{"id":38875,"date":"2026-06-25T00:34:17","date_gmt":"2026-06-25T03:34:17","guid":{"rendered":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/?p=38875"},"modified":"2026-06-25T00:34:19","modified_gmt":"2026-06-25T03:34:19","slug":"devil-may-cry-5-devil-hunter-edition-analise-review","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/devil-may-cry-5-devil-hunter-edition-analise-review\/","title":{"rendered":"Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition\u00a0\u2013\u00a0An\u00e1lise (Review)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe uma sensa\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica que s\u00f3 alguns jogos conseguem provocar: aquela mistura de adrenalina, euforia e satisfa\u00e7\u00e3o que faz voc\u00ea largar o controle por um segundo s\u00f3 para processar o que acabou de acontecer na tela. Devil May Cry 5 \u00e9 um desses jogos raros, e quando a Capcom anunciou que ele chegaria ao Nintendo Switch 2 na forma da Devil Hunter Edition, confesso que fiquei com um misto de ansiedade e ceticismo. Afinal, estamos falando de um jogo que quando lan\u00e7ou l\u00e1 em 2019 j\u00e1 era tecnicamente exigente, cheio de efeitos de part\u00edculas, ilumina\u00e7\u00e3o din\u00e2mica e batalhas ca\u00f3ticas com dezenas de inimigos na tela ao mesmo tempo. Ser\u00e1 que o Switch 2 conseguiria dar conta do recado sem comprometer o que faz esse jogo ser t\u00e3o especial?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de horas e horas jogando tanto no modo port\u00e1til quanto conectado \u00e0 TV, posso dizer que essa d\u00favida foi respondida de forma bastante satisfat\u00f3ria, com algumas ressalvas que merecem aten\u00e7\u00e3o. Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition \u00e9 uma compila\u00e7\u00e3o que re\u00fane o jogo base, o DLC do Vergil j\u00e1 desbloqueado desde o in\u00edcio, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de extras cosm\u00e9ticos como trajes alternativos, faixas musicais adicionais, novos Devil Breakers para o Nero e v\u00eddeos de bastidores da produ\u00e7\u00e3o do jogo. N\u00e3o \u00e9 a vers\u00e3o mais completa que j\u00e1 existiu para essa aventura demon\u00edaca, j\u00e1 que alguns recursos exclusivos da Special Edition ficaram de fora, mas o que est\u00e1 aqui j\u00e1 \u00e9 suficiente para justificar muito bem a compra, especialmente para quem ainda n\u00e3o tinha vivido essa experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria de Devil May Cry 5 gira em torno de uma amea\u00e7a que vai al\u00e9m de qualquer coisa que Dante e Nero j\u00e1 enfrentaram. Um ser demon\u00edaco chamado Urizen invade a cidade de Red Grave City e planta a Qliphoth, uma \u00e1rvore demon\u00edaca gigantesca que come\u00e7a a drenar a energia vital da humanidade para alimentar o poder dele. Dante e Nero tentam impedir o avan\u00e7o da criatura logo no in\u00edcio, mas s\u00e3o derrotados com uma facilidade assustadora. Enquanto Nero consegue escapar com vida, Dante fica para tr\u00e1s, aparentemente fora de combate. Determinado a corrigir essa situa\u00e7\u00e3o, Nero se une ao misterioso V, um homem de apar\u00eancia fr\u00e1gil e comportamento enigm\u00e1tico, para rastrear Dante e enfrentar Urizen de vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A narrativa \u00e9 apresentada de forma n\u00e3o linear, alternando entre diferentes pontos no tempo e diferentes perspectivas dos tr\u00eas protagonistas, e embora isso possa soar confuso \u00e0 primeira vista, tudo se encaixa muito bem conforme voc\u00ea avan\u00e7a nas miss\u00f5es. H\u00e1 momentos de humor genu\u00edno, que s\u00e3o marca registrada da franquia, mas tamb\u00e9m reviravoltas dram\u00e1ticas que realmente surpreendem. Personagens cl\u00e1ssicos como Trish e Lady voltam a aparecer, e a rivalidade entre Dante e Vergil, presente desde o primeiro jogo, ganha aqui um dos seus cap\u00edtulos mais impactantes. Para quem j\u00e1 conhece a s\u00e9rie, a experi\u00eancia \u00e9 de um f\u00e3 service bem executado. Para quem est\u00e1 chegando agora, o jogo oferece um v\u00eddeo de recap no menu principal que resume os eventos anteriores da franquia, o que ajuda bastante, mesmo que n\u00e3o seja totalmente abrangente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mec\u00e2nicas e Jogabilidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se tem uma coisa que Devil May Cry 5 faz melhor do que quase qualquer outro jogo do g\u00eanero, \u00e9 fazer o jogador se sentir estiloso mesmo quando est\u00e1 claramente apanhando. O sistema de combate \u00e9 estratificado em camadas, e a satisfa\u00e7\u00e3o de dominar cada uma delas \u00e9 algo que poucos jogos conseguem replicar. Voc\u00ea come\u00e7a as primeiras miss\u00f5es achando que entende mais ou menos o que est\u00e1 fazendo, e ent\u00e3o o jogo vai gradualmente apresentando novos elementos at\u00e9 voc\u00ea perceber que est\u00e1 no meio de combos absurdos que voc\u00ea nem sabe direito como come\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nero \u00e9 o personagem mais acess\u00edvel dos quatro dispon\u00edveis e provavelmente por isso ele \u00e9 o protagonista das primeiras miss\u00f5es da campanha. Ele usa a espada Red Queen e a pistola Blue Rose como base de seu combate, mas o grande diferencial dele nessa vers\u00e3o do jogo s\u00e3o os Devil Breakers, bra\u00e7os mec\u00e2nicos desenvolvidos pela Nico, sua parceira mec\u00e2nica. Cada bra\u00e7o tem uma habilidade \u00fanica: o Overture solta descargas el\u00e9tricas poderosas, o Gerbera dispara explos\u00f5es de energia que tamb\u00e9m servem para reposicionar Nero no ar, o Ragtime manipula o tempo ao redor dos inimigos, e existe at\u00e9 um Mega Buster inspirado diretamente no Mega Man que dispara tr\u00eas tiros carregados em sequ\u00eancia r\u00e1pida. A pegadinha \u00e9 que os bra\u00e7os s\u00e3o fr\u00e1geis: usar o ataque especial deles, levar um golpe enquanto os utiliza, ou ativar propositalmente uma explos\u00e3o deles para um efeito mais poderoso vai destruir o bra\u00e7o e passar para o pr\u00f3ximo da sua fila. Isso cria uma gest\u00e3o constante de recursos que torna cada decis\u00e3o no combate mais significativa do que parece \u00e0 primeira vista. E sim, o grapple que permite puxar inimigos em sua dire\u00e7\u00e3o ou se arremessar em dire\u00e7\u00e3o a eles continua presente e continua sendo absolutamente delicioso de usar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dante \u00e9 onde a complexidade do jogo realmente entra em cena. Ele tem quatro estilos de combate que podem ser trocados a qualquer momento com o direcional do controle: o Trickster foca em esquivas e mobilidade, te permitindo se reposicionar rapidamente no campo de batalha; o Swordmaster potencializa os ataques com armas brancas e abre novos ataques exclusivos para cada uma delas; o Gunslinger faz o mesmo com as armas de fogo, permitindo sequ\u00eancias de tiros muito mais elaboradas; e o Royalguard \u00e9 focado em defesa, com um sistema de bloqueio que absorve o dano dos inimigos e permite liberar essa energia de volta em um contra-ataque devastador. Al\u00e9m disso, Dante tem um arsenal imenso que cresce conforme voc\u00ea progride no jogo, incluindo espadas, luvas de boxe, armas de fogo pesadas, e algumas surpresas criativas que prefiro n\u00e3o estragar aqui. Trocar estilos e armas em tempo real para criar sequ\u00eancias de combate \u00fanicas \u00e9 uma das experi\u00eancias mais ricas e satisfat\u00f3rias que o g\u00eanero de a\u00e7\u00e3o tem a oferecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V \u00e9 uma hist\u00f3ria completamente diferente. Ele \u00e9 fisicamente fr\u00e1gil e n\u00e3o ataca diretamente os inimigos. Em vez disso, ele comanda tr\u00eas familiares demon\u00edacos: Griffon, um corvo debochado que realiza ataques \u00e0 dist\u00e2ncia com raios e proj\u00e9teis; Shadow, uma pantera que executa golpes corpo a corpo r\u00e1pidos e brutais; e Nightmare, um golem colossal que entra em cena sozinho e causa uma destrui\u00e7\u00e3o enorme ao redor. A din\u00e2mica do V \u00e9 basicamente: usar os familiares para reduzir a vida dos inimigos at\u00e9 que fiquem brancos e atordoados, e ent\u00e3o se aproximar com a bengala de V para dar o golpe final que os elimina definitivamente. Isso cria uma experi\u00eancia que se assemelha a um gerenciador de recursos em tempo real, exigindo que voc\u00ea monitore o posicionamento dos seus familiares, mantenha V em seguran\u00e7a \u00e0 dist\u00e2ncia e escolha o momento certo para partir para cima. No come\u00e7o parece desconfort\u00e1vel e at\u00e9 frustrante, mas quando voc\u00ea encontra o ritmo certo, vira algo \u00fanico e viciante. \u00c9 ineg\u00e1vel, por\u00e9m, que as se\u00e7\u00f5es com V s\u00e3o as menos viscerais do trio principal, e que a sensa\u00e7\u00e3o de desconex\u00e3o com a a\u00e7\u00e3o imediata \u00e9 real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vergil, dispon\u00edvel desde o in\u00edcio nessa edi\u00e7\u00e3o sem nenhum custo adicional, \u00e9 um personagem extra vinculado a uma campanha paralela que revisita as mesmas fases do jogo principal com cutscenes diferentes e perspectiva narrativa diferente. Sua forma de lutar \u00e9 baseada na precis\u00e3o e na velocidade, com a katana Yamato como arma principal, os gauntlets Beowulf para golpes corpo a corpo poderosos e as Mirage Blades para ataques \u00e0 dist\u00e2ncia com proj\u00e9teis de energia. Ele pode invocar um clone de si mesmo para ampliar seus combos, e sua velocidade de execu\u00e7\u00e3o \u00e9 absurdamente satisfat\u00f3ria quando voc\u00ea domina o ritmo. \u00c9 honesto dizer que a campanha do Vergil tem pouco conte\u00fado narrativo pr\u00f3prio e funciona mais como um complemento p\u00f3s-jogo do que como uma hist\u00f3ria independente, mas jogar como ele compensa qualquer limita\u00e7\u00e3o de roteiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema de avalia\u00e7\u00e3o de estilo, que vai de D at\u00e9 SSS dependendo da variedade e qualidade dos seus combates, incentiva constantemente a experimenta\u00e7\u00e3o. Ficar repetindo sempre o mesmo ataque vai derrubar sua pontua\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o o jogo te empurra naturalmente a explorar tudo que cada personagem tem a oferecer. Isso, aliado a um elenco de inimigos bem variado e chefes com padr\u00f5es \u00fanicos que exigem adapta\u00e7\u00e3o, resulta em uma campanha que dificilmente se sente repetitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gr\u00e1ficos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ver Devil May Cry 5 rodando em um Nintendo Switch 2 \u00e9, sem exagero, uma das experi\u00eancias mais impressionantes que j\u00e1 tive com um port nessa plataforma. O motor RE Engine da Capcom foi adaptado com um cuidado not\u00e1vel, e o resultado \u00e9 um jogo que se mant\u00e9m visualmente muito atraente, especialmente considerando a natureza h\u00edbrida do console.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No modo port\u00e1til, a surpresa \u00e9 real. Os modelos dos personagens s\u00e3o ricos em detalhes, com rostos que transmitem express\u00e3o e trajes que t\u00eam textura e complexidade visual. As anima\u00e7\u00f5es s\u00e3o extremamente fluidas e a dire\u00e7\u00e3o de arte do jogo, com seu visual sombrio e ca\u00f3tico que mistura elementos urbanos devastados com estruturas org\u00e2nicas demon\u00edacas, se mant\u00e9m muito bem em uma tela menor. Red Grave City, mesmo em ru\u00ednas e tomada pela Qliphoth, tem uma identidade visual forte que impressiona em qualquer tamanho de tela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No modo TV, o salto de qualidade \u00e9 percept\u00edvel. A ilumina\u00e7\u00e3o fica mais definida, as texturas de ambiente aparecem com mais clareza e detalhes que passam despercebidos na tela do port\u00e1til ficam evidentes numa tela maior. N\u00e3o estamos falando de um jogo que vai competir com vers\u00f5es de PS5 ou Xbox Series X em termos de fidelidade gr\u00e1fica bruta, mas a apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 consistentemente boa e nunca chega a parecer feia ou datada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem algumas limita\u00e7\u00f5es visuais que precisam ser mencionadas. O tratamento dos cabelos de alguns personagens \u00e9 claramente simplificado em rela\u00e7\u00e3o ao que foi visto em plataformas mais poderosas, e em determinadas cenas com muita a\u00e7\u00e3o e efeitos de part\u00edculas simult\u00e2neos a qualidade de algumas texturas cai um pouco. Em modo port\u00e1til essas imperfei\u00e7\u00f5es s\u00e3o menos percept\u00edveis simplesmente pelo tamanho compat\u00edvel da tela, mas em uma TV 4K elas ficam um pouco mais evidentes, especialmente nas cutscenes, onde um leve serrilhado aparece com mais frequ\u00eancia. Isso n\u00e3o compromete a experi\u00eancia de forma significativa, mas quem j\u00e1 jogou nas plataformas de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o vai notar a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Som<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trilha sonora de Devil May Cry 5 \u00e9 um dos elementos mais marcantes do jogo, e felizmente ela chega completa e com todo o seu impacto ao Switch 2. O jogo usa um sistema de m\u00fasica din\u00e2mica que evolui conforme a batalha progride: quando voc\u00ea come\u00e7a um combate, a trilha come\u00e7a de forma mais contida, e conforme voc\u00ea vai encadeando combos e subindo o seu estilo de avalia\u00e7\u00e3o, a m\u00fasica vai ganhando camadas e ficando mais intensa. Quando voc\u00ea est\u00e1 no SSS, a faixa est\u00e1 no seu pico. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o entre \u00e1udio e gameplay que poucos jogos executam t\u00e3o bem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada personagem tem seu pr\u00f3prio tema e estilo musical. Nero tem faixas mais intensas e diretas, com guitarras pesadas e vocais agressivos. Dante tem algo um pouco mais variado e extravagante, refletindo sua personalidade mais carism\u00e1tica e irreverente. V tem trilhas com um clima mais sombrio e atmosf\u00e9rico, e Vergil recebe m\u00fasicas que combinam poder e eleg\u00e2ncia de uma forma que s\u00f3 ele seria capaz de ter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os efeitos sonoros s\u00e3o excelentes. Cada golpe tem um impacto que voc\u00ea sente fisicamente, e a diferen\u00e7a sonora entre as armas e estilos de cada personagem ajuda a tornar a identidade de cada um ainda mais distinta. A dublagem em ingl\u00eas \u00e9 muito boa, com performances que equilibram o drama e o humor da hist\u00f3ria de forma competente. O jogo tamb\u00e9m traz vozes em japon\u00eas para quem preferir, e ambas as op\u00e7\u00f5es funcionam muito bem com o tipo de narrativa que Devil May Cry oferece. A edi\u00e7\u00e3o Devil Hunter inclui ainda faixas musicais adicionais que podem ser selecionadas para substituir as originais em alguns momentos, o que \u00e9 um extra interessante para os f\u00e3s mais dedicados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Divers\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se tem uma palavra para resumir minha experi\u00eancia com Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition \u00e9 recompensador. Cada hora investida no jogo transforma sua capacidade de jogar de uma forma tang\u00edvel. Nas primeiras miss\u00f5es com Dante, por exemplo, me peguei usando basicamente dois ou tr\u00eas ataques porque era tudo que eu conseguia processar. Algumas horas depois, eu estava trocando de estilo e arma no meio de saltos para criar sequ\u00eancias que nem eu mesmo sabia que eram poss\u00edveis. E esse arco de aprendizado \u00e9 incrivelmente divertido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As batalhas contra chefes s\u00e3o um dos pontos mais altos do jogo, com confrontos \u00e9picos que testam tudo que voc\u00ea aprendeu at\u00e9 aquele ponto. Cada chefe tem padr\u00f5es de ataque \u00fanicos que exigem estrat\u00e9gias diferentes e te for\u00e7am a dominar as mec\u00e2nicas do personagem que voc\u00ea est\u00e1 usando naquela miss\u00e3o. Alguns desses confrontos s\u00e3o genuinamente memor\u00e1veis e chegam a ser cinematogr\u00e1ficos na sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A variedade entre os tr\u00eas estilos de jogo dos protagonistas mant\u00e9m o ritmo da campanha muito din\u00e2mico. Quando voc\u00ea come\u00e7a a se sentir confort\u00e1vel com Nero, o jogo te coloca no controle de V e muda completamente a l\u00f3gica do combate. Quando voc\u00ea est\u00e1 pegando o jeito com V, \u00e9 hora de Dante entrar em cena com toda a sua complexidade. Essa altern\u00e2ncia \u00e9 muito bem dosada ao longo das miss\u00f5es e evita que o jogo caia na monotonia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A campanha principal dura em torno de 12 a 15 horas dependendo do seu ritmo e quanto voc\u00ea explora o conte\u00fado opcional, mas o jogo \u00e9 feito para ser jogado v\u00e1rias vezes. Ap\u00f3s terminar a hist\u00f3ria voc\u00ea desbloqueia novos modos de dificuldade, incluindo op\u00e7\u00f5es absurdamente desafiadoras que v\u00e3o te massacrar de formas que voc\u00ea nem imagina. O Bloody Palace, modo de sobreviv\u00eancia em arenas, tamb\u00e9m est\u00e1 presente e \u00e9 o lugar perfeito para testar os limites do que voc\u00ea aprendeu. E claro, a campanha do Vergil adiciona mais algumas horas de conte\u00fado extra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para quem nunca jogou a s\u00e9rie antes, existe a op\u00e7\u00e3o de ativar Combo Autom\u00e1ticas, que simplifica os controles para que ataques complexos saiam com um \u00fanico bot\u00e3o. \u00c9 uma porta de entrada honesta, mas eu recomendo fortemente aprender os controles reais, porque a satisfa\u00e7\u00e3o de executar um combo manualmente n\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 provavelmente o t\u00f3pico mais importante para quem est\u00e1 considerando comprar essa vers\u00e3o espec\u00edfica do jogo, ent\u00e3o vou ser detalhado aqui. A Capcom prometeu 60 quadros por segundo tanto no modo port\u00e1til quanto no modo dock, e no geral essa promessa \u00e9 mantida de forma muito satisfat\u00f3ria, com ressalvas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No modo port\u00e1til, a performance \u00e9 impressionante. Jogar Devil May Cry 5 numa tela de m\u00e3o a 60fps \u00e9 algo que eu n\u00e3o esperava que fosse funcionar t\u00e3o bem. As batalhas mais ca\u00f3ticas, com m\u00faltiplos inimigos, efeitos de part\u00edculas e explos\u00f5es simult\u00e2neas, mant\u00eam a fluidez necess\u00e1ria para que o combate se sinta responsivo e preciso, que \u00e9 exatamente o que um jogo desse tipo precisa para funcionar. Eventuais quedas existem em se\u00e7\u00f5es mais abertas ou com muitos elementos din\u00e2micos na tela, mas s\u00e3o raras e pontuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No modo dock, curiosamente, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ligeiramente menos est\u00e1vel do que no modo port\u00e1til, embora ainda seja muito boa. A resolu\u00e7\u00e3o e a qualidade visual sobem visivelmente, mas isso vem com um pre\u00e7o pequeno em termos de estabilidade de framerate em situa\u00e7\u00f5es mais intensas. Nada que comprometa a experi\u00eancia, mas \u00e9 uma observa\u00e7\u00e3o v\u00e1lida para quem planeja jogar principalmente conectado \u00e0 TV.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As c\u00e2meras merecem uma men\u00e7\u00e3o especial, e n\u00e3o necessariamente positiva. Em ambientes mais fechados e corredores estreitos, elas podem se posicionar de formas um pouco inconvenientes, especialmente durante combates mais fren\u00e9ticos. Voc\u00ea pode ajustar manualmente com o anal\u00f3gico direito, mas em certos momentos a c\u00e2mera parece desenvolver uma vontade pr\u00f3pria que pode atrapalhar levemente a vis\u00e3o do que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale mencionar o que ficou de fora em compara\u00e7\u00e3o com a Special Edition lan\u00e7ada anteriormente no PS5 e Xbox Series X. O modo Legendary Dark Knight, que multiplicava drasticamente a quantidade de inimigos em tela para criar algo pr\u00f3ximo de um jogo de a\u00e7\u00e3o estilo Musou, est\u00e1 ausente aqui. O modo Turbo, que aumentava a velocidade do jogo em 20%, tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 presente. O suporte a Ray Tracing e a op\u00e7\u00e3o de 120Hz tampouco chegaram ao Switch 2. \u00c9 razo\u00e1vel assumir que essas omiss\u00f5es existem por raz\u00f5es de performance, e que incluir esses recursos comprometeria a estabilidade geral do jogo, mas s\u00e3o perdas que impedem essa vers\u00e3o de ser chamada de definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition para Nintendo Switch 2 \u00e9 uma das melhores demonstra\u00e7\u00f5es do que a plataforma \u00e9 capaz de fazer com um t\u00edtulo exigente. A Capcom mais uma vez provou que sabe como adaptar seus jogos para o hardware da Nintendo sem sacrificar o que realmente importa: o combate fluido, responsivo e satisfat\u00f3rio que \u00e9 a ess\u00eancia de tudo que Devil May Cry representa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para quem nunca jogou Devil May Cry 5, essa edi\u00e7\u00e3o \u00e9 simplesmente essencial. Voc\u00ea tem aqui um dos melhores jogos de a\u00e7\u00e3o j\u00e1 feitos, rodando de forma excelente tanto no sof\u00e1 quanto na palma da m\u00e3o, com um elenco de personagens variado e bem constru\u00eddo, uma hist\u00f3ria que prende e emociona nos momentos certos, e um sistema de combate que tem profundidade suficiente para meses de explora\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a do Vergil desbloqueada desde o in\u00edcio, sem nenhum custo extra, \u00e9 um b\u00f4nus consider\u00e1vel que adiciona horas de conte\u00fado e um dos personagens mais divertidos de controlar que eu j\u00e1 tive nas m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para veteranos que j\u00e1 zeram no PS5 ou Xbox Series X, a equa\u00e7\u00e3o muda um pouco. A aus\u00eancia do Legendary Dark Knight e do modo Turbo s\u00e3o perdas reais para quem aprecia essas experi\u00eancias, e a fidelidade visual inferior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quelas vers\u00f5es vai ser percept\u00edvel. O principal argumento para essa vers\u00e3o, nesse caso, \u00e9 a portabilidade: a ideia de poder levar Devil May Cry 5 na bolsa e jogar uma miss\u00e3o em qualquer lugar \u00e9 muito atraente, e o modo port\u00e1til entrega isso com uma qualidade que impressiona genuinamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 um jogo que tem sete anos mas que n\u00e3o sente o peso do tempo. O estilo exagerado, os personagens carism\u00e1ticos, o humor equilibrado com momentos de drama genu\u00edno e, acima de tudo, a sensa\u00e7\u00e3o inigual\u00e1vel de executar um combo perfeito e ver a tela explodir em efeitos enquanto a trilha sonora atinge seu pico, tudo isso continua fresco e empolgante como da primeira vez. Essa Devil Hunter Edition pode n\u00e3o ser a vers\u00e3o absoluta definitiva do jogo, mas \u00e9 com certeza uma das formas mais acess\u00edveis e agrad\u00e1veis de viv\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 recomendado? Sem hesitar. Se voc\u00ea tem um Switch 2 e ainda n\u00e3o conheceu Nero, Dante, V e Vergil, essa \u00e9 a sua hora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-green-cyan-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>Pontos Positivos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sistema de combate profundo, variado e incrivelmente satisfat\u00f3rio de dominar<\/li>\n\n\n\n<li>Quatro personagens jog\u00e1veis com estilos completamente distintos que garantem muita rejogabilidade<\/li>\n\n\n\n<li>Vergil dispon\u00edvel desde o in\u00edcio sem custo adicional<\/li>\n\n\n\n<li>Performance muito s\u00f3lida, especialmente no modo port\u00e1til<\/li>\n\n\n\n<li>Trilha sonora din\u00e2mica e excepcional que evolui junto com o combate<\/li>\n\n\n\n<li>Hist\u00f3ria bem estruturada com personagens carism\u00e1ticos e reviravoltas genu\u00ednas<\/li>\n\n\n\n<li>Conte\u00fado extra abundante, incluindo trajes, m\u00fasicas e armas adicionais<\/li>\n\n\n\n<li>Chefes \u00e9picos e memor\u00e1veis que testam suas habilidades de forma justa<\/li>\n\n\n\n<li>Op\u00e7\u00f5es de acessibilidade para iniciantes sem comprometer a profundidade para veteranos<\/li>\n\n\n\n<li>Excelentes modelos de personagem e dire\u00e7\u00e3o de arte marcante<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-red-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>Pontos Negativos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Modo Legendary Dark Knight ausente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Special Edition<\/li>\n\n\n\n<li>Modo Turbo tamb\u00e9m foi removido nessa vers\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>C\u00e2meras com comportamento problem\u00e1tico em ambientes fechados e durante combates intensos<\/li>\n\n\n\n<li>Campanha do Vergil tem pouco conte\u00fado narrativo pr\u00f3prio e reutiliza fases da campanha principal<\/li>\n\n\n\n<li>Serrilhado vis\u00edvel nas cutscenes no modo dock em TVs maiores<\/li>\n\n\n\n<li>Alguns drops de framerate pontuais em se\u00e7\u00f5es mais abertas<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o \u00e9 a vers\u00e3o mais completa dispon\u00edvel para quem j\u00e1 jogou no PS5 ou Xbox Series X<\/li>\n\n\n\n<li>V pode parecer desconectado e menos satisfat\u00f3rio em compara\u00e7\u00e3o com os outros personagens<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background wp-block-paragraph\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Gr\u00e1ficos: 8.0<br>Divers\u00e3o: 9.5<br>Jogabilidade: 9.5<br>Som: 9.5<br>Performance e Otimiza\u00e7\u00e3o: 8.5<br><strong>NOTA FINAL: 9.0 \/ 10.0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe uma sensa\u00e7\u00e3o muito espec\u00edfica que s\u00f3 alguns jogos conseguem provocar: aquela mistura de adrenalina, euforia e satisfa\u00e7\u00e3o que faz&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":38876,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[23,443,15,59],"tags":[],"class_list":["post-38875","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-games","category-nintendo","category-reviews"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38875"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38875\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38877,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38875\/revisions\/38877"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revolutionarena.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}