{"id":38721,"date":"2026-04-04T00:01:00","date_gmt":"2026-04-04T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/?p=38721"},"modified":"2026-04-03T22:01:51","modified_gmt":"2026-04-04T01:01:51","slug":"blaster-master-zero-analise-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/blaster-master-zero-analise-review\/","title":{"rendered":"Blaster Master Zero\u00a0\u2013\u00a0An\u00e1lise (Review)"},"content":{"rendered":"\n<p>Alguns jogos chegam com a responsabilidade de pegar uma ideia que brilhou no passado e traz\u00ea-la para uma nova gera\u00e7\u00e3o com respeito, mas tamb\u00e9m com a coragem de inovar. Blaster Master Zero, desenvolvido pela Inti Creates e lan\u00e7ado em 2017, \u00e9 exatamente esse tipo de projeto. Eu fui para ele com aquela curiosidade de quem conhece o original do NES e quer ver como um cl\u00e1ssico seria tratado nos tempos modernos, e o que encontrei foi uma carta de amor t\u00e3o bem escrita, t\u00e3o cheia de detalhes e t\u00e3o bem executada que me fez sentir como se estivesse jogando o Blaster Master que existia na minha mem\u00f3ria idealizada, n\u00e3o o que o hardware de 8 bits realmente permitia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Blaster Master Zero voc\u00ea \u00e9 Jason, um garoto que encontra uma r\u00e3 mutante e, ao tentar resgat\u00e1-la, cai em um buraco misterioso que o leva a um mundo subterr\u00e2neo. L\u00e1, ele encontra o SOPHIA III, um tanque de batalha super avan\u00e7ado, e juntos eles embarcam em uma jornada para explorar um labirinto de cavernas, enfrentar criaturas mutantes gigantes e desvendar os segredos desse mundo subterr\u00e2neo. A hist\u00f3ria \u00e9 simples, direta e serve como o empurr\u00e3o perfeito para a explora\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o, sem se complicar demais.<\/p>\n\n\n\n<p>O que me pegou de verdade foi a forma como o jogo mistura duas perspectivas de gameplay de uma forma que \u00e9 ao mesmo tempo cl\u00e1ssica e incrivelmente bem polida. Voc\u00ea passa a maior parte do tempo pilotando o SOPHIA III em um mapa de plataforma 2D lateral, explorando cavernas, pulando obst\u00e1culos e atirando em inimigos. Mas em certos momentos, Jason pode sair do tanque e explorar \u00e1reas menores a p\u00e9, ou entrar em &#8220;\u00e1reas de combate&#8221; que mudam a perspectiva para um top-down shooter, onde ele enfrenta inimigos em salas fechadas. Essa altern\u00e2ncia de gameplay \u00e9 a alma de Blaster Master, e Zero a executa com uma fluidez que faz a transi\u00e7\u00e3o entre os dois modos parecer natural e org\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Blaster Master Zero n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma homenagem. \u00c9 uma reinven\u00e7\u00e3o que entende o que fazia o original ser especial e o expande com ideias modernas de design, com um visual pixel art que \u00e9 ao mesmo tempo retro e vibrante, e com uma trilha sonora que \u00e9 pura nostalgia e energia. \u00c9 um jogo que te faz sentir como se estivesse jogando um cl\u00e1ssico que voc\u00ea nunca jogou, mas que sempre quis jogar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"mecnicasejogabilidade\">Mec\u00e2nicas e Jogabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>A jogabilidade de Blaster Master Zero \u00e9 a estrela do show, e ela brilha por sua capacidade de misturar duas perspectivas de gameplay de forma coesa e por sua progress\u00e3o que te faz sentir constantemente mais poderoso e mais capaz de explorar o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte do tempo \u00e9 passada pilotando o SOPHIA III em um mapa de plataforma 2D lateral. O tanque tem um movimento robusto, com um pulo que pode ser carregado para alcan\u00e7ar alturas maiores e uma arma principal que pode ser melhorada ao longo da aventura. O que eu gostei muito \u00e9 que o SOPHIA III n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um ve\u00edculo. Ele \u00e9 uma extens\u00e3o do Jason, e a forma como ele interage com o ambiente \u00e9 fundamental para a explora\u00e7\u00e3o. Ele pode escalar paredes em certas superf\u00edcies, pode flutuar na \u00e1gua depois de um upgrade, pode usar um dash para atravessar obst\u00e1culos. Cada nova habilidade que o SOPHIA III ganha abre novas rotas no mapa e muda completamente a forma como voc\u00ea pensa em navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de armas do SOPHIA III \u00e9 simples mas eficaz. Voc\u00ea tem uma arma principal que pode ser carregada para disparos mais fortes, e uma s\u00e9rie de armas secund\u00e1rias que consomem energia e que t\u00eam efeitos diferentes: m\u00edsseis teleguiados, bombas que explodem em \u00e1rea, lasers que atravessam paredes. A gest\u00e3o dessas armas secund\u00e1rias \u00e9 crucial em batalhas de chefe e em \u00e1reas com muitos inimigos, e o jogo te incentiva a experimentar com elas para encontrar a melhor abordagem para cada situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda perspectiva de gameplay \u00e9 quando Jason sai do SOPHIA III. Isso acontece em duas situa\u00e7\u00f5es: para explorar \u00e1reas pequenas a p\u00e9 que o tanque n\u00e3o consegue acessar, ou para entrar em &#8220;\u00e1reas de combate&#8221; que mudam a c\u00e2mera para um top-down shooter. Nessas \u00e1reas, Jason est\u00e1 mais vulner\u00e1vel, mas tem sua pr\u00f3pria arma e pode encontrar upgrades para ela. O que \u00e9 interessante \u00e9 que a arma de Jason tem um sistema de power-up que aumenta seu poder de fogo, mas se voc\u00ea tomar dano, voc\u00ea perde um n\u00edvel de power-up. Isso cria uma press\u00e3o constante para jogar bem e evitar dano, n\u00e3o s\u00f3 por quest\u00e3o de vida, mas por quest\u00e3o de poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa altern\u00e2ncia entre o SOPHIA III e Jason a p\u00e9 \u00e9 o que d\u00e1 a Blaster Master Zero sua identidade \u00fanica. Voc\u00ea est\u00e1 explorando o mundo com o tanque, encontrando uma porta que o tanque n\u00e3o consegue passar, saindo com Jason para explorar a p\u00e9, encontrando um power-up que melhora a arma de Jason, e ent\u00e3o voltando para o tanque para continuar a explora\u00e7\u00e3o lateral. Essa fluidez entre os dois modos \u00e9 muito bem executada e nunca parece for\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>O mapa \u00e9 um metroidvania cl\u00e1ssico, com \u00e1reas interconectadas, bloqueios que s\u00f3 cedem com habilidades espec\u00edficas e um ritmo de progress\u00e3o que te faz revisitar lugares antigos com novas possibilidades. O que eu gostei \u00e9 que o jogo \u00e9 muito bom em te dar um senso de dire\u00e7\u00e3o sem te guiar pela m\u00e3o. Voc\u00ea sempre tem um objetivo claro, mas a forma como voc\u00ea chega l\u00e1 \u00e9 atrav\u00e9s da explora\u00e7\u00e3o e da descoberta de novas habilidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Os chefes s\u00e3o um destaque enorme. Cada confronto de chefe \u00e9 um evento, com criaturas mutantes gigantescas que t\u00eam padr\u00f5es de ataque que exigem aprendizado e adapta\u00e7\u00e3o. O que eu adorei \u00e9 que muitos chefes exigem que voc\u00ea use tanto o SOPHIA III quanto Jason a p\u00e9, alternando entre as duas perspectivas para encontrar a fraqueza do chefe. Isso faz cada batalha de chefe parecer um teste completo das suas habilidades e do seu dom\u00ednio das mec\u00e2nicas do jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>O jogo tamb\u00e9m tem um sistema de upgrades que melhora os atributos de Jason e do SOPHIA III, como vida, energia e poder de ataque. Esses upgrades s\u00e3o encontrados em segredos espalhados pelo mapa, o que incentiva a explora\u00e7\u00e3o minuciosa e recompensa a curiosidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"grficos\">Gr\u00e1ficos<\/h2>\n\n\n\n<p>Blaster Master Zero \u00e9 um festival de pixel art que consegue ser ao mesmo tempo uma homenagem fiel \u00e0 est\u00e9tica de 8 bits do NES e uma demonstra\u00e7\u00e3o de como o pixel art pode ser vibrante e detalhado com as ferramentas modernas. A Inti Creates tem uma maestria em pixel art que \u00e9 evidente em cada frame do jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>A paleta de cores \u00e9 rica e variada, com tons que remetem aos jogos do NES mas com uma profundidade e uma satura\u00e7\u00e3o que seriam imposs\u00edveis no hardware original. Cada \u00e1rea do mundo subterr\u00e2neo tem sua pr\u00f3pria identidade visual, com cores que comunicam o car\u00e1ter da regi\u00e3o: cavernas de gelo com azuis e brancos frios, \u00e1reas vulc\u00e2nicas com laranjas e vermelhos incandescentes, ru\u00ednas antigas com tons de cinza e marrom que comunicam decad\u00eancia. Essa variedade visual mant\u00e9m a explora\u00e7\u00e3o fresca e interessante.<\/p>\n\n\n\n<p>O design do SOPHIA III \u00e9 ic\u00f4nico e foi recriado com perfei\u00e7\u00e3o em pixel art. O tanque tem anima\u00e7\u00f5es fluidas de movimento, de pulo e de disparo que comunicam seu peso e seu poder. Jason, quando est\u00e1 a p\u00e9, tamb\u00e9m tem um sprite com anima\u00e7\u00f5es expressivas que comunicam sua agilidade e sua vulnerabilidade. A transi\u00e7\u00e3o entre os dois modos \u00e9 visualmente suave e bem executada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os inimigos e os chefes s\u00e3o um destaque visual. As criaturas mutantes t\u00eam designs que s\u00e3o ao mesmo tempo grotescos e carism\u00e1ticos, com anima\u00e7\u00f5es que comunicam seus padr\u00f5es de ataque e suas inten\u00e7\u00f5es. Os chefes s\u00e3o gigantescos e preenchem a tela com detalhes, e cada um tem uma personalidade visual que o torna memor\u00e1vel. O jogo \u00e9 mestre em usar o tamanho e o design dos chefes para criar uma sensa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a e de escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cen\u00e1rios t\u00eam camadas de paralaxe que criam uma sensa\u00e7\u00e3o de profundidade incr\u00edvel, mesmo em pixel art 2D. Voc\u00ea sente que o mundo subterr\u00e2neo \u00e9 um lugar vasto e complexo, com estruturas que se estendem para o fundo e para a frente, e com detalhes de ambiente que contam a hist\u00f3ria do lugar sem precisar de texto. H\u00e1 ru\u00ednas antigas, forma\u00e7\u00f5es rochosas complexas, vegeta\u00e7\u00e3o mutante e mecanismos abandonados que juntos criam um mundo que parece ter existido por eras.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos de luz e sombra s\u00e3o usados com intelig\u00eancia para criar atmosfera e para destacar elementos importantes do ambiente. Os disparos das armas t\u00eam efeitos de luz que iluminam brevemente o ambiente, as explos\u00f5es t\u00eam um impacto visual que comunica poder, e os efeitos de part\u00edculas s\u00e3o usados com modera\u00e7\u00e3o para adicionar detalhe sem poluir a tela.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"som\">Som<\/h2>\n\n\n\n<p>A trilha sonora de Blaster Master Zero \u00e9 uma das minhas favoritas em jogos retro-inspirados, e ela \u00e9 uma carta de amor t\u00e3o bem escrita para a era 8 bits que me fez sentir como se estivesse ouvindo as m\u00fasicas que eu amava da inf\u00e2ncia, mas com uma qualidade de produ\u00e7\u00e3o que o hardware original nunca poderia entregar.<\/p>\n\n\n\n<p>As composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o chiptune, com melodias que remetem diretamente aos jogos do NES, mas com arranjos e instrumenta\u00e7\u00e3o que usam as capacidades modernas para criar algo que \u00e9 ao mesmo tempo nost\u00e1lgico e fresco. Cada \u00e1rea do mundo subterr\u00e2neo tem seu tema musical que captura a personalidade da regi\u00e3o, e esses temas s\u00e3o t\u00e3o cativantes que eu me peguei assobiando-os fora do jogo. H\u00e1 m\u00fasicas que s\u00e3o pura energia e adrenalina para as fases de a\u00e7\u00e3o, e h\u00e1 m\u00fasicas mais atmosf\u00e9ricas e misteriosas para as \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As batalhas de chefe t\u00eam temas pr\u00f3prios que s\u00e3o alguns dos momentos musicais mais memor\u00e1veis do jogo. H\u00e1 composi\u00e7\u00f5es que escalam de intensidade conforme a batalha avan\u00e7a, criando aquela sensa\u00e7\u00e3o de narrativa sonora dentro do confronto. A m\u00fasica dos chefes \u00e9 t\u00e3o boa que ela eleva a experi\u00eancia de combate a um novo patamar, transformando cada confronto em um evento \u00e9pico.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos sonoros t\u00eam aquela qualidade de chip de \u00e1udio dos anos 80 que \u00e9 imediatamente reconhec\u00edvel para qualquer pessoa familiarizada com o per\u00edodo. O som dos disparos das armas, o impacto nos inimigos, as explos\u00f5es, os sons de pulo e de movimento do SOPHIA III, tudo isso tem um timbre que remete ao passado mas com uma clareza e uma presen\u00e7a que o hardware original n\u00e3o poderia entregar.<\/p>\n\n\n\n<p>A transi\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica do SOPHIA III e a m\u00fasica de Jason a p\u00e9 \u00e9 suave e bem executada, o que contribui para a fluidez da altern\u00e2ncia de gameplay. O jogo \u00e9 mestre em usar o som para refor\u00e7ar a identidade de cada modo de jogo e para criar uma experi\u00eancia sonora coesa e imersiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"diverso\">Divers\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Blaster Master Zero me divertiu de uma forma que \u00e9 ao mesmo tempo nost\u00e1lgica e genuinamente fresca, e essa combina\u00e7\u00e3o \u00e9 o que faz ele ser t\u00e3o especial. Ele pega uma f\u00f3rmula cl\u00e1ssica e a eleva a um novo patamar com ideias modernas de design, com um visual e um som que s\u00e3o uma celebra\u00e7\u00e3o do passado, e com uma jogabilidade que \u00e9 viciante e recompensadora.<\/p>\n\n\n\n<p>A divers\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o \u00e9 constante. O mundo subterr\u00e2neo \u00e9 um labirinto cheio de segredos, de rotas alternativas e de \u00e1reas que se abrem com novas habilidades. Eu me peguei explorando cada canto do mapa, procurando por upgrades, por itens escondidos e por passagens secretas, e o jogo recompensa generosamente essa curiosidade. A sensa\u00e7\u00e3o de descobrir uma nova \u00e1rea ou de desbloquear uma nova habilidade que abre um mundo de possibilidades \u00e9 muito gratificante.<\/p>\n\n\n\n<p>A divers\u00e3o do combate \u00e9 intensa e satisfat\u00f3ria. A altern\u00e2ncia entre o SOPHIA III e Jason a p\u00e9, a variedade de armas, os inimigos com padr\u00f5es diferentes e os chefes \u00e9picos, tudo isso contribui para uma experi\u00eancia de combate que \u00e9 din\u00e2mica e engajante. Eu n\u00e3o senti a a\u00e7\u00e3o como tarefa em nenhum momento: ela sempre tinha prop\u00f3sito e energia suficiente para ser interessante por si mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>A divers\u00e3o da nostalgia \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Para quem conhece o Blaster Master original, Zero \u00e9 uma viagem no tempo que te faz sentir como se estivesse jogando o jogo que voc\u00ea amava da inf\u00e2ncia, mas com todos os refinamentos e melhorias que a tecnologia moderna pode oferecer. Mas mesmo para quem nunca jogou o original, o jogo tem um charme retro que \u00e9 universalmente atraente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para p\u00fablico jovem, Blaster Master Zero \u00e9 uma excelente porta de entrada para o g\u00eanero metroidvania e para a est\u00e9tica retro, oferecendo uma jogabilidade acess\u00edvel mas com profundidade suficiente para manter o interesse. \u00c9 um jogo que te ensina as mec\u00e2nicas de forma org\u00e2nica e te recompensa por cada avan\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo honesto sobre as ressalvas: a dificuldade pode ter alguns picos que podem frustrar jogadores menos acostumados com jogos de a\u00e7\u00e3o retro, especialmente em algumas batalhas de chefe que exigem precis\u00e3o e aprendizado de padr\u00e3o. E a estrutura de progress\u00e3o, embora bem executada, pode ser um pouco linear demais para quem prefere metroidvanias mais abertos e n\u00e3o guiados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"performanceeotimizao\">Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Na parte t\u00e9cnica, Blaster Master Zero se comportou de forma impec\u00e1vel durante toda a minha experi\u00eancia com o jogo, com a estabilidade e a responsividade que um jogo de a\u00e7\u00e3o e plataforma precisa para funcionar corretamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os controles respondem com consist\u00eancia e precis\u00e3o, o que \u00e9 fundamental para um jogo onde o timing de pulo, de disparo e de esquiva tem janelas espec\u00edficas que definem a qualidade do combate e da plataforma. Tanto o SOPHIA III quanto Jason a p\u00e9 responderam aos meus inputs de forma confi\u00e1vel, e eu nunca senti que perdi uma a\u00e7\u00e3o por causa de atraso t\u00e9cnico em vez de erro meu. Essa responsividade \u00e9 crucial para a sensa\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a que um bom jogo de a\u00e7\u00e3o precisa transmitir.<\/p>\n\n\n\n<p>O desempenho visual foi est\u00e1vel ao longo de toda a aventura, mantendo um framerate consistente mesmo em momentos com muitos inimigos na tela, com efeitos de disparo e explos\u00e3o em abund\u00e2ncia. Para um jogo que usa o pixel art de forma t\u00e3o vibrante e detalhada, essa estabilidade \u00e9 uma conquista de otimiza\u00e7\u00e3o que contribui diretamente para a qualidade da experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os carregamentos entre \u00e1reas s\u00e3o r\u00e1pidos e suaves, sem quebrar a imers\u00e3o do mundo. A transi\u00e7\u00e3o entre as \u00e1reas de plataforma lateral e as \u00e1reas de top-down shooter \u00e9 fluida e bem executada, o que contribui para a sensa\u00e7\u00e3o de que o mundo \u00e9 um lugar cont\u00ednuo e interconectado.<\/p>\n\n\n\n<p>A interface \u00e9 clara e funcional, com informa\u00e7\u00f5es de vida, energia e armas bem vis\u00edveis na tela. O mapa \u00e9 f\u00e1cil de ler e de navegar, o que \u00e9 importante para um metroidvania que incentiva a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o encontrei nenhum bug ou problema t\u00e9cnico significativo que comprometesse a experi\u00eancia. O jogo parece muito polido e bem acabado, o que \u00e9 impressionante para uma produ\u00e7\u00e3o independente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"concluso\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Blaster Master Zero foi, para mim, uma das experi\u00eancias mais gratificantes que o cen\u00e1rio indie produziu nos \u00faltimos anos, e essa gratifica\u00e7\u00e3o vem de uma combina\u00e7\u00e3o perfeita de respeito pelo passado e inova\u00e7\u00e3o no presente. A Inti Creates pegou uma f\u00f3rmula cl\u00e1ssica do NES e a elevou a um novo patamar com um visual pixel art deslumbrante, uma trilha sonora que \u00e9 pura nostalgia e energia, e uma jogabilidade que \u00e9 ao mesmo tempo familiar e incrivelmente bem polida.<\/p>\n\n\n\n<p>A altern\u00e2ncia entre o SOPHIA III e Jason a p\u00e9 \u00e9 a alma do jogo, e ela \u00e9 executada com uma fluidez que faz a transi\u00e7\u00e3o entre os dois modos parecer natural e org\u00e2nica. A explora\u00e7\u00e3o \u00e9 recompensadora, o combate \u00e9 din\u00e2mico e os chefes s\u00e3o \u00e9picos. \u00c9 um jogo que te faz sentir como se estivesse jogando um cl\u00e1ssico que voc\u00ea nunca jogou, mas que sempre quis jogar.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu recomendo Blaster Master Zero com muito entusiasmo para qualquer pessoa que gosta de metroidvania, para quem aprecia jogos com est\u00e9tica retro e trilha sonora chiptune de alta qualidade, para quem quer uma aventura de a\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria com uma progress\u00e3o que te faz sentir constantemente mais poderoso, e para quem busca uma homenagem bem feita a um cl\u00e1ssico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para p\u00fablico jovem, \u00e9 uma excelente porta de entrada para o g\u00eanero e para a est\u00e9tica retro, oferecendo uma jogabilidade acess\u00edvel mas com profundidade suficiente para manter o interesse. Para jogadores mais experientes, \u00e9 um lembrete do que o Blaster Master original poderia ter sido com as ferramentas modernas.<\/p>\n\n\n\n<p>A ressalva principal \u00e9 para a dificuldade, que pode ter alguns picos que podem frustrar jogadores menos acostumados com jogos de a\u00e7\u00e3o retro. Mas para quem abra\u00e7a esse desafio, a recompensa \u00e9 muito grande.<\/p>\n\n\n\n<p>No balan\u00e7o final, Blaster Master Zero \u00e9 recomendado com convic\u00e7\u00e3o e com a certeza de que \u00e9 um jogo que vai ficar na mem\u00f3ria por muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-green-cyan-background-color has-background\" id=\"pontospositivos\">Pontos positivos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Altern\u00e2ncia fluida e bem executada entre gameplay de tanque (SOPHIA III) e personagem a p\u00e9 (Jason)<\/li>\n\n\n\n<li>Pixel art deslumbrante que homenageia o NES mas com detalhes e cores modernas<\/li>\n\n\n\n<li>Trilha sonora chiptune de alta qualidade que \u00e9 ao mesmo tempo nost\u00e1lgica e vibrante<\/li>\n\n\n\n<li>Explora\u00e7\u00e3o metroidvania recompensadora com upgrades que abrem novas rotas e possibilidades<\/li>\n\n\n\n<li>Chefes \u00e9picos e bem projetados que exigem o uso de ambas as perspectivas de gameplay<\/li>\n\n\n\n<li>Sistema de armas variado para SOPHIA III e Jason que incentiva a adapta\u00e7\u00e3o em combate<\/li>\n\n\n\n<li>Curva de progress\u00e3o que te faz sentir constantemente mais poderoso e capaz<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-background-color has-background\" id=\"pontosnegativos\">Pontos negativos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Picos de dificuldade que podem frustrar jogadores menos acostumados com jogos de a\u00e7\u00e3o retro<\/li>\n\n\n\n<li>Estrutura de progress\u00e3o mais linear do que alguns metroidvanias mais abertos<\/li>\n\n\n\n<li>A hist\u00f3ria \u00e9 funcional mas n\u00e3o \u00e9 o ponto mais forte do jogo, servindo mais como pano de fundo para a a\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Gr\u00e1ficos: 9.3<br>Divers\u00e3o: 9.2<br>Jogabilidade: 9.1<br>Som: 9.5<br>Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o: 9.4<br><strong>NOTA FINAL: 9.3 \/ 10.0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns jogos chegam com a responsabilidade de pegar uma ideia que brilhou no passado e traz\u00ea-la para uma nova gera\u00e7\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36273,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,15,18,13,59,14],"tags":[],"class_list":["post-38721","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-nintendo","category-pc","category-playstation","category-reviews","category-xbox"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38721"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38721\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38722,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38721\/revisions\/38722"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36273"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}