{"id":38657,"date":"2026-03-19T10:00:00","date_gmt":"2026-03-19T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/?p=38657"},"modified":"2026-03-14T13:55:45","modified_gmt":"2026-03-14T16:55:45","slug":"axiom-verge-analise-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/axiom-verge-analise-review\/","title":{"rendered":"Axiom Verge\u00a0\u2013\u00a0An\u00e1lise (Review)"},"content":{"rendered":"\n<p>Axiom Verge tem uma personalidade muito pr\u00f3pria, meio cient\u00edfica, meio alien\u00edgena, meio videogame antigo possu\u00eddo. \u00c9 como se algu\u00e9m pegasse a sensa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de explorar um planeta desconhecido e misturasse com um clima de laborat\u00f3rio quebrado, tecnologia org\u00e2nica e uma paranoia constante de que o mundo est\u00e1\u2026 errado.<\/p>\n\n\n\n<p>E quando eu digo errado, eu n\u00e3o falo s\u00f3 de \u201ctem monstro e perigo\u201d. Eu falo de uma estranheza que entra na cabe\u00e7a. Logo no come\u00e7o, eu estou no controle do Trace, um cara que n\u00e3o parece um her\u00f3i tradicional, mais um sujeito que estava no lugar errado na hora errada, e de repente acorda em um mundo completamente desconhecido, cheio de ru\u00ednas, m\u00e1quinas vivas e mensagens que parecem te guiar, mas tamb\u00e9m parecem te manipular. O jogo tem um jeito bem malandro de contar hist\u00f3ria: ele te d\u00e1 fragmentos, textos, terminais, vozes, pistas soltas. Ele n\u00e3o fica te dando cutscene explicando tudo com calma. Ele te deixa desconfort\u00e1vel e curioso, que \u00e9 exatamente o sentimento certo para um lugar como aquele.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais legal \u00e9 que esse mist\u00e9rio combina com a explora\u00e7\u00e3o. Axiom Verge \u00e9 um jogo que te faz questionar quase tudo: o que \u00e9 biologia e o que \u00e9 m\u00e1quina? O que \u00e9 ru\u00edna antiga e o que \u00e9 tecnologia que acabou de morrer? Quem est\u00e1 falando comigo? Eu posso confiar? E conforme eu avan\u00e7o, o jogo vai ficando mais \u201cgrande\u201d na cabe\u00e7a, mesmo que ele continue sendo um 2D cl\u00e1ssico na forma. Isso \u00e9 m\u00e9rito de dire\u00e7\u00e3o: ele sabe criar escala com layout, com trilha, com ambienta\u00e7\u00e3o e com aquele sentimento de solid\u00e3o que s\u00f3 aparece quando voc\u00ea est\u00e1 longe demais do \u201cmundo normal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed vem o motivo pelo qual eu realmente fiquei preso: a jogabilidade \u00e9 uma mistura deliciosa de Metroid raiz com ideias pr\u00f3prias, especialmente uma mec\u00e2nica que, para mim, \u00e9 o s\u00edmbolo do jogo inteiro: a habilidade de hackear e \u201cquebrar\u201d o mundo. Axiom Verge tem uma rela\u00e7\u00e3o com glitches e corrup\u00e7\u00e3o de dados que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 est\u00e9tica. Ele coloca isso como ferramenta de gameplay, e isso muda tudo, porque o jogo come\u00e7a a parecer um universo que funciona por regras de sistema, e voc\u00ea est\u00e1 aprendendo a explorar as falhas dessas regras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"mecnicasejogabilidade\">Mec\u00e2nicas e Jogabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Axiom Verge \u00e9 metroidvania no n\u00facleo mais puro: um mapa interconectado, cheio de caminhos que se entrela\u00e7am, barreiras que voc\u00ea s\u00f3 atravessa depois de pegar uma habilidade espec\u00edfica, atalhos que voc\u00ea abre para encurtar retorno, e aquele loop que \u00e9 praticamente uma droga: explorar, achar um bloqueio, marcar mentalmente, continuar por outro lado, pegar upgrade, voltar e finalmente passar por onde antes parecia imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o do Trace \u00e9 bem direta, com pulo, tiro e um controle que lembra jogos de a\u00e7\u00e3o 2D mais antigos, s\u00f3 que com refinamento suficiente para n\u00e3o virar sofrimento. Voc\u00ea come\u00e7a relativamente limitado, e o jogo vai expandindo seu kit aos poucos, geralmente com ferramentas que n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 \u201cmais forte\u201d, mas \u201cagora voc\u00ea atravessa o mapa de outro jeito\u201d. A cada habilidade nova, eu sentia o jogo me oferecendo um mapa novo dentro do mapa antigo. Aquele corredor que era s\u00f3 parede vira passagem. Aquele teto alto vira rota. Aquela \u00e1rea com espinhos vira caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>O combate \u00e9 baseado em uma variedade enorme de armas. E eu n\u00e3o estou falando de \u201cduas ou tr\u00eas armas com n\u00fameros diferentes\u201d. Axiom Verge te d\u00e1 um arsenal quase exagerado, e isso tem um efeito curioso: em vez de eu escolher sempre \u201ca mais forte\u201d, eu escolhia a mais \u00fatil para a situa\u00e7\u00e3o ou a mais confort\u00e1vel para meu estilo. Tem arma para disparo r\u00e1pido, arma para tiros que atravessam, arma para espalhar proj\u00e9teis, arma para situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, e at\u00e9 armas que parecem meio experimentais. Algumas s\u00e3o claramente mais eficientes, mas o jogo incentiva testar, porque sempre aparece uma sala ou um inimigo que de repente fica mais f\u00e1cil se voc\u00ea troca o tipo de tiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Os inimigos, por sua vez, s\u00e3o bem \u201csistema\u201d: muitos t\u00eam padr\u00f5es repet\u00edveis e comportamentos que parecem programados de forma r\u00edgida, o que combina com o tema de tecnologia e corrup\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 bom porque deixa o jogo justo: voc\u00ea observa, aprende o timing, entende o alcance, pune. Em \u00e1reas mais apertadas, o desafio vem do posicionamento: voc\u00ea n\u00e3o tem espa\u00e7o para errar, ent\u00e3o precisa entrar, limpar e se mover com cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o que realmente d\u00e1 identidade \u00e9 a mec\u00e2nica de hacking. Em Axiom Verge, eu consigo usar uma ferramenta para interferir em certos elementos do mundo: abrir caminho, alterar inimigos, interagir com coisas que parecem travadas. Em v\u00e1rios momentos, eu senti que estava explorando n\u00e3o s\u00f3 um planeta, mas um software. Como se o cen\u00e1rio tivesse permiss\u00f5es, e eu estivesse ganhando acesso a novas fun\u00e7\u00f5es. Isso faz puzzles e explora\u00e7\u00e3o ficarem muito mais interessantes, porque a solu\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 \u201ctenha a habilidade X para abrir a porta Y\u201d, e sim \u201cuse o hack para mudar o estado do mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E tem um lado ainda mais divertido: o jogo brinca com glitches como parte do espet\u00e1culo. Tem situa\u00e7\u00f5es em que voc\u00ea distorce inimigos, corrompe comportamentos, altera a forma como certas coisas aparecem. Isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 \u201cefeito bonitinho\u201d. \u00c9 uma ferramenta que muda combate e navega\u00e7\u00e3o, e ainda refor\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o de que esse mundo est\u00e1 quebrado em um n\u00edvel fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>O design do mapa \u00e9 bem inteligente na forma como ele te empurra e te puxa. Ele te d\u00e1 rotas principais para manter progresso, mas sempre deixa desvios tentadores: uma sala com item, um caminho estreito, um canto suspeito. O resultado \u00e9 que eu passava muito tempo explorando por vontade pr\u00f3pria, n\u00e3o por obriga\u00e7\u00e3o. E quando eu me perdia, n\u00e3o era um \u201cperdido ruim\u201d. Era um perdido gostoso, porque eu encontrava alguma coisa: uma arma nova, um upgrade, uma \u00e1rea que eu n\u00e3o tinha visto, um terminal que alimentava o mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os chefes seguem uma filosofia bem variada. Tem chefe que \u00e9 mais \u201cprova de padr\u00e3o e posicionamento\u201d, tem chefe que parece puzzle de arma certa, tem chefe que te obriga a usar mobilidade e a n\u00e3o entrar em p\u00e2nico. Eu diria que eles s\u00e3o mais funcionais do que cinematogr\u00e1ficos: n\u00e3o \u00e9 aquele chefe que fica te dando show, mas aquele que testa se voc\u00ea entendeu o kit. E isso combina com o clima do jogo, que \u00e9 mais frio e inquietante do que \u00e9pico.<\/p>\n\n\n\n<p>Se eu tivesse que resumir a jogabilidade: Axiom Verge \u00e9 metroidvania cl\u00e1ssico com um c\u00e9rebro hacker. Ele quer que voc\u00ea explore, mas tamb\u00e9m quer que voc\u00ea pense como algu\u00e9m que encontrou uma falha no sistema e decidiu usar isso para sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"grficos\">Gr\u00e1ficos<\/h2>\n\n\n\n<p>O visual de Axiom Verge \u00e9 pixel art com uma vibe biomec\u00e2nica e alien\u00edgena que gruda na mem\u00f3ria. Ele n\u00e3o tenta ser \u201cfofo\u201d e nem tenta ser \u201crealista\u201d. Ele tenta ser estranho. E ele consegue. Tem muito cen\u00e1rio que parece um cruzamento entre ru\u00edna antiga e tecnologia viva, com estruturas que parecem ossos e cabos ao mesmo tempo, e com aquela sensa\u00e7\u00e3o de que o mundo tem camadas de hist\u00f3ria que voc\u00ea nunca vai entender completamente.<\/p>\n\n\n\n<p>As cores s\u00e3o bem escolhidas para sustentar clima: muitos tons frios, contrastes fortes, \u00e1reas que parecem doentes, e outras que parecem \u201cest\u00e9reis\u201d como laborat\u00f3rio. O jogo tamb\u00e9m sabe usar repeti\u00e7\u00e3o com intelig\u00eancia, no estilo de jogos antigos, mas sem ficar mon\u00f3tono, porque ele muda a identidade de cada regi\u00e3o com paleta, textura e composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E o detalhe mais importante: legibilidade. Em um jogo que tem muito tiro e muito inimigo, eu preciso enxergar amea\u00e7a. Axiom Verge, no geral, \u00e9 claro o suficiente: proj\u00e9teis se destacam, inimigos t\u00eam silhuetas reconhec\u00edveis, perigos do cen\u00e1rio costumam ter linguagem visual consistente. Quando eu morria, eu geralmente sabia por qu\u00ea. E em metroidvania isso \u00e9 fundamental, porque voc\u00ea vai repetir trajetos e precisa de um mundo que seja \u201caprendido\u201d pelo olho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos de glitch merecem men\u00e7\u00e3o especial porque fazem parte da identidade. Quando o jogo distorce sprites, corta frames, embaralha apar\u00eancia ou altera comportamento visual, isso cria um desconforto proposital, e eu achei muito eficaz. \u00c9 um tipo de est\u00e9tica que poderia ser s\u00f3 enfeite, mas aqui conversa com narrativa e mec\u00e2nica, ent\u00e3o vira parte do charme.<\/p>\n\n\n\n<p>No conjunto, \u00e9 um jogo que parece sa\u00eddo de um console antigo de um universo paralelo, e isso \u00e9 um elogio grande. Ele tem estilo pr\u00f3prio e n\u00e3o depende de \u201cgr\u00e1fico bonito\u201d para impressionar. Ele impressiona por atmosfera e consist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"som\">Som<\/h2>\n\n\n\n<p>O som em Axiom Verge \u00e9 metade da imers\u00e3o. A trilha tem um clima de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica solit\u00e1ria, com batidas e melodias que te deixam em estado de alerta, mas sem virar m\u00fasica de a\u00e7\u00e3o o tempo inteiro. Ela \u00e9 \u00f3tima para explora\u00e7\u00e3o porque cria aquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201cvoc\u00ea est\u00e1 sozinho, mas n\u00e3o est\u00e1 seguro\u201d. Tem \u00e1reas em que a m\u00fasica \u00e9 quase hipn\u00f3tica, e isso faz voc\u00ea andar mais devagar, prestar aten\u00e7\u00e3o, absorver o ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em momentos de perigo, o som sobe e te pressiona. N\u00e3o necessariamente com \u201corquestra \u00e9pica\u201d, e sim com intensidade eletr\u00f4nica, repeti\u00e7\u00e3o e tens\u00e3o. Isso combina com o mundo, que parece funcionar por pulsos, sinais e ru\u00eddos. A trilha passa muito a ideia de tecnologia, mas uma tecnologia quebrada, antiga, talvez at\u00e9 contaminada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos sonoros de armas e impactos s\u00e3o bem satisfat\u00f3rios. E isso \u00e9 importante porque voc\u00ea passa muito tempo atirando. Cada arma tem uma assinatura sonora, o que ajuda inclusive a criar v\u00ednculo com seu arsenal: voc\u00ea escolhe n\u00e3o s\u00f3 pelo dano, mas pelo \u201cfeeling\u201d. E eu adoro quando um jogo faz a arma parecer diferente s\u00f3 pelo som e pelo ritmo do disparo.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00e1udio tamb\u00e9m ajuda na sensa\u00e7\u00e3o de descoberta. Pegar item importante, ativar mecanismo, abrir caminho, encontrar algo secreto, tudo isso tem um feedback que refor\u00e7a que voc\u00ea fez progresso. Em jogo de explora\u00e7\u00e3o, esse tipo de recompensa sonora mant\u00e9m o jogador motivado mesmo quando ele est\u00e1 andando e voltando por \u00e1reas j\u00e1 vistas.<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, o som de Axiom Verge \u00e9 um casamento perfeito com a proposta: eletr\u00f4nico, inquietante, misterioso, e com a dose certa de energia para n\u00e3o deixar a explora\u00e7\u00e3o virar passeio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"diverso\">Divers\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A divers\u00e3o de Axiom Verge, para mim, veio de tr\u00eas v\u00edcios principais: explora\u00e7\u00e3o, arsenal e mist\u00e9rio. Explora\u00e7\u00e3o porque o mapa te provoca o tempo todo com bloqueios e segredos. Arsenal porque o jogo despeja armas diferentes em voc\u00ea e te faz querer testar tudo, nem que seja por curiosidade. E mist\u00e9rio porque a hist\u00f3ria e o mundo s\u00e3o t\u00e3o estranhos que eu queria entender \u201co que \u00e9 esse lugar\u201d mesmo sabendo que talvez eu nunca fosse ter uma resposta totalmente limpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu me diverti muito com a sensa\u00e7\u00e3o de progresso. No come\u00e7o, eu estava me arrastando com cuidado, limpando sala por sala e evitando morte boba. Depois, com mais ferramentas, eu comecei a atravessar \u00e1reas antigas com confian\u00e7a, abrindo atalhos e pegando itens que antes estavam fora do meu alcance. Essa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 o combust\u00edvel do g\u00eanero, e Axiom Verge entrega bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tamb\u00e9m me diverti com o \u201cpoder de quebrar o jogo do jeito certo\u201d. O hacking e os efeitos de glitch d\u00e3o aquela sensa\u00e7\u00e3o de que voc\u00ea est\u00e1 usando truques do sistema para avan\u00e7ar, como se voc\u00ea fosse um explorador que aprendeu a falar a l\u00edngua da m\u00e1quina. Isso \u00e9 divertido porque te faz sentir esperto, n\u00e3o s\u00f3 forte.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, sendo bem honesto, a divers\u00e3o aqui \u00e9 para quem curte metroidvania de verdade. Voc\u00ea vai voltar em \u00e1reas antigas. Voc\u00ea vai se perder um pouco. Voc\u00ea vai abrir o mapa e pensar \u201conde eu ainda n\u00e3o fui?\u201d. Se a pessoa odeia backtracking, talvez n\u00e3o seja o jogo ideal. Para mim, esse \u00e9 exatamente o ponto: eu gosto de sentir que o mundo \u00e9 um labirinto coerente, n\u00e3o uma sequ\u00eancia de fases.<\/p>\n\n\n\n<p>E tem um detalhe que eu achei bem gostoso: o jogo tem um humor bem discreto e uma estranheza que \u00e0s vezes parece quase \u201cterror de videogame antigo\u201d, mas sem virar susto barato. \u00c9 mais aquela paranoia constante. Isso deixa a divers\u00e3o com uma textura diferente. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 \u201clegal\u201d, \u00e9 \u201clegal e perturbador\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, eu me diverti porque o jogo me prendeu no modo curioso. E quando um jogo te deixa curioso por 10, 15, 20 horas, sem voc\u00ea perceber, ele acertou em cheio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"performanceeotimizao\">Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Tecnicamente, Axiom Verge foi bem confort\u00e1vel para mim. \u00c9 um jogo 2D com pixel art, ent\u00e3o a expectativa \u00e9 de fluidez e resposta imediata, e ele entrega isso. Controle responsivo \u00e9 essencial aqui porque combate e plataforma dependem de timing, e eu senti que os comandos respondem bem, sem aquela sensa\u00e7\u00e3o de atraso que estraga metroidvania.<\/p>\n\n\n\n<p>Carregamentos e transi\u00e7\u00f5es entre \u00e1reas tendem a ser r\u00e1pidos, o que ajuda muito porque voc\u00ea explora, volta, abre caminho, retorna de novo. Se essas trocas fossem lentas, o loop ficaria cansativo. Aqui, o fluxo se mant\u00e9m, e isso faz voc\u00ea ter mais vontade de explorar sem medo de \u201cperder tempo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m vale destacar estabilidade geral: nada pior do que jogo de explora\u00e7\u00e3o travar ou ter problemas que te deixam inseguro. Eu senti a experi\u00eancia polida o suficiente para eu focar no jogo, n\u00e3o em quest\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte mais importante de otimiza\u00e7\u00e3o aqui, na pr\u00e1tica, \u00e9 legibilidade e consist\u00eancia. Axiom Verge tem muita coisa na tela em algumas situa\u00e7\u00f5es, mas geralmente mant\u00e9m clareza para voc\u00ea reagir. Isso, combinado com performance est\u00e1vel, deixa o desafio no lugar certo: na sua leitura e execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o em problema t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"concluso\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Axiom Verge foi, para mim, um metroidvania que merece ser jogado n\u00e3o s\u00f3 porque \u201cparece Metroid\u201d, mas porque ele tem coragem de ser estranho e construir identidade pr\u00f3pria em cima disso. Ele te d\u00e1 um mundo alien\u00edgena e inquietante, uma hist\u00f3ria cheia de fragmentos e paranoia, e uma jogabilidade que mistura explora\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica com uma mec\u00e2nica de hack\/glitch que muda o tempero da aventura inteira. O arsenal exagerado de armas d\u00e1 variedade e divers\u00e3o, o mapa te prende com segredos e bloqueios bem posicionados, e a atmosfera \u00e9 t\u00e3o consistente que voc\u00ea sente que est\u00e1 explorando algo proibido.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu recomendo Axiom Verge com for\u00e7a para quem gosta de metroidvania, especialmente quem curte explora\u00e7\u00e3o com clima de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e aquele mist\u00e9rio que te faz ler terminal e pensar teoria. \u00c9 recomendado tamb\u00e9m para quem gosta de jogos que brincam com a ideia de \u201csistema quebrado\u201d como parte do gameplay, porque aqui isso \u00e9 mais do que est\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O aviso honesto \u00e9 sobre perfil: se voc\u00ea quer um jogo mais linear, mais guiado e sem backtracking, talvez voc\u00ea se irrite. E se voc\u00ea prefere narrativa explicada de forma direta, pode achar o texto fragmentado demais. Mas se voc\u00ea gosta de se perder, de voltar, de desbloquear, de montar mapa mental e de sentir que est\u00e1 explorando um lugar que n\u00e3o deveria existir, Axiom Verge entrega exatamente essa viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>No saldo final, \u00e9 recomendado sim. E \u00e9 aquele tipo de recomendado que vem com um sorriso meio suspeito, como se eu estivesse te entregando um dispositivo alien\u00edgena e dizendo \u201cvai l\u00e1, aperta o bot\u00e3o, confia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-green-cyan-background-color has-background\" id=\"pontospositivos\">Pontos positivos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Atmosfera de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica alien\u00edgena muito forte, com mundo estranho e memor\u00e1vel<\/li>\n\n\n\n<li>Mec\u00e2nica de hacking\/glitch que d\u00e1 identidade pr\u00f3pria e cria puzzles e solu\u00e7\u00f5es diferentes<\/li>\n\n\n\n<li>Mapa metroidvania bem constru\u00eddo, com segredos e progress\u00e3o prazerosa por habilidades<\/li>\n\n\n\n<li>Arsenal enorme de armas que muda o ritmo do combate e incentiva experimenta\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Trilha sonora e ambienta\u00e7\u00e3o sonora excelentes, sustentando tens\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Performance est\u00e1vel e controle responsivo, ideal para explora\u00e7\u00e3o e combate 2D<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-background-color has-background\" id=\"pontosnegativos\">Pontos negativos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Muito backtracking, o que pode cansar quem prefere progress\u00e3o mais linear<\/li>\n\n\n\n<li>Parte do arsenal acaba parecendo mais situacional, e nem todo mundo vai usar tudo<\/li>\n\n\n\n<li>Narrativa fragmentada pode deixar algumas pessoas confusas ou com sensa\u00e7\u00e3o de \u201cfaltou explicar\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>Em alguns trechos, a quantidade de tiros e inimigos pode ficar bem intensa e exigir paci\u00eancia<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Gr\u00e1ficos: 8.8<br>Divers\u00e3o: 9.2<br>Jogabilidade: 9.1<br>Som: 9.3<br>Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o: 9.4<br><strong>NOTA FINAL: 9.2 \/ 10.0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Axiom Verge tem uma personalidade muito pr\u00f3pria, meio cient\u00edfica, meio alien\u00edgena, meio videogame antigo possu\u00eddo. \u00c9 como se algu\u00e9m pegasse&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36260,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,15,18,13,59,14],"tags":[],"class_list":["post-38657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-nintendo","category-pc","category-playstation","category-reviews","category-xbox"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38657"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38657\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38659,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38657\/revisions\/38659"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}