The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon – Análise (Review)

The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon – Análise (Review)

11 de janeiro de 2026 Off Por Misael Montenegro

E aí, galera gamer! Acabei de mergulhar de cabeça em uma das maiores aventuras que o mundo dos JRPGs já viu, e estou aqui para contar cada detalhe da minha experiência em The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon no meu Switch 2. Sério, se você é fã de histórias épicas, personagens que te conquistam e um universo que não para de crescer, cola comigo que a gente vai desbravar esse lançamento da Falcom que está dando o que falar. Eu passei bastante tempo explorando cada canto de Calvard, em batalhas insanas e desvendando mistérios que me deixaram de queixo caído. Este não é apenas mais um jogo na série Trails, é o jogo que a gente estava esperando, o que amarra pontas soltas e nos joga para um futuro que promete ser ainda mais eletrizante. A sensação de ver tantos anos de história convergindo para um único ponto é algo que só quem acompanha a série há um tempo consegue entender, e posso dizer que a emoção foi real. Desde o primeiro momento, fui sugado para dentro de um enredo que não poupa reviravoltas, com momentos de pura adrenalina e outros de profunda reflexão. É uma experiência que te prende do início ao fim, e eu mal posso esperar para compartilhar tudo o que vivi.

Mecânicas e Jogabilidade

A jogabilidade de Trails beyond the Horizon é, sem dúvida, a mais refinada e divertida de toda a série, e eu me peguei pensando em como a Falcom conseguiu aprimorar algo que já era tão bom. O sistema de combate híbrido, que mistura ação em tempo real com o clássico combate por turnos, atingiu um novo patamar de excelência. Nas batalhas de campo, a fluidez é impressionante. Posso desferir combos poderosos, usar ataques carregados e até mesmo lançar magias rápidas para atordoar os inimigos antes mesmo de entrar no modo por turnos. A mecânica de esquiva perfeita, que abre espaço para contra-ataques dos aliados, adiciona uma camada de estratégia que me fez sentir como um verdadeiro mestre de artes marciais. E quando a coisa fica séria, é só apertar um botão e a transição para o combate por turnos é instantânea e suave, sem quebrar o ritmo da ação.

Mas as novidades não param por aí. A introdução da mecânica “Awakening” é um show à parte. Ver o Van se transformar no Grendel e desferir golpes devastadores em tempo real é simplesmente sensacional. Essa forma poderosa me permitiu limpar grupos de inimigos mais fracos com facilidade e até mesmo dar um gás em chefes mais resistentes. Outra adição que adorei foi o “Z.O.C”, que me permite congelar o tempo momentaneamente nas batalhas de campo para encaixar mais golpes ou, no modo por turnos, me concede uma ação extra imediata. Isso é um divisor de águas, permitindo que eu lance uma magia que normalmente exigiria um turno de carregamento e ainda ataque no mesmo turno. É uma ferramenta tática que me salvou em diversas situações apertadas.

O sistema de “Orbment” continua sendo um dos meus favoritos para customização de personagens. A variedade de “Quartz” disponíveis é enorme, e a forma como eles interagem com as “Shard Skills” é genial. Eu passava um bom tempo experimentando diferentes combinações para otimizar meus personagens, e a recompensa era ver o Van recebendo bônus de ataque e defesa quase a cada turno, ou ter todos os meus atributos aumentados quando minha vida estava baixa. As “Shard Commands”, que substituem as “Brave Orders” de jogos anteriores, são como cartas na manga que podem virar o jogo. Gastar um pouco da barra de “S-Boost” para ativar buffs poderosos para toda a equipe, seja para aumentar o dano ou recuperar vida, é uma decisão estratégica que sempre me fazia pensar duas vezes. E claro, os “S-Crafts” estão de volta, mais espetaculares do que nunca, com animações de tirar o fôlego que me faziam vibrar a cada uso.

O “Grim Garten” também merece um destaque especial. Essa masmorra roguelike, que agora tem uma vibe mais sombria e misteriosa, é um prato cheio para quem gosta de explorar e testar diferentes composições de equipe. Eu me diverti muito montando meu time dos sonhos com personagens de diferentes arcos da série e enfrentando os desafios aleatórios. Além de ser um ótimo lugar para farmar experiência e itens, o Grim Garten esconde segredos e revelações sobre a lore que são cruciais para entender a história principal. E a melhoria na decriptografia dos “Grimoires”, que agora é muito mais rápida e menos tediosa, foi um alívio. No geral, a jogabilidade é um pacote completo, com tantas opções e camadas de profundidade que eu me senti constantemente desafiado e recompensado por dominar cada aspecto.

Gráficos

Os gráficos de Trails beyond the Horizon no Switch 2 são um verdadeiro espetáculo, e eu fiquei impressionado com o salto de qualidade que a Falcom conseguiu entregar. Desde os modelos dos personagens, que estão mais detalhados e expressivos do que nunca, até os cenários deslumbrantes de Calvard, tudo é visualmente rico e vibrante. As cidades são cheias de vida, com detalhes arquitetônicos que me faziam parar para admirar, e as paisagens naturais, como as Montanhas Ishgal, são de tirar o fôlego. A iluminação dinâmica e os efeitos de partículas nas magias e nos ataques especiais são um show à parte, tornando cada batalha uma experiência cinematográfica.

As cutscenes, em particular, receberam uma atenção especial. A direção está muito mais polida e dinâmica, com ângulos de câmera que realçam a emoção dos momentos e transições suaves que mantêm a imersão. Eu me peguei prestando atenção em cada expressão facial dos personagens, em cada movimento sutil que transmitia suas emoções. A qualidade das texturas, mesmo no modo portátil do Switch 2, é surpreendente. Não notei borrões ou imperfeições que pudessem atrapalhar a experiência. Pelo contrário, tudo parecia nítido e bem definido, o que é um feito e tanto para um jogo com a escala de Trails beyond the Horizon. É claro que ainda existe aquele “jeitinho Falcom” em algumas animações, mas isso faz parte do charme da série e, para mim, só adiciona personalidade ao jogo. Ver o mundo de Zemuria ganhar vida com esse nível de detalhe e beleza foi uma das coisas que mais me cativou durante a minha jogatina.

Som

A trilha sonora de Trails beyond the Horizon é, sem exageros, uma das melhores que já ouvi em um JRPG, e a Falcom Sound Team jdk se superou mais uma vez. Desde o momento em que o jogo começa, com a música do menu principal, eu já sabia que estava prestes a embarcar em algo especial. As composições são incrivelmente variadas, indo de temas épicos e cheios de adrenalina para as batalhas e momentos de crise, a melodias mais suaves e contemplativas para as cenas de exploração e os momentos de reflexão. Cada faixa parece ter sido criada sob medida para a cena em que é tocada, intensificando as emoções e a gravidade da história.

Os efeitos sonoros também são de altíssima qualidade. Cada golpe, cada magia, cada explosão tem um impacto sonoro que complementa perfeitamente a ação na tela. Eu podia sentir a força dos ataques do Grendel e o poder das magias mais devastadoras. A dublagem, em sua maioria, é excelente, com os atores entregando performances convincentes que dão ainda mais vida aos personagens. No entanto, notei algumas inconsistências, com momentos em que o diálogo não era dublado, o que quebrava um pouco a imersão. Não sei se foi uma questão de localização ou uma decisão de desenvolvimento, mas é algo que espero que seja ajustado em futuras atualizações. Apesar disso, a qualidade geral do áudio é impecável, e a trilha sonora, em particular, é daquelas que ficam na sua cabeça muito tempo depois de você desligar o console. É um verdadeiro deleite para os ouvidos e um componente essencial para a experiência imersiva do jogo.

Diversão

A diversão em Trails beyond the Horizon é algo que me pegou de surpresa e me manteve grudado no Switch 2 por mais de cem horas. A história é o grande motor de tudo, e eu me vi completamente envolvido nos destinos de Van, Rean e Kevin. As reviravoltas são constantes, os mistérios são profundos e as revelações me deixaram boquiaberto em várias ocasiões. A forma como o jogo amarra tantos anos de narrativa e personagens é simplesmente brilhante, e a emoção de ver arcos de história se fechando e outros se abrindo foi indescritível. Eu me importei profundamente com cada personagem, torcendo por eles e sofrendo com suas dificuldades. Os “Connection Events”, mesmo sendo opcionais, são essenciais para aprofundar os laços e entender o crescimento de cada um, e eu fiz questão de ver todos eles.

O combate, como já mencionei, é viciante. A mistura de ação e turnos me manteve sempre engajado, e a quantidade de opções táticas me permitiu experimentar diferentes estratégias para cada tipo de inimigo. Nunca me senti frustrado com as batalhas, mesmo nas dificuldades mais altas, e a sensação de dominar o sistema e ver meus personagens se tornando cada vez mais poderosos era extremamente gratificante. O “Grim Garten” também contribuiu muito para a diversão, oferecendo um playground para testar minhas habilidades e descobrir mais sobre o universo do jogo.

No entanto, preciso ser honesto: o ritmo da narrativa pode ser um pouco lento em alguns momentos. Houve seções, especialmente no início, onde a quantidade de exposição e o vai e vem entre os personagens me fizeram desejar que a história avançasse um pouco mais rápido. Para quem não está totalmente por dentro da série, a densidade da lore e a quantidade de referências podem ser esmagadoras, e eu consigo entender por que alguns poderiam se sentir perdidos. Mas para mim, que já sou um fã de longa data, cada pedacinho de informação e cada aparição de um personagem conhecido era um presente. O jogo exige paciência e um investimento de tempo considerável, mas a recompensa é uma das experiências mais ricas e emocionantes que já tive em um JRPG. A aventura é longa, mas a cada passo, a diversão e a satisfação de desvendar os segredos de Zemuria valeram cada segundo.

Performance e Otimização

Joguei The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon no meu Switch 2, e posso dizer com toda a certeza que a performance e a otimização são simplesmente excelentes. Fiquei genuinamente impressionado com a fluidez do jogo, tanto no modo docked quanto no portátil. Na TV, o jogo rodou a 60 quadros por segundo de forma consistente, sem quedas perceptíveis, mesmo nas cenas mais movimentadas ou durante as batalhas mais caóticas com muitos efeitos visuais. A imagem se manteve nítida e clara, sem serrilhados ou texturas de baixa resolução que pudessem atrapalhar a experiência.

Mas o que realmente me surpreendeu foi o desempenho no modo portátil. O jogo oferece uma opção de rodar a até 120 quadros por segundo, aproveitando a tela de 120Hz do Switch 2, e ele realmente entrega essa performance na maior parte do tempo. A suavidade da jogabilidade em minhas mãos era algo que eu não esperava de um JRPG dessa escala. Explorar as cidades, correr pelos campos e engajar em batalhas era uma experiência incrivelmente fluida e responsiva. Houve apenas raríssimos momentos de leve queda de quadros, principalmente em cenas com muitos efeitos de fogo ou em áreas extremamente densas, mas foram tão pontuais que mal impactaram a minha jogatina.

A otimização é tão boa que eu não senti nenhuma desvantagem em jogar no Switch 2 em comparação com outras plataformas. O tempo de carregamento entre as áreas e as batalhas era mínimo, o que contribuía para a imersão e para o ritmo do jogo. A interface do usuário é responsiva e fácil de navegar, e os controles são precisos e intuitivos. A Falcom e a NIS America fizeram um trabalho fenomenal em trazer um jogo tão ambicioso para o hardware do Switch 2, mostrando que é possível ter gráficos de alta qualidade e uma performance impecável em um console portátil. Para mim, isso estabelece um novo padrão para futuros lançamentos da série no Switch 2, e eu mal posso esperar para ver o que mais eles conseguirão fazer. É uma prova de que, com o devido cuidado e otimização, o Switch 2 é capaz de entregar experiências de JRPG de ponta.

Conclusão

The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon é, para mim, uma verdadeira obra-prima moderna dos JRPGs e um ponto alto na aclamada série Trails. Minha experiência por Calvard foi uma montanha-russa de emoções, com uma história que me prendeu do início ao fim, cheia de reviravoltas que me deixaram sem palavras e revelações que redefiniram tudo o que eu pensava saber sobre o universo de Zemuria. A forma como o jogo amarra tantos anos de narrativa e desenvolvimento de personagens é um feito impressionante, e a emoção de ver tantos rostos conhecidos se unindo para enfrentar uma ameaça global é algo que só quem acompanha a série há muito tempo pode realmente apreciar.

O sistema de combate híbrido é, sem dúvida, o melhor da série, oferecendo uma mistura perfeita de ação fluida e estratégia profunda por turnos. As novas mecânicas como “Awakening” e “Z.O.C” adicionam camadas de profundidade que tornam cada batalha uma experiência dinâmica e recompensadora. Os gráficos no Switch 2 são deslumbrantes, com cenários ricos em detalhes e personagens expressivos, e a performance é impecável, garantindo uma jogatina suave e imersiva tanto na TV quanto no modo portátil. A trilha sonora é uma das melhores que já ouvi, elevando cada momento da história a um novo patamar emocional.

No entanto, é importante ressaltar que este não é um jogo para novatos. A densidade da lore e a quantidade de referências a jogos anteriores podem ser esmagadoras para quem não está familiarizado com a série. Além disso, o ritmo da narrativa pode ser um pouco lento em alguns momentos, exigindo paciência e um investimento de tempo considerável. Mas para os fãs de longa data, como eu, cada segundo vale a pena. Este jogo é um testemunho do poder da narrativa de longo prazo e da capacidade da Falcom de criar um universo tão rico e envolvente. Ele responde a muitas perguntas, mas também abre as portas para ainda mais mistérios, deixando-me ansioso pelo que virá a seguir. Se você é um veterano da série Trails, este jogo é uma recomendação fortíssima e um item obrigatório na sua coleção. Prepare-se para uma aventura que vai te mover, te surpreender e te deixar querendo mais.

Pontos Positivos:

  • Narrativa épica e envolvente que amarra décadas de história da série.
  • Sistema de combate híbrido (ação e turnos) o mais refinado e divertido da franquia.
  • Inclusão de múltiplos protagonistas e personagens de arcos anteriores, com desenvolvimento profundo.
  • Mecânicas de combate inovadoras como “Awakening”, “Z.O.C” e “Shard Commands” que adicionam profundidade.
  • Modo “Grim Garten” robusto, com conteúdo opcional relevante para a lore e oportunidades de grind.
  • Gráficos deslumbrantes e direção de cutscenes aprimorada.
  • Trilha sonora excepcional da Falcom Sound Team jdk.
  • Performance e otimização excelentes no Switch 2, com alta taxa de quadros e imagem nítida.
  • Grande quantidade de conteúdo e horas de jogo.

Pontos Negativos:

  • Ritmo da narrativa pode ser lento e arrastado em algumas seções.
  • Não é recomendado para novatos na série devido à densidade da lore e referências.
  • Inconsistências na dublagem, com diálogos não dublados em alguns momentos.
  • O aspecto de ação do combate híbrido, embora melhorado, ainda pode ser considerado superficial por alguns.
  • Termina com um “cliffhanger” significativo, o que pode ser frustrante.

Avaliação:
Gráficos: 9.5
Diversão: 9.0
Jogabilidade: 9.5
Som: 9.0
Performance e Otimização: 9.8
NOTA FINAL: 9.4 / 10.0

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