{"id":38636,"date":"2026-03-15T11:00:00","date_gmt":"2026-03-15T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/?p=38636"},"modified":"2026-03-14T12:52:59","modified_gmt":"2026-03-14T15:52:59","slug":"chicory-a-colorful-tale-analise-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/chicory-a-colorful-tale-analise-review\/","title":{"rendered":"Chicory: A Colorful Tale\u00a0\u2013\u00a0An\u00e1lise (Review)"},"content":{"rendered":"\n<p>Chicory: A Colorful Tale tem um jeito muito esperto de pegar uma mec\u00e2nica simples (pintar) e transformar isso em linguagem: n\u00e3o s\u00f3 para explorar e resolver problemas, mas para expressar sentimento. Essa premissa me fisgou de primeira: o mundo perdeu as cores, e a Chicory, que \u00e9 meio que a grande artista e protetora do lugar, n\u00e3o est\u00e1 bem. E a\u00ed, do nada, eu &#8211; um personagem pequeno, comum, quase invis\u00edvel no come\u00e7o &#8211; fico com o Pincel m\u00e1gico. E aqui j\u00e1 entra o primeiro acerto do roteiro: o jogo n\u00e3o trata isso como \u201cvoc\u00ea \u00e9 o her\u00f3i porque sim\u201d. Ele faz quest\u00e3o de me colocar naquele desconforto de responsabilidade inesperada. Eu sentia o peso do pincel n\u00e3o como poder, mas como cobran\u00e7a. E, ao mesmo tempo, a sensa\u00e7\u00e3o de poder pintar qualquer coisa, do jeito que eu quiser, me deu uma liberdade criativa que eu n\u00e3o vejo muito em jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo de Chicory tem aquela vibe de aventura isom\u00e9trica, com \u00e1reas conectadas, personagens engra\u00e7ados e um loop delicioso de chegar num lugar novo, conversar, descobrir um probleminha local e usar pintura como ferramenta para resolver. S\u00f3 que o jogo tamb\u00e9m sabe te surpreender com momentos mais intensos, mudan\u00e7as de tom e algumas sequ\u00eancias que exigem reflexo e aten\u00e7\u00e3o, mesmo sem ele virar um jogo de a\u00e7\u00e3o pesado. \u00c9 um equil\u00edbrio bem raro: relaxante, mas n\u00e3o bobo; emocional, mas sem virar drama for\u00e7ado; criativo, mas com estrutura suficiente para eu sentir progresso.<\/p>\n\n\n\n<p>E o mais importante: Chicory tem um ritmo de descoberta muito viciante. Eu entrava em uma \u00e1rea pensando \u201cvou s\u00f3 avan\u00e7ar a hist\u00f3ria\u201d e, quando percebia, estava h\u00e1 meia hora ajudando NPCs, procurando colecion\u00e1veis, pintando detalhes in\u00fateis s\u00f3 porque era gostoso e testando combina\u00e7\u00f5es de cores como se eu fosse dono de um est\u00fadio de arte. Ele me pegou de um jeito muito espec\u00edfico: eu n\u00e3o queria s\u00f3 zerar, eu queria deixar o mundo do meu jeito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"mecnicasejogabilidade\">Mec\u00e2nicas e Jogabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>A jogabilidade de Chicory gira em torno do Pincel, e o jogo acerta porque ele n\u00e3o \u00e9 um \u201cgimmick\u201d de marketing. Pintar \u00e9 literalmente o verbo principal do jogo. Eu pinto o ch\u00e3o para revelar caminhos, pinto objetos para ativar mecanismos, pinto s\u00edmbolos para resolver puzzles, pinto elementos do cen\u00e1rio para \u201cacordar\u201d intera\u00e7\u00f5es, e em v\u00e1rios momentos eu pinto s\u00f3 porque eu quero ver como aquilo fica. E o mais legal \u00e9 que o jogo respeita essa liberdade: n\u00e3o existe uma cor certa na maior parte do tempo. A solu\u00e7\u00e3o costuma ser \u201cpinte isso\u201d, n\u00e3o \u201cpinte isso de azul\u201d. Isso d\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o constante de autoria. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um mundo que eu estou visitando; \u00e9 um mundo que eu estou co-criando.<\/p>\n\n\n\n<p>O controle do pincel \u00e9 simples de entender e cheio de nuance na pr\u00e1tica. Eu posso pintar com pinceladas largas, preencher \u00e1reas, trocar cores, apagar ou repintar por cima e criar padr\u00f5es. Mesmo quando o puzzle \u00e9 objetivo, o caminho at\u00e9 ele tem espa\u00e7o para estilo. Teve situa\u00e7\u00f5es em que eu resolvi o desafio da forma mais \u201climpa\u201d poss\u00edvel, e outras em que eu transformei o lugar num carnaval s\u00f3 porque eu estava no clima. E o jogo n\u00e3o me julgou. Pelo contr\u00e1rio: ele parece querer que eu perca um pouco a vergonha de \u201cfazer feio\u201d, que \u00e9 um tema muito ligado \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Explora\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 uma parte enorme do prazer. Chicory tem um mapa cheio de \u00e1reas conectadas, cada uma com seu tema, seus personagens e seus pequenos mist\u00e9rios. Eu avan\u00e7ava na hist\u00f3ria e, ao mesmo tempo, ia abrindo atalhos, encontrando segredos, destravando novos lugares e entendendo como tudo se encaixa. A estrutura lembra aventura cl\u00e1ssica, com aquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201cvolta depois quando tiver a habilidade certa\u201d, s\u00f3 que as habilidades est\u00e3o muito ligadas a novas formas de usar pintura e a novas ferramentas que expandem o que eu consigo fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Os puzzles s\u00e3o variados e, no geral, muito bem dosados. Tem puzzle de observar padr\u00e3o, puzzle de acender\/ativar coisas no ambiente, puzzle de direcionar algo no cen\u00e1rio, puzzle que usa cores como linguagem e, principalmente, puzzle em que a pintura serve para destacar o que antes era invis\u00edvel ou \u201cmorto\u201d no mundo sem cor. Eu gostei porque o jogo n\u00e3o depende s\u00f3 de l\u00f3gica seca; ele depende de curiosidade. Muitas vezes a solu\u00e7\u00e3o aparecia quando eu olhava para o cen\u00e1rio e pensava \u201cisso aqui est\u00e1 pedindo tinta\u201d. \u00c9 quase um instinto que o jogo te ensina.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra camada gostosa \u00e9 que Chicory tem um lado de combate\/a\u00e7\u00e3o bem leve, mas marcante quando aparece. Existem momentos em que eu enfrento desafios mais \u201ctensos\u201d, com padr\u00f5es e ataques na tela, e a pintura vira uma ferramenta dentro da a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 um jogo de lutar o tempo todo, mas quando ele entra nesse modo, ele muda a energia e me tira do autom\u00e1tico. Eu curti porque quebra o ritmo sem virar um outro jogo. E, como sempre, a apresenta\u00e7\u00e3o desses momentos conversa com o tema emocional do enredo, ent\u00e3o n\u00e3o parece \u201cminigame jogado do nada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As miss\u00f5es secund\u00e1rias tamb\u00e9m fazem a jogabilidade brilhar. A maioria \u00e9 simples na superf\u00edcie (ajudar algu\u00e9m a encontrar algo, resolver uma bagun\u00e7a local, arrumar um lugar), mas o jeito como elas te fazem observar o mundo, experimentar pintura e conversar com personagens d\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de comunidade. Eu n\u00e3o estava s\u00f3 cumprindo checklist; eu estava deixando o lugar melhor. E como as recompensas geralmente expandem op\u00e7\u00f5es de customiza\u00e7\u00e3o ou liberam pequenas vantagens, d\u00e1 vontade de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Um detalhe que eu adorei \u00e9 como o jogo encoraja criatividade sem travar progresso. Se eu n\u00e3o sou um \u201cartista\u201d e meu desenho fica torto, tudo bem. Se eu quero s\u00f3 pintar r\u00e1pido e seguir, tudo bem. Se eu quero parar para fazer um mural caprichado, tamb\u00e9m d\u00e1. Chicory entende que criatividade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 habilidade, \u00e9 estado emocional, e ele cria mec\u00e2nicas para acolher isso.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, a jogabilidade \u00e9 uma mistura muito rara de aventura, puzzle, explora\u00e7\u00e3o e express\u00e3o pessoal. Eu me senti competente resolvendo desafios e, ao mesmo tempo, me senti livre para brincar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"grficos\">Gr\u00e1ficos<\/h2>\n\n\n\n<p>Chicory visualmente \u00e9 uma ideia genial: ele come\u00e7a como um mundo quase todo sem cor, com tra\u00e7os simples, estilo de ilustra\u00e7\u00e3o e contornos que lembram p\u00e1ginas de um livro ou um desenho para colorir. E justamente por ser simples, a cor vira espet\u00e1culo. Quando eu pinto, eu sinto que estou \u201cacendendo\u201d o mundo. A transi\u00e7\u00e3o do sem cor para o colorido n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 est\u00e9tica; \u00e9 narrativa. D\u00e1 uma satisfa\u00e7\u00e3o muito real ver uma \u00e1rea ganhar vida com as minhas escolhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O tra\u00e7o do jogo \u00e9 extremamente leg\u00edvel. Isso \u00e9 importante porque, quando voc\u00ea d\u00e1 ao jogador poder de pintar qualquer coisa, existe o risco de virar uma bagun\u00e7a visual. Chicory evita isso porque o design do cen\u00e1rio tem contornos claros, objetos bem definidos e camadas que continuam compreens\u00edveis mesmo quando eu exagero na tinta. O mundo \u00e9 feito para aguentar a criatividade do jogador sem desmoronar na leitura.<\/p>\n\n\n\n<p>E tem uma coisa que eu achei muito charmosa: o jogo aceita o seu \u201cestilo\u201d como parte do visual final. Eu vi lugares que eu pintei de forma minimalista, com paleta suave e organizada, e outros que eu pintei como se eu estivesse com pressa e caf\u00e9 demais no sangue. E ambos funcionaram, porque o jogo tem uma identidade t\u00e3o forte nos contornos, nos personagens e na forma que ele comp\u00f5e as cenas que ele segura o conjunto.<\/p>\n\n\n\n<p>A variedade de regi\u00f5es tamb\u00e9m ajuda. Cada \u00e1rea tem tema pr\u00f3prio, com formas e elementos que mudam bastante: tem lugar mais urbano, lugar mais natural, lugar com vibe mais \u201cestranha\u201d, e tudo isso ganha outra camada quando voc\u00ea aplica suas cores. Eu me peguei voltando em \u00e1reas antigas s\u00f3 para repintar com uma paleta nova, como se eu estivesse redecorando uma casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os personagens s\u00e3o carism\u00e1ticos do jeito certo: simples, expressivos e com anima\u00e7\u00f5es que passam humor e emo\u00e7\u00e3o sem precisar de realismo. E isso combina com o tom do jogo, que fala de coisas profundas usando um mundo fofo. Esse contraste funciona porque o visual n\u00e3o \u00e9 infantilizado; ele \u00e9 acolhedor.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado final \u00e9 um jogo que, honestamente, vira uma galeria personalizada. Dois jogadores podem terminar Chicory com mundos visualmente muito diferentes, e isso \u00e9 parte da gra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"som\">Som<\/h2>\n\n\n\n<p>O som em Chicory \u00e9 aquele tipo de elemento que parece discreto no come\u00e7o e depois voc\u00ea percebe que estava carregando metade do sentimento do jogo nas costas. A trilha sonora alterna entre aconchego, curiosidade e momentos mais emocionais, e ela tem um poder muito grande de fazer eu sentir que estou em uma jornada pessoal, n\u00e3o s\u00f3 em uma aventura \u201cde miss\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu mais gostei foi como a m\u00fasica acompanha o ato de explorar e pintar sem ficar cansativa. Em jogos mais longos, trilha repetitiva vira ru\u00eddo. Aqui, as faixas conseguem ser memor\u00e1veis e ao mesmo tempo funcionais: elas seguram uma atmosfera calma quando eu estou vagando sem pressa, e sobem a tens\u00e3o quando o jogo entra em momentos mais intensos. E quando a hist\u00f3ria decide tocar em assuntos mais pesados, o som ajuda a dar peso sem precisar dramatizar demais no texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos sonoros de pintura tamb\u00e9m s\u00e3o estranhamente satisfat\u00f3rios. O som das pinceladas, das intera\u00e7\u00f5es com o ambiente, de mecanismos ativando e de pequenos feedbacks quando algo \u201cfunciona\u201d cria um loop gostoso. Eu sentia que pintar era uma a\u00e7\u00e3o f\u00edsica, n\u00e3o s\u00f3 um clique que muda cor na tela. E esse tipo de feedback \u00e9 essencial para manter a mec\u00e2nica principal prazerosa por muitas horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sons de ambiente ajudam a dar vida ao mundo. Cada \u00e1rea tem sua \u201ctextura sonora\u201d, e isso refor\u00e7a o sentimento de que eu estou viajando por lugares diferentes, n\u00e3o s\u00f3 mudando o wallpaper do mapa. E as rea\u00e7\u00f5es dos personagens, mesmo quando s\u00e3o simples, ajudam a manter o carisma do elenco.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, o \u00e1udio de Chicory \u00e9 um daqueles casos em que tudo encaixa: m\u00fasica e efeitos n\u00e3o est\u00e3o ali para aparecer, est\u00e3o ali para te colocar no clima certo para criar, explorar e sentir.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"diverso\">Divers\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Chicory me divertiu de um jeito muito espec\u00edfico: ele me fez relaxar e me engajar ao mesmo tempo. Normalmente, jogos relaxantes n\u00e3o me d\u00e3o muita \u201cfome\u201d de progresso, e jogos cheios de progresso \u00e0s vezes me deixam tenso. Chicory equilibra isso porque o progresso \u00e9 guiado por curiosidade, n\u00e3o por puni\u00e7\u00e3o. Eu queria avan\u00e7ar porque eu queria ver o pr\u00f3ximo lugar, conhecer o pr\u00f3ximo personagem e descobrir como a mec\u00e2nica de pintura seria usada de um jeito novo.<\/p>\n\n\n\n<p>A divers\u00e3o aqui tem v\u00e1rias fontes. A primeira \u00e9 a criatividade pura. Pintar um mundo inteiro do jeito que eu quero \u00e9 aquele tipo de liberdade que d\u00e1 vontade de ficar experimentando. Eu fazia gradiente, pintava sombras, inventava padr\u00f5es, mudava a paleta de uma cidade inteira s\u00f3 para ver se ficava melhor. E mesmo quando eu pintava de forma simples, eu sentia orgulho porque o mundo estava ficando \u201cmeu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda fonte de divers\u00e3o \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de ajudar. Chicory tem muita miss\u00e3ozinha local, muita historinha curta com NPC, e o jogo faz essas pequenas tarefas parecerem humanas. \u00c0s vezes \u00e9 algo engra\u00e7ado, \u00e0s vezes \u00e9 algo meio triste, \u00e0s vezes \u00e9 uma inseguran\u00e7a boba. E como o tema do jogo conversa com criatividade e autoestima, eu me peguei realmente ligando para esses personagens. Isso d\u00e1 vontade de completar side quests n\u00e3o por loot, mas por carinho.<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira fonte \u00e9 o mist\u00e9rio emocional da hist\u00f3ria. Eu queria entender o que estava acontecendo com a Chicory, por que o mundo perdeu cor, o que significa carregar aquela responsabilidade e como meu personagem se encaixa nisso tudo. E quando o jogo vai entrando em temas como press\u00e3o criativa e sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ser suficiente, ele bate num lugar muito real. N\u00e3o \u00e9 um jogo que fica apontando dedo e dizendo \u201cli\u00e7\u00e3o do dia\u201d. Ele coloca voc\u00ea dentro de situa\u00e7\u00f5es e di\u00e1logos que parecem verdadeiros, e isso prende.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tamb\u00e9m gostei que Chicory tem momentos em que ele acelera o cora\u00e7\u00e3o, mesmo sendo um jogo majoritariamente calmo. Essas partes quebram a rotina e me fazem sentir que estou em uma aventura completa, n\u00e3o s\u00f3 em um \u201csimulador de pintura\u201d. E como elas s\u00e3o relativamente pontuais, n\u00e3o cansam quem veio pelo lado relaxante.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00fanico \u201crisco\u201d para algumas pessoas \u00e9: se voc\u00ea n\u00e3o curte muito explorar e conversar, pode achar o ritmo mais contemplativo em certos trechos. Para mim, isso foi parte do charme, porque eu estava exatamente no clima de passear e construir o mundo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"performanceeotimizao\">Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Tecnicamente, minha experi\u00eancia com Chicory foi bem confort\u00e1vel, e isso \u00e9 importante porque o jogo \u00e9 muito interativo e cheio de pequenas a\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas: pintar, apagar, repintar, entrar e sair de \u00e1reas, conversar com NPCs, abrir menus de cor, fazer combina\u00e7\u00f5es. Se o jogo travasse ou respondesse mal, a magia iria embora.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, ele manteve uma resposta boa aos comandos e uma fluidez consistente na explora\u00e7\u00e3o. As transi\u00e7\u00f5es entre \u00e1reas foram r\u00e1pidas o bastante para eu n\u00e3o sentir quebra de ritmo, e os menus de sele\u00e7\u00e3o de cores e ferramentas funcionaram de maneira pr\u00e1tica, o que \u00e9 essencial em um jogo onde eu mexo nisso o tempo todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em momentos em que eu exagerei muito na pintura, enchendo uma \u00e1rea inteira com v\u00e1rias camadas e efeitos, eu percebi que o jogo pode ficar um pouco mais pesado dependendo da plataforma, mas nada que tenha estragado minha jogatina. O importante \u00e9 que ele continua jog\u00e1vel e mant\u00e9m a clareza do que est\u00e1 acontecendo na tela.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m gostei da estabilidade geral: n\u00e3o tive travamentos que me fizessem perder progresso, e a estrutura do jogo parece bem polida para suportar tanto quem pinta de forma simples quanto quem transforma cada sala em obra de arte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"concluso\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Chicory: A Colorful Tale foi uma das experi\u00eancias mais especiais que eu joguei porque ele consegue unir tr\u00eas coisas dif\u00edceis no mesmo pacote: liberdade criativa, aventura bem desenhada e uma hist\u00f3ria emocionalmente honesta. Ele te d\u00e1 um pincel e poderia ter parado a\u00ed, sendo s\u00f3 um brinquedo de pintar. Mas ele vai al\u00e9m e usa essa mec\u00e2nica para falar sobre press\u00e3o, compara\u00e7\u00e3o, medo de falhar e o peso de ser \u201ca pessoa respons\u00e1vel\u201d por algo grande. E o mais bonito \u00e9 que ele faz isso de forma acolhedora, com humor, com ternura e com espa\u00e7o para voc\u00ea ser voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu recomendo Chicory com muita for\u00e7a para quem gosta de jogos diferentes, que fogem do padr\u00e3o de \u201ca\u00e7\u00e3o e explos\u00e3o\u201d, e para quem curte explorar mundos cheios de personagens e segredos. Recomendo tamb\u00e9m para quem gosta de criar, mesmo que ache que \u201cn\u00e3o sabe desenhar\u201d, porque o jogo n\u00e3o exige talento, ele oferece brincadeira. E recomendo para quem gosta de hist\u00f3rias que acertam em sentimentos reais sem parecer palestra.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea procura um jogo para se divertir, relaxar, se envolver e ainda sair pensando, Chicory \u00e9 uma escolha certeira. Ele \u00e9 aquele tipo de jogo que voc\u00ea termina com a sensa\u00e7\u00e3o de que passou um tempo em um lugar bom, e que deixou esse lugar mais vivo com suas pr\u00f3prias m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-green-cyan-background-color has-background\" id=\"pontospositivos\">Pontos positivos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Liberdade criativa real para pintar o mundo do seu jeito, sem amarrar o jogador a uma paleta \u201ccorreta\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>Explora\u00e7\u00e3o recompensadora, com segredos, atalhos e miss\u00f5es secund\u00e1rias que t\u00eam personalidade<\/li>\n\n\n\n<li>Hist\u00f3ria emocional e honesta sobre criatividade, press\u00e3o e autoestima, sem soar artificial<\/li>\n\n\n\n<li>Dire\u00e7\u00e3o de arte simples e muito inteligente, que valoriza a cor como parte da narrativa<\/li>\n\n\n\n<li>Trilha sonora e ambienta\u00e7\u00e3o que sustentam o clima e fazem o mundo \u201cabra\u00e7ar\u201d o jogador<\/li>\n\n\n\n<li>Variedade de situa\u00e7\u00f5es: puzzles, intera\u00e7\u00e3o com NPCs e momentos mais tensos sem perder a proposta<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-background-color has-background\" id=\"pontosnegativos\">Pontos negativos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ritmo mais contemplativo em alguns trechos pode n\u00e3o agradar quem prefere a\u00e7\u00e3o constante<\/li>\n\n\n\n<li>Quem n\u00e3o curte muita conversa e side quests pode sentir que o jogo \u201cse espalha\u201d um pouco<\/li>\n\n\n\n<li>Em \u00e1reas muito carregadas de pintura e efeitos, pode haver pequenas oscila\u00e7\u00f5es dependendo da plataforma<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Gr\u00e1ficos: 9.3<br>Divers\u00e3o: 9.4<br>Jogabilidade: 9.2<br>Som: 9.6<br>Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o: 8.9<br><strong>NOTA FINAL: 9.3 \/ 10.0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chicory: A Colorful Tale tem um jeito muito esperto de pegar uma mec\u00e2nica simples (pintar) e transformar isso em linguagem:&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38142,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,15,18,13,59,14],"tags":[],"class_list":["post-38636","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-nintendo","category-pc","category-playstation","category-reviews","category-xbox"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38636"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38636\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38637,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38636\/revisions\/38637"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}