e ousado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"mecnicasejogabilidade\">Mec\u00e2nicas e Jogabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Se eu tivesse que resumir a jogabilidade de Ori em uma palavra, seria \u201cmovimento\u201d. Tudo gira em torno de como eu atravesso o mundo. E eu n\u00e3o digo atravessar como \u201candar para a direita\u201d. Eu digo atravessar como dan\u00e7ar com o mapa: subir paredes, planar, pular em sequ\u00eancia, usar impulsos no ar, agarrar em pontos espec\u00edficos, desviar de proj\u00e9teis, e transformar risco em rota.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"blindforestplataformacomocoraodojogo\">Blind Forest: plataforma como cora\u00e7\u00e3o do jogo<\/h3>\n\n\n\n<p>Em Ori and the Blind Forest: Definitive Edition, o jogo me jogou numa explora\u00e7\u00e3o que parece simples no come\u00e7o, mas que vai ficando cada vez mais t\u00e9cnica. Conforme eu desbloqueio habilidades, o mapa vai se abrindo e eu come\u00e7o a enxergar atalhos onde antes existiam paredes. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito metroidvania: eu volto em lugares antigos, mas agora com ferramentas novas, e de repente eu pego colecion\u00e1veis e abro passagens que eu nem sabia que existiam.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande destaque para mim \u00e9 como o jogo constr\u00f3i desafio com f\u00edsica e precis\u00e3o. Tem segmentos em que eu precisava calcular pulo com cuidado, entender a in\u00e9rcia, controlar a altura do salto, combinar movimentos em sequ\u00eancia e manter ritmo. Em Ori, errar por 1 segundo ou por 1 pixel realmente acontece, mas o jogo tamb\u00e9m te d\u00e1 controles responsivos o suficiente para eu sentir que a culpa foi minha e que eu posso acertar na pr\u00f3xima tentativa.<\/p>\n\n\n\n<p>E tem o Bash, que \u00e9 uma das mec\u00e2nicas mais geniais que eu j\u00e1 vi em plataforma. Basicamente, eu consigo usar certos inimigos e proj\u00e9teis como \u201cponto de impulso\u201d, reposicionando o Ori no ar e ainda jogando o proj\u00e9til para outra dire\u00e7\u00e3o. Quando essa habilidade entra no kit, o jogo vira outro. Eu passei a olhar para o caos como ferramenta. Em vez de fugir de proj\u00e9teis, eu comecei a usar proj\u00e9teis para ganhar altura, atravessar abismos e resolver puzzles de movimento. Quando eu finalmente entendi o timing e comecei a usar Bash em sequ\u00eancia, eu senti que eu tinha desbloqueado uma nova linguagem de gameplay.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto marcante em Blind Forest s\u00e3o as sequ\u00eancias de fuga. Em vez de s\u00f3 batalhas contra chefes tradicionais, o jogo te coloca em corridas desesperadas, com tela desabando, \u00e1gua subindo, fogo correndo atr\u00e1s de voc\u00ea, e voc\u00ea tem que executar uma rota perfeita. Eu morri muito nessas partes. Muito mesmo. Mas \u00e9 aquele tipo de frustra\u00e7\u00e3o que vira orgulho quando voc\u00ea passa. Voc\u00ea termina com o cora\u00e7\u00e3o acelerado e a sensa\u00e7\u00e3o de que sobreviveu por habilidade pura.<\/p>\n\n\n\n<p>A Definitive Edition melhora bastante o fluxo, adiciona novas \u00e1reas, ajusta progress\u00e3o e d\u00e1 mais ferramentas de navega\u00e7\u00e3o e qualidade de vida. Eu senti que essa vers\u00e3o \u00e9 a forma certa de jogar Blind Forest hoje porque ela deixa a experi\u00eancia mais coerente, menos \u201ctravada\u201d em pontos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"willofthewispsevoluocombateeliberdade\">Will of the Wisps: evolu\u00e7\u00e3o, combate e liberdade<\/h3>\n\n\n\n<p>A\u00ed eu fui para Ori and the Will of the Wisps e a diferen\u00e7a \u00e9 imediata. O movimento continua sendo rei, s\u00f3 que o jogo abre ainda mais o leque. As habilidades ficam mais variadas, os upgrades mais flex\u00edveis, e o combate ganha profundidade real.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto em Blind Forest o combate \u00e9 mais simples e muitas vezes secund\u00e1rio, em Will of the Wisps eu realmente me importei com minha \u201cbuild\u201d. O jogo traz um sistema de habilidades equip\u00e1veis que mudam como eu jogo: mais dano, mais cura, mais energia, mais mobilidade, mais recompensas por explora\u00e7\u00e3o. Isso deixa a experi\u00eancia muito personaliz\u00e1vel. Eu conseguia montar um Ori mais agressivo, ou mais seguro, ou mais focado em explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O combate tamb\u00e9m ficou mais \u201cna m\u00e3o\u201d. Eu uso armas e habilidades com estilos diferentes, combando ataques, usando proj\u00e9teis, controle de \u00e1rea, e encaixando movimento com ofensiva. E o mais legal \u00e9 que o jogo integra combate e plataforma de um jeito natural. Eu n\u00e3o paro de me mover para lutar. Eu luto me movendo. Tem inimigo que eu derrubo no ar, tem ataque que eu uso para me reposicionar, tem boss que vira uma coreografia de desvio e puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Will of the Wisps tamb\u00e9m tem mais NPCs, pequenas quests e um senso de mundo mais habitado. Isso muda o ritmo entre tens\u00e3o e respiro. Eu sa\u00eda de uma \u00e1rea perigosa, voltava para um lugar mais seguro, conversava com personagens, desbloqueava melhorias e sentia que havia reconstru\u00e7\u00e3o acontecendo. Isso d\u00e1 um peso emocional e uma sensa\u00e7\u00e3o de progresso que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mec\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, jogando os dois, eu senti que Blind Forest \u00e9 a base perfeita para aprender a \u201cser Ori\u201d, e Will of the Wisps \u00e9 o \u00e1pice dessa identidade, com mais liberdade, mais variedade, mais ambi\u00e7\u00e3o e mais momentos de espet\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"grficos\">Gr\u00e1ficos<\/h2>\n\n\n\n<p>Ori \u00e9 um daqueles jogos que eu uso como exemplo quando algu\u00e9m fala \u201cah, jogo bonito \u00e9 s\u00f3 realismo\u201d. N\u00e3o. Ori \u00e9 bonito porque tem dire\u00e7\u00e3o de arte, porque tem composi\u00e7\u00e3o, porque tem cor, porque tem anima\u00e7\u00e3o, porque tem luz. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de estar dentro de uma pintura viva, s\u00f3 que uma pintura que te mata se voc\u00ea errar um pulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Blind Forest, eu fiquei impressionado com o contraste entre a fofura do Ori e a melancolia do mundo. A floresta \u00e9 linda, mas ela est\u00e1 doente, quebrada, perigosa. O jogo usa ilumina\u00e7\u00e3o e sombras para dar clima, e usa part\u00edculas, neblina, \u00e1gua, brilho e profundidade para criar uma atmosfera quase m\u00e1gica. Mesmo em 2D, tem uma sensa\u00e7\u00e3o forte de camadas, como se o cen\u00e1rio tivesse profundidade real.<\/p>\n\n\n\n<p>Os personagens se comunicam muito por anima\u00e7\u00e3o. O Ori \u00e9 extremamente expressivo, mesmo sem falar. A maneira como ele se move, como ele cai, como ele segura na beirada, como ele reage a perigo, tudo tem personalidade. E isso \u00e9 essencial para a hist\u00f3ria funcionar. Eu n\u00e3o preciso de texto explicando emo\u00e7\u00e3o o tempo todo porque eu vejo emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Will of the Wisps, eu senti um salto de qualidade. O mundo parece mais rico, mais detalhado, mais variado. As \u00e1reas t\u00eam identidades muito marcantes: lugares mais escuros e amea\u00e7adores, outros cheios de cor e vida, cavernas com brilho estranho, p\u00e2ntanos perigosos, regi\u00f5es com tempestades e ambientes com aquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201clugar antigo\u201d. Al\u00e9m disso, os efeitos de combate s\u00e3o mais intensos e ainda assim o jogo mant\u00e9m legibilidade. Isso \u00e9 importante porque em Will of the Wisps acontece muita coisa na tela: part\u00edculas, habilidades, inimigos, impactos, e mesmo assim eu conseguia entender o que era perigo e o que era oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra coisa que me marcou foi como o jogo usa o cen\u00e1rio para contar hist\u00f3ria. Ru\u00ednas, \u00e1rvores, ra\u00edzes, estruturas, marcas no ambiente. Ori tem aquela qualidade de mundo que parece ter existido antes de voc\u00ea e vai existir depois, e o visual sustenta isso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"som\">Som<\/h2>\n\n\n\n<p>Eu joguei Ori e eu posso dizer sem medo: a trilha sonora \u00e9 parte do gameplay emocional. Ela n\u00e3o \u00e9 \u201cm\u00fasica de fundo\u201d. Ela \u00e9 o que transforma uma cena bonita em uma cena inesquec\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Blind Forest, a m\u00fasica tem muita melancolia, muita sensa\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a fr\u00e1gil. Tem momentos em que eu estava apenas explorando e a trilha j\u00e1 me deixava com um aperto no peito, como se o jogo estivesse me lembrando o tempo todo que aquele mundo est\u00e1 sofrendo e eu estou tentando consertar algo grande demais.<\/p>\n\n\n\n<p>E quando o jogo entra nas sequ\u00eancias de fuga, a trilha muda completamente de energia. Ela vira tens\u00e3o pura. Ela te empurra para frente. Eu sentia o p\u00e2nico da situa\u00e7\u00e3o muito mais por causa do som, porque a m\u00fasica acelera, cresce, e parece que est\u00e1 correndo junto com voc\u00ea. Isso faz a vit\u00f3ria ser ainda mais cat\u00e1rtica quando voc\u00ea consegue.<\/p>\n\n\n\n<p>Will of the Wisps, para mim, \u00e9 ainda mais cinematogr\u00e1fico no \u00e1udio. As \u00e1reas t\u00eam temas muito bem definidos, os combates importantes t\u00eam m\u00fasica que sobe como se fosse boss de filme, e os momentos emotivos realmente batem forte. Tem cenas em que eu terminei e fiquei em sil\u00eancio por alguns segundos porque a m\u00fasica segurou minha emo\u00e7\u00e3o at\u00e9 o \u00faltimo frame.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos sonoros tamb\u00e9m s\u00e3o excelentes. Cada salto, cada dash, cada impacto, cada habilidade tem um som claro e satisfat\u00f3rio. Isso melhora a sensa\u00e7\u00e3o de controle, porque eu \u201csinto\u201d quando um movimento encaixa. E em combate, eu percebo hits, status e perigos com facilidade. O \u00e1udio refor\u00e7a a leitura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se eu tivesse que apontar um \u201cdefeito\u201d, \u00e9 que a trilha \u00e9 t\u00e3o boa e t\u00e3o marcante que \u00e0s vezes eu ficava querendo s\u00f3 parar e ouvir, mas o jogo tamb\u00e9m \u00e9 perigoso, ent\u00e3o parar para apreciar pode significar morrer. Isso \u00e9 elogio e problema ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"diverso\">Divers\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Ori me divertiu de um jeito muito espec\u00edfico: ele me fez sofrer com gosto. \u00c9 aquela divers\u00e3o de desafio justo, em que eu morro, volto r\u00e1pido, aprendo algo, e sinto que meu progresso \u00e9 real. E essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais forte porque o jogo n\u00e3o te recompensa s\u00f3 com n\u00fameros, ele te recompensa com fluidez. Quanto melhor eu fico, mais bonito eu jogo. O Ori come\u00e7a meio travado, limitado, e termina voando pelo mapa como se fosse parte do vento. Isso \u00e9 extremamente satisfat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Blind Forest, a divers\u00e3o vem muito da supera\u00e7\u00e3o de plataforma e da explora\u00e7\u00e3o. Eu adorava desbloquear uma habilidade e voltar para abrir caminhos antigos. Eu gostava de ir atr\u00e1s de melhorias de vida e energia, de completar \u00e1reas, de encontrar segredos. O jogo \u00e9 cheio de cantos escondidos que n\u00e3o est\u00e3o ali s\u00f3 para te dar item. Eles est\u00e3o ali para te testar com um desafio de movimento que \u00e9 prazeroso de executar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Will of the Wisps, al\u00e9m disso tudo, a divers\u00e3o aumentou porque o jogo \u00e9 mais variado. O combate \u00e9 mais interessante, os chefes s\u00e3o mais memor\u00e1veis, e o mundo parece mais vivo por causa dos NPCs e do senso de reconstru\u00e7\u00e3o. Eu me peguei fazendo miss\u00f5es secund\u00e1rias n\u00e3o s\u00f3 por recompensa, mas porque eu queria ver aquele lugar evoluindo e queria entender mais daquele mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>E tem um detalhe muito importante: Ori \u00e9 emocionante. Eu sei que isso n\u00e3o \u00e9 \u201cdivers\u00e3o\u201d no sentido cl\u00e1ssico de rir ou adrenalina, mas para mim faz parte. Eu senti vontade de continuar n\u00e3o s\u00f3 porque eu queria zerar, mas porque eu queria ver o desfecho. E quando um jogo te faz querer continuar por sentimento e por desafio ao mesmo tempo, ele est\u00e1 muito acima da m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea \u00e9 do tipo que detesta morrer muitas vezes, eu j\u00e1 aviso: Ori exige paci\u00eancia. Mesmo com checkpoints e sistemas de salvamento que ajudam, voc\u00ea vai morrer. S\u00f3 que para mim, a maneira como o jogo te faz voltar r\u00e1pido e tentar de novo mant\u00e9m o prazer do aprendizado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"performanceeotimizao\">Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Jogando no Nintendo Switch, eu senti que Ori: The Collection \u00e9, no geral, um pacote muito competente tecnicamente, especialmente considerando o n\u00edvel de efeitos visuais, ilumina\u00e7\u00e3o e part\u00edculas que esses jogos usam o tempo todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Blind Forest, a experi\u00eancia tende a ser bem est\u00e1vel. O jogo \u00e9 mais \u201cleve\u201d em termos de complexidade de combate e efeitos, ent\u00e3o ele costuma segurar bem o ritmo. Os comandos respondem com precis\u00e3o, e isso \u00e9 essencial, porque plataforma de precis\u00e3o sem resposta r\u00e1pida vira pesadelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Will of the Wisps, eu percebi que o jogo exige mais do hardware. Tem mais efeitos, mais sistemas, mais coisa acontecendo em combate e em \u00e1reas amplas. No geral, eu ainda achei a experi\u00eancia boa e jog\u00e1vel, mas em momentos muito carregados, com muitos efeitos na tela, eu notei pequenas oscila\u00e7\u00f5es. N\u00e3o foi algo constante a ponto de estragar, mas eu senti que existe um limite sendo testado, principalmente em cenas mais \u201cespetaculares\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Carregamentos e transi\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem administrados, e a interface \u00e9 limpa o suficiente para voc\u00ea n\u00e3o perder tempo em menu. Outro ponto positivo \u00e9 que o jogo te incentiva a explorar sem transformar navega\u00e7\u00e3o em sofrimento. O mapa e os recursos de viagem e marca\u00e7\u00e3o ajudam bastante, especialmente quando voc\u00ea est\u00e1 ca\u00e7ando colecion\u00e1veis e tentando fechar regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No conjunto, eu considero a otimiza\u00e7\u00e3o boa, com a ressalva de que Will of the Wisps \u00e9 mais ambicioso e pode mostrar pequenas oscila\u00e7\u00f5es dependendo do momento. Ainda assim, para um jogo que depende tanto de precis\u00e3o, eu senti que ele entrega controle confi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"concluso\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Ori: The Collection foi uma experi\u00eancia que eu coloco f\u00e1cil na categoria de \u201cobrigat\u00f3rio para quem gosta de metroidvania e plataforma\u201d (tanto \u00e9 que eu comprei esse jogo em m\u00eddia f\u00edsica). Blind Forest me conquistou pela pureza do movimento e pelas sequ\u00eancias de fuga que quase me fizeram perder a sanidade, e Will of the Wisps elevou tudo para um n\u00edvel mais completo, mais variado e mais \u00e9pico, com combate melhor, mundo mais amplo e um senso de jornada que me marcou.<\/p>\n\n\n\n<p>O que faz Ori ser especial para mim \u00e9 que ele n\u00e3o separa mec\u00e2nica de emo\u00e7\u00e3o. O jogo n\u00e3o te conta uma hist\u00f3ria e depois te d\u00e1 uma fase qualquer. Ele usa a pr\u00f3pria jogabilidade para expressar sensa\u00e7\u00e3o. O esfor\u00e7o de escalar, a dificuldade de atravessar um trecho perigoso, o al\u00edvio de encontrar um lugar seguro, o poder de dominar uma habilidade nova. Tudo isso conversa com o que est\u00e1 acontecendo na narrativa, e isso \u00e9 muito raro de ver t\u00e3o bem encaixado.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu recomendo muito Ori: The Collection. Recomendo para quem quer um jogo bonito de verdade, com arte e m\u00fasica de alto n\u00edvel. Recomendo para quem ama explora\u00e7\u00e3o e aquela sensa\u00e7\u00e3o de abrir caminhos novos. Recomendo para quem gosta de desafio e quer sentir evolu\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria habilidade. S\u00f3 fa\u00e7o um aviso honesto: se voc\u00ea n\u00e3o tem paci\u00eancia com tentativa e erro e plataforma exigente, talvez voc\u00ea precise entrar com a mentalidade certa, porque vai ter momento de morrer repetidas vezes. Mas se voc\u00ea abra\u00e7a o aprendizado, Ori vira uma das aventuras mais memor\u00e1veis do g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-green-cyan-background-color has-background\" id=\"pontospositivos\">Pontos positivos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Movimento incr\u00edvel, com sensa\u00e7\u00e3o de controle muito gostosa e evolu\u00e7\u00e3o constante do kit de habilidades<\/li>\n\n\n\n<li>Level design de metroidvania excelente, incentivando explora\u00e7\u00e3o e retorno a \u00e1reas antigas<\/li>\n\n\n\n<li>Dire\u00e7\u00e3o de arte absurda, com cen\u00e1rios que parecem pintura viva e anima\u00e7\u00f5es expressivas<\/li>\n\n\n\n<li>Trilha sonora marcante e emocional, elevando cenas e sequ\u00eancias de tens\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Will of the Wisps melhora muito o combate e aumenta variedade de builds e desafios<\/li>\n\n\n\n<li>Conte\u00fado da colet\u00e2nea oferece duas experi\u00eancias fortes e complementares no mesmo pacote<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-background-color has-background\" id=\"pontosnegativos\">Pontos negativos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dificuldade em plataforma pode frustrar quem n\u00e3o curte morrer e repetir trechos<\/li>\n\n\n\n<li>Blind Forest tem combate mais simples e pode parecer limitado para quem quer a\u00e7\u00e3o mais profunda<\/li>\n\n\n\n<li>Will of the Wisps \u00e9 mais pesado e pode ter pequenas oscila\u00e7\u00f5es de performance em momentos bem carregados no Switch<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-to-luminous-vivid-orange-gradient-background has-background\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Gr\u00e1ficos: 9.6<br>Divers\u00e3o: 9.4<br>Jogabilidade: 9.5<br>Som: 9.8<br>Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o: 8.9<br><strong>NOTA FINAL: 9.4 \/ 10.0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem poucos jogos na vida que me fizeram parar por alguns segundos, largar o controle e simplesmente respirar fundo porque&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38132,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,15,18,13,59,14],"tags":[],"class_list":["post-38274","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-nintendo","category-pc","category-playstation","category-reviews","category-xbox"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38274"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38274\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38277,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38274\/revisions\/38277"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}