{"id":38649,"date":"2026-03-17T10:00:00","date_gmt":"2026-03-17T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/?p=38649"},"modified":"2026-03-14T13:29:37","modified_gmt":"2026-03-14T16:29:37","slug":"blasphemous-2-analise-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/blasphemous-2-analise-review\/","title":{"rendered":"Blasphemous 2\u00a0\u2013\u00a0An\u00e1lise (Review)"},"content":{"rendered":"\n<p>Blasphemous 2 tem um talento absurdo de te puxar por dois motivos ao mesmo tempo: primeiro, pela curiosidade m\u00f3rbida de ver qual \u00e9 a pr\u00f3xima aberra\u00e7\u00e3o linda e horr\u00edvel que o mundo vai colocar na sua frente; segundo, pelo v\u00edcio cl\u00e1ssico de metroidvania, aquele que faz voc\u00ea abrir o mapa, ver uma portinha que voc\u00ea n\u00e3o alcan\u00e7a ainda e pensar \u201ct\u00e1, eu volto aqui nem que seja a \u00faltima coisa que eu fa\u00e7a hoje\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E o mais engra\u00e7ado \u00e9 que Blasphemous 2 n\u00e3o tenta ser \u201cconfort\u00e1vel\u201d. Ele \u00e9 um jogo que te encara, te julga, te coloca em cen\u00e1rios que parecem pinturas religiosas viradas do avesso, e ainda assim d\u00e1 vontade de continuar. \u00c9 como se o jogo dissesse: \u201centra, mas n\u00e3o reclama do cheiro de incenso queimado e culpa.\u201d S\u00f3 que, em vez de ser s\u00f3 choque visual, ele entrega subst\u00e2ncia: combate com peso, explora\u00e7\u00e3o boa de verdade, progress\u00e3o que te d\u00e1 novas formas de navegar e um ritmo bem mais moderno do que eu esperava para uma continua\u00e7\u00e3o que podia ter ficado presa em teimosia.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria volta a me colocar na pele do Penitente, um protagonista silencioso que carrega mais peso nos ombros do que di\u00e1logo na boca. O Milagre, aquela for\u00e7a que distorce f\u00e9, dor e destino, continua ali, criando monstros, \u201csantos\u201d e castigos que parecem sa\u00eddos de um pesadelo barroco. O jogo n\u00e3o \u00e9 do tipo que te explica tudo com uma conversa longa e simples. Ele te d\u00e1 peda\u00e7os: um NPC fala de um ritual como se fosse normal, um item descreve uma trag\u00e9dia como se fosse um detalhe, um chefe simboliza um pecado sem nunca dizer \u201ceu sou o pecado X\u201d. E eu gosto disso porque transforma a narrativa em investiga\u00e7\u00e3o. Eu estava jogando e, ao mesmo tempo, montando um quebra-cabe\u00e7a de significado.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que o grande salto de Blasphemous 2, para mim, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 \u201cmais hist\u00f3ria, mais mapa\u201d. \u00c9 como ele pega as melhores ideias do primeiro e corrige coisas que travavam o ritmo. A sensa\u00e7\u00e3o geral \u00e9 de um jogo mais fluido, mais esperto em como te incentiva a explorar e mais divertido de lutar, sem perder aquela identidade pesada e doentia que faz Blasphemous ser Blasphemous. Eu sentia que agora o jogo queria que eu sofresse, sim, mas sofresse do jeito certo: por desafio e tens\u00e3o, n\u00e3o por fric\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"mecnicasejogabilidade\">Mec\u00e2nicas e Jogabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Blasphemous 2 \u00e9 metroidvania no sentido mais cl\u00e1ssico e mais viciante da palavra: um mapa grande e interconectado, com rotas que se cruzam, atalhos que voc\u00ea abre com o tempo, portas que s\u00f3 fazem sentido depois de uma habilidade espec\u00edfica, e uma progress\u00e3o que mistura \u201cficar mais forte\u201d com \u201cconseguir ir mais longe\u201d. S\u00f3 que ele tem um tempero muito pr\u00f3prio: tudo isso acontece em um mundo que quer te intimidar o tempo inteiro, ent\u00e3o explorar n\u00e3o \u00e9 passeio, \u00e9 sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira coisa que me pegou foi a escolha de armas. Em vez de ser s\u00f3 \u201ca espada do personagem e pronto\u201d, o jogo me entrega tr\u00eas estilos bem diferentes, e eu senti que isso muda a aventura de verdade, n\u00e3o s\u00f3 o dano. Tem uma arma mais r\u00e1pida e t\u00e9cnica, uma arma mais pesada e punitiva, e uma op\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria com um estilo bem pr\u00f3prio. Eu acabei alternando dependendo do lugar: em \u00e1rea com inimigo \u00e1gil e apertado, eu preferia rapidez e controle; em chefe que abre janela grande, eu queria pancada que faz barulho; em explora\u00e7\u00e3o e combate geral, eu alternava para manter o ritmo bom e usar cada arma onde ela brilha. O jogo te incentiva a ser flex\u00edvel, e isso deixa o combate menos repetitivo ao longo de dezenas de horas.<\/p>\n\n\n\n<p>O combate tem peso. Voc\u00ea sente o impacto, sente o risco de errar, sente o valor de timing. Blasphemous 2 n\u00e3o \u00e9 aquele metroidvania em que voc\u00ea passa correndo e \u201cvarre\u201d tudo sem olhar. Aqui eu precisei respeitar padr\u00f5es de inimigo, observar ataques que t\u00eam atraso, reconhecer quando vale a pena bloquear\/aparar e quando o certo \u00e9 esquivar e reposicionar. E o que eu mais curti \u00e9 que o jogo faz isso sem ficar travado. Ele tem uma cad\u00eancia firme: voc\u00ea ataca, confirma, recua. Voc\u00ea entra, pune, sai. E quando voc\u00ea pega o jeito, vira um fluxo muito gostoso.<\/p>\n\n\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do personagem tamb\u00e9m \u00e9 bem estimulante. Voc\u00ea ganha melhorias que aumentam sua capacidade de sobreviver e, principalmente, abre novas formas de navegar. Para mim, um metroidvania s\u00f3 \u201cliga\u201d de verdade quando a mobilidade come\u00e7a a crescer, e aqui esse ponto chega e vira gasolina para explora\u00e7\u00e3o. Quando eu destravei habilidades que mudam verticalidade e travessia, eu comecei a olhar para o mapa como um caderno de d\u00edvidas: \u201caqui eu n\u00e3o alcan\u00e7o ainda\u201d, \u201caqui tem um v\u00e3o que eu n\u00e3o consigo cruzar\u201d, \u201caqui tem uma barreira que claramente pede uma habilidade\u201d. A\u00ed eu desbloqueava algo novo e vinha aquele prazer quase infantil de voltar e \u201cvingar\u201d todos esses bloqueios.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sistemas de personaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o parte grande da jogabilidade. Em Blasphemous 2 eu n\u00e3o senti que estava s\u00f3 escolhendo um colar e pronto. Existem configura\u00e7\u00f5es que mudam seu estilo: como voc\u00ea recupera recursos, como voc\u00ea lida com magia\/ora\u00e7\u00f5es, como voc\u00ea cria sinergia entre efeitos. Tem um lado bem gostoso de montar \u201cconjunto\u201d para uma \u00e1rea espec\u00edfica: tem regi\u00e3o com inimigos que punem aproxima\u00e7\u00e3o, tem chefe que exige mais resist\u00eancia, tem desafio que pede dano r\u00e1pido, tem outro que pede seguran\u00e7a. Eu passei tempo mexendo nessas combina\u00e7\u00f5es n\u00e3o por obriga\u00e7\u00e3o, mas porque eu percebia efeito real em combate.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando em explora\u00e7\u00e3o, o mapa tem um desenho que eu considero um dos pontos altos do jogo. Ele conecta \u00e1reas de um jeito que, depois de um tempo, voc\u00ea come\u00e7a a reconhecer \u201ccaminhos principais\u201d e \u201ccaminhos de atalho\u201d. Isso \u00e9 essencial para n\u00e3o cansar. Porque metroidvania bom te faz voltar, mas n\u00e3o te faz sofrer na volta. E aqui eu senti que a estrutura foi pensada para o retorno ficar cada vez mais confort\u00e1vel conforme voc\u00ea progride, com rotas mais r\u00e1pidas, pontos de descanso bem colocados e uma sensa\u00e7\u00e3o de que o mundo vai \u201cdestravando\u201d em camadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os chefes merecem um par\u00e1grafo s\u00f3 deles. Eles s\u00e3o memor\u00e1veis tanto pela est\u00e9tica quanto pelo design. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um bicho grande com muita vida. Eles t\u00eam padr\u00e3o, fases, press\u00e3o e, principalmente, exigem postura. Alguns chefes me fizeram aprender a n\u00e3o gastar recurso cedo demais. Outros me ensinaram que ficar ganancioso em janela pequena \u00e9 pedir para morrer. E o jogo \u00e9 muito bom em te fazer perceber isso rapidamente: voc\u00ea apanha, entende o erro, tenta de novo e melhora. Quando eu venci certos chefes, eu senti que foi porque eu fiquei melhor, n\u00e3o porque eu \u201cdei sorte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, a jogabilidade de Blasphemous 2 \u00e9 aquela mistura perfeita de combate com peso, explora\u00e7\u00e3o com recompensa real e progress\u00e3o que muda sua rela\u00e7\u00e3o com o mapa. \u00c9 um jogo que te faz querer dominar, e dominar aqui \u00e9 prazer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"grficos\">Gr\u00e1ficos<\/h2>\n\n\n\n<p>Visualmente, Blasphemous 2 \u00e9 uma aula de como pixel art pode ser grotesca, elegante e detalhada ao mesmo tempo. O jogo tem uma identidade muito forte, e ele usa isso para criar desconforto e fasc\u00ednio na mesma cena. Tem lugar que eu entrava e ficava alguns segundos parado s\u00f3 para absorver: o fundo cheio de detalhes, a arquitetura que parece religiosa e profana ao mesmo tempo, as est\u00e1tuas e s\u00edmbolos que contam hist\u00f3ria sem precisar de cutscene.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais impressionante \u00e9 como o jogo consegue ser bonito e leg\u00edvel. Porque aqui tem muito detalhe, muita textura, muita coisa \u201cbarroca\u201d acontecendo. Isso poderia virar confus\u00e3o f\u00e1cil. S\u00f3 que os elementos importantes para gameplay se destacam: plataformas perigosas, armadilhas, ataques de inimigos, itens interativos. Eu raramente morri por \u201cn\u00e3o vi\u201d. Quando eu morria, geralmente eu sabia que eu tinha sido imprudente.<\/p>\n\n\n\n<p>A variedade de cen\u00e1rios tamb\u00e9m \u00e9 um ponto que eu senti bem forte. O jogo n\u00e3o fica te entregando o mesmo corredor com skin diferente. Ele muda humor: tem \u00e1rea que parece um templo, \u00e1rea que parece ru\u00edna viva, \u00e1rea que parece um lugar de peregrina\u00e7\u00e3o quebrado, \u00e1rea que parece sonho ruim. E cada regi\u00e3o tem sua paleta, sua ilumina\u00e7\u00e3o, seu tipo de inimigo, seu tipo de amea\u00e7a. Isso mant\u00e9m o olho fresco e evita aquela fadiga de explora\u00e7\u00e3o que alguns metroidvanias sofrem quando tudo come\u00e7a a parecer igual.<\/p>\n\n\n\n<p>Os inimigos e chefes s\u00e3o, sinceramente, uma parte do espet\u00e1culo. O design \u00e9 desconfort\u00e1vel de prop\u00f3sito, mas com criatividade. N\u00e3o \u00e9 \u201cmonstro aleat\u00f3rio\u201d. \u00c9 sempre uma figura que parece ter sentido simb\u00f3lico, como se o mundo fosse constru\u00eddo em cima de castigos e devo\u00e7\u00f5es distorcidas. E as anima\u00e7\u00f5es ajudam muito: ataques t\u00eam telegr\u00e1fico claro, movimentos t\u00eam peso, mortes t\u00eam impacto. Isso faz o combate ficar mais justo e mais satisfat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, o gr\u00e1fico de Blasphemous 2 \u00e9 daqueles que voc\u00ea reconhece em um segundo. N\u00e3o \u00e9 um jogo que tenta agradar todo mundo visualmente. Ele tem personalidade demais para isso, e ainda bem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"som\">Som<\/h2>\n\n\n\n<p>O som em Blasphemous 2 \u00e9 o tipo de coisa que voc\u00ea percebe mais quando o jogo te deixa sozinho num corredor longo e a m\u00fasica come\u00e7a a te \u201capertar\u201d por dentro. A trilha sonora tem muita atmosfera, mas ela n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ambiente. Ela sabe quando ser discreta para deixar a explora\u00e7\u00e3o respirar e quando crescer para transformar uma luta em evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00e1reas mais contemplativas, eu sentia uma combina\u00e7\u00e3o de melodia e tens\u00e3o, como se o jogo dissesse \u201cisso aqui \u00e9 bonito, mas n\u00e3o \u00e9 seguro\u201d. Em \u00e1reas mais agressivas, a m\u00fasica ganha urg\u00eancia. E em chefes, ela vira parte do duelo. Eu gosto muito quando a trilha de chefe n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 barulho \u00e9pico, mas sim um tema que parece \u201ca cara\u201d daquele inimigo. Aqui, v\u00e1rios confrontos ficam mais memor\u00e1veis por causa disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos sonoros tamb\u00e9m ajudam muito no combate. O som do golpe, do acerto, do bloqueio, do impacto, do perigo vindo\u2026 tudo comunica. Eu conseguia sentir diferen\u00e7a entre armas pelo \u00e1udio. E isso \u00e9 importante porque combate em 2D \u00e9 muito sobre feedback: voc\u00ea precisa sentir que acertou, precisa reconhecer quando um ataque do inimigo est\u00e1 \u201ccarregando\u201d, precisa perceber quando voc\u00ea tomou dano s\u00e9rio. O jogo entrega isso bem.<\/p>\n\n\n\n<p>A ambienta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 cheia de detalhe. Passos, ru\u00eddos de ambiente, sons de mecanismos, o \u201cvazio\u201d em certos lugares\u2026 isso refor\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o de mundo doente e sagrado ao mesmo tempo. \u00c9 um \u00e1udio que ajuda a te manter imerso, e, principalmente, ajuda a manter a identidade. Blasphemous 2 soa como Blasphemous 2. Parece \u00f3bvio, mas nem todo jogo com dire\u00e7\u00e3o de arte forte acerta o som no mesmo n\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"diverso\">Divers\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Blasphemous 2 me divertiu porque ele tem aquela f\u00f3rmula de prazer que eu mais gosto em metroidvania: sofrer um pouco, aprender, ficar mais forte, e depois voltar para humilhar um obst\u00e1culo que antes parecia imposs\u00edvel. Isso gera uma sensa\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 num\u00e9rica, \u00e9 psicol\u00f3gica. Eu me senti mais confiante conforme eu entendia o jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>A divers\u00e3o tamb\u00e9m vem da variedade de estilos de combate. Alternar armas muda como eu encaro uma \u00e1rea, muda como eu luto com inimigos comuns, muda como eu abro janela em chefe. Eu n\u00e3o fiquei preso em um \u00fanico bot\u00e3o por horas. Eu fiquei brincando com kit, testando sinergia, ajustando build, e isso d\u00e1 aquele prazer de \u201cjogo que te deixa experimentar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Explorar \u00e9 outro motor enorme da divers\u00e3o. Eu adoro como o jogo recompensa curiosidade com coisas \u00fateis de verdade. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 colecion\u00e1vel para dizer que pegou. \u00c9 upgrade, \u00e9 item que muda sua vida, \u00e9 op\u00e7\u00e3o nova de personaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 caminho que encurta retorno. E como o mundo \u00e9 cheio de detalhes estranhos e NPCs com hist\u00f3rias e pedidos, eu estava sempre curioso para ver \u201co que tem do outro lado\u201d. Em v\u00e1rios momentos eu nem estava indo para o objetivo principal. Eu estava indo porque eu vi um caminho suspeito.<\/p>\n\n\n\n<p>E tem um tipo de divers\u00e3o mais \u201csombria\u201d que o jogo faz muito bem: a divers\u00e3o de ficar fascinado com o desconforto. Eu sei que parece contradit\u00f3rio, mas \u00e9 real. Tem lugar que \u00e9 feio de um jeito lindo. Tem chefe que \u00e9 nojento e ao mesmo tempo genial. Isso gera conversa mental constante. Eu terminava uma \u00e1rea e pensava \u201cque coisa errada\u2026 eu amei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, sendo honesto: Blasphemous 2 diverte mais quem curte desafio e atmosfera pesada. Se a pessoa quer um metroidvania super leve, com humor e conforto, talvez ele n\u00e3o encaixe. Aqui a divers\u00e3o vem do clima opressivo e do sabor de supera\u00e7\u00e3o. Para mim, isso \u00e9 perfeito, porque o jogo te recompensa por ser paciente e atento.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, eu me diverti muito porque o jogo tem ritmo. Ele alterna explora\u00e7\u00e3o, combate, descoberta, chefe e retorno de um jeito que sempre me deixava com vontade de jogar \u201cs\u00f3 mais um pouco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"performanceeotimizao\">Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Na parte t\u00e9cnica, Blasphemous 2 me passou uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade que \u00e9 essencial para um jogo desse tipo. Metroidvania com combate exigente n\u00e3o pode ficar brincando com atraso de input ou travadinhas em hora errada, porque isso vira injusti\u00e7a. E, na minha experi\u00eancia, o jogo manteve resposta boa e fluidez consistente na maior parte do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os carregamentos e transi\u00e7\u00f5es entre \u00e1reas n\u00e3o quebraram o meu ritmo de explora\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 importante porque voc\u00ea vai e volta bastante, abre atalhos, revisita regi\u00f5es antigas, ca\u00e7a segredos. Se toda troca de \u00e1rea fosse lenta, o loop cansaria r\u00e1pido. Aqui, a navega\u00e7\u00e3o se manteve confort\u00e1vel o suficiente para eu querer explorar, e n\u00e3o para eu evitar explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em momentos com muitos efeitos na tela, especialmente em lutas mais intensas, eu ainda conseguia ler bem o que estava acontecendo, e isso tamb\u00e9m \u00e9 parte de otimiza\u00e7\u00e3o: n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 performance, \u00e9 clareza. O jogo consegue manter a informa\u00e7\u00e3o visual organizada, e isso ajuda muito a sensa\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, eu senti um jogo bem polido: controles firmes, experi\u00eancia est\u00e1vel, e poucas arestas t\u00e9cnicas chamando mais aten\u00e7\u00e3o do que o pr\u00f3prio gameplay. Para um jogo que depende tanto de precis\u00e3o, isso vale ouro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"concluso\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Blasphemous 2 foi, para mim, uma continua\u00e7\u00e3o que acerta em cheio porque ele pega a identidade pesada e \u00fanica do primeiro e transforma isso em uma aventura mais gostosa de jogar do come\u00e7o ao fim. Ele mant\u00e9m o mundo grotesco, religioso e simb\u00f3lico que prende pela curiosidade e pelo desconforto, mas melhora o ritmo, d\u00e1 mais liberdade de combate com armas bem diferentes e entrega uma progress\u00e3o de metroidvania que realmente te faz voltar e explorar com prazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu recomendo Blasphemous 2 com muita for\u00e7a para quem gosta de metroidvania, para quem curte combate com peso e para quem quer um jogo com atmosfera forte, daqueles que voc\u00ea lembra de cenas espec\u00edficas depois de terminar. Ele n\u00e3o \u00e9 um jogo \u201cfofo\u201d e n\u00e3o tenta ser. Ele \u00e9 intenso, sombrio e, ao mesmo tempo, extremamente criativo. A explora\u00e7\u00e3o \u00e9 recompensadora, os chefes s\u00e3o marcantes, e o sistema de armas ajuda a manter a campanha fresca porque voc\u00ea pode abordar desafios com estilos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u00fanicos avisos honestos que eu deixo s\u00e3o de perfil de jogador: se voc\u00ea n\u00e3o gosta de clima pesado e simbologia macabra, talvez o jogo n\u00e3o seja para voc\u00ea. E se voc\u00ea prefere um metroidvania mais simples e direto, pode estranhar a quantidade de sistemas e possibilidades. Mas se voc\u00ea entra na proposta e curte aquele prazer de dominar um mapa hostil, Blasphemous 2 entrega uma das experi\u00eancias mais fortes do g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, \u00e9 recomendado sim, e recomendado com vontade, porque ele n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um bom metroidvania: ele tem personalidade, tem presen\u00e7a e tem aquele tipo de mundo que parece que te observa de volta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-green-cyan-background-color has-background\" id=\"pontospositivos\">Pontos positivos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Mundo e dire\u00e7\u00e3o de arte extremamente marcantes, com cen\u00e1rios variados e cheios de identidade<\/li>\n\n\n\n<li>Combate com peso e tr\u00eas armas que realmente mudam o jeito de jogar<\/li>\n\n\n\n<li>Progress\u00e3o de metroidvania bem amarrada, com retorno recompensador e atalhos inteligentes<\/li>\n\n\n\n<li>Chefes criativos, desafiadores e memor\u00e1veis, tanto em design quanto em padr\u00e3o de luta<\/li>\n\n\n\n<li>Trilha sonora e ambienta\u00e7\u00e3o sonora fortes, que aumentam tens\u00e3o e imers\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Experi\u00eancia t\u00e9cnica est\u00e1vel e controles responsivos, essenciais para precis\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-background-color has-background\" id=\"pontosnegativos\">Pontos negativos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tom sombrio e est\u00e9tica grotesca podem afastar quem prefere jogos mais leves<\/li>\n\n\n\n<li>Alguns momentos exigem paci\u00eancia e repeti\u00e7\u00e3o at\u00e9 aprender padr\u00e3o de inimigo e chefe<\/li>\n\n\n\n<li>A narrativa \u00e9 bem fragmentada e indireta, ent\u00e3o quem quer hist\u00f3ria super expl\u00edcita pode se sentir perdido<\/li>\n\n\n\n<li>A quantidade de op\u00e7\u00f5es de personaliza\u00e7\u00e3o pode dar uma sensa\u00e7\u00e3o inicial de \u201cmuita coisa\u201d para quem gosta de simplicidade<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Gr\u00e1ficos: 9.4<br>Divers\u00e3o: 9.3<br>Jogabilidade: 9.2<br>Som: 9.1<br>Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o: 9.0<br><strong>NOTA FINAL: 9.2 \/ 10.0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Blasphemous 2 tem um talento absurdo de te puxar por dois motivos ao mesmo tempo: primeiro, pela curiosidade m\u00f3rbida de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36255,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,15,18,13,59,14],"tags":[],"class_list":["post-38649","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-nintendo","category-pc","category-playstation","category-reviews","category-xbox"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38649","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38649"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38649\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38650,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38649\/revisions\/38650"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}