TOP 100 – Melhores jogos do Nintendo Switch
31 de dezembro de 2025OS 100 MELHORES JOGOS DO SWITCH!
O Nintendo Switch, lançado oficialmente em 3 de março de 2017, conquistou um espaço absolutamente único dentro do universo dos games. Não foi só a possibilidade de alternar entre portátil e dock que transformou o console em um mega fenômeno, o que realmente fez o Switch marcar presença foi a força absurda de seu catálogo. São experiências que marcam na memória, que surpreendem pela criatividade, que desafiam pela qualidade e que mostram como ainda é possível reinventar gêneros inteiros sem perder a magia divertida que só os videogames oferecem.
Depois de anos explorando cada canto desse console, testando centenas de jogos, enfrentando chefes, vencendo pistas caóticas, mergulhando em mundos e me perdendo em roteiros que só poderiam existir nos games, ficou claro para mim que já era hora de fazer o TOP 100 deste console maravilhoso, e isso me fez perceber que escolher apenas 100 jogos é um tipo diferente e dificílimo de desafio. O Switch é um console que transborda tudo de bom, sobretudo muitos jogos cheios de criatividade. É um videogame que reúne um número muito alto de obras-primas que marcaram a indústria, surpresas que ninguém viu chegando, e jogos que, mesmo com ideias simples, entregam experiências tão marcantes que passam a morar dentro da gente.
O mais interessante é como o Switch se tornou um ponto de encontro entre estilos completamente diferentes. Ele recebe produções gigantescas, lotadas de conteúdo, mas também dá palco para pequenos estúdios independentes brilharem com alguns dos projetos mais inteligentes da década. É esse equilíbrio entre o simples e o grandioso, o experimental e o tradicional, o confortável e o inesperado, que torna a biblioteca do console tão fantástica e atraente para todos os tipos de público.
E cada jogo do nosso Top 100 tem uma razão especial para estar ali. Alguns estão presentes porque redefiniram o que seus gêneros podem oferecer. Outros porque proporcionam uma sensação tão boa ao jogar que fica difícil largar o controle. Há também aqueles que se destacam por pequenos detalhes, desde gráficos e direção de arte arrebatadora até mecânicas surpreendentes que mudam a forma como pensamos o design de jogos. Não importa se é um RPG gigantesco, uma aventura estilosa, um side scroller preciso, um jogo musical irresistível ou uma obra de ação pura e intensa. O que todos eles compartilham é a capacidade de nos lembrar por que gostamos tanto desse hobby.
O Switch entrega algo muito raro. Cada vez que você liga o console, existe a possibilidade real de encontrar algo completamente novo. O catálogo é tão amplo e tão variado que sempre parece existir mais um mundo para explorar, mais um sistema para dominar, mais uma surpresa escondida à espera de ser descoberta. Foi exatamente essa sensação que me motivou a construir esta lista. Definitivamente, este não é apenas um ranking, é uma verdadeira forma de reconhecer títulos que fizeram o console brilhar e que, ao longo do tempo, acabaram definindo parte do que significa ser fã de Nintendo nos últimos anos.
Prepare-se para revisitar aventuras inesquecíveis, lembrar de momentos intensos que viveram com você frente à tela e até descobrir algumas pérolas que talvez tenham passado despercebidas. Este é o tipo de lista que não só destaca grandes jogos, mas reacende a vontade de jogar tudo de novo. E, se você nunca teve a chance de experimentar alguns desses títulos, pode apostar que vai encontrar recomendações que realmente valem o seu tempo.
Agora é hora de mergulhar no que há de melhor no Nintendo Switch; assim, vamos ao especial. Porque o Switch ainda tem muito para mostrar e estes são, sem dúvida, seus maiores tesouros!
Assim, confira o nosso:
TOP 100, COM OS MELHORES GAMES DO NINTENDO SWITCH:
100 – Death’s Door

Death’s Door é aquele tipo de jogo que você começa “só pra ver qual é” e, quando percebe, já está completamente fisgado pela vibe sombria e ao mesmo tempo fofa do universo. Você controla um corvo ceifador que trabalha batendo ponto pra coletar almas, mas a rotina vai pro espaço quando a sua alma-alvo é roubada e você precisa sair caçando o responsável. A partir daí, o game te joga num mundo cheio de lugares misteriosos, personagens estranhos e carismáticos, segredos escondidos em cada canto e uma sensação constante de descoberta, como se toda porta pudesse levar a algo importante. A história é simples na base, mas tem um clima melancólico e inteligente, com humor seco na medida certa, daqueles que fazem você sorrir enquanto o mundo ao redor continua meio triste e perigoso.
Na jogabilidade, ele mistura ação com exploração em visão isométrica, no estilo aventura com dungeons e atalhos, só que com combate bem direto e gostoso de dominar. Você ataca com espada e vai destravando opções como arco e magia, além de habilidades de esquiva que viram essenciais quando o jogo começa a apertar. O legal é que as lutas têm um ritmo bem “aprende no erro”: inimigos batem forte, grupos te cercam, e você precisa ser rápido, escolher bem quando avançar e quando recuar, e usar o cenário a seu favor. E quando chegam os chefes, o jogo cresce: são batalhas com padrão de ataque, janelas curtas pra contra-atacar e aquela tensão deliciosa de ficar a um erro de perder tudo, mas sabendo que dá pra virar se você se concentrar. Também existe progressão de personagem, com atributos pra melhorar, e isso ajuda a personalizar seu estilo, seja mais agressivo, mais resistente ou mais focado em ataques à distância.
O que realmente faz Death’s Door marcar presença é o conjunto: a direção de arte é linda, com cenários que parecem simples de longe, mas cheios de detalhe e personalidade, e uma paleta que mistura o fofo com o sinistro sem ficar forçado. A trilha sonora acompanha muito bem, alternando momentos tranquilos e melódicos com faixas que deixam as áreas perigosas ainda mais tensas. No Switch, é perfeito pra jogar em sessões curtas ou longas, porque a estrutura de exploração e combate funciona muito bem no portátil: você sempre sente que dá pra “fazer só mais uma área”, encontrar só mais um segredo, derrotar só mais um mini-chefe. No final, é um jogo que entrega ação afiada, mundo intrigante e atmosfera de respeito, daqueles que dão vontade de terminar e depois recomendar pra todo mundo.
99 – The Messenger

The Messenger é aquele jogo que começa com cara de clássico “ninja 8-bit raiz”, mas rapidinho mostra que tem muito mais coisa escondida por trás. Você controla um jovem ninja encarregado de levar um pergaminho vital para salvar o seu clã, só que essa missão simples vai se transformando numa aventura cheia de reviravoltas, humor afiado e um mundo que se abre cada vez mais. Ele tem uma energia de videogame antigo no melhor sentido, com pixel art caprichada, trilha sonora viciante e aquele clima de “só mais uma fase” que dá vontade de emendar por horas, seja no modo TV ou no portátil.
Na prática, é um mistura deliciosa de plataforma de precisão com combate rápido, onde cada pulo e cada golpe importam. Você vai aprendendo movimentos que mudam completamente o jeito de jogar, principalmente o famoso “cloud step”, que deixa você quicar em inimigos e projéteis no ar para criar rotas malucas, escapar de armadilhas e alcançar plataformas que pareciam impossíveis. O level design é inteligente e maldoso na medida, sempre te empurrando para dominar as mecânicas sem virar um sofrimento injusto. E quando você acha que já entendeu o jogo, ele vira a chave e começa a brincar com a própria estrutura, abrindo exploração, atalhos, áreas interconectadas e um ritmo mais de aventura, com ida e volta por lugares antigos já com novas habilidades, do jeitinho que faz a galera pirar em jogos com progressão e segredos.
O charme do jogo também está no texto. Ele não tenta ser “engraçado forçado”, ele é realmente engraçado, com diálogos rápidos, piadas que quebram a quarta parede e personagens que parecem saber que estão num videogame. O lojista, por exemplo, vira praticamente um show à parte, sempre aparecendo com comentários absurdos e uma presença que dá vontade de parar só para ver o que ele vai falar. E essa leveza combina demais com a ação intensa, porque o jogo consegue ser desafiador sem ficar pesado, mantendo a vibe lá em cima mesmo quando você está morrendo em sequência numa área complicada.
No Switch, The Messenger funciona perfeito porque ele pede sessões curtas e também maratonas. Dá para jogar “só uma missão” e acabar descobrindo uma área secreta, um upgrade ou um desafio opcional que puxa você de volta. É um daqueles títulos que agradam tanto quem ama nostalgia quanto quem quer um jogo moderno bem esperto, com mecânicas polidas, progressão satisfatória e uma identidade forte. Se a ideia é ter um game de ação e plataforma com personalidade, ritmo e surpresa o tempo todo, aqui você encontra um dos mais marcantes da geração.
98 – Unavowed

Unavowed é aquele tipo de jogo que te pega pela história logo de cara e te faz pensar “ok, agora eu preciso entender o que está acontecendo aqui”. A premissa já chega forte: você foi possuído por um demônio e, enquanto estava fora de controle, seu corpo fez coisas horríveis em Nova York. Quando finalmente fica livre, não existe botão de reset. A vida normal acabou, a culpa fica ali rondando, e a única saída é entrar para a Unavowed, uma sociedade secreta que combate o sobrenatural nas sombras, custe o que custar. A partir daí, o jogo vira uma mistura deliciosa de investigação, terror urbano e fantasia moderna, com um clima bem de série boa, cheio de mistério, tensão e conversas que realmente importam.
A jogabilidade é de aventura point-and-click, mas com um ritmo bem esperto e bem menos “pega item aleatório e tenta em tudo”. O foco está em explorar cenários, observar detalhes, juntar pistas e conversar com personagens, e aqui as escolhas têm peso. Você decide como abordar situações, o que perguntar, em quem confiar e até que tipo de passado seu personagem teve, o que muda reações e abre possibilidades diferentes ao longo da campanha. E o grande diferencial está no seu time: você não está sozinho. Você recruta companheiros com habilidades bem distintas, e isso muda o jeito de resolver casos. Levar um policial durão, uma médium ou um bombeiro, por exemplo, pode abrir caminhos completamente diferentes em uma mesma missão. Não é só estética ou diálogo alternativo, é solução de puzzle e rota de investigação que se transforma, o que dá um gás enorme para rejogar e ver outras respostas e consequências.
O mundo do jogo é muito “pé no chão”, mesmo quando as coisas ficam bizarras. Nova York aqui tem aquela cara de cidade viva, com gente comum no meio do caos, só que por baixo da rotina existe um submundo de criaturas, maldições e segredos. Os casos vão escalando, mas sempre com aquele toque humano que faz você se importar, porque não é só derrotar o mal, é lidar com danos reais e decisões difíceis. E o texto é o grande protagonista: diálogos naturais, personagens carismáticos, dilemas morais que não parecem preto no branco e um senso de urgência que te faz querer seguir para a próxima cena sem parar.
No Switch, Unavowed funciona muito bem para quem curte jogar no sofá ou antes de dormir, porque ele é perfeito para sessões focadas, tipo “só mais um capítulo”, e quando você vê já está preso na trama. Se você gosta de histórias com investigação, escolhas, clima sobrenatural e personagens que parecem gente de verdade, esse aqui é um daqueles jogos que você termina e fica pensando nele depois, montando teorias na cabeça e lembrando de decisões que poderiam ter sido diferentes.
97 – Chicory: A Colorful Tale

Chicory: A Colorful Tale é daqueles jogos que te abraçam com uma vibe fofinha e, de repente, te acerta em cheio com uma história que fala de insegurança, pressão e autoestima de um jeito muito real. A premissa é simples e genial: toda a cor do mundo some porque Chicory, a artista lendária que usa o Pincel mágico, desapareceu. Aí sobra pra você, um fã meio “gente como a gente”, pegar esse Pincel e tentar devolver vida ao lugar. Só que aqui não é só “pintar por pintar”: cada cenário, cada personagem e cada missão vai te empurrando a pensar sobre criatividade, expectativa e aquele medo clássico de “não sou bom o bastante”.
O diferencial é a jogabilidade baseada em pintura: você literalmente colore o mundo do seu jeito, como se o jogo virasse um livro de colorir vivo. Dá pra pintar tudo, do chão às casinhas, desenhar detalhes por cima, criar padrões, rabiscar, apagar, testar combinações, e isso vira parte das soluções de puzzle e da exploração. Você usa tinta pra revelar passagens, ativar mecanismos, interagir com o ambiente e encontrar segredos, e o game sempre dá um jeito de te surpreender com situações diferentes pra usar o Pincel. E, como o mundo é aberto em áreas, rola aquela sensação gostosa de voltar em lugares antigos com novas habilidades e descobrir coisas que você não tinha notado antes.
O elenco de personagens é um show à parte: engraçados, esquisitos, carismáticos, cada um com seus dramas, e muitos diálogos têm um toque bem humano, sem ficar pesado demais. A trilha sonora (com nomes de peso por trás) é muito marcante e sabe quando ser relaxante e quando subir a emoção, deixando várias cenas com aquele impacto que fica na cabeça. Também é um jogo muito amigável no Switch, perfeito pra jogar no portátil, e cheio de opções de acessibilidade pra você curtir do seu jeito, sem frustração. No fim, Chicory: A Colorful Tale é uma aventura criativa e emocionante que não só te diverte, como também te deixa com vontade de pegar um lápis e sair criando alguma coisa depois.
96 – Castlevania Dominus Collection

Castlevania Dominus Collection é praticamente um presente para quem ama metroidvania e quer ver Castlevania no auge do estilo “explora, evolui e quebra o mapa”, porque traz de uma vez só a trinca do Nintendo DS que muita gente considera o pico da série, e o melhor: tudo funcionando redondinho no Nintendo Switch, com um pacote cheio de mimos e opções modernas. Aqui você tem Dawn of Sorrow, Portrait of Ruin e Order of Ecclesia, três jogos que ainda hoje seguram fácil pelo ritmo de exploração, pela progressão viciante de habilidades e equipamentos e por aquela sensação clássica de entrar em um castelo, abrir atalhos, marcar portas “ainda não dá” e voltar mais tarde já apelão. Dawn of Sorrow é o mais “direto ao ponto” e delicioso de jogar, com um toque extra de interações que originalmente eram do touchscreen e que, no Switch, dá para fazer de dois jeitos: tocando a tela no modo portátil, que é o mais natural, ou usando um esquema com botão e analógico direito, que salva quem está jogando na TV. Portrait of Ruin muda a dinâmica ao colocar dois personagens e deixar você alternar entre eles na hora, sem travadinhas, usando isso tanto em combate quanto em puzzles, o que dá uma identidade muito própria para a aventura, mesmo com alguns momentos de design mais irregular em inimigos e cenários. Já Order of Ecclesia vem com uma pegada mais desafiadora e um sistema de Glyphs que é simplesmente viciante, porque você “coleciona” habilidades e armas de formas diferentes, montando seu estilo e sentindo a build nascer conforme você domina o jogo, ainda que ele demore um pouco para engrenar e comece mais linear em certos trechos.
O trabalho de adaptação para o Switch também é bem esperto: como esses jogos nasceram em duas telas, a coleção te deixa reorganizar a interface do jeito que preferir, aumentando mapa, status e tela principal, e até imitando o layout clássico do DS, o que fica melhor na TV do que no portátil, onde tudo pode ficar pequeno demais. E para deixar a experiência mais suave, tem save states e rewind em um menu próprio da coletânea, ótimo para quem quer evitar frustração e para quem só quer treinar chefes e trechos difíceis sem perder tempo. Mesmo sem filtros e suavização, o visual em si está bonito e nítido, com um ganho bem claro na leitura e nos detalhes dos cenários, então dá para curtir do jeito “raiz” sem sentir que está jogando algo datado.
Só que o pacote ainda vai além do básico: tem extras legais no menu, como artes, manuais, materiais de divulgação e faixas de música para você fuçar, e também opções de versões regionais, o que é ótimo para quem gosta de comparar mudanças ou jogar na versão que lembra da infância. E a cereja do bolo é a inclusão de dois Haunted Castle: o arcade original, que é mais curiosidade histórica do que diversão de verdade, e principalmente Haunted Castle Revisited, que é a surpresa mais absurda da coleção, porque pega uma entrada famosa por ser injusta e transforma em um jogo clássico gostoso de jogar, com visual retrabalhado, iluminação bonita e dificuldade reequilibrada, com aquela vibe de Castlevania de Nintendinho e Super Nintendo, só que sem te punir por existir. No fim, Castlevania Dominus Collection é um pacotão caprichado, cheio de conteúdo forte, com três jogos excelentes que envelheceram muito bem e um bônus que ninguém esperava ser tão bom, perfeito para quem quer maratonar Castlevania no Switch e entender por que a era do DS foi tão especial.
95 – Unpacking

Unpacking é aquele jogo que parece simples na primeira olhada, mas quando você começa a jogar percebe que ele tem um “poder secreto”: transformar algo totalmente comum, tirar coisas da caixa e arrumar um novo quarto, numa experiência relaxante, viciante e surpreendentemente emocional. A ideia é exatamente essa: você acompanha várias mudanças de vida de uma mesma pessoa ao longo dos anos, e cada fase te entrega caixas cheias de objetos para você colocar no lugar certo. Só que o “certo” aqui não é só encaixar por encaixar. É organizar com lógica, com carinho, e principalmente com curiosidade, porque cada item conta um pedaço da história sem precisar de uma linha de diálogo.
A jogabilidade é uma mistura gostosa de puzzle com decoração. Você abre caixas, analisa o que tem dentro e tenta achar onde aquilo faz sentido naquele espaço. Tem regras claras que viram o desafio: certos itens não podem ir em qualquer lugar, alguns precisam ficar em locais específicos, e às vezes a casa é pequena ou estranha, então você precisa improvisar e reorganizar tudo até funcionar. Só que o jogo também te dá liberdade para deixar o ambiente com a sua cara. Dá pra dobrar roupas do seu jeito, escolher em que prateleira vai cada livro, montar uma mesa cheia de “coisinhas”, criar um cantinho aconchegante e sentir aquela satisfação absurda quando tudo finalmente “clicou” e o cenário fica com cara de lar.
O charme gigante de Unpacking é como ele conta a vida dessa personagem pelos detalhes. Você vai percebendo mudanças de fase, gostos, relacionamentos, conquistas e frustrações só pelo tipo de objeto que aparece, pelo que some, pelo que volta, pelo que fica guardado. É aquele tipo de narrativa silenciosa que te faz pensar “pera, aconteceu alguma coisa aqui”, e você vai montando a história na sua cabeça como um detetive emocional. A trilha sonora e o som dos objetos ajudam muito nessa vibe, com um clima calminho, perfeito para desligar do mundo, e ainda assim manter você preso na tela porque sempre dá vontade de arrumar “só mais uma caixa”.
No Nintendo Switch, ele brilha porque combina demais com o portátil. É perfeito para jogar deitado, no sofá, antes de dormir, ou em sessões curtinhas. Você avança uma fase, respira, se sente bem, e já fica com vontade de ver qual vai ser o próximo lugar e o que as novas caixas vão revelar. Unpacking é o tipo de jogo que não precisa de explosão nem de chefão pra ser marcante, ele ganha pela sensação, pela história escondida e por aquele conforto de fazer algo simples com capricho e significado.
94 – Mario Party Superstars

Mario Party Superstars é o melhor tipo de jogo para provar por que o Nintendo Switch nasceu para juntar gente, porque ele pega a essência mais caótica e divertida da franquia e entrega um “melhores momentos” que funciona perfeito tanto no sofá quanto online. A base é simples e viciante: você escolhe seu personagem, entra em um tabuleiro clássico cheio de eventos e armadilhas, rola o dado e tenta administrar moedas, itens e rotas enquanto todo mundo disputa estrelas e torce para o azar cair no colo do amigo. Os tabuleiros são releituras de mapas clássicos, com aquele design que faz cada rodada virar história, porque você nunca está só “andando”, você está negociando risco, lendo o jogo, tentando prever onde a estrela vai aparecer e decidindo se vale gastar tudo em um item agora para garantir uma virada mais tarde. E aí entra o tempero que transforma uma partida em gritaria: as reviravoltas típicas de Mario Party, com roubos, trocas, eventos inesperados e aquelas situações em que você acha que está vencendo e, em duas jogadas, o jogo resolve te humilhar publicamente.
Só que o coração de Mario Party Superstars são os minijogos, e aqui ele brilha com uma seleção enorme e bem variada, indo de desafios de reflexo e memória até competição de precisão, sobrevivência e pura maldade entre amigos. O mais legal é que dá para sentir que o pacote foi pensado para ser “fácil de pegar e difícil de dominar”, porque qualquer pessoa entende o que fazer em segundos, mas ganhar com consistência exige timing, leitura e sangue frio, principalmente quando o jogo te coloca em minijogos que viram duelo direto por moedas importantes. As melhorias de qualidade de vida também deixam tudo mais gostoso de jogar, com opções e ajustes que aceleram o ritmo, facilitam a vida de quem quer emendar partidas e evitam que você fique preso em menus ou explicações longas, então a energia de “só mais uma rodada” aparece rápido e não vai embora.
No multiplayer, ele é simplesmente perigoso, porque localmente é o tipo de jogo que transforma qualquer encontro em torneio improvisado, com alianças que duram meia partida e traições que entram para a história do grupo. E no online ele segura muito bem a proposta, porque dá para jogar tabuleiro inteiro com outras pessoas, manter a tensão de cada turno e sentir aquela paranoia saudável de “quem está guardando o item apelão para o final”, com minijogos rolando de forma fluida e constante. No fim, Mario Party Superstars merece destaque máximo porque é a definição de diversão instantânea no Switch, um jogo que entrega nostalgia e modernidade no mesmo pacote e que, toda vez que você abre, tem grandes chances de terminar com risadas, gritos, vingança marcada e a promessa inevitável de revanche.
93 – Pokémon Sword & Shield

Pokémon Sword & Shield é uma daquelas aventuras que você liga no Switch e já sente que está entrando numa “temporada nova” do universo Pokémon, com cara de superprodução. A região de Galar é inspirada no Reino Unido e tem uma identidade fortíssima, com cidades bem diferentes entre si, ginásios gigantes que parecem eventos esportivos de verdade e uma energia de campeonato que muda o clima de toda a jornada. Aqui, o objetivo não é só ganhar insígnias, é virar uma celebridade, disputar batalhas em arenas lotadas e sentir aquela pressão gostosa de estar subindo de nível rumo ao topo, com rivais, líderes de ginásio cheios de personalidade e uma história que vai crescendo conforme você avança.
O grande destaque da jogabilidade é como o jogo moderniza a exploração sem abandonar a fórmula clássica. O mapa tem rotas tradicionais, mas também traz a Wild Area, uma área aberta onde você vê Pokémon andando pelo mundo, pega itens, enfrenta treinadores e encontra criaturas de níveis bem diferentes, criando aquele senso de “opa, aqui eu ainda não aguento, melhor voltar depois”. Isso dá um ritmo muito mais livre para o começo e o meio da campanha, porque você pode treinar do seu jeito, procurar tipos específicos para o seu time e até mudar planos no meio do caminho quando aparece um Pokémon raro no clima certo. O jogo também facilita a vida com várias melhorias de qualidade, como acesso mais prático ao time e à criação, deixando a progressão mais fluida e menos travada em burocracias.
Nas batalhas, o espetáculo fica por conta do Dynamax e do Gigantamax, que transformam certos Pokémon em versões gigantescas por alguns turnos, com golpes especiais e efeitos que mudam o rumo do combate. É aquela mecânica que deixa as lutas de ginásio e algumas batalhas importantes com cara de “momento de anime”, principalmente quando a torcida entra no clima e o jogo faz questão de tratar aquilo como o auge do confronto. E para quem curte jogar com outras pessoas, existe um foco bem forte em conectividade, trocas, batalhas e raids cooperativas, que viram um passatempo viciante para farmar itens, capturar Pokémon fortes e testar estratégias diferentes com amigos.
No fim, Pokémon Sword & Shield entrega exatamente o que muita gente queria ver na série no Switch: uma jornada principal bem cinematográfica, um mundo com personalidade, um loop de captura e treinamento que continua extremamente viciante e um lado social que puxa você para jogar mais mesmo depois dos créditos. É o tipo de jogo perfeito para quem ama montar time, trocar Pokémon, discutir estratégias e viver aquela sensação clássica de “só falta mais um ginásio” até perceber que já está totalmente investido em Galar.
92 – Cocoon

Cocoon é um daqueles jogos que te faz sentir inteligente sem precisar te tratar como criança, porque ele explica quase nada com palavras e, mesmo assim, você entende tudo na prática. Você controla uma criaturinha atravessando um mundo alienígena super intrigante, cheio de estruturas orgânicas e máquinas estranhas, e a graça está em explorar, observar e sacar como aquele universo funciona. O clima é misterioso do começo ao fim, com uma atmosfera que mistura o bonito com o inquietante, e uma direção de arte limpa e absurdamente estilosa que faz cada área parecer um quadro vivo. É o tipo de jogo que dá vontade de ficar parado só olhando os detalhes, mas ao mesmo tempo te puxa pra frente porque sempre tem um novo “como eu chego ali?” te chamando.
A grande sacada da jogabilidade é o jeito como o jogo brinca com mundos dentro de mundos. Você encontra orbes que, na prática, são mundos inteiros que você pode carregar, encaixar em lugares específicos e usar como ferramenta para abrir caminhos, ativar mecanismos e resolver puzzles. E aí começa a mágica: você entra nesses orbes, pega outro mundo lá dentro, volta, conecta tudo de um jeito que faz sentido, e de repente você está literalmente organizando universos como peças de um quebra-cabeça. Os desafios são espertos, sempre baseados em lógica e experimentação, com aquela sensação deliciosa de “caraca, era isso” quando a solução encaixa. Não é um jogo de reflexo, é um jogo de cabeça, mas sem ser cansativo, porque ele vai aumentando a complexidade no tempo certo e sempre te dá feedback visual e sonoro bem claro de que você está no caminho.
Além dos puzzles, Cocoon tem momentos de tensão e encontros com criaturas gigantes que funcionam como chefes, trazendo um ritmo diferente sem virar pancadaria tradicional. Você precisa entender padrões, usar o ambiente e aplicar as mecânicas que já aprendeu, o que deixa tudo mais integrado e com cara de aventura de verdade, não só “salas de puzzle”. A trilha e o som também mandam muito bem, com efeitos que parecem parte do cenário e ajudam a te guiar, criando uma imersão forte mesmo sem diálogos. No Nintendo Switch, ele é perfeito para jogar no portátil com fone de ouvido, porque é um jogo que te coloca num estado de foco total, daqueles que você começa e só para quando termina um trecho importante. Cocoon é curto na medida, intenso, criativo e com ideias que ficam na cabeça depois, uma experiência que prova que dá pra fazer algo inesquecível só com design inteligente, atmosfera e coragem de ser diferente.
91 – The Legend of Zelda: Skyward Sword HD

The Legend of Zelda: Skyward Sword HD é um daqueles jogos no Nintendo Switch que parece uma viagem direto para a origem da lenda, porque ele conta uma história mais cinematográfica e emocional, focada no começo de tudo, com Link e Zelda ainda bem “gente como a gente”, antes de virarem mito. A aventura começa nas alturas, na ilha de Skyloft, onde você vive aquele clima aconchegante de cidadezinha nas nuvens, aprende a voar com seu Loftwing e já sente que existe um mundo gigantesco lá embaixo, perigoso e misterioso, esperando para ser desvendado. E quando você finalmente desce para a superfície, o jogo muda a energia na hora, com áreas cheias de puzzles, inimigos diferentes e caminhos que vão se abrindo conforme você ganha itens e novas possibilidades, no estilo Zelda clássico que te faz olhar para um obstáculo e pensar “ok, eu ainda não tenho a ferramenta certa, mas eu vou voltar aqui”.
O grande diferencial de Skyward Sword sempre foi o combate com espada mais “mão na massa”, e no HD isso fica muito mais gostoso de jogar por causa do refinamento geral e das opções de controle. Dá para lutar com controles de movimento, com golpes direcionais que pedem precisão e leitura do inimigo, deixando os duelos bem mais táticos do que simplesmente apertar botão sem pensar, e também dá para jogar no controle tradicional com comandos adaptados, o que abre a porta para todo mundo curtir do seu jeito. Os chefes e inimigos foram claramente desenhados para esse sistema, então você sente que está realmente “esgrimando”, procurando abertura, escolhendo o ângulo certo e punindo no timing, e isso dá um tempero diferente para as batalhas, especialmente quando o jogo começa a misturar combate com arena, armadilhas e pressão.
Nas dungeons, Skyward Sword HD é forte demais, com templos bem construídos e cheios de ideias, daqueles que você termina com a sensação de ter passado por uma sequência de desafios inteligentes, e não só por corredores. Os itens são marcantes e usados de formas criativas, e o jogo manda muito bem em brincar com mecânicas de ambiente, com momentos que exigem observação, manipulação de objetos e soluções que parecem “óbvias” depois que você entende, mas antes disso te fazem travar e sorrir quando encaixa. Um destaque é como ele cria variações dentro das próprias áreas e faz você revisitar lugares com novos contextos, além de trazer sequências que brincam com tempo e mudança de cenário de um jeito que vira assinatura do jogo e rende alguns dos puzzles mais legais do Switch.
Skyward Sword HD também ganha pontos pelo capricho de remaster, com visual mais limpo e bonito, desempenho mais suave e várias melhorias de qualidade de vida que deixam o ritmo da aventura melhor, reduzindo atritos e fazendo a história fluir com mais naturalidade. No fim, é um Zelda que troca um pouco da liberdade total de outros capítulos por uma jornada mais dirigida, cheia de set pieces, dungeons fortes e uma narrativa que te faz se importar de verdade com os personagens, perfeito para quem quer uma aventura épica, charmosa e com cara de “lenda nascendo” na frente dos seus olhos.
90 – Cadence of Hyrule: Crypt of the NecroDancer Featuring The Legend of Zelda

Cadence of Hyrule é a união mais improvável e mais perfeita que o Switch já recebeu: a energia viciante de jogo de ritmo com a alma de aventura de Zelda. A história já começa com clima de “treta grande” em Hyrule, com o reino sendo engolido por uma força sombria que embaralha o mapa e coloca monstros e chefões no seu caminho. Aí entra a sacada: você joga como Link ou Zelda e precisa explorar, equipar itens clássicos da série e encarar dungeons, só que tudo funciona no ritmo da música. O mundo tem aquele gostinho de nostalgia com trilhas remixadas que fazem você querer aumentar o volume, mas ao mesmo tempo é uma aventura fresca, cheia de personalidade e com um senso de humor e estilo próprio.
O grande diferencial está na jogabilidade: você se move e ataca seguindo a batida. Cada passo, golpe de espada, uso de item e esquiva acontece no tempo certo, o que transforma combate e exploração em uma dança estratégica. No começo parece simples, mas rapidamente vira um quebra-cabeça de ritmo e posicionamento. Você aprende a “ler” os inimigos pelo padrão de movimento, a usar bombas, arco, bumerangue e magias no momento ideal e a montar builds com armas e equipamentos que mudam totalmente a forma de jogar. E como o mapa pode mudar a cada nova tentativa, a sensação de descoberta e rejogabilidade é enorme, com aquele vício clássico de “só mais uma run” porque agora você sabe um caminho melhor, quer pegar um item específico ou quer testar uma combinação nova.
Além de ser divertido demais, o jogo também é bem amigável para públicos diferentes. Dá para jogar em co-op local, o que vira caos organizado da melhor qualidade quando duas pessoas tentam manter o ritmo juntas, e existem opções que deixam a experiência menos punitiva para quem quer curtir mais a aventura do que o desafio. No Switch, ele brilha porque é perfeito para sessões rápidas no portátil e também para maratonas, sempre com música pulsando, inimigos marcando o compasso e aquela sensação gostosa de estar jogando Zelda de um jeito que você não imaginava que precisava. Cadence of Hyrule é criativo, carismático e simplesmente impossível de largar quando a batida encaixa com você.
89 – SteamWorld Heist

SteamWorld Heist é aquele jogo que prova que estratégia pode ser intensa, estilosa e viciante sem precisar virar um “simulador complicado” que assusta quem está começando. Aqui você comanda uma tripulação de robôs piratas em um faroeste espacial todo steampunk, invadindo naves inimigas em busca de tesouros, armas e sobrevivência. O clima é leve e carismático, com humor na medida e um universo cheio de personalidade, daqueles que você entra pelo visual e fica pelo loop de missões que sempre dá vontade de fazer “só mais uma” antes de parar.
A jogabilidade mistura tiro tático por turnos com visão lateral 2D, e o grande diferencial é que a mira é manual. Ou seja, não é só escolher “atacar” e ver o número subir, você realmente aponta, calcula ângulos, aproveita cobertura e faz ricochetes absurdos nas paredes para acertar inimigos escondidos. Isso cria momentos muito satisfatórios, especialmente quando você encaixa um tiro perfeito que derruba dois alvos, explode um barril e vira o jogo. Cada missão te obriga a pensar no posicionamento, no uso do cenário, na ordem das ações e em como lidar com reforços e armadilhas, e o ritmo é rápido o suficiente para não ficar travado, mas estratégico o bastante para você sentir que está melhorando como jogador a cada fase.
Outra parte que vicia é a progressão. Você recruta personagens com funções diferentes, equipa armas, chapéus e itens que mudam seu estilo, escolhe habilidades e monta um time do seu jeito, seja focando em precisão, controle de área, suporte ou dano bruto. O loot é constante, então sempre tem aquela sensação gostosa de recompensa e de querer testar o equipamento novo na próxima invasão. No Nintendo Switch, SteamWorld Heist encaixa perfeito porque funciona muito bem em sessões curtas no portátil, e também segura maratonas quando você entra no modo “só vou limpar mais um setor”. É um tático acessível, criativo e cheio de identidade, com combates que parecem puzzle de mira e estratégia ao mesmo tempo, e que te faz se sentir um gênio toda vez que um ricochete improvável dá certo.
88 – SteamWorld Dig 2

SteamWorld Dig 2 é aquele jogo que te pega pela curiosidade e te prende pelo vício de explorar “só mais um pouquinho”. Você controla Dorothy, uma robô mineradora que desce para as profundezas em busca do amigo desaparecido, e a cada metro cavado o mundo vai ficando maior, mais perigoso e mais interessante. A vibe é de faroeste steampunk super carismático, com visual 2D lindão, animações caprichadas e um senso constante de descoberta. Você começa com ferramentas simples, mas rapidinho percebe que aquilo é só o início de uma jornada que mistura aventura, exploração e aquela satisfação absurda de abrir caminho no braço e encontrar segredos onde você nem imaginava.
A jogabilidade é um casamento perfeito entre metroidvania e mineração. Você cava pra todo lado, coleta minérios e joias, volta à cidade para vender, compra upgrades e desbloqueia novas habilidades que mudam completamente o jeito de explorar. Tem jetpack, ganchos, itens para iluminar cavernas e melhorias para picareta, mochila e armadura, tudo pensado para deixar você ir mais fundo, sobreviver mais tempo e alcançar áreas que antes eram impossíveis. E o mapa é cheio de passagens escondidas, salas secretas, desafios opcionais e dungeons com puzzles e armadilhas, então não é só “escavar por escavar”. O jogo te incentiva a olhar o cenário com atenção, testar rotas diferentes e usar suas ferramentas de forma criativa para ganhar mobilidade e abrir atalhos.
O combate aparece na medida certa, com inimigos que exigem posicionamento, leitura de padrão e uso inteligente do ambiente, sem tirar o foco da exploração. E quando chegam as áreas mais profundas, a tensão aumenta com perigos naturais, quedas, explosões e a administração de recursos como luz e água, criando aquela sensação gostosa de expedição arriscada. SteamWorld Dig 2 brilha demais porque combina com sessões curtas e também com maratonas, sempre com um objetivo claro na cabeça, tipo “vou só pegar dinheiro pra mais um upgrade”, e de repente você já desbloqueou uma área nova e achou um segredo gigante. É um jogo redondinho, viciante e cheio de personalidade, daqueles que fazem explorar virar diversão pura do começo ao fim.
87 – TowerFall

TowerFall é aquele tipo de jogo que transforma qualquer encontro com amigos em gritaria instantânea, porque ele pega uma ideia simples, arqueiros em arenas pequenas, e extrai dela um caos competitivo perfeito. Você controla um personagem com arco e flechas e entra em combates rápidos onde todo mundo morre em poucos acertos, então cada segundo conta. O mais legal é que não é só mirar e atirar. Você pula, dá dash no ar, agarra em plataformas, recupera flechas no cenário e usa o ambiente para criar jogadas absurdas. Acertar uma flecha já é bom, mas a verdadeira magia acontece quando você aprende a prever o movimento do outro, dar um esquive no último frame e virar a partida com um tiro certeiro de longe ou um “tapinha” que joga o rival direto no perigo.
As partidas são cheias de reviravoltas por causa dos power-ups e das armadilhas, que mudam totalmente a dinâmica. Tem flechas especiais com efeitos diferentes, itens que bagunçam a arena e situações em que você está com zero flechas e precisa sobreviver no desespero até achar uma chance de pegar munição. Isso cria aquela tensão divertida de jogo de festa, só que com uma camada bem real de habilidade e leitura de jogo. E quando você enjoa do versus, o modo cooperativo contra ondas de inimigos vira outro vício, porque exige coordenação, controle de espaço e decisões rápidas, já que o caos aumenta muito e qualquer erro vira derrota.
No Nintendo Switch, TowerFall encaixa como luva por ser perfeito para multiplayer local, com controles que funcionam super bem e partidas curtas que sempre dão vontade de “só mais uma”. É um clássico moderno para quem curte competição, reflexo, zoeira e aquele tipo de jogo que parece simples, mas vira um poço sem fundo de técnica quando você começa a levar a sério.
86 – Radiant Silvergun

Radiant Silvergun é um dos shmups mais lendários já lançados, daqueles que fazem você entender na prática por que o gênero “navinha” pode ser tão intenso quanto qualquer jogo moderno. A premissa é pura ficção científica arcade: você pilota uma nave da unidade Silvergun em meio a um desastre gigantesco que ameaça a humanidade, e a campanha vai escalando de “ok, tá puxado” para “isso aqui é uma guerra contra máquinas apocalípticas”. O clima é sério e estiloso, com cenas que amarram a progressão das fases e uma trilha sonora marcante que deixa cada batalha com cara de momento decisivo.
O grande diferencial está no gameplay, que é simples de pegar e difícil de dominar. Em vez de ficar trocando power-up aleatório, você já começa com um arsenal completo de armas, cada uma com função bem específica, como tiros em linha para limpar corredores, disparos espalhados para controlar multidões e opções mais focadas para derreter chefes. Só que nada é “aperta e ganha”: o jogo te empurra a escolher a ferramenta certa para cada situação, controlar posicionamento com precisão e gerenciar a tela lotada de projéteis e inimigos. E aí entra a parte viciante: o sistema de pontuação recompensa quem joga com cérebro, principalmente com cadeias de destruição por cores, em que você precisa derrubar grupos na ordem certa para multiplicar pontos. Isso muda completamente o jeito de jogar, porque você não está só sobrevivendo, você está lendo o cenário e montando rotas de destruição perfeitas.
E falando em chefes, aqui eles são praticamente o espetáculo principal. São lutas longas, cheias de fases, com padrões que parecem impossíveis até você aprender, e com aquela sensação clássica de arcade de evoluir na marra, tentativa após tentativa, até virar o jogo. No Nintendo Switch, Radiant Silvergun brilha para quem curte buscar recordes, porque ele é feito para rejogar, treinar e otimizar, com modos e recursos que valorizam desempenho e pontuação, além de funcionar muito bem tanto em sessões rápidas quanto em maratonas focadas. No fim, é um clássico obrigatório para quem gosta de desafio, precisão e aquele tipo de jogo que te faz melhorar de verdade, não por grind, mas por habilidade.
85 – Ikaruga

Ikaruga é um daqueles jogos que viram teste de coragem e de habilidade no melhor sentido, um shoot ’em up lendário que te faz suar a palma da mão e, ao mesmo tempo, querer tentar de novo na hora que você perde. A história é simples e com clima sci-fi, mas o que importa aqui é a experiência arcade pura: você pilota uma nave em fases cheias de inimigos, padrões de tiros hipnóticos e chefes gigantescos que ocupam a tela como se fossem um evento. O visual é limpo e estiloso, a ação é precisa e a trilha ajuda a colocar aquele senso de “batalha séria” que combina demais com o desafio.
O motivo de Ikaruga ser tão único é a mecânica de polaridade. Sua nave pode alternar entre duas cores, clara e escura, e isso muda tudo. Tiros da mesma cor não te machucam, você absorve e carrega energia, enquanto tiros da cor oposta te destroem na hora. Parece fácil no papel, mas na prática o jogo vira um quebra-cabeça em alta velocidade: você precisa trocar de polaridade no timing certo, se posicionar no meio de barragens insanas e, ao mesmo tempo, atacar inimigos que também têm cor. Isso cria momentos muito satisfatórios em que você atravessa uma chuva de projéteis “impossível” só porque leu a tela direito e alternou no instante perfeito. E para quem curte pontuação, tem o sistema de chain, que recompensa destruir inimigos em sequências na ordem certa, transformando cada fase numa coreografia de risco, precisão e planejamento.
No Nintendo Switch, Ikaruga é perfeito para sessões rápidas de treino e também para maratonas tentando fechar no “crédito só” como nos arcades. É um jogo que brilha na rejogabilidade, porque você sente evolução real a cada tentativa, aprendendo rotas, padrões e momentos exatos de troca de cor. Também é ótimo para jogar em dupla, com coop que aumenta o caos e a diversão quando os dois tentam manter o controle da tela. No fim, é um clássico obrigatório para quem gosta de desafio de verdade, gameplay com identidade própria e aquela sensação rara de dominar algo que parecia impossível.
84 – Dragon Ball FighterZ

Dragon Ball FighterZ é o tipo de jogo que faz você se sentir dentro do anime em segundos, com lutas absurdamente rápidas, animações que parecem cenas oficiais e aquele impacto nos golpes que dá vontade de levantar do sofá quando encaixa um combo bonito. A ideia é pegar o clima clássico de Dragon Ball, com pancadaria exagerada, poderes gigantes e personagens icônicos, e transformar tudo num fighting game 2D super técnico e ao mesmo tempo muito fácil de curtir desde a primeira partida. O resultado é um dos jogos de luta mais estilosos da geração no Switch, perfeito tanto para quem só quer sair soltando Kamehameha quanto para quem quer aprender de verdade, treinar e competir.
A base do gameplay é 3 contra 3, então você monta um time com seus favoritos e alterna entre eles durante a luta, chamando assistências para estender combos, manter pressão e criar armadilhas. Isso deixa as partidas muito dinâmicas, porque não é só “eu contra você”, é você gerenciando ordem de personagens, barra de energia, recursos defensivos e momentos certos de arriscar. O sistema é famoso por ser explosivo: dá para fazer combos longos e bem cinematográficos, mas também existem várias camadas de estratégia, como controle de espaço, punições, mix-ups e decisões rápidas na defesa. E quando entra o Sparking Blast e as barras estão cheias, o jogo vira um espetáculo de viradas, com aquele clima de “agora vai” típico de Dragon Ball.
Além do versus, o jogo tem modo história com uma trama original, cheia de interações entre personagens e um novo inimigo que serve de desculpa perfeita para colocar heróis e vilões se encontrando e trocando farpas. Também tem modos para treinar, desafios e partidas online, que são o lugar ideal para testar o que você aprendeu e sentir a diferença entre “jogar bem” e “jogar sério”. No Switch, Dragon Ball FighterZ brilha como um jogo de festa e também como um fighting game de respeito, daqueles que entregam fanservice de altíssimo nível sem abrir mão de profundidade, e que fazem cada vitória parecer um episódio final de saga.
83 – Theatrhythm Final Bar Line

Theatrhythm Final Bar Line é um daqueles jogos que viram “máquina de nostalgia” e, ao mesmo tempo, um desafio viciante de ritmo que dá vontade de jogar todo dia. A ideia é simples e brilhante: você escolhe músicas lendárias de Final Fantasy e entra em fases onde precisa acertar comandos no timing certo, seguindo a batida e os efeitos visuais que cruzam a tela. Só que não é só um joguinho de apertar botão, porque ele transforma cada música numa pequena aventura, com personagens, inimigos e um clima de celebração da série inteira, desde os clássicos 8 e 16-bit até as trilhas mais modernas e cinematográficas.
O coração do game é a quantidade absurda de conteúdo e como ele te faz querer experimentar tudo. Você monta um time com heróis e figuras marcantes da franquia, cada um com habilidades próprias, e isso muda como você encara as fases. Enquanto você acerta as notas, seu grupo avança, ativa skills, causa dano e derruba monstros, então a performance no ritmo vira parte de uma estratégia leve de RPG. Dá para upar personagens, montar composições focadas em dano, suporte ou sobrevivência, e buscar aquela combinação perfeita para passar das músicas mais difíceis ou farmar itens e objetivos. Além disso, o jogo tem vários tipos de fase que mudam a sensação de tocar, algumas mais “corrida” e outras mais “batalha”, sempre usando o universo e a música para te manter empolgado.
No Switch, ele encaixa perfeito tanto para sessão rápida no portátil quanto para maratona tentando Full Combo, Perfect Chain e notas impecáveis. A trilha sonora é o grande espetáculo, com arranjos e músicas que dão arrepios, e a apresentação é cheia de fanservice do melhor tipo, com referências, personagens e momentos que fazem qualquer fã de Final Fantasy sorrir. No fim, Theatrhythm Final Bar Line é um presente para quem ama música de videogame e um jogo de ritmo que realmente segura pela jogabilidade, pela progressão e pela sensação deliciosa de melhorar na raça, uma música de cada vez.
82 – Donkey Kong Country Returns HD

Donkey Kong Country Returns HD traz de volta um dos plataformas 2D mais intensos e viciantes da Nintendo, daqueles que te fazem sorrir com a criatividade das fases e, cinco segundos depois, te fazem cerrar os dentes tentando passar de um trecho impossível. A história é simples e do jeitinho clássico: a ilha do Donkey Kong é invadida pela Tiki Tak Tribe, que hipnotiza os animais e toca o terror, e lá vai DK recuperar suas bananas na base do pulo, da pancada e do carisma. Só que o que realmente importa aqui é a jornada, porque cada mundo é uma sequência de fases cheias de identidade, com cenários que variam entre selvas, praias, ruínas, cavernas e fábricas, sempre com um ritmo que alterna exploração, desafio e espetáculo.
O gameplay é pura precisão e fluidez, com aquele “peso” gostoso no pulo do Donkey Kong e uma sensação de impacto quando você rola para derrubar inimigos e atravessar obstáculos. A grande graça é que as fases são lotadas de segredos e objetivos extras, então não é só chegar ao final. Você fica caçando letras K O N G, peças de quebra-cabeça e passagens escondidas, muitas vezes reveladas quando você interage com o cenário, explode barris, cutuca cantos suspeitos e presta atenção em detalhes. Isso dá um gás enorme de rejogabilidade, porque dá para zerar “na raça” e depois voltar para completar tudo, ou já ir no modo perfeccionista desde o começo e sofrer com estilo.
E quando o jogo quer te deixar sem respirar, ele manda as fases mais cinematográficas, tipo as de carrinho de mina e as de foguete, que viram um teste de reflexo e memória com obstáculos vindo na sua cara em alta velocidade. Os chefes também entram com presença, com padrões que exigem leitura e timing, e aquela sensação clássica de vitória suada quando você finalmente entende o ritmo da luta. No co-op, dá para jogar com outra pessoa controlando o Diddy Kong, somando uma mochilinha a jato e ferramentas extras que mudam a abordagem de alguns trechos, além de deixar a aventura bem mais divertida para jogar em dupla, mesmo que o caos aumente quando os dois começam a errar juntos.
Como versão HD no Switch, o jogo ganha uma apresentação mais limpa e bonita, ótima para curtir tanto na TV quanto no portátil, e mantém aquele level design afiado que fez dele um favorito entre fãs de plataforma. Donkey Kong Country Returns HD é para quem ama desafio de verdade, fases criativas e aquele sentimento viciante de “eu consigo passar, só preciso de mais uma tentativa”, um clássico moderno que continua acertando em cheio.
81 – Streets of Rage 4

Streets of Rage 4 é a prova viva de que beat ’em up ainda consegue ser absurdo de divertido quando é feito com capricho e personalidade. O jogo pega o DNA clássico da série, pancadaria de rua, combos, inimigos em bando e fases cheias de perigo, e atualiza tudo com um visual desenhado à mão que fica lindo em movimento, além de uma direção artística que mistura o “anos 90” com um estilo moderno bem marcante. A história volta com a turma lendária e apresenta novos personagens, colocando você no meio de uma cidade dominada pelo crime, onde cada fase parece uma escalada de caos até o próximo confronto insano.
Na prática, o vício está no combate. Você anda, corre, agarra, arremessa, faz ataques aéreos, usa especiais e encaixa combos que fazem a tela explodir de impacto, só que com uma camada de estratégia real por trás. Os especiais, por exemplo, cobram vida, então você precisa escolher o momento certo de gastar para salvar a pele ou estender um combo, e dá para recuperar essa vida se você continuar acertando sem tomar dano, o que te incentiva a jogar com coragem e precisão. Cada personagem tem ritmo, alcance e opções diferentes, então experimentar o elenco muda muito a sensação do jogo, seja com alguém mais veloz, mais pesado, mais técnico ou mais focado em controle de multidões.
O design das fases é cheio de variedade, com inimigos que exigem respostas diferentes e chefes que testam seu timing e posicionamento, sem cair no “barato” de só lotar a tela. A trilha sonora é outro destaque gigante, com músicas eletrônicas e batidas que combinam demais com o clima de pancadaria, e que ainda homenageiam o legado da franquia. No Nintendo Switch, ele brilha especialmente no multiplayer, porque é perfeito para jogar em co-op e transformar cada fase em um festival de gritaria, risada e coordenação improvisada, além de funcionar muito bem em sessões rápidas no portátil. Streets of Rage 4 é direto, estiloso e viciante, um daqueles jogos que você termina querendo voltar para jogar melhor, fazer combos mais limpos e encarar dificuldades maiores.
80 – Super Mario Party Jamboree

Super Mario Party Jamboree é o tipo de jogo que transforma qualquer sala em evento, daqueles que você liga “só pra jogar uma” e, quando vê, já tem gente gritando por causa de uma estrela roubada e rindo de um azar inacreditável no dado. A proposta continua sendo a melhor definição de caos organizado da Nintendo: você escolhe seu personagem, entra em um tabuleiro cheio de rotas e armadilhas, coleta moedas, corre atrás de estrelas e tenta sobreviver às reviravoltas que aparecem a cada turno. Só que aqui tudo é ainda mais “festa”, com uma apresentação super caprichada, ritmo rápido e aquele clima de competição amigável que, na prática, nunca é tão amigável assim quando alguém acerta a jogada perfeita na hora certa.
O coração do jogo está nos minijogos, e é aí que ele brilha forte. A variedade é enorme, com desafios de reflexo, timing, memória, cooperação e aquela maldade clássica de colocar todo mundo em situações onde qualquer escorregão vira desastre. O melhor é que os minijogos não ficam só no “aperta botão”, eles aproveitam bem os controles do Switch quando faz sentido, e também mantêm opções mais tradicionais para ninguém ficar de fora. E como a cada rodada as moedas mudam de dono e a sorte pode virar do avesso em segundos, cada partida tem histórias próprias, com viradas absurdas, alianças temporárias e aquele momento inevitável em que alguém diz “isso é roubado” enquanto todo mundo ri.
Nos tabuleiros, a graça está em ler o mapa e decidir se você vai jogar seguro ou apostar no caos. Tem atalhos, eventos, escolhas de caminho e mecânicas que mexem no posicionamento de todo mundo, então não basta só rolar dado e torcer. Você fica o tempo todo calculando se vale guardar moedas, investir em itens, provocar confusão ou simplesmente correr para a estrela antes que o jogo invente uma tragédia. E como o jogo costuma oferecer modos diferentes além do Mario Party clássico, dá para encaixar tanto em sessões rápidas quanto em noites inteiras com a galera, variando regras e objetivos para manter tudo sempre com cara de novidade.
No fim, Super Mario Party Jamboree é aquele essencial do Switch para jogar em grupo, perfeito para família, amigos e qualquer situação em que você quer risada, rivalidade e momentos “não acredito que isso aconteceu” a cada cinco minutos. É divertido, acessível para quem não joga muito, mas também tem estratégia e leitura de jogo suficiente para quem gosta de competir de verdade, e acima de tudo entrega o que promete: uma festa que sempre sai do controle do melhor jeito possível.
79 – Overcooked! All You Can Eat

Overcooked! All You Can Eat é o pacote definitivo para quem ama jogo cooperativo caótico e quer testar amizades do jeito mais engraçado possível. Ele reúne Overcooked! e Overcooked! 2 com todo o conteúdo extra, trazendo uma maratona gigantesca de fases em cozinhas completamente malucas, tipo balcões que se movem, plataformas separadas, incêndios, gelo escorregadio, portais, esteiras, elevadores e situações que parecem feitas para dar errado. A ideia é simples de entender e difícil de executar quando a pressão sobe: pegar ingredientes, cortar, cozinhar, montar pratos e entregar tudo no tempo certo, enquanto a cozinha muda o tempo todo e a fila de pedidos só cresce.
O que faz o jogo brilhar no Switch é a energia de “todo mundo fazendo tudo ao mesmo tempo”. Você precisa se comunicar, dividir funções, improvisar quando o plano desanda e lidar com o clássico momento em que alguém pega o ingrediente errado, joga o prato no lixo sem querer, ou derruba comida no chão na hora decisiva. E mesmo sendo uma festa, tem estratégia de verdade por trás, porque para pegar três estrelas nas fases você tem que otimizar rotas, reduzir passos, coordenar entregas e manter a cozinha girando como uma linha de produção. Para deixar mais acessível, o pacote também traz opções que ajudam quem quer curtir sem tanto estresse, enquanto quem gosta de desafio pode se jogar nos níveis mais difíceis e nos modos competitivos. No fim, Overcooked! All You Can Eat é obrigatório para jogar em dupla, trio ou quarteto, com partidas que viram histórias instantâneas, gritaria, risada e aquela sensação maravilhosa de vitória suada quando tudo finalmente encaixa.
78 – The Plucky Squire

O Escudeiro Valente é uma aventura que te faz abrir um sorriso logo nos primeiros minutos, porque ele parece uma aventura infantil fofinha de livro de histórias, mas rapidinho vira um show de criatividade que não para de surpreender. O jogo transforma uma ideia genial em jogabilidade o tempo todo: você é o Jot, um herói de livro infantil que descobre que a história dele pode ser reescrita, e aí precisa enfrentar um vilão que quer bagunçar tudo, inclusive as próprias páginas. O jogo começa com aquele visual fofo de ilustração, como se você estivesse andando dentro de um livro cheio de desenhos e pop-ups, mas logo ele surpreende quando você salta para fora do papel e passa a explorar o “mundo real” ao redor do livro, mudando totalmente a perspectiva e a forma de resolver problemas. Essa troca entre 2D e 3D não é só um truque bonito, ela vira a base dos desafios, criando momentos em que você pensa “como eu não imaginei isso antes?”.
Na prática, é um mix delicioso de plataforma, exploração, combate leve e puzzles criativos que brincam com elementos de página, objetos na mesa, letras, ilustrações e regras do próprio cenário. Você alterna entre percorrer as fases dentro da história, com caminhos e inimigos que lembram contos clássicos, e usar o espaço fora do livro para reposicionar coisas, achar soluções diferentes e abrir novas rotas. O ritmo é bem variado, com minidesafios e ideias novas surgindo com frequência, então dificilmente fica repetitivo, e a apresentação é um show à parte, com animações caprichadas, humor na medida e uma direção de arte que parece viva. No Nintendo Switch, The Plucky Squire é perfeito para quem curte jogos cheios de charme e criatividade, daqueles que te fazem querer continuar só para ver qual vai ser a próxima surpresa.
77 – Astral Chain

Astral Chain é um jogo exclusivo do Switch que te dá a sensação de estar jogando um anime de ação ultra estiloso dirigido por gente que entende muito de combate. Você faz parte da Neuron, uma força especial de polícia em um futuro cyberpunk onde a humanidade se agarra ao último refúgio, a cidade Ark, enquanto criaturas de outra dimensão começam a invadir e transformar tudo em caos. A história tem aquela pegada de investigação com conspirações e tecnologia fora de controle, mas o que realmente te fisga é o clima de patrulha “tropa de elite sci-fi”, com personagens marcantes, estética neon e uma trilha sonora elétrica que deixa cada missão com cara de episódio final.
O grande diferencial é a jogabilidade em dupla, só que você controla os dois lados. Além do seu protagonista, você luta conectado a um Legion, uma entidade capturada e presa a você por uma corrente astral, e isso vira um espetáculo mecânico: você bate com suas armas enquanto comanda o Legion para atacar, segurar inimigos, bloquear projéteis e criar aberturas. A corrente não é só visual, ela é uma arma, dá para enrolar inimigos, interromper ataques e montar setups que parecem coreografias, porque você está o tempo todo posicionando os dois no espaço. Conforme avança, você desbloqueia tipos diferentes de Legion, cada um com estilo próprio, então uma hora você está focando em velocidade e combos, na outra está usando força bruta, controle e habilidades específicas para lidar com inimigos e chefes que mudam o ritmo da luta. O combate tem aquela assinatura de action game técnico, com esquivas no timing certo, leitura de padrões e recompensas enormes quando você encaixa uma sequência bem feita, mas também é acessível o suficiente para te deixar brilhar cedo, especialmente quando você começa a entender como alternar Legions no meio do combate.
E não é só pancadaria. Astral Chain mistura ação com momentos de investigação e exploração, em que você patrulha áreas, interroga suspeitos, procura pistas, resolve ocorrências e usa o Legion para interagir com o ambiente, rastrear, atravessar obstáculos e acessar segredos. Essa alternância de ritmo funciona bem para dar peso ao mundo e fazer você sentir que é um agente de verdade, não só uma máquina de combos. Com progressão de habilidades, customização e missões cheias de estilo, Astral Chain entrega uma experiência única no Switch, intensa, diferente e com identidade forte, daquelas que você termina querendo voltar para tirar ranks melhores e dominar de vez o combate em dupla.
76 – Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge

Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge faz uma releitura moderna dos jogos beat ’em ups clássicos, daquele tipo que você começa a jogar e já sente o cérebro entrando no modo fliperama. A premissa é puro desenho animado: as Tartarugas se jogam numa nova confusão com o Clã do Pé, Krang e, claro, o Shredder, enquanto a ação passeia por cenários cheios de personalidade que parecem saídos direto de um episódio, com humor, cores vibrantes e animações lindas em pixel art. É um jogo que entende exatamente o que a galera quer quando pensa em TMNT: pancadaria rápida, vilões carismáticos, frases engraçadas e uma energia de “vamos limpar essa rua” que não para.
O combate é a alma do jogo e funciona de um jeito delicioso: você tem ataques rápidos, golpes fortes, combos, arremessos, ataques aéreos, esquivas e especiais que estouram a tela quando você usa na hora certa. Cada personagem tem um estilo próprio, então dá para escolher quem combina mais com você, seja um personagem mais veloz, mais pesado, com mais alcance ou com um kit mais “rushdown”. Conforme você joga, vai liberando e aprimorando movimentos, o que deixa as lutas mais variadas e te dá aquele incentivo de voltar para fases antigas e testar suas novas opções. E como os inimigos vêm em ondas, com tipos diferentes que forçam posicionamento e controle de grupo, você não fica só apertando botão no automático. Tem que saber quando priorizar um alvo, quando jogar inimigos para longe para aliviar a pressão e quando gastar um especial para salvar o time.
O ritmo das fases é perfeito para sessão curta ou maratona, com cenários cheios de referências, rotas claras, segredinhos, objetivos extras e chefes que são um espetáculo à parte. As lutas contra chefes parecem mini eventos, com padrões, momentos de “agora ele vai apelar” e aquela sensação gostosa de aprender o timing e finalmente vencer sem tomar um golpe bobo. E o maior brilho está no multiplayer, porque jogar em grupo transforma cada fase numa bagunça coordenada, com todo mundo revivendo o outro, combinando especiais, disputando quem faz mais KO e rindo quando a tela vira um festival de inimigos voando.
No Nintendo Switch, Shredder’s Revenge é essencial para ter sempre instalado, porque é fácil chamar alguém para jogar, é rápido de entrar no clima e é viciante o suficiente para você querer fechar no modo mais difícil depois. É um beat ’em up direto, estiloso e cheio de carisma, que acerta em cheio tanto como nostalgia quanto como jogo de ação moderno, entregando pancadaria gostosa e energia de desenho animado do começo ao fim.
75 – Sea of Stars

Sea of Stars faz uma releitura dos jogos de RPGs clássicos, só que com um ritmo moderno e uma vibe que te puxa pra dentro do mundo rapidinho. A aventura acompanha dois Jovens do Solstício, guerreiros capazes de canalizar o poder do sol e da lua, em uma jornada para enfrentar criaturas sombrias criadas por um alquimista sinistro. A história começa com aquele clima de “treinamento e destino”, mas vai crescendo em escala, lugares e revelações, sempre alternando momentos leves, humor na medida e cenas que batem mais forte quando você menos espera. O visual em pixel art é simplesmente lindo, com cenários cheios de detalhes, iluminação caprichada e animações que fazem cada cidade, floresta e dungeon parecerem vivos, enquanto a trilha sonora dá aquele empurrão de nostalgia sem soar presa ao passado.
O combate por turnos é onde o jogo mostra sua melhor sacada: ele é estratégico, mas não fica parado. Você tem ataques com timing, defesa com apertos no momento certo e habilidades que ganham impacto quando você acerta a cadência, então cada turno vira uma ação de verdade, não só escolher opção no menu. Além disso, muitos inimigos “carregam” golpes poderosos, e você pode quebrar essa preparação usando o tipo certo de ataque para interromper, o que transforma cada luta em um mini quebra-cabeça e evita aquela sensação de batalhas repetidas. As magias e técnicas em dupla também são um destaque, porque incentivam montar sinergias entre personagens e economizar recursos para explodir no momento ideal, especialmente em lutas mais longas e nos chefes, que exigem leitura, planejamento e adaptação.
Fora das batalhas, Sea of Stars é uma delícia de explorar. Tem navegação fluida com escalada, saltos, plataformas e puzzles ambientais, então as dungeons não são só corredores, elas têm ritmo e brincam com mecânicas do próprio cenário. O mundo é cheio de segredos, rotas alternativas, itens opcionais e atividades paralelas que realmente parecem recompensar a curiosidade, deixando aquela sensação constante de descoberta. No Nintendo Switch, ele funciona perfeito tanto em sessões curtas no portátil quanto em maratonas, porque sempre tem um objetivo chamando você para “só fazer mais um pedaço”. No fim, Sea of Stars é daqueles RPGs que misturam coração, estilo e combate esperto, entregando uma aventura que agrada quem ama o clássico e, ao mesmo tempo, conquista quem só quer um jogo bonito, divertido e viciante do começo ao fim.
74 – Enter the Gungeon

Enter the Gungeon é um roguelike de ação que mistura tiroteio frenético com humor e criatividade em um nível que vicia rápido, porque toda run vira uma história diferente de desespero, improviso e vitória no limite. A premissa é simples e genial: existe uma masmorra viva, cheia de armas absurdas e perigos inacreditáveis, e todo mundo que entra ali quer encontrar a arma capaz de “matar o passado”. Você escolhe um personagem entre vários aventureiros com estilos e equipamentos iniciais diferentes e desce andar por andar em salas cheias de inimigos, armadilhas e segredos, sempre com aquele clima de “se eu sobreviver a mais duas salas eu fico forte”, até perceber que o jogo não vai aliviar.
O grande brilho está no combate estilo bullet hell com controle twin stick, em que você precisa se mover bem, mirar com precisão e desviar de padrões de tiros que enchem a tela. Cada sala é um mini teste de leitura e reflexo, e as esquivas com rolamento viram sua religião, porque um erro custa caro. Só que Enter the Gungeon não é só difícil por ser difícil, ele é justo e recompensador, daquele tipo que te faz melhorar de verdade conforme você aprende padrões, entende o comportamento dos inimigos e domina a movimentação. Os chefes são um show à parte, com lutas cheias de fases e ataques que parecem impossíveis até você pegar o ritmo, e a sensação de derrotar um chefe com pouca vida, no último segundo, é absurda.
A parte mais viciante é o loot. O jogo tem uma quantidade enorme de armas e itens, indo do “revólver normal” até coisas completamente sem noção, com referências, piadas e mecânicas únicas. Uma arma pode disparar lasers, outra pode invocar efeitos estranhos, outra pode mudar completamente como você se posiciona no mapa, e os itens passivos criam sinergias que transformam a sua build em uma máquina de destruição ou em um desastre ambulante. Como as salas, recompensas e combinações mudam o tempo todo, você está sempre curioso para ver o que vem a seguir, e isso faz cada run ter um ritmo próprio, alternando momentos de poder absoluto com momentos em que você está sobrevivendo na raça.
Além do modo solo, o co-op é um dos melhores jeitos de jogar, porque divide o caos com alguém, permite estratégias diferentes e cria situações hilárias quando um salva o outro no aperto ou quando os dois entram em pânico numa sala lotada. No Nintendo Switch, Enter the Gungeon é perfeito para jogar em sessões curtas no portátil e também para maratonar tentando ir mais longe, desbloquear atalhos, abrir personagens, descobrir salas secretas e, principalmente, dominar a masmorra até conseguir encarar o desafio final. É um jogo estiloso, inteligente e brutalmente divertido, que te dá aquela vontade constante de tentar “só mais uma run” porque agora vai.
73 – Super Mario 3D All-Stars

Super Mario 3D All-Stars é aquele pacote que, no Nintendo Switch, funciona como uma cápsula do tempo do Mario 3D e, ao mesmo tempo, como uma prova de por que ele virou referência absoluta no gênero, porque coloca lado a lado três aventuras que marcaram gerações e ainda hoje têm personalidade de sobra para prender por horas.
A coletânea reúne Super Mario 64, Super Mario Sunshine e Super Mario Galaxy, e o mais legal é sentir a evolução das ideias de um jogo para o outro: no 64, a sensação de liberdade era revolucionária, com castelos cheios de fases dentro de quadros, objetivos variados por estrela e um foco enorme em aprender a se movimentar, testar saltos, dominar câmera e explorar cada canto atrás de segredos. Em Sunshine, o jogo muda a vibe para uma ilha ensolarada e traz o FLUDD, aquele jato d’água que vira ferramenta de mobilidade e de puzzle, permitindo planar, ganhar altura, limpar gosma e criar rotas diferentes, além de entregar desafios de plataforma mais “na raça” quando o FLUDD é retirado, no tipo de fase que te faz suar e comemorar cada acerto. Já Galaxy é o espetáculo de criatividade total, com planetinhas, gravidade maluca, fases que parecem um desfile infinito de ideias e uma trilha orquestrada que dá peso épico até para pegar uma estrela escondida, tudo com controle preciso e aquele vício de “só mais uma estrela” antes de dormir.
O charme do pacote é poder alternar entre três estilos de Mario 3D sem sair do lugar, comparando o feeling de controle, o ritmo das fases e o tipo de desafio que cada jogo propõe, seja você alguém que quer matar a saudade ou alguém que está conhecendo esses clássicos pela primeira vez. E mesmo com diferenças de idade e “cara” entre eles, os três ainda têm aquele tempero que faz Mario ser Mario: fases que recompensam curiosidade, objetivos que te puxam para explorar, segredos que parecem estar em todo lugar, e uma sensação constante de que o jogo está te convidando a brincar com o movimento.
No fim, Super Mario 3D All-Stars é o tipo de coletânea que vai além de nostalgia, porque ela entrega três jogos gigantes, históricos e ainda divertidíssimos, e por isso faz sentido total tratar esse pacote como um dos pontos mais altos do catálogo do Nintendo Switch.
72 – Fez

Fez é um daqueles jogos que parecem simples de primeira, mas em poucos minutos você percebe que está diante de uma aventura que mexe com a sua cabeça do melhor jeito possível. Você controla Gomez, uma criaturinha fofa que vive em um mundo 2D tranquilo, até descobrir que a realidade dele não é só plana e que existe uma terceira dimensão escondida ali. A partir daí, o jogo vira uma jornada de exploração e descoberta em que o objetivo principal é encontrar cubos e fragmentos espalhados por um mapa cheio de áreas conectadas, segredos e caminhos que só aparecem para quem observa com calma e pensa fora do óbvio.
A grande sacada é a mecânica de rotação do mundo. Com um comando, você gira o cenário em 90 graus e o que era fundo vira lado, plataformas se alinham, escadas “nascem” do nada e abismos deixam de existir porque a perspectiva mudou. Isso transforma cada tela em um quebra cabeças esperto, já que você não está só pulando e andando, você está reorganizando o espaço para criar rotas. O mais viciante é que o jogo faz você enxergar padrões, símbolos e detalhes minúsculos no cenário, porque muitas soluções estão escondidas em como os elementos se conectam quando vistos de outro ângulo. E quando você pega o jeito, começa aquele ciclo perigoso de “só mais um segredo”, porque sempre parece haver algo a mais em cada cantinho, uma porta misteriosa, um código, uma sala escondida ou um atalho que muda tudo.
Mesmo sendo um plataforma, Fez tem um ritmo bem mais contemplativo do que frenético. Ele quer que você explore no seu tempo, volte em lugares antigos com um novo olhar e perceba que o mundo inteiro é um grande quebra cabeças interligado. A trilha sonora ajuda demais a criar essa sensação de viagem, com músicas que passam um clima relax, mas também deixam o ar de mistério sempre no fundo, como se o jogo estivesse te provocando a ir mais fundo. No Nintendo Switch, Fez encaixa perfeito para jogar em sessões curtas, porque é o tipo de game que você avança um pouquinho, resolve um desafio, descobre algo estranho e fica pensando nisso mesmo depois de desligar. No fim, é uma experiência marcante, charmosa e inteligente, feita para quem curte explorar, descobrir segredos e sentir aquele estalo de genialidade quando a solução aparece bem na sua frente.
71 – DAVE THE DIVER

Dave the Diver é um jogo que mistura aventura, exploração e gestão de um jeito tão gostoso que parece que ele foi feito para te prender no ciclo perfeito de só mais um mergulho e só mais uma noite no restaurante. Você joga como Dave, um mergulhador gente boa que se mete em uma rotina nada normal: durante o dia, ele desce no misterioso Blue Hole para caçar peixes, encontrar tesouros e desvendar segredos, e à noite ele ajuda a tocar um restaurante de sushi comandado pelo excêntrico Bancho, transformando tudo o que você pegou em pratos que viram dinheiro, upgrades e novas possibilidades.
A parte do mergulho é onde a aventura brilha. O mapa muda com frequência, então você nunca sente que está repetindo exatamente o mesmo passeio, e cada descida tem aquele clima de exploração com tensão, já que o oxigênio é limitado e o inventário também. Você começa com equipamentos simples, mas vai evoluindo aos poucos com melhorias que mudam completamente sua eficiência, como cilindros melhores, trajes que aguentam mais pressão, armas, ferramentas e gadgets que ajudam a capturar peixes maiores ou lidar com predadores que não estão nem aí para o seu plano. E o jogo é cheio de surpresas, com biomas diferentes, eventos, áreas escondidas e criaturas que mudam o tom de “pescaria tranquila” para “sobrevive aí” em segundos, especialmente quando entram peixes agressivos e encontros mais perigosos.
Quando chega a noite, a vibe muda para um gerenciamento bem dinâmico e divertido. No restaurante, você define o cardápio com base no que conseguiu no mar, ajusta pratos para render mais, melhora receitas, contrata e treina funcionários e tenta dar conta do fluxo de clientes sem deixar o serviço virar um desastre. É uma parte muito mais interativa do que parece, porque você participa do atendimento, entrega pedidos, serve bebidas e precisa manter o ritmo, principalmente quando o restaurante começa a lotar e a pressão sobe. O mais legal é como as duas metades do jogo se alimentam: pescar melhor significa vender melhor, vender melhor significa comprar upgrades, e upgrades abrem novas profundidades, novos peixes e novas histórias.
Além do loop principal, Dave the Diver é lotado de conteúdo paralelo e momentos especiais, com missões, personagens carismáticos, minigames e uma narrativa que vai ficando cada vez maior, misturando humor, mistério e situações completamente inesperadas. No Nintendo Switch, ele encaixa perfeito para jogar em sessões curtas no portátil, mas também é perigoso para quem fala “vou jogar só meia horinha”, porque sempre tem mais um objetivo chamando, mais um upgrade que falta, mais um peixe raro para pegar e mais um dia para fazer o restaurante bater recorde. É um jogo estiloso, viciante e surpreendentemente completo, que consegue ser relaxante e empolgante ao mesmo tempo.
70 – Vampire Survivors

Vampire Survivors é um jogo absurdamente viciante que prova como uma ideia simples, quando bem executada, vira um buraco negro de tempo. A proposta é direta e genial: você escolhe um personagem, entra em um mapa cheio de monstros que não param de aparecer e tenta sobreviver o máximo possível, enquanto seu personagem ataca automaticamente. A sua função é se mover bem, ler a tela, escapar de cercos, buscar experiência, pegar itens no chão e montar uma build cada vez mais forte, até o momento em que a tela vira um show de luzes com centenas de inimigos explodindo ao mesmo tempo. É o tipo de jogo que começa “de boa” e, sem você perceber, está em um nível de caos que parece impossível, mas estranhamente dá para controlar quando você aprende o ritmo.
O loop é perfeito para “só mais uma run” porque cada partida te dá escolhas constantes. Ao subir de nível, você escolhe armas e passivas que mudam totalmente sua estratégia, desde opções que limpam área ao redor até projéteis que atravessam a tela, efeitos de congelamento, dano em cadeia e habilidades focadas em sobreviver mais tempo. O ponto alto é quando você aprende a fazer sinergias e evoluções, combinando armas com itens específicos para transformá-las em versões muito mais fortes, o que muda o jogo de “sobrevivência suada” para “eu sou o perigo”. Só que nem tudo é só poder bruto, porque posicionamento, prioridade de upgrades e decisões de rota importam demais, especialmente quando começam a aparecer elites, ondas mais densas e padrões que tentam te encurralar.
Além do combate, Vampire Survivors tem uma progressão meta que segura você por horas. Entre as runs, você desbloqueia melhorias permanentes, novos personagens, armas, mapas e relíquias que abrem mecânicas extras, objetivos secretos e uma escalada constante de possibilidades. O jogo adora esconder conteúdo, então sempre tem uma condição estranha para liberar algo novo, uma fase que muda as regras, um item que altera completamente como você joga ou um desafio que te força a sair do “modo automático” e tentar outra abordagem. No Nintendo Switch, ele encaixa perfeito para sessões curtas no portátil, mas também funciona como jogo de maratona quando você decide caçar desbloqueios e fechar objetivos, e ainda fica melhor quando você joga em coop local, transformando o caos em diversão compartilhada e estratégias improvisadas. No fim, Vampire Survivors é simples de começar, difícil de largar e recompensador demais quando sua build encaixa e você finalmente sente que dominou a tempestade.
69 – Balatro

Balatro é o tipo de jogo que você abre “só para testar” e, quando percebe, já passou uma hora planejando a próxima jogada como se sua vida dependesse disso. A ideia parece simples na superfície, porque ele usa a linguagem do pôquer, com mãos clássicas como par, trinca, straight e flush, mas o que Balatro faz de verdade é transformar isso em um roguelike de construção de baralho extremamente viciante, onde cada rodada é uma chance de quebrar o jogo com combinações absurdas. Você entra em uma run enfrentando blinds que exigem uma pontuação mínima, ganha dinheiro, melhora seu baralho e vai subindo a aposta, sempre com aquela tensão gostosa de “será que minha build aguenta o próximo salto?”.
O grande charme está em como ele te dá ferramentas para criar sinergias insanas. Além de ajustar o baralho com compras, remoções e melhorias de cartas, o jogo gira em torno dos Jokers, que são cartas especiais com efeitos que mudam completamente suas prioridades. Um Joker pode multiplicar sua pontuação se você jogar determinado tipo de mão, outro pode valorizar cartas com um naipe específico, outro pode recompensar repetição, descarte, sequência, pares, e por aí vai. A graça é que você começa com uma estratégia e, de repente, encontra uma peça que muda tudo, fazendo você adaptar o plano no meio da run. A cada loja, você toma decisões que parecem pequenas, mas acumulam de um jeito que define seu destino, como gastar agora para ficar mais forte ou guardar grana para juros e compras melhores depois, arriscar uma rota mais agressiva ou estabilizar para não morrer na próxima blind.
Balatro também acerta em cheio no ritmo. As partidas são rápidas, a interface é clara, e o jogo entrega aquele prazer instantâneo de ver números explodindo na tela quando sua combinação encaixa e as multiplicações começam a escalar. Só que não é só espetáculo, porque ele exige leitura, planejamento e, principalmente, saber lidar com o imprevisível típico de roguelike. Às vezes você monta uma máquina perfeita e passeia, às vezes você sobrevive na raça com um baralho remendado, improvisando com o que aparece na loja e tentando arrancar valor de cada mão. E como sempre existem novos decks, dificuldades, desbloqueios e desafios para experimentar, ele vira facilmente um jogo de longo prazo, desses que você volta todo dia para tentar uma run diferente.
Balatro é praticamente feito sob medida para o portátil, porque funciona perfeito em sessões curtas e também em maratonas, com aquela sensação constante de progresso e de “só mais uma tentativa”. É um jogo inteligente, estiloso e perigosamente viciante, que pega uma base conhecida e transforma em um quebra cabeças de sinergias e decisões que te faz pensar rápido, arriscar alto e comemorar quando sua build finalmente vira um monstro impossível de parar.
68 – Chained Echoes

Chained Echoes é um RPG que pega tudo o que a galera ama nos clássicos 16-bit e turbina com ideias modernas, entregando uma aventura enorme, cheia de reviravoltas e com um combate que realmente te faz pensar. A história se passa em Valandis, um continente marcado por guerras, intrigas políticas e poderes antigos que não deveriam estar sendo mexidos, e acompanha um grupo de personagens bem diferentes entre si, cada um com seus objetivos, traumas e escolhas difíceis. O jogo manda muito bem em dar escala para a jornada, porque você começa lidando com conflitos “humanos”, mas aos poucos entra em conspirações maiores, armas absurdas, magia pesada e consequências que mudam o rumo de tudo, com cenas que acertam tanto no drama quanto naquele humor pontual que deixa os personagens mais vivos.
O grande destaque é o sistema de batalha por turnos, que é rápido, claro e cheio de decisão. Em vez de depender só de grind, ele te recompensa por jogar bem. Existe uma barra de Overdrive que funciona como o “ritmo” da luta: se você usa ações variadas e administra bem suas escolhas, você fica em uma zona segura que aumenta sua eficiência, mas se repete demais ou perde o controle, o grupo entra em Overheat e começa a tomar penalidades. Isso deixa cada turno com peso real, porque você está sempre planejando a próxima ação pensando no todo, alternando habilidades, controlando recursos e respondendo às fraquezas do inimigo. Para completar, o jogo tem um sistema de habilidades e equipamentos bem generoso, com gemas e upgrades que permitem montar builds diferentes sem virar uma bagunça impossível de entender, então dá para personalizar sua equipe e sentir evolução constante sem perder tempo com complicação desnecessária.
E quando você acha que já viu tudo, Chained Echoes abre a segunda camada que muda o jogo: os Sky Armors, uma espécie de mecha que entra em campo em batalhas específicas e também na exploração. As lutas de mecha têm regras próprias, com gerenciamento de energia e estratégias diferentes das batalhas a pé, então não é só “mesmo combate com skin”, é um sistema paralelo que dá variedade e deixa certos confrontos com cara de evento. Na exploração, o jogo também brilha, com um mapa cheio de segredos, caminhos alternativos, dungeons com puzzles e várias recompensas para quem gosta de fuçar cada canto. O pixel art é bonito demais, com cenários bem detalhados e animações caprichadas, e a trilha sonora ajuda a vender o clima de aventura épica, fazendo cada nova área parecer importante.
No Nintendo Switch, Chained Echoes é perfeito para quem quer um RPG grande de verdade, daqueles que você joga no portátil por meia hora e, quando vê, já passou duas, porque sempre tem uma missão nova, uma descoberta no mapa, uma luta desafiadora ou um upgrade que muda seu time. É um RPG com coração, personalidade e sistemas inteligentes, que prende pela história e te conquista de vez pela jogabilidade.
67 – Katana Zero

Katana Zero é um jogo de ação 2D que te faz sentir como um assassino perfeito por alguns segundos e, logo depois, te lembra que um erro só já é o suficiente para tudo virar caos. Você é um matador profissional conhecido como Zero, trabalhando em missões sujas em uma cidade decadente, com uma história intensa que mistura crime, trauma, paranoia e uma sensação constante de que tem algo muito errado por trás do que estão mandando você fazer. O jogo não perde tempo: ele te joga em situações tensas, com diálogos afiados e escolhas de resposta que deixam as conversas com cara de confronto, enquanto a narrativa vai ficando cada vez mais estranha e intrigante, brincando com percepção, memória e consequências.
O grande vício está no gameplay, que é rápido, brutal e extremamente satisfatório. Cada fase é como uma sala de desafio onde você precisa entrar, ler o cenário em um segundo e executar um plano perfeito usando espada, esquiva, corrida, ataques precisos e, principalmente, a habilidade de desacelerar o tempo para reagir no limite. Só que o jogo é “um hit, uma morte”, tanto para você quanto para os inimigos, então a graça não é aguentar pancada, é dominar o ritmo e fazer tudo com estilo. Você pode rebater tiros com a katana, arremessar objetos, usar o ambiente a seu favor e limpar uma sala inteira em uma sequência que parece coreografada, e quando dá errado, o recomeço é instantâneo, te empurrando para tentar de novo até acertar do jeito mais limpo possível. Esse loop de tentativa e perfeição é o que faz Katana Zero grudar, porque cada vitória parece uma cena de ação bem dirigida que você mesmo montou.
Além da ação, o jogo tem uma direção artística forte, com neon, sombras e um clima urbano sujo que combina demais com a violência rápida das fases. A trilha sonora eletrônica é outro destaque, porque ela acelera seu coração e deixa cada invasão de sala com cara de momento decisivo, ajudando a manter o fluxo e a tensão lá em cima. No Nintendo Switch, Katana Zero funciona perfeito para sessões curtas, já que as fases são objetivas e o jogo te recompensa por repetir e melhorar, mas também é daqueles perigosos para maratonar, porque sempre dá vontade de fazer só mais uma fase e descobrir só mais um pedaço da história. É um action game estiloso, inteligente e afiado, que entrega adrenalina pura sem abrir mão de uma narrativa que fica na cabeça.
66 – Shovel Knight: Treasure Trove

Shovel Knight: Treasure Trove é praticamente um pacotão de ouro para quem curte plataforma 2D com cara de clássico, mas com refinamento moderno e criatividade de sobra. Você controla o Shovel Knight, um cavaleiro com uma pá como arma, que volta à ação para enfrentar a Order of No Quarter e encarar a Enchantress em uma jornada cheia de fases memoráveis, chefes carismáticos e um ritmo delicioso de jogar. A pegada lembra a era 8-bit no visual e na simplicidade direta, só que tudo é polido: o controle é preciso, o design das fases é inteligente e a dificuldade te desafia sem parecer injusta, criando aquele vício de tentar de novo porque você sabe que dá para passar melhor.
O gameplay é centrado em correr, pular e lutar com a pá, e o jogo faz disso um parque de diversões de mecânicas. O “pogo” com a pá, quando você ataca para baixo e quica em inimigos e objetos, vira uma ferramenta essencial tanto para combate quanto para plataforma, abrindo espaço para sequências rápidas e manobras estilosas. Ao longo da campanha, você coleta tesouros para comprar upgrades, magias e equipamentos que mudam seu jeito de jogar, permitindo focar em mobilidade, sobrevivência ou agressividade. E tem um tempero muito esperto de risco e recompensa: quando você morre, perde parte do dinheiro e precisa decidir se volta para recuperar ou se segue em frente com menos recursos, o que dá tensão sem virar castigo exagerado.
Só que Treasure Trove brilha mesmo por ser mais do que um jogo só. Além da campanha principal do Shovel Knight, o pacote inclui campanhas completas com outros personagens, cada uma com identidade própria e mudanças reais de mecânica e ritmo. Você tem Specter of Torment, mais rápido e agressivo, com movimentação acrobática e um fluxo de combate que parece uma dança mortal. Tem King of Cards, com uma pegada mais ampla e aventureira, trazendo mapa, desafios variados e um minigame de cartas viciante que vira quase um jogo à parte. E tem Plague of Shadows, que transforma tudo em um estilo mais técnico e explosivo, com bombas, saltos e combinações que exigem prática para dominar. O resultado é uma coletânea que oferece várias “versões” do mesmo mundo, cada uma com suas fases remixadas, chefes revisitados e uma forma diferente de encarar os desafios.
Shovel Knight: Treasure Trove é perfeito para ter sempre instalado, porque funciona tanto em sessões curtas quanto em maratonas, e ainda tem aquele charme de jogo que você rejoga para pegar segredos, fazer fases mais limpas e vencer chefes com mais estilo. Com trilha sonora marcante, humor na medida e um nível de capricho raro, é um dos melhores exemplos de como um jogo pode homenagear o passado e, ao mesmo tempo, parecer fresco, cheio de personalidade e simplesmente divertido do começo ao fim.
65 – Neon White

Neon White é um daqueles jogos que parecem feitos para te deixar obcecado por melhorar, porque ele mistura FPS com plataforma e speedrun de um jeito extremamente satisfatório. Você joga como White, um assassino tirado do inferno e colocado no céu para participar de uma competição brutal: eliminar demônios o mais rápido possível para ganhar uma chance de redenção. Só que a história não fica só na desculpa para ação, ela vem com personagens marcantes, rivalidade, humor ácido e um clima bem anime, com diálogos e cenas que vão montando um mistério maior sobre quem você é e por que todo mundo ali parece ter contas antigas para acertar.
O coração do jogo está nas fases curtas e intensas, projetadas para serem repetidas até você dominar cada detalhe. A grande sacada são as Soul Cards, cartas que você pega ao longo do percurso e que funcionam como armas, mas também como habilidades. Você pode atirar com uma arma que veio em forma de carta, mas também pode descartar essa mesma carta para usar um poder de movimento, como dash, salto extra, gancho ou explosão que te impulsiona. Isso transforma cada fase em um quebra-cabeça de velocidade: você está sempre decidindo se vale mais a pena manter a arma para matar com segurança ou gastar a carta para se lançar pelo mapa e cortar caminho. Quando você começa a entender as rotas, o jogo vira uma coreografia, com tiros precisos, pulos no timing certo, descartes milimétricos e decisões rápidas para manter o ritmo sem perder tempo.
A sensação de flow é absurda porque tudo é construído para ser ágil. Os inimigos existem para serem resolvidos rápido e com estilo, e o level design te recompensa por pensar em ângulos, linhas retas, quedas controladas e como encadear habilidades sem hesitar. Depois de cada fase, você recebe ranking e tempo, e isso é o combustível da experiência, porque sempre dá para cortar segundos, achar um atalho escondido, trocar a ordem das cartas usadas e subir do “passei” para um desempenho perfeito. E como o jogo tem objetivos extras e colecionáveis que mudam rotas e abrem novas possibilidades, ele te dá motivos reais para voltar, não só pela pontuação, mas para descobrir a solução mais esperta.
Neon White brilha para quem curte ação rápida e desafio, com fases ideais para jogar em sessões curtas, mas perigosas para maratonar quando você entra na mentalidade de “agora eu pego esse rank melhor”. Some a isso uma trilha sonora energética que combina demais com a correria e você tem um jogo estiloso, criativo e altamente rejogável, que te faz sentir cada vez mais rápido e mais preciso conforme você domina suas próprias rotas.
64 – Resident Evil 4 HD

Resident Evil 4 HD no Nintendo Switch é aquele jogo que redefine o “clássico obrigatório” porque mistura terror, ação e ritmo de aventura com uma confiança absurda, e continua funcionando bem demais até hoje. Você controla Leon S. Kennedy em uma missão que começa como um resgate simples e rapidamente desanda para um pesadelo em um vilarejo isolado, onde os habitantes não são zumbis comuns, e sim inimigos agressivos, inteligentes e imprevisíveis, que cercam, flanqueiam e pressionam o tempo todo. A câmera por cima do ombro deixa tudo mais próximo e tenso, e cada encontro parece um pequeno quebra cabeças de sobrevivência, porque não basta atirar, você precisa se posicionar, controlar multidões e decidir quando vale a pena gastar munição ou correr o risco de chegar mais perto.
O combate é o grande motivo de Resident Evil 4 ainda ser tão viciante. A sensação de impacto é ótima, com tiros que realmente “seguram” inimigos, e o jogo te incentiva a jogar de forma esperta, mirando em pontos específicos para atordoar e emendar chutes e golpes que derrubam grupos inteiros. Isso cria um ritmo delicioso de combate, em que você alterna precisão, controle de espaço e decisões rápidas, especialmente quando a tela começa a lotar e você percebe que entrar em pânico é o caminho mais curto para morrer. Fora isso, o arsenal é um show à parte, com pistolas, escopetas, rifles, magnums e armas especiais que você compra e melhora com o Mercador, um dos personagens mais icônicos do jogo. Upgrades de dano, capacidade, velocidade de recarga e estabilidade viram parte da estratégia, e dá aquela satisfação de transformar uma arma favorita na sua companheira definitiva até o final.
A campanha é recheada de set pieces memoráveis e muda de cenário e intensidade o tempo todo, então dificilmente fica repetitiva. Você explora, resolve situações de risco, enfrenta chefes marcantes e vive momentos de tensão pura em áreas que parecem te testar em estilos diferentes, às vezes sobrevivência apertada, às vezes combate aberto, às vezes gerenciamento de recursos no limite. O jogo também sabe variar o clima com uma atmosfera pesada e inquieta, misturando horror com ação de um jeito que mantém a adrenalina alta sem perder o senso de ameaça.
63 – What Remains of Edith Finch

What Remains of Edith Finch é uma daquelas experiências que você termina e fica em silêncio por alguns minutos, porque ela te pega pela curiosidade e te acerta em cheio pelo lado emocional. Você controla Edith, a última da família Finch, voltando para a casa enorme e estranha onde todo mundo viveu e, de algum jeito, todo mundo se foi. A partir daí, o jogo vira uma exploração guiada por histórias: você anda pela casa, encontra diários, cartas e lembranças, e cada porta aberta parece te puxar para mais um capítulo do passado, como se a própria arquitetura guardasse segredos. O clima é de mistério, mas não no sentido de susto, e sim daquele mistério que dá vontade de entender o que aconteceu e por que essa família carrega uma “maldição” que virou lenda.
A forma como o jogo conta essas histórias é o que faz ele ser tão especial. Em vez de só ler ou assistir, você vive pequenas vinhetas interativas, e cada uma muda completamente a linguagem e a jogabilidade. Tem trecho que vira uma sequência quase de fantasia, outro que parece um sonho estranho, outro que te coloca dentro de uma rotina comum que vai ficando pesada, e assim por diante. Essas mudanças constantes deixam tudo extremamente criativo e impossível de cair no repetitivo, porque você nunca sabe qual vai ser a próxima ideia visual ou mecânica, e muitas dessas cenas são montadas para te fazer sentir algo específico, seja leveza, tensão, conforto, ou aquele aperto no peito quando a ficha cai.
Explorar a casa também é um prazer, porque ela é praticamente um personagem. Os quartos fechados e preservados como pequenos memoriais, as passagens escondidas, os detalhes jogados no cenário, tudo ajuda a montar a personalidade de cada Finch sem precisar explicar demais. E o jogo manda bem em equilibrar beleza e tristeza, com uma direção de arte caprichada, trilha sonora discreta e uma narração que te guia sem tirar sua sensação de descoberta. No Switch, What Remains of Edith Finch funciona perfeito para jogar em uma sentada, especialmente no portátil, já que é uma experiência mais focada e narrativa, feita para te levar do começo ao fim no embalo, como uma série curtinha que te marca. É um jogo diferente, corajoso e memorável, daqueles que provam que videogame também pode ser uma história contada de um jeito que só o videogame consegue.
62 – A Short Hike

A Short Hike é aquele jogo perfeito para quando você quer relaxar, sorrir e ainda assim sentir que está vivendo uma aventurinha de verdade. Você controla a Claire, uma jovem passarinha que chega a um parque cheio de trilhas, rios, montanhas e cantinhos escondidos, com um objetivo simples: alcançar o topo para conseguir sinal de celular. Só que o caminho até lá é justamente a graça, porque o jogo te convida a explorar no seu ritmo, sem pressa, sem pressão e com uma sensação deliciosa de liberdade, como se você estivesse de férias em um lugar super aconchegante.
A exploração é o coração do game. Você pode caminhar, escalar e, principalmente, planar e voar por aí conforme vai encontrando penas douradas que aumentam sua resistência e melhoram sua mobilidade. Isso cria um loop muito gostoso: você vê um ponto alto ao longe, improvisa uma rota para chegar lá, encontra uma pena, e de repente o mundo inteiro fica mais acessível. O mapa é compacto, mas é lotado de segredos, atalhos e surpresas, então sempre tem uma praia escondida, uma caverna, um desafio de escalada, um tesouro enterrado ou um lugar bonito para simplesmente parar e apreciar. E o jogo é ótimo em te recompensar por curiosidade, não com coisas enormes e barulhentas, mas com descobertas fofas e momentos que dão aquela sensação de “valeu a pena ter vindo aqui”.
O que deixa tudo ainda mais especial são os personagens e as pequenas histórias paralelas. Você encontra visitantes e moradores do parque e pode ajudar com tarefas simples, como achar itens, participar de mini desafios, correr, pescar ou competir em atividades leves, sempre com diálogos engraçados e um clima bem humano, mesmo com todo mundo sendo bichinho. Essas interações dão personalidade ao lugar e fazem o parque parecer vivo, como se cada trilha tivesse alguém com um plano diferente para o dia.
No Nintendo Switch, A Short Hike funciona perfeito tanto no portátil quanto na TV, porque ele é uma experiência curtinha, mas muito marcante, ideal para jogar em uma ou duas sessões e sair com o coração leve. É um jogo sobre explorar, conversar, se perder por prazer e perceber que, às vezes, o melhor de uma jornada não é chegar no objetivo, e sim tudo o que acontece quando você decide dar uma voltinha “só para ver o que tem ali”.
61 – Tunic

Tunic é uma aventura isométrica que começa com cara de jogo fofo e simples, mas rapidinho revela que é um dos games mais inteligentes e misteriosos do Nintendo Switch. Você controla uma raposinha guerreira em um mundo cheio de ruínas, florestas e templos antigos, e a graça é que quase nada é explicado diretamente. Em vez disso, você vai encontrando páginas de um manual dentro do próprio jogo, como nos tempos de cartucho, e cada página nova muda completamente a forma como você entende o mapa, os itens, os comandos e até os objetivos. É aquele tipo de experiência em que você fica empolgado porque percebe que estava deixando passar coisas óbvias, e de repente o jogo se abre em camadas, com atalhos escondidos, portas secretas e regras que estavam na sua cara o tempo todo.
No combate, Tunic tem uma pegada bem precisa e tensa, com espada e escudo, esquivas, gerenciamento de stamina e inimigos que punem quem aperta botão no desespero. Cada encontro pede posicionamento, leitura de padrão e uso esperto dos recursos, e os chefes são momentos de “agora é sério”, do tipo que exigem aprender, melhorar e voltar mais afiado. Só que o jogo não é só pancadaria. Ele é, acima de tudo, um quebra cabeças gigante disfarçado de action adventure, porque muita coisa depende de observar o cenário, interpretar símbolos, conectar pistas do manual e testar ideias. Até o idioma inventado faz parte do charme, já que ele reforça a sensação de estar explorando algo desconhecido, e quando você começa a entender o que cada informação significa, a sensação de descoberta é surreal.
A exploração é viciante porque o mundo é compacto, mas extremamente interligado, com caminhos que se cruzam, elevadores e atalhos que transformam sua rota, além de segredos opcionais que parecem feitos para quem ama teoria, caça a colecionáveis e aquele momento clássico de “como eu não vi isso antes?”. Visualmente, o jogo é lindo, com um estilo delicado, iluminação caprichada e trilha sonora que alterna calma e tensão na medida certa, deixando tudo com um ar de fábula misteriosa. No Switch, Tunic é perfeito para jogar no portátil, avançando aos poucos e pensando entre uma sessão e outra, porque ele é daqueles jogos que continuam na sua cabeça mesmo quando você não está jogando. No fim, é uma aventura charmosa, desafiadora e brilhante, feita para quem curte ação com peso, exploração com recompensa e segredos que fazem você se sentir um gênio quando finalmente encaixa as peças.
60 – Chants of Sennaar

Chants of Sennaar é um puzzle de aventura que te coloca no papel de um viajante tentando decifrar línguas desconhecidas em uma torre gigantesca, e a sensação é de estar vivendo um mistério arqueológico só que jogável, esperto e viciante. Em vez de te entregar traduções prontas, o jogo te faz aprender do jeito mais legal possível: observando o contexto, lendo placas e bilhetes, acompanhando conversas, comparando símbolos e anotando hipóteses no seu caderno até as peças começarem a se encaixar. Cada “palavra” descoberta é uma pequena vitória, porque ela não serve só para entender o texto, ela desbloqueia caminhos, resolve problemas e muda completamente como você enxerga aquele povo e aquele lugar.
A estrutura da torre é dividida em comunidades com culturas e rotinas próprias, e isso deixa tudo mais interessante porque cada grupo usa um idioma diferente e tem seus próprios códigos sociais. Você precisa circular por áreas, investigar, conectar pistas e, muitas vezes, usar o que você já traduziu para avançar em novas situações, como negociar passagem, interpretar avisos importantes ou perceber quando alguém está escondendo algo nas entrelinhas. O jogo também mistura exploração com desafios de lógica e momentos de infiltração leve, em que você precisa se mover com cuidado, observar padrões e escolher o momento certo para agir, sem transformar tudo em ação frenética. O foco continua sendo o cérebro, a curiosidade e aquela vontade de entender “o que está realmente acontecendo aqui”.
Visualmente, Chants of Sennaar é lindo e estiloso, com uma direção de arte inspirada, animações simples mas cheias de personalidade e ambientes que contam história só pela arquitetura, pelas cores e pelos detalhes. A trilha sonora e o clima reforçam a ideia de um lugar sagrado e ao mesmo tempo cheio de tensão, onde comunicação é poder e incompreensão vira barreira literal. No Nintendo Switch, ele encaixa perfeito para jogar no seu ritmo, em sessões curtas ou longas, porque sempre dá para avançar mais um pouco, descobrir mais um símbolo e sentir aquele clique delicioso quando sua tradução finalmente faz sentido. É um jogo diferente, inteligente e extremamente satisfatório, que transforma linguagem em mecânica e te recompensa como poucos quando você percebe que aprender a se comunicar é, literalmente, a chave de tudo.
59 – Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy é a volta triunfal de um dos mascotes mais icônicos dos videogames, trazendo em um pacote só as versões refeitas de Crash Bandicoot, Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back e Crash Bandicoot: Warped, com visual modernizado e a mesma energia caótica que fez esses jogos virarem lenda. A premissa é simples e ótima: correr, pular, girar e sobreviver a fases cheias de armadilhas, inimigos e plataformas traiçoeiras, tudo com aquele ritmo acelerado que te faz entrar no modo “só mais uma tentativa” até acertar o percurso perfeito. No Switch, a trilogia fica ainda mais perigosa para o seu tempo livre, porque é fácil jogar uma fase rápida no portátil e, quando você percebe, já emendou várias tentando melhorar o desempenho.
O primeiro Crash é o mais “raiz” e também o mais cruel, com fases lineares que exigem precisão, paciência e controle de pulo, especialmente em trechos estreitos e sequências de obstáculos que te pegam no susto. Crash 2 dá uma evoluída deliciosa no ritmo, com mais variedade, habilidades novas e fases que brincam melhor com velocidade e exploração. Já Warped é o festival da diversidade, colocando você em fases com temática diferente o tempo todo, incluindo veículos e variações que mudam completamente a forma de jogar, o que deixa a progressão bem dinâmica e com cara de superprodução. E como os três jogos estão no mesmo pacote, dá para sentir claramente essa evolução de ideias, do desafio mais puro até o espetáculo mais variado.
O gameplay continua simples de entender e difícil de dominar, e é aí que mora o vício. Passar as fases “no improviso” já é divertido, mas o jogo te provoca a voltar para fazer melhor, seja para pegar caixas escondidas, alcançar gemas, completar objetivos sem morrer ou encarar Time Trials para buscar tempos insanos. Essa camada extra transforma cada fase em um mini desafio de performance, onde você começa a decorar padrões, escolher rotas mais seguras ou mais rápidas e cortar segundos com movimentos mais limpos. E quando você finalmente encaixa uma sequência perfeita, a sensação é boa demais porque é mérito total do seu controle.
A coletânea também acerta em deixar tudo mais amigável sem perder a identidade. Os checkpoints e ajustes modernos ajudam a reduzir frustração, mas a dificuldade segue alta o suficiente para manter aquele clima clássico de plataforma que não perdoa distração. Em várias partes, você também pode jogar com a Coco, o que dá um tempero extra e deixa a experiência mais variada sem mudar a essência. No fim, Crash Bandicoot N. Sane Trilogy é um pacote obrigatório para quem curte plataforma desafiador, carisma de sobra e aquela mistura perfeita de nostalgia com acabamento atual, um daqueles jogos que te fazem rir, sofrer e comemorar alto em questão de minutos.
58 – Splatoon 2

Splatoon 2 é aquele shooter do Nintendo Switch que dá vontade de jogar direto, porque ele troca a vibe militar padrão por um caos colorido, estiloso e inteligente, onde vencer não é só acertar tiro, é dominar o mapa com tinta. A base é genial e fácil de entender: em vez de só eliminar adversários, você e seu time precisam pintar o máximo de chão possível, e isso muda tudo, porque tinta é ao mesmo tempo território, mobilidade e defesa. Você atira para cobrir áreas, vira uma lula e “mergulha” na própria tinta para se mover rápido, recarregar e escapar, e de repente cada esquina vira jogo mental, cada parede pintada vira rota alternativa e cada segundo do fim da partida vira desespero quando o time perdedor faz uma virada absurda. O arsenal é enorme e cheio de personalidade, com armas que atendem todo tipo de jogador, de rolos que espalham tinta no contato, a rifles precisos, baldes que arremessam tinta em arco e opções mais técnicas, e cada kit ainda vem com sub-arma e especial, então você monta um estilo completo, seja para jogar agressivo, controlar área, dar suporte ou fazer pick-off de longe.
No online, Splatoon 2 brilha de verdade com modos que mudam a lógica da partida e exigem trabalho em equipe, leitura de mapa e timing, porque não adianta só “ser bom”, tem que entender objetivo, rotação e quando vale arriscar. As partidas são rápidas, intensas e sempre diferentes, já que o layout das fases e a composição de armas mudam o ritmo o tempo todo, e o jogo te empurra a melhorar sem parecer obrigação, porque aprender a usar terreno, tinta e posição é divertido por si só. Fora isso, Salmon Run é o modo cooperativo perfeito para quem quer jogar junto contra a CPU, com rodadas frenéticas, chefes aparecendo em ondas e uma pressão constante que transforma qualquer erro em desastre, mas também gera aquelas vitórias épicas quando o time encaixa. E para quem curte conteúdo solo com mais história e desafio, a campanha já é boa para treinar mecânicas, e a Octo Expansion eleva o nível com desafios mais criativos e difíceis, daqueles que testam precisão e raciocínio e fazem você sair jogando melhor no multiplayer.
Além de tudo, Splatoon 2 tem uma identidade absurda, com um mundo cheio de atitude, moda, música e personagens carismáticos, e uma direção de arte que faz cada partida parecer um clipe, com trilhas que grudam e uma energia jovem que combina perfeito com o Switch. No fim, é um jogo que se destaca porque é competitivo sem ser tóxico por natureza, acessível sem ser raso e diferente de qualquer shooter tradicional, já que aqui o mapa é tão importante quanto a mira, e dominar a tinta vira um vício.
57 – The Stanley Parable: Ultra Deluxe

The Stanley Parable: Ultra Deluxe te pega pela curiosidade e, quando você vê, está rindo, questionando suas escolhas e duvidando até do que significa “jogar direito”. Você controla Stanley, um funcionário comum que, do nada, percebe que todo mundo no escritório sumiu, e a única coisa te guiando é a voz de um narrador que descreve o que você “deveria” fazer. Só que a graça é justamente desobedecer, testar limites e ver o jogo reagindo, porque aqui cada decisão vira uma provocação: seguir a narração pode te levar por um caminho, ignorar pode abrir outro, e insistir em ser do contra quase sempre desencadeia situações ainda mais absurdas, inteligentes e inesperadas.
O que faz The Stanley Parable funcionar tão bem é como ele transforma algo simples, andar por corredores e escolher portas, em um labirinto de possibilidades e finais diferentes. O jogo está o tempo todo brincando com regras de videogame, com a ideia de liberdade do jogador, com escolhas que parecem importantes e com a sensação de estar sendo observado por uma história que também está te observando. E ele faz isso sem virar só “piada”, porque por trás do humor existe um lado bem afiado de reflexão, mexendo com temas como controle, rotina, narrativa, obediência e a necessidade de encontrar sentido em coisas que talvez não tenham sentido nenhum.
A versão Ultra Deluxe é a forma definitiva de experimentar isso, porque além de trazer o jogo original com ajustes e refinamentos, ela adiciona uma quantidade enorme de conteúdo novo, com caminhos inéditos, surpresas, novas variações das situações clássicas e aquela sensação constante de que o jogo ainda tem mais uma carta na manga. É o tipo de experiência em que você acha que já entendeu a brincadeira, aí escolhe uma opção diferente, dá mais uma volta, interage com um detalhe qualquer e descobre mais uma sequência que parece impossível de prever. No Nintendo Switch, ele encaixa perfeito para jogar em sessões curtas, porque dá para entrar, buscar mais um final, explorar mais uma rota e sair com a sensação de ter vivido uma pequena história completa. No fim, The Stanley Parable: Ultra Deluxe é obrigatório para quem curte jogos criativos e meta, que quebram expectativas, te fazem rir alto e ainda deixam um monte de perguntas na cabeça depois que a tela apaga.
56 – The Great Ace Attorney Chronicles

The Great Ace Attorney Chronicles é um prato cheio para quem curte histórias investigativas cheias de carisma, reviravoltas e aquele suspense gostoso de juntar pistas e virar o jogo no último segundo. No Nintendo Switch, essa coletânea traz duas aventuras completas ambientadas no fim do século 19, acompanhando Ryunosuke Naruhodo, um jovem estudante japonês que acaba envolvido em casos gigantescos e, aos poucos, se transforma em advogado de defesa. A jornada sai do Japão e vai até uma Londres fascinante e caótica, onde cada episódio parece um capítulo de série, com personagens marcantes, humor afiado e um mistério maior costurando tudo por trás. É daqueles jogos em que você começa querendo resolver um caso e, quando percebe, está totalmente investido na vida do elenco inteiro.
A estrutura é a clássica e viciante fórmula da série: fases de investigação para explorar cenários, conversar com testemunhas, examinar evidências e conectar detalhes, seguidas por julgamentos intensos em que você precisa usar lógica, timing e coragem para apontar contradições. O jogo brilha porque o tribunal não é só “achar a resposta certa”, ele é um duelo de narrativa, onde uma frase mal colocada pode te derrubar e uma observação certeira pode desmontar toda a acusação. E como as testemunhas aqui costumam ser exageradas, dramáticas e frequentemente duvidosas, cada depoimento vira um mini quebra cabeças, com viradas que mudam o sentido do caso e te obrigam a reavaliar o que você achava que sabia.
Um dos destaques é como Chronicles cria mecânicas próprias para deixar tudo mais dinâmico. Em vários momentos, você participa de deduções mais “cinematográficas”, observando gestos, manias e inconsistências no comportamento de alguém para corrigir a linha de raciocínio e abrir novas pistas. Nos julgamentos, também rolam situações em que você precisa lidar com múltiplas testemunhas e jogar uma contra a outra, pegando falas que se chocam e usando isso para construir sua virada. Isso dá um ritmo muito gostoso, porque o jogo alterna leitura e análise com momentos em que você realmente sente a pressão de provar seu ponto antes que o tribunal te engula.
Visualmente, é um show de estilo, com personagens em 3D cheios de animações expressivas, poses icônicas e uma direção de arte que vende muito bem a época, desde salões elegantes até becos suspeitos. A trilha sonora acompanha o drama perfeitamente, aumentando a tensão nos confrontos e deixando as vitórias ainda mais épicas quando você acerta a contradição que muda tudo. No Switch, é o tipo de experiência perfeita para jogar no portátil, avançando caso a caso, porque cada episódio tem um gancho forte e sempre dá vontade de continuar só mais um trecho para descobrir a próxima peça do mistério.
No fim, The Great Ace Attorney Chronicles é obrigatório para quem gosta de narrativa bem escrita, investigações inteligentes e julgamentos que te fazem se sentir um gênio quando você conecta as pistas na hora certa. É longo, caprichado e cheio de momentos memoráveis, daqueles que te fazem rir, duvidar de todo mundo e comemorar alto quando a verdade finalmente aparece.
55 – New Super Mario Bros. U Deluxe

New Super Mario Bros. U Deluxe é aquele jogo que prova por que o Mario 2D ainda é um dos reis absolutos do Nintendo Switch: é acessível para qualquer pessoa pegar o controle e se divertir, mas também tem desafio e precisão suficientes para virar vício quando você decide “agora eu vou passar perfeito”. Aqui a fórmula clássica de correr, pular e atravessar fases brilha com um ritmo delicioso, com mundos temáticos bem variados, segredos escondidos em cada canto, saídas alternativas que abrem caminhos no mapa e um fluxo de fases que alterna momentos de velocidade, seções de plataforma mais técnicas e desafios de timing que exigem atenção. A movimentação é responsiva e gostosa, e o jogo sabe criar aquela tensão boa de desviar de inimigos, encaixar saltos no limite e manter o embalo até o fim da fase para garantir moedas, vidas e colecionáveis, sempre com aquele gostinho de “dá para fazer melhor” quando você termina.
O pacote Deluxe é ainda mais completo porque junta o jogo base com New Super Luigi U, que funciona como uma versão turbo da mesma aventura: fases mais curtas, mais rápidas e muito mais difíceis, com menos margem para erro e uma pegada que te obriga a jogar agressivo, dominar momentum e pensar rápido. Isso dá uma longevidade absurda, já que você tem uma campanha super equilibrada para jogar de boa e, quando quiser suar de verdade, tem outra para testar reflexo e precisão sem dó. E para deixar tudo mais democrático, o jogo traz personagens com estilos diferentes, incluindo opções que ajudam quem está começando, então dá para jogar em família, com amigos ou até com alguém que quase nunca joga videogame, sem transformar a experiência em frustração.
O multiplayer é onde a bagunça boa acontece: jogar em grupo transforma cada fase em um mix de cooperação e caos, porque ao mesmo tempo em que vocês podem se salvar, carregar um ao outro e combinar movimentos para pegar segredos, também rola trombada, gente caindo junto, alguém roubando item na hora errada e todo mundo rindo do desastre. E como o jogo tem muitos power-ups e situações que mudam o jeito de abordar a fase, o replay é enorme, principalmente para quem gosta de caçar Star Coins, encontrar saídas escondidas e completar tudo 100%. Visualmente ele é limpo, colorido e bem animado, com trilhas que mantêm energia alta e aquele clima clássico de aventura Nintendo. New Super Mario Bros. U Deluxe é obrigatório no Switch porque entrega Mario 2D em estado puro, com conteúdo de sobra, dificuldade na medida certa e um multiplayer perfeito para transformar qualquer sessão em evento.
54 – Shin Megami Tensei V: Vengeance

Shin Megami Tensei V: Vengeance é um RPG que te joga num apocalipse estiloso e cruel, com aquela vibe sombria e poderosa que só a série Shin Megami Tensei entrega. Você é um estudante em Tóquio que, depois de um evento inexplicável, acaba preso em Da’at, uma versão distorcida e desértica da cidade, dominada por anjos, demônios e entidades que estão travando uma guerra pelo destino do mundo. A história tem aquele clima pesado de fim dos tempos, cheia de dilemas morais e escolhas que mexem com o rumo da humanidade, e Vengeance deixa tudo ainda mais interessante por trazer uma nova rota narrativa, com personagens inéditos e reviravoltas que mudam bastante o jeito como você enxerga o conflito, além de também oferecer a campanha original para quem quiser comparar caminhos e decisões.
O combate por turnos é o grande vício, porque é rápido, punitivo e inteligente. O sistema Press Turn transforma cada escolha em algo sério: acertar fraquezas do inimigo te dá vantagem e mais ações, mas errar, bater em resistências ou tomar crítico pode fazer seu time desmoronar em segundos. Isso faz cada batalha parecer um duelo de estratégia, onde você precisa montar uma equipe equilibrada, prever o que o inimigo vai fazer e adaptar seu plano no meio do caos. E como o jogo gira em torno de recrutar demônios, negociar com eles e fundi-los para criar criaturas mais fortes, a progressão vira uma obsessão deliciosa. Você sempre está testando combinações novas, herdando habilidades importantes, ajustando resistências e construindo um time com sinergia real, não só “número alto”. O protagonista, como Nahobino, também evolui de um jeito bem flexível, e dá para moldar sua build para focar em dano elemental, força bruta, suporte, sobrevivência ou um mix bem calculado.
Explorar Da’at é outro ponto alto, porque o jogo mistura áreas amplas com verticalidade, segredos e uma sensação constante de perigo. Você coleta essências para personalização, encontra Miman espalhados pelo mapa, encara inimigos fortes que patrulham como mini ameaças e descobre atalhos e recompensas por pura curiosidade. Visualmente, o contraste entre o deserto surreal e estruturas urbanas quebradas é marcante, e a direção de arte das criaturas é simplesmente absurda, com demônios cheios de personalidade e presença. Vengeance também chega mais polido, com ajustes de qualidade de vida e conteúdo extra que deixam a experiência mais fluida e convidativa, sem perder a identidade dura e desafiadora da série.
No Nintendo Switch, Shin Megami Tensei V: Vengeance é um RPG gigantesco para quem curte combate estratégico de verdade, atmosfera apocalíptica e aquela sensação de estar sempre a uma decisão errada de ser esmagado, mas também a uma decisão certa de dominar a luta com estilo. É intenso, profundo e extremamente viciante, um jogo que te faz pensar em build, fraquezas e fusões até quando você não está jogando.
53 – Unicorn Overlord

Unicorn Overlord é um RPG tático que parece feito para quem ama estratégia, personagens carismáticos e aquele sentimento de estar comandando uma guerra de verdade, só que com um estilo artístico absolutamente lindo. No Nintendo Switch, ele brilha como uma aventura enorme, com clima de fantasia medieval e uma apresentação caprichadíssima da Vanillaware, cheia de retratos detalhados, animações elegantes e batalhas que parecem pintura em movimento. A história acompanha Alain, um príncipe exilado que precisa reunir aliados e reconquistar o reino depois de um golpe que colocou um império opressor no controle, e o jogo te coloca na pele de um líder de resistência que vai libertando regiões, ganhando apoio e descobrindo que o conflito é bem maior e mais sujo do que parecia no começo.
O grande diferencial está no jeito como as batalhas funcionam. Em vez de ser só “mover unidade e atacar”, você monta esquadrões com vários personagens, define formações, prioridades e habilidades, e então vê os confrontos acontecerem de forma dinâmica, com espaço para pausar, reposicionar e usar recursos na hora certa. É viciante porque a vitória não vem só de nível alto, e sim de montar um time inteligente, combinar classes que se protegem e se potencializam, controlar terreno, rotas e objetivos, e ajustar táticas quando algo não encaixa. Cada classe tem função clara, desde cavalaria que corta mapa rápido até arqueiros, curandeiros, tanques e unidades mais técnicas, e a diversão cresce quando você começa a montar composições com identidade própria, testando sinergias, equipamentos e habilidades de líder para transformar um esquadrão em uma máquina de guerra.
Fora das lutas, Unicorn Overlord também acerta em cheio na sensação de aventura e progresso. O mapa aberto te dá liberdade para explorar, aceitar missões, libertar cidades, reconstruir locais importantes e recrutar novos personagens, e isso cria um ritmo delicioso de “só mais uma região” porque sempre tem algo interessante surgindo no caminho. Os personagens não são só peças de tabuleiro, já que o jogo investe em interação, vínculos e pequenas histórias que fazem você se importar com o exército que está montando, além de escolhas de gestão que afetam como você se prepara para o próximo grande confronto. No fim, é um game que mistura estratégia acessível de entender com profundidade absurda para dominar, tudo embalado por um visual inesquecível e uma campanha gigante, perfeito para quem quer um dos RPGs táticos mais envolventes e estilosos do Switch.
52 – Kirby and the Forgotten Land

Kirby and the Forgotten Land é a prova de que o Kirby consegue se reinventar sem perder a fofura e o charme, entregando uma das aventuras mais divertidas e criativas do Nintendo Switch. Aqui, o balãozinho rosa sai do 2D e entra de vez em um mundo 3D cheio de exploração, plataforma e segredos, em um cenário bem diferente do habitual: uma “terra esquecida” com cara de civilização abandonada, com prédios tomados pela natureza, parques destruídos, shopping vazio e ruínas que misturam beleza e estranheza. A história começa quando o Kirby é puxado para esse lugar e encontra os Waddle Dees sendo sequestrados pela Beast Pack, então a missão vira uma mistura perfeita de resgate, curiosidade e aventura, com aquela energia leve que te prende pelo sorriso e te mantém pelo gameplay.
A grande graça está em como o jogo transforma cada fase em um playground 3D acessível, mas cheio de camadas. Você avança por áreas com objetivos claros, só que o nível de capricho é tão alto que sempre tem algo a mais para descobrir, seja um caminho alternativo, um desafio escondido, um colecionável bem colocado ou uma sala secreta que muda totalmente seu ritmo. A exploração é recompensadora porque o jogo te dá motivos reais para olhar cada canto e testar possibilidades, principalmente para salvar mais Waddle Dees, que funcionam como o coração do progresso. Eles não são só “coletáveis”, porque cada resgate ajuda a reconstruir Waddle Dee Town, um hub que vai crescendo e ficando mais vivo, liberando minigames, lojinha, upgrades, atividades extras e interações fofas que dão uma sensação deliciosa de evolução entre uma fase e outra.
No combate e na plataforma, Kirby and the Forgotten Land pega o que a série tem de melhor e adapta para o 3D com controle gostoso e leitura clara do espaço. As Copy Abilities continuam sendo o tempero principal, e aqui elas brilham ainda mais porque o jogo cria arenas e situações pensadas para você experimentar estilos diferentes, como Sword para um ritmo mais direto, Ranger para distância, Bomb para explosões e controle de área, Needle para agressividade e por aí vai. E para deixar tudo ainda mais viciante, várias habilidades podem ser evoluídas, ganhando novas formas e efeitos que mudam sua estratégia e fazem você querer testarKirby and the Forgotten Land é a grande virada 3D do Kirby, e dá certo de um jeito impressionante: ele pega toda a fofura e criatividade clássicas da série e joga em fases tridimensionais cheias de segredos, ação leve e momentos que parecem feitos para você parar e falar “ok, isso é genial”. A premissa já chama atenção, porque em vez do Dream Land de sempre, Kirby vai parar em um mundo misterioso com cara de civilização abandonada, com prédios, shoppings, parques e avenidas tomadas pela natureza, criando um contraste muito bonito entre o clima pós apocalíptico “clean” e a vibe colorida e simpática do personagem. Só que o jogo não fica só no visual, ele usa esse cenário para montar fases que funcionam como pequenos playgrounds, com caminhos alternativos, desafios de plataforma, arenas de combate e objetivos extras que te incentivam a explorar cada cantinho.
O gameplay é fácil de entender e delicioso de dominar. Kirby continua com a habilidade de copiar poderes ao engolir inimigos, só que aqui isso fica ainda mais gostoso porque os poderes foram adaptados para o 3D com controle muito bem ajustado, então atacar, desviar e posicionar golpes no espaço vira parte do prazer de jogar. Você alterna entre habilidades como espada, fogo, gelo, bomba e várias outras, cada uma com seu estilo, e o jogo te dá motivos reais para experimentar, já que certas situações e chefes ficam mais tranquilos quando você escolhe o kit certo. E tem um detalhe que faz a progressão ficar viciante: dá para evoluir as habilidades, deixando elas mais fortes e ganhando variações com novos movimentos, o que dá uma sensação ótima de crescimento sem transformar o jogo em algo complicado ou burocrático.
O grande “assinatura” dessa aventura é o Mouthful Mode, que é basicamente Kirby fazendo o impossível ao engolir objetos gigantes do cenário para virar um carro, uma máquina de venda, um cone de trânsito, uma lâmpada e outras formas absurdamente criativas. Isso não é só piada visual, porque cada transformação vira uma mecânica específica de fase, como atravessar paredes, acelerar por trechos com obstáculos, iluminar áreas escuras ou resolver mini quebra cabeças ambientais. O resultado é um ritmo bem variado, em que o jogo sempre está te entregando uma ideia nova antes de qualquer coisa ficar repetitiva, e muitas dessas ideias viram cenas memoráveis de tão inventivas.
A campanha também manda muito bem na estrutura de objetivos e recompensas. Em cada fase, além de chegar ao final, você pode cumprir missões extras que exigem observar bem o cenário e jogar com mais atenção, e isso alimenta aquela vontade de revisitar fases para completar tudo. Esses objetivos se conectam ao resgate dos Waddle Dees, que são a “moeda” emocional do jogo: quanto mais você salva, mais a Waddle Dee Town cresce, abrindo lojas, minijogos e atividades paralelas. Esse hub é um dos pontos mais carismáticos do game, porque transforma seu progresso em algo visível e cheio de vida, e ainda oferece distrações muito divertidas, como desafios de arena e outras brincadeiras que funcionam perfeitamente para sessões curtas no portátil.
Kirby and the Forgotten Land é um daqueles jogos que dá para recomendar sem medo para praticamente qualquer pessoa, mas especialmente para quem curte aventura leve, plataforma 3D caprichada e um game que te recompensa o tempo todo com charme, humor e criatividade. Ele é acessível para quem só quer curtir a jornada, mas também tem conteúdo extra e desafios opcionais para quem gosta de espremer cada fase ao máximo, entregando uma experiência completa, polida e com energia de “jogo feliz” do começo ao fim.
51 – Splatoon 3

Splatoon 3 é a definição de multiplayer viciante no Nintendo Switch, misturando tiro, movimento rápido e muita personalidade em partidas que parecem uma briga de festa com estratégia de campeonato. A ideia é simples e genial: em vez de vencer só eliminando o time adversário, você precisa pintar o mapa com a cor da sua equipe, criando rotas, dominando áreas e virando o jogo nos últimos segundos com uma jogada bem encaixada. O resultado é um ritmo frenético, porque cada parede pintada vira mobilidade, cada corredor tomado vira vantagem, e a partida inteira é um duelo de posicionamento, controle de espaço e leitura do que o outro time está tentando fazer.
O gameplay brilha porque você não só atira tinta, você também vira lula para nadar pela própria cor e se deslocar muito mais rápido, escapar de perigo, subir paredes e aparecer do nada no flanco do inimigo. Isso faz Splatoon 3 ter uma sensação de “parkour de tinta”, em que mira, movimento e mapa importam tanto quanto reflexo. E como existe uma variedade enorme de armas, desde shooters mais equilibrados até rolos, chargers tipo sniper, sloshers e opções mais “malucas”, dá para achar um estilo que combina com você, seja agressivo na frente, seja suporte pintando e segurando área. As sub armas e especiais também mudam o jogo, com bombas, sensores, barreiras e ataques que podem abrir uma brecha decisiva, então aprender quando guardar e quando gastar o especial vira parte da estratégia.
Além do modo clássico Turf War, o online tem ranqueadas focadas em objetivos, em que o time precisa coordenar empurrões, defender zonas e jogar pelo placar com muito mais pressão. É aqui que o jogo fica ainda mais competitivo, porque timing de ataque, controle de spawn e sincronia de especiais valem mais do que sair caçando abates. Para quem curte coop, Salmon Run é um dos pontos altos do pacote: você e mais três jogadores enfrentam hordas de inimigos e precisam coletar ovos dourados sob caos total, com ondas que escalam rápido e situações em que uma decisão errada derruba a equipe inteira. É desafiador, divertido e perfeito para aquela sensação de “mais uma tentativa que agora vai”.
Para quem gosta de jogar sozinho, o modo história entrega fases criativas que funcionam como um treino divertido de movimento e mecânicas, com desafios bem variados e momentos que mostram como o jogo consegue ser inventivo além do multiplayer. E na parte social, Splatoon 3 vive dos eventos: Splatfests colocam a comunidade para escolher um lado e competir por alguns dias, deixando tudo com clima de festival, memes, música e rivalidade saudável, além de manter o jogo sempre com cara de novidade.
Splatoon 3 também é um show de estilo, com música excelente, interface cheia de atitude, personalização forte de roupa, armas e loadout, e aquela identidade visual que faz qualquer print parecer pôster. É um game que recompensa aprender mapa, dominar mobilidade e entender seu papel no time, mas sem perder a vibe leve e divertida, sendo fácil de entrar e difícil de largar. Para quem quer um multiplayer diferente de tudo, com partidas rápidas, muita rejogabilidade e uma comunidade sempre em movimento, é um dos essenciais do console.
50 – Prince of Persia: The Lost Crown

Prince of Persia: The Lost Crown é um retorno estiloso e surpreendentemente viciante da franquia, agora em um formato metroidvania que combina plataforma precisa, combate afiado e um ritmo de exploração que te prende por horas no Nintendo Switch. Você joga como Sargon, um guerreiro da elite chamado The Immortals, enviado para resgatar um príncipe sequestrado, mas que acaba mergulhando em Mount Qaf, um lugar mítico onde o tempo e a realidade parecem tortos. O resultado é uma aventura com clima de lenda, cenários cheios de contraste e uma sensação constante de perigo e descoberta, sempre com aquela energia de “só mais um caminho” porque o mapa vive te provocando com portas trancadas, atalhos e segredos à vista.
A movimentação é o grande destaque, porque o jogo entende que um bom metroidvania precisa ser gostoso de controlar. Sargon corre, escala, salta, desliza e faz manobras com uma fluidez excelente, e as seções de plataforma são construídas para te desafiar sem virar loteria, com armadilhas, serras, espinhos e trechos de timing que ficam cada vez mais criativos. Conforme você ganha novas habilidades, o mapa vai se abrindo de forma inteligente, e o backtracking vira prazeroso porque você volta mais forte, mais rápido e com novas opções de rota. E para não depender só de memória, o jogo tem um recurso muito esperto em que você marca no mapa imagens de pontos de interesse, perfeito para lembrar daquele baú inacessível ou daquele mecanismo que você ainda não sabe ativar.
No combate, The Lost Crown é intenso e bem técnico, com foco em leitura de inimigo, parry, esquiva e punição na hora certa. Os golpes têm impacto, os inimigos variam bastante e os chefes são o tipo de desafio que te obriga a aprender padrão e manter a calma, especialmente porque o jogo gosta de misturar pressão, projéteis e janelas curtas para contra atacar. Você também tem opções para personalizar seu estilo com amuletos e melhorias, criando builds mais agressivas, mais defensivas ou focadas em mobilidade, o que ajuda tanto quem quer otimizar quanto quem só quer um caminho confortável para avançar.
A cereja do bolo está nos poderes ligados ao tempo, que entram tanto em combate quanto em exploração e deixam o jogo com identidade própria. Essas habilidades criam situações em que você precisa pensar rápido, reposicionar, inverter uma desvantagem e até resolver puzzles com movimento, então a aventura não fica só no básico de abrir portas com chave nova, ela constantemente te dá ferramentas para brincar com o espaço de um jeito diferente. Visualmente, o jogo é bem chamativo, com arte limpa e animações bem feitas que deixam a ação fácil de ler mesmo quando tudo fica caótico, e a trilha mantém o clima de jornada épica.
Prince of Persia: The Lost Crown é uma escolha certeira para quem gosta de exploração com recompensa, plataforma que exige habilidade de verdade e um combate que te faz sentir cada vitória. É o tipo de jogo que começa empolgante e só melhora conforme suas opções aumentam, entregando uma aventura longa, polida e com identidade forte, perfeita para entrar numa lista de melhores do console.
49 – Luigi’s Mansion 3

Luigi’s Mansion 3 é o tipo de jogo que te conquista em cinco minutos, porque ele pega o Luigi, personagem medroso mais carismático da Nintendo e coloca o coitado em um hotel gigantesco, lindo e cheio de armadilhas, onde tudo vira motivo para susto, piada e aventura. A história começa com uma viagem “de férias” que dá muito errado quando o local revela seu lado assombrado e o Mario, a Peach e o resto da turma são capturados, então sobra para o Luigi fazer o que ele faz de melhor, tremer de medo e mesmo assim seguir em frente. O clima é leve, engraçado e com aquele charme de desenho animado, mas o jogo também sabe criar tensão gostosa com corredores escuros, portas rangendo e fantasmas te perseguindo quando você menos espera.
O grande brilho está no gameplay, que mistura exploração, puzzles e combate de um jeito muito gostoso de controlar no Switch. O Poltergust G 00, o aspirador de fantasmas, não serve só para sugar inimigos, ele é uma ferramenta de interação com o cenário inteiro. Você puxa cortinas, gira ventiladores, desmonta móveis, procura chaves, ativa mecanismos escondidos e resolve situações usando recursos como o sopro de ar e o disparo com ventosa, que permite agarrar objetos e arremessar para quebrar barreiras ou revelar segredos. As lutas com fantasmas são divertidas porque viram um “cabo de guerra” em que você precisa acertar o momento certo para atordoar e depois bater o inimigo no chão, causando dano extra e controlando o espaço quando a sala vira caos. E os chefes são um show à parte, cada um com sua própria ideia e um jeito específico de ser derrotado, então você não fica só repetindo a mesma estratégia o tempo todo.
Outro destaque incrível é o Gooigi, a versão de geleca do Luigi, que muda completamente a forma de explorar. Ele atravessa grades, entra em canos, passa por espinhos e alcança lugares que o Luigi normal não consegue, o que abre puzzles muito criativos e deixa a progressão cheia de momentos de “como eu não pensei nisso antes?”. Além disso, o jogo fica ainda melhor em dupla, porque dá para jogar em coop local controlando Luigi e Gooigi, transformando o hotel em um parque de diversões de colaboração, com um ajudando o outro a segurar inimigos, apertar botões ao mesmo tempo e descobrir caminhos secretos.
E falando no hotel, ele é praticamente um personagem. Cada andar tem uma temática própria, com ambientes super diferentes e cheios de detalhes, desde áreas luxuosas até lugares que parecem saídos de um filme, sempre com animações incríveis, iluminação caprichada e uma direção de arte que faz vontade de vasculhar tudo. O jogo te recompensa por curiosidade com dinheiro, gemas e colecionáveis, e isso alimenta aquela vontade de voltar em andares anteriores para abrir portas trancadas e completar o que ficou para trás. Para fechar o pacote, ainda tem modos multiplayer que são ótimos para jogar com amigos, como o ScareScraper, com desafios cooperativos em andares assombrados, e o ScreamPark, com minigames competitivos rápidos e caóticos.
No fim, Luigi’s Mansion 3 é um dos jogos mais bem humorados, bonitos e criativos do Nintendo Switch, perfeito para quem gosta de explorar, resolver enigmas, caçar segredos e dar risada com as reações desesperadas do Luigi enquanto ele tenta bancar o herói do jeito mais atrapalhado possível.
48 – Pokémon Legends: Arceus

Pokémon Legends: Arceus é um dos jogos mais refrescantes da franquia no Nintendo Switch porque pega a fórmula clássica de Pokémon e vira ela do avesso, com foco total em exploração, captura e descoberta em um mundo que ainda está “nascendo”. Em vez de ginásios e uma jornada tradicional, você vai para a região de Hisui, uma versão antiga de Sinnoh, onde humanos e Pokémon ainda não convivem de forma tranquila, e a grande missão é ajudar a criar o primeiro Pokédex de verdade. Isso muda completamente o ritmo: aqui, o jogo te empurra para observar comportamento, estudar habitats, testar abordagens e realmente viver a fantasia de ser um pesquisador, não só um treinador indo de cidade em cidade.
O loop principal é viciante porque capturar Pokémon acontece em tempo real, direto no mapa, com você mirando e arremessando Pokébolas sem precisar entrar em batalha toda hora. Dá para se aproximar em stealth na grama alta, usar iscas para atrair, jogar itens para distrair, aproveitar costas viradas e escolher se vale a pena brigar ou simplesmente capturar e seguir viagem. Quando o combate acontece, ele é mais rápido e estratégico do que parece, com o sistema de estilos Agile e Strong, que mexe na ordem de turnos e faz você pensar em risco e recompensa: atacar mais rápido para agir antes, ou bater mais forte para tentar finalizar, mesmo que isso te deixe vulnerável. E o jogo ainda coloca você, o personagem, no meio do perigo, porque Pokémon agressivos podem te perseguir e te derrubar, criando uma tensão bem diferente da série principal.
A estrutura do mundo é dividida em grandes áreas abertas, cheias de biomas, rotas alternativas, recursos para coletar e muita coisa para fazer além de “só” completar a história. Crafting é essencial, então você está sempre pegando materiais para criar Pokébolas, poções e itens, o que combina muito com a proposta mais selvagem e exploratória. A progressão também é deliciosa por causa das montarias, que liberam novas formas de atravessar o mapa, correr, nadar e escalar, abrindo atalhos e incentivando você a voltar em lugares antigos para alcançar áreas que antes eram impossíveis. E quando entram elementos como distorções espaço-temporais e surtos massivos, o jogo ganha picos de adrenalina e recompensa, com encontros raros, loot valioso e aquela sensação de “tá acontecendo alguma coisa agora, preciso aproveitar”.
Na história, Pokémon Legends: Arceus acerta em dar um senso de mistério e de urgência com as ameaças aos assentamentos e os Pokémon nobres, que funcionam como batalhas diferentes do padrão, misturando ação, esquiva e momentos de pressão. O elenco de personagens e a ambientação mais “histórica” também ajudam a criar identidade própria, e o jogo faz um ótimo trabalho em dar contexto para a relação entre pessoas e Pokémon, mostrando um mundo onde capturar não é tradição, é novidade. No fim, é um Pokémon que brilha pela liberdade, pela fluidez da captura, pelo prazer de explorar e pelo sentimento constante de progresso, sendo um daqueles títulos que te fazem dizer “só mais uma expedição” e, quando percebe, já passou horas caçando mais uma entrada perfeita para o seu Pokédex.
47 – Octopath Traveler II

Octopath Traveler II é um dos JRPGs mais gostosos de jogar no Nintendo Switch porque pega a base do primeiro jogo e evolui praticamente tudo, entregando uma aventura enorme com visual HD-2D lindo, trilha sonora marcante e um elenco que dá vontade de acompanhar até o fim. Em vez de seguir um único protagonista, você escolhe com qual dos oito viajantes vai começar e monta seu grupo aos poucos, vivendo histórias bem diferentes entre si, com tons que vão do leve e engraçado ao tenso e dramático. O mundo de Solistia é mais vivo e variado, com cidades cheias de identidade, rotas com segredos e uma estrutura que te dá liberdade para explorar no seu ritmo, alternando entre continente e mar, com aquela sensação clássica de jornada épica.
O combate por turnos continua sendo o grande vício graças ao sistema de Break e Boost. Você explora fraquezas dos inimigos para quebrar a defesa e, no momento certo, gasta pontos de Boost para multiplicar ataques, turbinar magias ou fortalecer habilidades, criando viradas deliciosas quando a luta estava escapando do controle. A graça é que não basta ter nível alto, você precisa entender padrões, montar sinergias e escolher bem o timing do seu “turno explosivo”. Octopath Traveler II também melhora a variedade de estratégias com novas habilidades, trabalhos e combinações mais interessantes, deixando as batalhas mais dinâmicas do começo ao fim, incluindo chefes que realmente cobram planejamento.
Fora do combate, o jogo brilha com os Path Actions, ações únicas de cada personagem para interagir com NPCs e o mundo. Você pode comprar, roubar, investigar, desafiar em duelo, seduzir, contratar seguidores e por aí vai, e isso muda como você consegue itens, informações e acesso a áreas e missões. A sacada é que essas ações não são só enfeite, elas criam histórias paralelas, soluções alternativas e um incentivo constante para testar o que cada viajante consegue fazer em cada cidade. Outra ideia muito boa é o ciclo de dia e noite, que altera NPCs, eventos e até opções de interação, deixando a exploração mais rica e recompensando quem volta aos lugares em horários diferentes.
As histórias individuais continuam sendo o coração do jogo, mas aqui elas tendem a ter mais ritmo, mais momentos marcantes e mais “cara de aventura completa”, e ainda existem capítulos e conteúdos que conectam os personagens de forma mais direta, reforçando que você está montando um grupo de verdade, não só oito campanhas separadas. Visualmente, o HD-2D está ainda mais caprichado, com iluminação, água, sombras e efeitos que fazem cada cidade parecer diorama, e a trilha sonora segura cenas emocionais e batalhas tensas com muita força, daquele tipo que você reconhece na hora.
Octopath Traveler II é perfeito para quem quer um JRPG longo, bonito e estratégico, com liberdade para explorar, um combate viciante e um mundo que sempre tem algo a mais para descobrir, seja uma sidequest esperta, um chefe opcional, um item raro ou uma cidade escondida no caminho. É o tipo de jogo que você começa para “ver qual é” e, quando percebe, já está completamente investido no seu grupo e nas escolhas de build, tentando deixar cada luta com aquele combo perfeito de Break e Boost.
46 – Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age Definitive Edition

Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age Definitive Edition é um daqueles RPGs que dá vontade de morar dentro, porque entrega uma aventura gigantesca, carismática e com cara de clássico, mas com polimento moderno para grudar no Nintendo Switch por dezenas e dezenas de horas. Você assume o papel do Luminary, um jovem marcado por um destino antigo, que sai do vilarejo e acaba no meio de uma treta enorme envolvendo reinos, lendas e forças sombrias. A história começa com clima de conto de fadas e vai ganhando peso aos poucos, com reviravoltas, momentos emocionantes e uma escalada épica que faz você se apegar ao grupo e querer ver até onde essa jornada vai. E o melhor é que o elenco é absurdo de bom: cada integrante do time tem personalidade forte, química entre si e arcos próprios, então viajar com essa galera vira parte do charme, não só “recrutar mais um personagem”.
No gameplay, é o pacote completo de JRPG tradicional bem feito. Você explora cidades cheias de detalhes, conversa com NPCs, caça segredos, abre baús, coleta materiais e descobre áreas novas com aquela sensação gostosa de mundo grande e acolhedor. O combate é por turnos, super acessível de entender, mas com espaço real para estratégia quando você começa a brincar com buffs, debuffs, habilidades de suporte e composições de equipe. O sistema de Pep adiciona um tempero divertido, porque personagens entram em um estado especial que libera Pep Powers, golpes combinados e habilidades únicas que podem virar o jogo em lutas importantes. E mesmo sendo um RPG bem “clássico”, ele não é lento do jeito ruim, porque a Definitive Edition traz várias melhorias de qualidade de vida que deixam tudo mais fluido, incluindo ajustes de velocidade de batalha e opções para você controlar o ritmo da aventura do seu jeito.
A parte “S” é o motivo de essa ser a versão ideal no Switch, porque além do jogo base ser enorme, ela vem recheada de conteúdo extra. Tem histórias adicionais focadas nos personagens, novos eventos, melhorias e ajustes, além da opção muito incrível de alternar para o modo 2D, que transforma o jogo em uma experiência retrô, no estilo dos Dragon Quest antigos, perfeita para quem curte nostalgia ou quer variar a sensação da exploração. Também rola a Fun Size Forge, a forja portátil do jogo, que deixa você criar e melhorar equipamentos sem depender tanto de loja, incentivando experimentar builds e deixar seu time do jeitinho que você gosta.
Visualmente, o jogo é um show de cores e conforto, com direção de arte do Akira Toriyama dando aquele DNA instantâneo de Dragon Ball e Dragon Quest ao mesmo tempo. Os monstros são criativos, as cidades têm identidade e o mundo tem aquela energia de aventura “de verdade”, em que cada região parece um novo capítulo. A trilha sonora segura o clima épico e a vibe leve quando precisa, e os momentos grandes da história ficam ainda mais marcantes por causa disso. No fim, Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age Definitive Edition é uma escolha certeira para quem quer um JRPG longo, bonito e extremamente gostoso de acompanhar, do tipo que começa como uma viagem divertida e, quando você percebe, já virou uma das suas grandes jornadas no Switch.
45 – The Elder Scrolls V: Skyrim

The Elder Scrolls V: Skyrim é aquele tipo de jogo que engole seu tempo de um jeito perigoso, porque ele te joga em um mundo aberto gigantesco e simplesmente fala “vai”, deixando você criar sua própria lenda no meio de montanhas nevadas, cavernas, ruínas antigas e cidades cheias de intriga. Você começa como um prisioneiro qualquer e, em poucos minutos, já está no centro de uma profecia com dragões, gritos de poder e um destino que pode virar o reino de cabeça para baixo. Só que o mais incrível é que Skyrim não depende só da história principal para ser memorável. Ele é uma fábrica de aventuras emergentes, daquelas em que você sai para entregar um item simples e, três horas depois, está explorando uma tumba nórdica, virando membro de uma guilda, tomando decisões morais complicadas e carregando loot demais porque não consegue largar nada.
A liberdade aqui é o verdadeiro vício. Dá para jogar como guerreiro de escudo e espada, arqueiro furtivo, mago destruidor, conjurador, ladino, alquimista, ou um híbrido completamente doido que você inventa no caminho. E o jogo realmente acompanha suas escolhas, porque suas habilidades evoluem conforme você usa, então você sente seu personagem ficando melhor de maneira natural. O combate mistura pancada, magia e stealth, com aquele prazer clássico de acertar um tiro de arco bem colocado, virar a luta com uma cura na hora certa ou usar um Shout para arremessar inimigos longe, congelar, desacelerar o tempo ou causar caos total. A exploração também recompensa demais, porque sempre tem uma dungeon escondida, um livro com lore, um item único, um grito novo ou um segredo em um canto que parecia só cenário.
Skyrim também brilha na quantidade de linhas narrativas paralelas. Você pode se envolver com a guerra civil do reino, entrar para a Companions, virar um ladrão profissional na Thieves Guild, mergulhar em magia e política na College of Winterhold, ou seguir missões que começam pequenas e viram sagas completas. E como o mundo reage ao que você faz, existe uma sensação constante de que você está deixando marca, seja comprando casa, adotando filhos, se casando, virando Thane de uma cidade ou sendo caçado por inimigos que você provocou sem querer. É um jogo que te dá histórias prontas, mas também cria histórias suas, daqueles momentos que você conta depois porque aconteceram “só comigo”.
No Nintendo Switch, Skyrim fica ainda mais tentador porque é um épico portátil de verdade. A edição do console já vem recheada com conteúdo, incluindo expansões, então tem aventura para absurdas dezenas de horas, e dá para jogar em qualquer lugar sem perder aquela sensação de estar viajando por um mundo imenso. Também existem extras específicos do Switch, como suporte a amiibo e itens temáticos, além de controles por movimento opcionais para quem curte mirar de um jeito mais físico. No fim, Skyrim é um clássico absoluto porque une liberdade, exploração, fantasia e personalização em um pacote gigantesco, do tipo que você sempre encontra um novo objetivo, um novo caminho e mais um motivo para dizer “só mais uma missão” antes de desligar.
44 – Super Mario Maker 2

Super Mario Maker 2 é praticamente um “Mario infinito” no Nintendo Switch, porque ele transforma a ideia de fase de plataforma em um brinquedo gigantesco: você pode criar seus próprios níveis com ferramentas super intuitivas e, ao mesmo tempo, jogar uma quantidade absurda de fases feitas pela comunidade do mundo inteiro. É aquele tipo de jogo que serve tanto para quem só quer se divertir pulando e correndo quanto para quem curte inventar desafios, testar ideias malucas e ver outras pessoas tentando sobreviver ao que você criou. E o mais legal é que ele tem aquela magia clássica de Mario, só que com um senso de surpresa constante, já que cada fase pode ter um estilo, uma regra e um “plot twist” completamente diferente.
Na parte de criação, o jogo é um parque de diversões de possibilidades. Você escolhe o estilo visual e de física entre Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, Super Mario World, New Super Mario Bros. U e o estilo especial Super Mario 3D World, que adiciona elementos próprios e dá uma sensação diferente de movimentação. A partir daí, dá para montar fases tradicionais, com progressão e checkpoints bem colocados, ou ir para o caos total, criando desafios de precisão, quebra cabeças com chaves e portas, fases musicais sincronizadas com obstáculos, labirintos, autoscrollers, speedruns, “troll levels” cheios de pegadinha e o que mais sua criatividade aguentar. E como o editor permite ajustar tema, água, lava, noite com efeitos especiais e vários tipos de inimigos e mecanismos, dá para criar fases que parecem de jogo oficial e fases que parecem um experimento sem nenhuma regra além da sua.
Para quem prefere só jogar, o modo Course World é o grande buraco negro de tempo. Você encontra fases por popularidade, novidade, dificuldade, tags e criadores, salva favoritos, segue pessoas e entra naquele ciclo delicioso de “só mais uma fase”. O jogo também incentiva o desafio com o Endless Challenge, uma maratona em que você tenta sobreviver em sequência de fases com vidas limitadas, e aí a tensão sobe porque você pode cair em uma fase tranquila ou em um pesadelo de precisão. E quando você encontra um criador bom, vira quase uma série, porque você quer jogar tudo que a pessoa fez e ver como ela pensa.
O pacote single player também é forte. O Story Mode traz fases oficiais feitas pela Nintendo e ainda usa isso como vitrine para te ensinar truques de design e mecânicas que você pode reaproveitar no editor. É perfeito para quem quer um “Mario de campanha” e, ao mesmo tempo, quer aprender a criar fases melhores, com fluxo mais justo, ideias mais claras e desafios que sejam difíceis sem serem injustos. Além disso, o jogo dá aquele gostinho de construção com um objetivo, porque você vai reconstruindo o castelo e desbloqueando conteúdo enquanto avança.
No multiplayer, Super Mario Maker 2 vira pura gritaria e risada, com modos competitivos e cooperativos em que quatro jogadores encaram fases criadas pela comunidade. Em coop, rola aquela vibe de improviso total, salvando o outro de cair, usando blocos e itens para ajudar e tentando chegar junto no final. No versus, é corrida e sabotagem, com gente empurrando, roubando power ups e aproveitando qualquer erro para passar na frente, e como as fases são imprevisíveis, cada partida vira uma história diferente.
No fim, Super Mario Maker 2 é essencial no Switch porque ele não acaba. Mesmo depois de dezenas de horas, sempre vai existir uma fase nova para te surpreender ou uma ideia que você ainda não testou no editor. É um jogo que mistura criatividade, desafio e comunidade em um pacote viciante, perfeito para quem quer tanto jogar Mario quanto “ser” a mente por trás do próximo nível impossível que vai viralizar.
43 – Super Mario RPG

Super Mario RPG é um dos RPGs mais carismáticos e gostosos de jogar no Nintendo Switch, trazendo de volta uma aventura clássica do Mario com visual modernizado e o mesmo coração leve e engraçado que fez o original virar cult. A história já começa com energia total: o Bowser está no castelo da Peach, como sempre, só que uma espada gigante cai do céu, arrebenta tudo e espalha as Star Pieces, colocando o reino em uma bagunça que nem o Mario estava preparado para encarar. Daí em diante, o jogo vira uma jornada cheia de personalidade, com encontros inesperados, situações absurdas e um elenco que funciona muito bem justamente porque mistura o “mundo Mario” com uma pegada de RPG bem tradicional, incluindo aliados inesquecíveis como Mallow e Geno, além de ver o próprio Bowser em um papel bem diferente do habitual.
O combate por turnos é simples de entender e delicioso de dominar por causa do timing. Em vez de só escolher ataque e assistir, você aperta o botão no momento certo para aumentar o dano ou reduzir o dano recebido, o que deixa cada batalha mais ativa e evita aquela sensação de “piloto automático”. Conforme você avança, vai desbloqueando magias, habilidades e estratégias com o seu grupo, e a graça está em montar uma equipe equilibrada, explorar fraquezas, gerenciar recursos e usar o ritmo certo para manter o controle. O remake também deixa tudo mais fluido para os padrões atuais, com melhorias de qualidade de vida e novas opções que deixam as lutas mais dinâmicas, incluindo ataques combinados do grupo que dão aquele toque extra de espetáculo quando você está no meio de um confronto importante.
Na exploração, Super Mario RPG brilha por ser um RPG mais direto e com pacing excelente, perfeito para quem quer uma aventura completa sem virar um compromisso infinito. Os cenários são variados, cheios de segredos, quebra cabeças leves e plataformas simples, e o jogo vive de momentos fofos, piadas rápidas e personagens com expressões e animações que vendem muito bem o humor. Visualmente, o Switch entrega um charme lindo com gráficos renovados que respeitam o estilo do original, e a trilha sonora vem com arranjos caprichados que deixam as cenas marcantes ainda mais memoráveis. No fim, Super Mario RPG é um RPG acessível, viciante e extremamente simpático, ideal para quem quer entrar no gênero sem complicação ou para quem só quer uma aventura do Mario diferente de tudo, com personalidade de sobra do começo ao fim.
42 – Donkey Kong Country: Tropical Freeze

Donkey Kong Country: Tropical Freeze é um dos plataformas mais insanos e bem produzidos do Nintendo Switch, daqueles que já começam te atropelando com energia, criatividade e uma trilha sonora que gruda na cabeça. A premissa é direta e ótima: os Snowmads invadem a ilha do Donkey Kong, congelam tudo e expulsam a galera da casa, então você parte numa jornada por ilhas e biomas completamente diferentes para recuperar seu território. Só que o que faz o jogo virar especial é o nível de capricho em cada fase, porque Tropical Freeze não é só “correr e pular”, é um festival de ideias de gameplay, com cenários que mudam de ritmo o tempo todo, obstáculos que te obrigam a ler o ambiente, segredos escondidos em lugares que parecem só decoração e um senso de movimento que fica cada vez mais gostoso conforme você pega o timing do DK e domina o embalo das sequências.
A jogabilidade é pura precisão e impacto. Donkey Kong é pesado, os pulos têm compromisso, e cada aterrissagem, rolamento e salto em inimigo tem aquela sensação de controle afiado que deixa você melhor a cada tentativa. E aí entra o brilho das fases: tem trecho em carrinho de mina, tem animal ride com momentos de pura adrenalina, tem área aquática que exige calma e rota bem escolhida, tem tempestade, gelo, lava, selva, praia, fábrica, e tudo isso com mecânicas próprias que aparecem, se desenvolvem e saem de cena antes de ficarem repetitivas. É aquele tipo de design em que você percebe que cada tela foi pensada para te surpreender, seja com uma plataforma que cai no timing exato, seja com um caminho alternativo que só aparece se você confiar no instinto e explorar.
O desafio é de respeito e é parte do charme. Tropical Freeze é o tipo de jogo que não pega leve, principalmente se você quiser completar de verdade, coletando as letras K O N G, peças de quebra cabeças e abrindo o conteúdo extra. Mas a dificuldade aqui raramente parece injusta, porque o jogo é muito bom em te ensinar padrões e te punir quando você vacila, não quando ele decide te trollar. E para quem quer curtir a aventura com menos pressão, a versão do Switch vem com o Funky Mode, que coloca o Funky Kong como opção jogável, trazendo mais mobilidade e vantagens que deixam a jornada mais acessível sem tirar a graça da exploração e das ideias de fase.
Outro ponto forte é o elenco jogável e o co-op. Além do DK, você pode usar parceiros como Diddy, Dixie e Cranky, cada um com habilidades diferentes que mudam como você atravessa trechos específicos, e isso cria uma camada extra de estratégia, principalmente na hora de escolher como enfrentar uma sequência mais apertada. No modo cooperativo, duas pessoas jogam juntas e o caos vira diversão, porque dá para se salvar, dividir responsabilidades e dar risada quando os dois erram ao mesmo tempo naquele pulo “óbvio” que não era tão óbvio assim. Para completar, o jogo é lindo e cheio de personalidade, com animações expressivas, cenários com profundidade e uma direção de arte que faz cada mundo parecer um desenho animado em movimento, e a trilha sonora é simplesmente lendária, com músicas que elevam o clima de aventura e fazem até tentativa repetida de fase virar algo empolgante. No fim, Donkey Kong Country: Tropical Freeze é uma aula de plataforma no Switch, perfeito para quem quer desafio, fases memoráveis e aquele vício perigoso de dizer “só mais uma tentativa” até encaixar a corrida perfeita.
41 – Super Mario 3D World + Bowser’s Fury

Super Mario 3D World + Bowser’s Fury é um pacote gigantesco no Nintendo Switch porque entrega, de uma vez só, um dos Marios mais divertidos para jogar em grupo e uma aventura extra que parece um laboratório de ideias para o futuro da série. Em Super Mario 3D World, a vibe é a de um “Mario de fases”, com começo, meio e fim bem definidos, só que com a liberdade e a criatividade do 3D: você atravessa mundos temáticos cheios de plataformas, desafios de precisão, segredos, estrelas verdes para coletar, carimbos e fases especiais que testam sua habilidade de verdade. A movimentação é deliciosa, o ritmo é acelerado e a variedade de situações é absurda, com fases que brincam com gravidade, sombra, velocidade, puzzles rápidos e trechos em que o jogo muda a regra do nada só para te surpreender. O grande símbolo do jogo é a Super Bell, que transforma os personagens em versões felinas e muda totalmente o jeito de jogar, permitindo escalar paredes, dar ataques rápidos e explorar rotas alternativas que você nem imaginava que existiam, então cada fase vira um convite para rejogar e encontrar mais coisas.
O elenco jogável também ajuda demais no fator “não enjoa”, porque Mario, Luigi, Peach e Toad têm estilos diferentes de movimento, e escolher quem você vai levar muda como você encara certos trechos. E aí entra um dos maiores motivos para esse jogo ser tão forte no Switch: o multiplayer. Em co-op, a diversão vira caos controlado, com quatro pessoas tentando coordenar pulos, carregar itens, salvar alguém caindo e às vezes atrapalhar sem querer, o que rende risada fácil e momentos que viram história para contar depois. Ao mesmo tempo, ele continua ótimo solo, com fases que funcionam como desafio puro e um senso de progressão que te faz querer limpar tudo, incluindo conteúdos extras para quem é completista e quer provar que domina cada mecânica. Esta versão do Switch ainda melhora o fluxo com ajustes que deixam a experiência mais ágil e gostosa de jogar, especialmente para quem quer maratonar mundos em sequência sem perder o embalo.
E quando você acha que já tem jogo demais, Bowser’s Fury entra como uma sobremesa absurda, porque é uma experiência bem diferente do que você espera de um Mario tradicional. Aqui, a estrutura é mais aberta, em um grande mapa interconectado onde você explora, resolve mini desafios, enfrenta chefes e coleta Cat Shines para liberar novas áreas. A ideia é te dar um mundo compacto, mas cheio de atividade, em que você está sempre vendo um objetivo ali perto e pensando “só mais um”, só que com um tempero de tensão constante: de tempos em tempos, o Bowser entra em modo furioso, muda o clima do cenário e vira uma ameaça gigantesca no mapa, forçando você a se movimentar, se proteger e aproveitar a confusão para alcançar lugares e desbloquear coisas que só aparecem nesses momentos. É empolgante porque o jogo mistura exploração livre com picos de ação cinematográfica, incluindo transformações épicas para encarar o Bowser de igual para igual, e ainda permite jogar em dupla com alguém controlando o Bowser Jr., o que deixa tudo mais dinâmico e perfeito para jogar casualmente no sofá.
No fim, Super Mario 3D World + Bowser’s Fury é daqueles essenciais do Switch porque entrega dois sabores de Mario no mesmo cartucho: um plataforma 3D extremamente polido, cheio de fases memoráveis e multiplayer viciante, e uma aventura extra que aposta em liberdade, experimentação e momentos gigantescos que ficam na cabeça. É um pacote completo para quem quer diversão imediata, desafio na medida certa e aquela sensação clássica de Nintendo no auge da criatividade.
40 – Red Dead Redemption

Red Dead Redemption é um jogo de mundo aberto que te puxa pela atmosfera e, quando você vê, está completamente imerso no Velho Oeste no seu momento mais caótico, bonito e brutal. A aventura coloca você na pele de John Marston, um ex fora da lei que é forçado a caçar antigos parceiros para tentar “comprar” uma vida nova, e o que começa como uma missão direta logo vira uma jornada pesada, cheia de tensão, escolhas e consequências, mostrando um Oeste em transformação, onde a lei está chegando, mas a violência e a corrupção ainda mandam em muita coisa. A narrativa tem ritmo de filme, com personagens marcantes, diálogos afiados e um clima constante de perigo, ao mesmo tempo em que dá espaço para aqueles momentos mais tranquilos e contemplativos, atravessando planícies, desertos e cidades poeirentas enquanto o pôr do sol bate e você sente que está vivendo uma história de verdade.
O gameplay é a combinação perfeita de exploração livre com ação cinematográfica. Você pode seguir a campanha e ver a trama ganhar escala, mas também pode sumir no mapa por horas, aceitando trabalhos, caçando recompensas, ajudando estranhos, jogando pôquer, duelando, caçando animais e descobrindo eventos aleatórios que surgem no caminho, criando histórias que parecem únicas. O tiroteio é simples de entender e muito gostoso de dominar graças ao Dead Eye, a habilidade que desacelera a ação e deixa você marcar disparos com precisão, transformando confrontos em cenas de faroeste puro, com direito a viradas salvadoras quando a coisa fica feia. E como o jogo te incentiva a viver como um pistoleiro no mundo, você administra armas, munição, cavalo, dinheiro e reputação, sentindo o peso de ser reconhecido como herói, vilão ou alguém no meio do caminho, dependendo de como você se comporta.
A ambientação é o que faz Red Dead Redemption virar inesquecível. Cada região tem identidade, cada cidade tem seus próprios problemas, e o mapa é cheio de detalhes que fazem o mundo parecer vivo, desde patrulhas e gangues até encontros inesperados na estrada. No Switch, a experiência funciona muito bem para jogar no modo portátil, porque é o tipo de game que rende tanto sessões longas de história quanto “só mais uma missão” antes de desligar. Para completar, esta versão inclui também Undead Nightmare, uma expansão que pega todo esse Oeste sério e joga um caos sobrenatural por cima, com uma pegada mais arcade e divertida, perfeita para variar depois da campanha principal. No fim, é um clássico que segura até hoje por unir história forte, liberdade real e um clima de faroeste que poucos jogos conseguem chegar perto.
39 – Bayonetta 2

Bayonetta 2 é ação no modo mais exagerado e estiloso possível, um daqueles jogos no Nintendo Switch que já chegam fazendo barulho com combate rápido, coreografado e absurdamente divertido. Você controla Bayonetta, uma bruxa poderosa e cheia de atitude, que parte numa missão desesperada para salvar alguém importante enquanto o mundo vira um caos de anjos, demônios e criaturas gigantescas caindo na porrada em cenários que parecem feitos para virar cena de filme. A história tem aquele tom de fantasia intensa com humor e espetáculo, mas o grande vício está mesmo no jeito como o jogo te dá liberdade para lutar do seu jeito e se sentir incrível fazendo isso, seja jogando “bonito” para pontuar alto, seja só tentando sobreviver a uma chuva de golpes.
O combate é o coração do game e funciona como uma dança de agressividade, reflexo e criatividade. Você combina socos e chutes com armas diferentes equipadas nas mãos e nos pés, alterna entre combos, ataques carregados e finalizações, e ainda usa o Witch Time, que desacelera o tempo quando você desvia no instante certo, abrindo uma janela perfeita para punir inimigos com estilo. O jogo te incentiva a experimentar, porque cada arma muda completamente o ritmo da luta, e é aí que Bayonetta 2 brilha: ele não quer que você só aperte botão, ele quer que você domine o fluxo, leia padrões, improvise e transforme cada encontro numa apresentação. Para deixar tudo ainda mais explosivo, o Umbran Climax entra como um modo de poder que turbina golpes e invocações, criando aqueles momentos de virada em que a tela vira um festival de efeitos, impacto e destruição.
E não é só “arena e pronto”. As fases são cheias de set pieces insanos, com perseguições, lutas em cima de veículos, chefes gigantescos e mudanças de ritmo que mantêm a aventura sempre fresca. Entre uma pancadaria e outra, o jogo ainda solta trechos mais leves, desafios opcionais e arenas especiais para quem quer aprimorar técnica e buscar ranks altos. Visualmente, é puro espetáculo, com animações suaves e direção de arte que vende muito bem a fantasia extravagante da série, enquanto a trilha sonora e os efeitos dão aquele peso satisfatório a cada acerto, especialmente quando você encaixa um combo longo e termina com uma finalização absurda.
Bayonetta 2 encaixa perfeitamente pela praticidade de jogar tanto no portátil quanto na TV, o que combina demais com um jogo que dá vontade de revisitar para melhorar desempenho, testar armas novas e refazer capítulos atrás de medalhas melhores. Também existe um modo cooperativo focado em batalhas, ótimo para quem curte encarar desafios em dupla e variar depois da campanha. No fim, é um dos melhores jogos de ação do console, feito para quem quer combate estiloso de verdade, cenas gigantescas e aquela sensação constante de estar controlando a personagem mais confiante da sala enquanto o mundo desaba ao redor.
38 – The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom

The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom é uma daquelas viradas históricas da Nintendo no Switch, porque coloca a Zelda como protagonista de verdade e transforma o jeito de jogar Zelda em algo ao mesmo tempo familiar e totalmente novo. A aventura começa com o Hyrule sendo engolido por fendas misteriosas que “apagam” pessoas e lugares do mapa, e a Zelda precisa agir por conta própria para entender o que está acontecendo e salvar o reino. O tom é de conto de fantasia clássico, com mistério e urgência, mas com aquele charme leve que combina com o visual mais fofinho e detalhado, no estilo diorama, que deixa cada vilarejo, ruína e floresta com cara de brinquedo super caprichado.
O grande diferencial do game é a mecânica dos Ecos: em vez de resolver tudo só na espada, você usa um poder que permite copiar objetos e criaturas que encontra pelo mundo e recriar essas “cópias” quando quiser. Isso muda completamente a lógica de exploração e puzzles, porque a solução raramente é única. Dá para criar blocos para subir em lugares altos, fazer pontes, improvisar plataformas, bloquear ataques, acionar botões, distrair inimigos e até montar combinações que parecem truques de jogador esperto. A sensação é muito boa porque o jogo recompensa criatividade o tempo todo, e cada novo eco que você aprende vira mais uma ferramenta na sua “caixa de possibilidades”, te fazendo olhar para o cenário e pensar “como é que eu quebro isso do meu jeito?”. E como o Hyrule está cheio de segredos, caminhos alternativos e recompensas bem escondidas, explorar vira um vício, principalmente quando você percebe que o que parecia obstáculo pode ser só falta da ideia certa.
No combate, o jogo também abraça essa filosofia de improviso. Você pode usar ecos para pressionar inimigos, criar vantagem de posição e controlar o espaço, e isso dá um tempero bem diferente do “chega e bate”. Ao mesmo tempo, a aventura não abandona a ação, trazendo momentos em que a Zelda assume uma forma mais direta para lutar, deixando o ritmo variar entre inteligência, exploração e pancadaria na medida certa. Chefes e desafios tendem a pedir leitura de padrão e uso esperto do que você já coletou, então não é só força bruta, é jogo de cabeça, e quando você encontra uma solução criativa que funciona, dá aquela sensação deliciosa de “fui eu que inventei isso”.
The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom é especial porque entrega uma aventura com identidade própria, cheia de ideias novas, mas com o DNA de Zelda em cada detalhe: mundo convidativo, dungeons e desafios bem pensados, progressão que te deixa mais versátil e aquela curiosidade constante que te puxa para o próximo canto do mapa. É um jogo que te faz sentir inteligente, criativo e herói ao mesmo tempo, e ainda carrega o peso simbólico de finalmente deixar a Zelda brilhar no centro do palco do jeito que sempre mereceu.
37 – The Legend of Zelda: Link’s Awakening

The Legend of Zelda: Link’s Awakening no Nintendo Switch é um daqueles jogos que parecem pequenos à primeira vista, mas vão te conquistando até virar uma aventura inesquecível, principalmente pelo charme absurdo do visual em estilo diorama e pela forma como ele mistura fofura com um clima misterioso. Aqui, o Link acorda após um naufrágio na enigmática Koholint Island e descobre que, para conseguir voltar para casa, precisa despertar o Wind Fish reunindo instrumentos especiais escondidos em dungeons espalhadas pela ilha. A história é simples de entender, só que tem um toque meio surreal e até melancólico, com personagens estranhos, momentos inesperados e uma sensação constante de que existe algo “fora do lugar” por trás de toda aquela aparência inocente.
O jogo brilha no ritmo clássico de Zelda: explorar, conversar com NPCs, resolver puzzles e desbloquear ferramentas que abrem caminhos novos. Koholint é um mapa compacto, mas extremamente bem aproveitado, cheio de segredos, cavernas opcionais, trocas entre personagens e pequenos objetivos paralelos que fazem você circular pela ilha o tempo todo, sempre encontrando algo novo no caminho. O controle é bem direto e gostoso, com combate simples, mas eficiente, e uma progressão que te dá itens icônicos para mudar como você enfrenta inimigos e como você navega pelo cenário, criando aquela sensação viciante de voltar para um lugar antigo e finalmente conseguir atravessar o que antes parecia impossível. As dungeons são o ponto alto para quem curte quebra cabeças bem amarrados, com salas que te obrigam a observar padrões, mover blocos, usar chaves com cuidado e combinar itens de jeitos inteligentes, além de chefes que testam se você realmente entendeu a mecânica que aquela área queria te ensinar.
Além da campanha, o remake traz uma camada extra muito divertida com o sistema de montar dungeons, em que você cria labirintos encaixando salas que já encontrou, cumprindo objetivos para ganhar recompensas. É um bônus que combina com a vibe do jogo, porque dá mais motivo para explorar e revisitar conteúdo sem quebrar o fluxo da aventura principal. No fim, The Legend of Zelda: Link’s Awakening é perfeito para quem quer um Zelda mais compacto, cheio de identidade, com puzzles excelentes e um mundo que parece um brinquedo vivo, mas que guarda surpresas e emoções bem maiores do que a aparência fofinha faz parecer.
36 – NieR:Automata The End of YoRHa Edition

NieR:Automata The End of YoRHa Edition é aquele jogo que começa parecendo “só” um action RPG estiloso e, sem você perceber, vira uma experiência que bagunça sua cabeça e gruda no coração, misturando pancadaria insana, ficção científica existencial e uma trilha sonora simplesmente absurda de boa. Você joga principalmente como 2B, uma androide de combate da YoRHa enviada para uma Terra arrasada, onde a humanidade teria fugido para a Lua e a superfície virou campo de guerra entre máquinas invasoras e androides criados para retomá-la. Só que o que parecia uma missão direta vai ficando cada vez mais estranho e intrigante, porque o jogo usa esse cenário de “guerra eterna” para discutir identidade, propósito, consciência e o peso de continuar lutando quando ninguém sabe mais exatamente o porquê. É o tipo de história que não se contenta em te entregar respostas fáceis, e quando você acha que entendeu, ela vira a mesa e te faz enxergar tudo de outro ângulo.
Na jogabilidade, NieR:Automata brilha porque é rápido, responsivo e cheio de estilo. O combate, com assinatura da PlatinumGames, te deixa alternar entre ataques leves e pesados, esquivas no timing certo e contra-ataques que transformam lutas em coreografias, enquanto seu Pod, um “drone” parceiro, mantém tiros constantes e habilidades especiais para controlar o campo. A graça é que você pode jogar de forma agressiva, sempre colado no inimigo, ou mais segura, abusando de distância, e o sistema de chips permite customizar o personagem como se fosse montar uma build: mais dano, mais cura, interface mais limpa, bônus defensivos, automações e ajustes que mudam de verdade como você encara o jogo. E quando o game quer te surpreender, ele muda de perspectiva e de gênero sem cerimônia, trazendo momentos de bullet hell, trechos com câmera diferente e variações que mantêm o ritmo sempre fresco, como se cada fase tivesse uma “personalidade” própria.
O mundo é aberto na medida certa, com áreas grandes interconectadas, viagens entre ruínas urbanas, deserto, parque de diversões, fábricas e florestas, tudo com uma direção de arte que mistura beleza e decadência de um jeito hipnotizante. Explorar vale muito a pena porque sempre tem uma missão paralela que adiciona contexto e bate mais forte do que você espera, seja com humor esquisito, seja com tragédia, seja com aquele desconforto de perceber que as máquinas não são só “alvos” genéricos. Os inimigos, inclusive, são um show à parte, porque o jogo usa designs e comportamentos para contar história, e você vai se pegando questionando quem é “vilão” ali, o que é só programação e o que parece sentimento de verdade.
E aqui vai o detalhe que faz muita gente se apaixonar de vez: NieR:Automata não é um jogo que “termina” quando sobem os créditos pela primeira vez. Ele foi construído para ser rejogado de um jeito que faz sentido dentro da narrativa, revelando novas perspectivas, novas informações e novas camadas, até chegar nos finais mais importantes, que transformam a experiência inteira. No Nintendo Switch, The End of YoRHa Edition entrega essa aventura completa em formato portátil, perfeita para jogar com fone e se perder no clima do mundo, com batalhas que funcionam muito bem em sessões curtas e uma história que sempre te puxa para “só mais um capítulo”. No fim, é um dos títulos mais marcantes do console porque consegue ser divertido de controlar, lindo de ouvir e impossível de esquecer.
35 – Okami HD

Okami HD é um daqueles jogos que parecem uma lenda interativa, mais focado em beleza, atmosfera e criatividade do que em “apertar botão sem parar”, e por isso ele envelheceu bem demais no Nintendo Switch. Você controla Amaterasu, a deusa do sol em forma de lobo branco, numa jornada para limpar a corrupção que está consumindo o mundo, devolvendo vida às vilas, florestas e rios. A história puxa forte para o lado de folclore japonês, com humor, personagens excêntricos e momentos bem épicos, e o jogo tem aquele clima de aventura clássica em que você vai desbloqueando poderes aos poucos e sentindo o mundo se abrir na sua frente.
O visual é o cartão de visitas: Okami parece uma pintura em movimento, com estilo sumi-e e efeitos que lembram tinta e papel, então explorar já é prazeroso só pelo capricho artístico. E a mecânica que define tudo é o Celestial Brush, o “pincel divino”. A qualquer momento você pausa a ação e literalmente desenha na tela para mudar o mundo: traça um corte para atacar ou abrir caminhos, desenha um círculo para consertar coisas, cria vento, invoca sol, faz flores brotarem, resolve puzzles e desbloqueia segredos. Isso faz o jogo se destacar porque ele te incentiva a pensar de forma criativa, não só a procurar a chave certa, e muitos desafios têm mais de uma solução dependendo do poder que você já tem.
No combate, Okami mistura ação com esse uso do pincel. Você bate, esquiva e usa armas diferentes (com estilos e combos próprios), mas também “interrompe” a luta para desenhar e controlar a situação, seja enfraquecendo inimigos, criando aberturas ou ativando efeitos. Não é um combate tão técnico quanto um Bayonetta, por exemplo, mas é variado e tem um flow bem gostoso, principalmente quando você começa a encadear pincel + ataque e percebe que está lutando do jeito mais “divino” possível. A exploração também é cheia de recompensas: você purifica áreas, encontra itens, completa tasks opcionais e sente o impacto direto das suas ações no mundo, já que lugares mortos vão ficando vivos de novo.
No Switch, Okami HD combina muito com portátil porque é um jogo ótimo para jogar em sessões curtas, avançando um pedaço da história ou limpando uma área do mapa. E como ele é um game que vive muito de arte e de clima, jogar priorizando qualidade visual faz bastante sentido, porque o charme dele está justamente em ficar apreciando cada cenário como se fosse um quadro.
34 – Portal: Companion Collection

Portal: Companion Collection é um pacote excelente no Nintendo Switch porque junta Portal e Portal 2, dois dos melhores jogos de puzzle em primeira pessoa já feitos, com uma mistura perfeita de lógica, física e humor ácido. A ideia é simples e genial: você está presa nos laboratórios da Aperture Science e precisa escapar usando a Portal Gun, que cria dois portais conectados. A partir daí o jogo vira um festival de “como eu não pensei nisso antes?”, porque você começa aprendendo o básico e, quando percebe, está usando momento, quedas infinitas, saltos com impulso, cubos, botões, lasers e gels para resolver salas cada vez mais inteligentes.
O primeiro Portal é mais curto e direto, quase como um concentrado de criatividade. Ele te ensina a pensar com portais de um jeito que nenhum outro jogo faz, e ainda entrega uma atmosfera meio estranha e minimalista que combina demais com a sensação de estar sendo observada o tempo todo. Já Portal 2 pega essa base e explode a escala, com mais mecânicas, salas mais elaboradas, ambientes muito mais variados e uma história bem mais presente, cheia de diálogos memoráveis. É aqui que a franquia vira “aventura completa”, sem perder o foco nos puzzles.
O que faz Portal funcionar tão bem é que ele não depende de reflexo rápido, e sim de clareza mental e experimentação. Você olha a sala, testa uma hipótese, erra, ajusta e de repente tudo encaixa. E como a solução geralmente envolve física, o jogo cria aquele prazer raro de entender um conceito e aplicar na prática, tipo usar a própria queda para ganhar velocidade e se arremessar para um lugar que parecia impossível. A escrita também é um destaque gigante, especialmente com a GLaDOS e o elenco de Portal 2, porque mesmo quando você está quebrando a cabeça, o jogo está te cutucando com piadas e comentários que deixam tudo mais leve.
A coleção é perfeita para portátil: dá para jogar em sessões curtas, resolvendo algumas câmaras por vez, e a experiência continua bem limpa e legível na tela menor. Portal 2 ainda traz o modo cooperativo, que é ótimo para jogar com outra pessoa, porque as fases foram pensadas para exigir coordenação e comunicação, com puzzles que mudam totalmente quando existem duas Portal Guns na sala.
33 – INSIDE

INSIDE é daqueles jogos que você começa achando que vai jogar “só um pouco” e, quando percebe, já está completamente preso numa atmosfera sufocante, estranha e fascinante. No Nintendo Switch, ele brilha justamente por ser uma experiência super focada: um puzzle platformer cinematográfico, minimalista e inteligente, que conta uma história pesada sem precisar de falas, tutoriais longos ou explicações mastigadas. Você controla um garoto tentando sobreviver em um mundo frio e opressor, cheio de vigilância, estruturas industriais, laboratórios e pessoas que parecem sempre um passo à frente, e a tensão cresce a cada área nova porque o jogo faz você se sentir pequeno, vulnerável e constantemente observado.
A jogabilidade é simples de pegar e deliciosa de dominar, porque tudo gira em torno de movimento, timing e leitura de ambiente. Você corre, pula, escala, empurra objetos, puxa cordas, arrasta caixas, usa interruptores e resolve enigmas que parecem naturais dentro do cenário, do tipo que você entende olhando e testando, sem precisar de setas gigantes te apontando o caminho. O mais legal é como o jogo varia as ideias: uma hora o desafio é se esconder e passar despercebido, na outra é manipular máquinas, lidar com física, aproveitar o cenário a seu favor e tomar decisões rápidas enquanto o perigo vem atrás. E quando INSIDE te joga na água, o clima muda completamente, trazendo sequências tensas que misturam exploração, fuga e aquela sensação de desespero que faz você prender a respiração de verdade.
Visualmente, é uma aula de direção de arte. O jogo usa cores frias, sombras pesadas e animações extremamente bem feitas para construir um mundo que parece real e, ao mesmo tempo, errado, como se tudo tivesse sido projetado para controlar e esmagar qualquer um que tente fugir. A câmera cinematográfica e o jeito como ele enquadra cenas fazem cada momento parecer pensado, como se você estivesse dentro de um filme interativo que nunca para para te dar conforto. O som é outro ponto absurdo: em vez de trilha sonora tradicional o tempo todo, INSIDE usa ruídos, ecos, máquinas, água, passos e silêncios para criar tensão, então até um barulho distante vira aviso de problema.
O ritmo é um dos maiores trunfos. O jogo sabe exatamente quando apertar o cerco com perseguições e quando desacelerar para te deixar explorar, observar e montar a solução do puzzle, sempre com checkpoints bem colocados para você voltar rápido depois de uma falha. E você vai falhar bastante, porque INSIDE não tem medo de ser cruel em alguns momentos, só que ele nunca vira injusto. Quando você morre, quase sempre dá para entender o porquê, ajustar a abordagem e tentar de novo com mais confiança, o que deixa aquele ciclo de tentativa e aprendizado bem viciante.
O que realmente faz INSIDE ficar na cabeça, porém, é o mistério. Ele conta uma história forte do começo ao fim sem te entregar tudo em texto ou diálogo, e isso faz você interpretar cada detalhe, cada cenário e cada situação, montando suas próprias conclusões. É o tipo de jogo que termina e te dá vontade de ficar em silêncio por um minuto, pensando no que acabou de acontecer, e depois discutir teorias com alguém. No Switch, é uma recomendação certeira para quem curte experiências curtas, intensas e inesquecíveis, com puzzles espertos, clima pesado e uma narrativa visual que confia na sua inteligência para preencher as lacunas.
32 – Undertale

Undertale é aquele tipo de RPG que parece simples no começo, mas rapidamente mostra que é muito mais esperto, engraçado e emocionante do que qualquer descrição consegue resumir direito. No Nintendo Switch, ele continua sendo uma experiência obrigatória porque pega a estrutura clássica de RPG retrô, com visual pixelado e exploração por salas, e transforma tudo em um jogo onde suas escolhas realmente importam, inclusive na forma como você decide tratar cada inimigo. Em vez de ser só “entrar em batalha e derrotar geral”, Undertale te dá alternativas reais: conversar, acalmar, entender o outro lado, usar ações específicas para resolver encontros sem violência, ou ir para o confronto direto se essa for a sua pegada. E o mais legal é que o jogo reage a isso com consequências, diálogos diferentes, situações inesperadas e um senso constante de que ele está prestando atenção no que você faz, o que dá um peso enorme até para decisões que parecem pequenas.
O combate é um show à parte porque mistura turnos com “bullet hell” de um jeito viciante. Quando chega sua vez, você escolhe ações e ataques; quando chega a vez do inimigo, você controla um coraçãozinho e precisa desviar de padrões de golpes dentro de uma caixa, como se fosse um minigame de reflexo e leitura de movimento. Cada inimigo tem um estilo próprio de ataque, uma personalidade e uma “lógica” para ser enfrentado, então as batalhas viram pequenos quebra cabeças com humor e criatividade, e não só troca de dano. Isso faz o jogo ter ritmo: às vezes você está rindo de um diálogo absurdo, na outra está tenso tentando escapar de um padrão difícil, e logo depois está surpreendido com uma resposta do jogo que parece ler sua mente. A trilha sonora do Toby Fox ajuda demais a vender esses momentos, com músicas que grudam e que conseguem ser fofas, épicas e tristes na medida certa, elevando cenas simples a coisas que ficam na cabeça por anos.
Explorar o Underground também é parte do charme, porque o jogo é cheio de personagens memoráveis, piadas rápidas, situações estranhas e um coração enorme por trás de toda a zoeira. Undertale tem uma escrita afiada que sabe brincar com clichês de videogame, quebrar expectativas e te fazer questionar o que significa “vencer” em um RPG. Ele não precisa de mapa gigante nem gráficos realistas para ser inesquecível, porque a força está na criatividade, no timing do humor, no jeito como ele usa mecânicas para contar história e na conexão que você cria com o mundo. No Switch, é perfeito para jogar em sessões curtas no portátil ou maratonar até o fim, e é exatamente o tipo de jogo que termina e te deixa com vontade de recomeçar, não por repetição, mas porque você percebe que existem outras formas de viver aquela mesma aventura.
31 – Animal Crossing: New Horizons

Animal Crossing: New Horizons é o tipo de jogo que vira rotina gostosa no Nintendo Switch, porque ele não te coloca numa corrida para “zerar” e sim te convida a construir, decorar e viver numa ilha do seu jeito, no seu tempo. Você começa chegando num pedaço de paraíso praticamente vazio, com uma barraca, alguns vizinhos e um monte de possibilidades, e aos poucos transforma aquele lugar em uma comunidade completa, com casas, pontes, rampas, lojas, museu e áreas temáticas que refletem sua personalidade. A sensação de progresso é muito satisfatória porque tudo é conquistado em etapas: você coleta recursos, faz ferramentas, planta árvores, cultiva flores, caça insetos e peixes, busca fósseis, completa doações e vai abrindo novas opções de personalização, sempre com algo novo para fazer mesmo quando você entra só “por 20 minutinhos”.
O grande vício está na liberdade criativa. New Horizons te dá um sistema de crafting que torna o ato de explorar e juntar materiais parte do ciclo diário, e a decoração é absurdamente profunda, tanto dentro de casa quanto no exterior, permitindo reorganizar a ilha inteira com caminhos, cercas, iluminação, móveis, itens sazonais e padrões personalizados. O Island Designer muda tudo quando você desbloqueia, porque aí dá para moldar rios e penhascos, criando bairros, praças, jardins, mirantes e qualquer ideia maluca que você imaginar. E como o jogo roda em tempo real, com dias, noites, estações e eventos especiais, a ilha vai mudando com o calendário, trazendo peixes e insetos diferentes, clima variado e datas temáticas que fazem você voltar para ver o que está rolando.
Os moradores são outro motivo para ficar preso: eles têm estilos, frases, manias e interações que deixam a ilha com cara de “lugar vivo”, e conversar, ajudar em pequenas tarefas e ver as tretinhas e amizades acontecendo vira parte do charme. O museu, comandado pelo Blathers, também é um show, porque transformar suas capturas em exposições completas dá um senso de coleção muito forte, além de ser simplesmente lindo passear por lá e ver tudo organizado. E tem o lado “relax” do jogo, com música, clima aconchegante e aquela satisfação de arrumar uma área e depois só caminhar para apreciar o resultado.
No multiplayer e nas funções online, Animal Crossing: New Horizons vira uma experiência social viciante. Visitar ilhas de amigos, trocar itens, fazer sessões de pesca e caça a insetos, mostrar sua decoração e pegar inspiração em outras ilhas é uma das partes mais divertidas, e o sistema de custom designs cria uma cultura enorme de roupas, caminhos e artes feitas pela comunidade. Ainda dá para viajar para ilhas misteriosas para recrutar novos moradores, farmar recursos e variar a exploração, o que ajuda bastante quando você está naquele modo “vou reformar tudo”.
No fim, Animal Crossing: New Horizons é um dos jogos mais essenciais do Switch porque entrega conforto, criatividade e um senso de pertencimento raro em videogame. É perfeito tanto para quem quer um refúgio tranquilo para jogar todo dia quanto para quem ama decorar, colecionar e transformar um mapa inteiro em vitrine de ideias, sempre com aquela sensação de que sua ilha é única porque foi construída exatamente do seu jeito.
30 – Cuphead

Cuphead é um espetáculo de ação no Nintendo Switch que mistura dificuldade de respeito com uma apresentação que parece saída direto de um desenho animado dos anos 1930. Aqui você controla Cuphead e Mugman, dois irmãos literalmente com cabeça de xícara, que acabam fazendo um acordo terrível e precisam pagar a dívida enfrentando uma sequência insana de chefes. A história é simples e bem humorada, mas o que realmente faz o jogo brilhar é o desafio viciante e o estilo audiovisual absurdo: animações desenhadas à mão, cenários cheios de personalidade, efeitos que parecem pintura em movimento e uma trilha sonora jazz e big band que deixa cada batalha com clima de show.
A jogabilidade é tiro e plataforma com foco total em precisão e reflexo. Você corre, pula, dá dash, mira em várias direções e precisa aprender a ler padrões de ataque o tempo todo, porque Cuphead é aquele jogo em que cada chefe é praticamente um “exame” novo. As lutas são criativas demais, com fases que mudam de ritmo no meio do combate, chefes que se transformam, ataques que te forçam a alternar entre agressividade e sobrevivência, e situações em que você tem de ficar atento a tudo na tela ao mesmo tempo. Além dos confrontos principais, existem fases no estilo run and gun para coletar moedas e liberar upgrades, e é aí que entra a camada estratégica: você compra armas com comportamentos diferentes, escolhe Charms que mudam sua mobilidade e resistência, e decide um Super para usar quando encher a barra, então dá para ajustar seu “build” para combinar com seu jeito de jogar e com o tipo de desafio da vez.
O grande tempero do combate são os parries, quando você dá um toque preciso em objetos rosas para ganhar energia e manter o controle em situações caóticas. Isso faz Cuphead ser mais do que “decorar padrão”, porque o jogo recompensa coragem e timing, e as melhores vitórias são aquelas em que você arrisca o parry na hora certa para virar a luta. No Switch, ele funciona muito bem tanto no portátil quanto na TV, e o modo cooperativo é perfeito para jogar em dupla, com aquela mistura de parceria e desespero divertido, revivendo o amigo no meio do caos e comemorando cada fase vencida como se fosse final de campeonato. Para quem curte conteúdo extra, a expansão The Delicious Last Course acrescenta mais desafios e novidades para estender ainda mais a vida do jogo. No fim, Cuphead é obrigatório para quem ama ação 2D, chefes memoráveis e um desafio que te derruba, mas te faz voltar na hora para tentar “só mais uma”.
29 – Disco Elysium: The Final Cut

Disco Elysium: The Final Cut é um RPG diferente de tudo no Nintendo Switch, um jogo que troca espada e explosão por texto afiado, escolhas pesadas e uma investigação policial tão caótica quanto humana. Você acorda em um quarto destruído, sem memória, no fundo do poço e com uma ressaca que parece ter derrubado sua alma junto, e em poucos minutos já está tentando juntar os pedaços do que sobrou de você para resolver um caso de assassinato em Revachol, uma cidade decadente, linda e quebrada por política, trauma e desigualdade. Só que o mistério do crime é só metade do gancho, porque a outra metade é você mesmo: quem você foi, quem você é agora e quem você decide virar a partir daqui, com o jogo reagindo o tempo todo às suas atitudes, fraquezas, delírios e lampejos de lucidez.
O coração de Disco Elysium é o diálogo, mas não um diálogo qualquer. Aqui, conversar é combate, é exploração e é estratégia. Você interroga suspeitos, troca ideia com gente comum, lida com autoridades, entra em debates ideológicos, faz alianças, queima pontes e, às vezes, só tenta não passar vergonha. Tudo isso guiado por testes de dados que decidem se você convence alguém, se percebe uma mentira, se mantém a pose ou se desmorona bem na hora errada. E o mais genial é que falhar nem sempre é ruim, porque o jogo transforma o fracasso em história, abrindo caminhos alternativos, cenas inesquecíveis e consequências que grudam. É um RPG em que você joga com as cicatrizes do personagem, não apesar delas.
O sistema de habilidades é onde a coisa fica realmente única. Em vez de serem apenas números, suas skills viram vozes na sua cabeça, cada uma com personalidade própria, disputando sua atenção e puxando você para um tipo diferente de detetive e de ser humano. A Lógica quer ordem, a Empatia sente o clima da sala, a Autoridade exige respeito, o Instinto te dá paranoia útil, a Sugestão tenta te fazer manipular todo mundo, a Resistência quer te manter de pé na marra. Montar sua build aqui não é só escolher estilo de jogo, é escolher que tipo de mente você vai habitar, e isso muda o jeito como você enxerga o mundo, o que você nota nas cenas e até as ideias absurdas ou brilhantes que surgem no meio da investigação.
The Final Cut é a versão definitiva porque adiciona dublagem completa para praticamente tudo, o que dá ainda mais impacto para as conversas, para o humor ácido e para os momentos em que o jogo te acerta emocionalmente sem avisar. A escrita é inteligente, engraçada e cruel na medida certa, com uma coragem rara de falar sobre política, vício, masculinidade, luto, classe social e identidade sem virar palestra, porque tudo nasce de personagens e situações que parecem reais, mesmo quando ficam surreais. O resultado é um mundo que você explora mais com pensamento do que com mapa, vasculhando becos, apartamentos, bares, ideias e memórias, sentindo a cidade como um organismo vivo que não está nem aí para você, até você aprender a se mover nela.
No fim, Disco Elysium: The Final Cut é obrigatório no Switch para quem quer uma experiência adulta, intensa e inesquecível, um RPG investigativo onde cada decisão tem peso, cada conversa pode te elevar ou te destruir, e a maior pergunta não é só quem cometeu o crime, mas que tipo de pessoa você vai ser quando a névoa na sua cabeça finalmente começar a baixar.
28 – Ori: The Collection (Ori and the Blind Forest: Definitive Edition + Ori and the Will of the Wisps)

Ori: The Collection é simplesmente um dos pacotes mais bonitos e emocionantes para se ter no Nintendo Switch, reunindo Ori and the Blind Forest: Definitive Edition e Ori and the Will of the Wisps em duas aventuras que misturam plataforma precisa, exploração no estilo metroidvania e uma história que acerta direto no coração. É aquele tipo de jogo que te faz parar por um segundo só para admirar o cenário, mas no minuto seguinte já está te cobrando reflexo e controle fino em fugas frenéticas, saltos milimétricos e sequências em que tudo pode dar errado se você perder o ritmo.
Em Ori and the Blind Forest, a jornada é mais “pura” e focada em movimento: você explora uma floresta viva e perigosa, desbloqueando habilidades que mudam completamente sua mobilidade, como pulos melhores, escalada, investidas e outras ferramentas que abrem caminhos antes impossíveis. O mapa vai se revelando aos poucos e o prazer está justamente em voltar para áreas antigas com poderes novos, encontrar segredos, colecionáveis e atalhos, e perceber que você está ficando cada vez mais ágil. A Definitive Edition ainda deixa a experiência mais completa e redondinha, com melhorias de fluxo, conteúdo extra e ajustes que ajudam o jogo a brilhar do jeito que ele merece. E quando chegam as grandes sequências de escape, o jogo vira adrenalina pura, com cenários desabando, água subindo, fogo correndo atrás de você e aquela sensação de “vai, vai, vai” que deixa a vitória quase catártica.
Já Ori and the Will of the Wisps pega essa base e evolui tudo para um nível absurdo. O combate fica muito mais profundo e gostoso, com mais opções de ataques, habilidades equipáveis e uma liberdade maior para montar seu estilo, seja mais agressivo, mais seguro, mais voltado para mobilidade ou para controle de área. A estrutura do mundo também cresce, com áreas mais variadas, missões paralelas, personagens marcantes e um senso de aventura mais amplo, quase como se o jogo dissesse “agora você está pronto para algo maior”. Ainda é plataforma exigente e exploração inteligente, mas com mais ferramentas, mais ritmo e mais momentos épicos, incluindo lutas e desafios que realmente testam tudo que você aprendeu.
O que une os dois jogos, e faz essa coletânea ser tão especial no Switch, é a combinação de direção de arte e trilha sonora. Ori tem um visual que parece pintura em movimento, com iluminação, partículas e animações super fluidas que dão vida a cada canto do mapa, e a música é daquelas que carregam emoção de verdade, elevando cenas e descobertas sem precisar de exagero. Mesmo quando o jogo está pesado e triste, ele consegue ser lindo, e mesmo quando está lindo, ele consegue dar aquele aperto no peito. No modo portátil, isso fica ainda mais viciante, porque são jogos perfeitos para jogar “só mais um trecho”, explorar mais um pedaço do mapa e acabar emendando por horas.
No fim, Ori: The Collection é um pacote obrigatório para quem ama plataformas de alta qualidade, mundos que recompensam curiosidade e histórias que te deixam investido do começo ao fim. É beleza, desafio e emoção no mesmo nível, duas vezes.
27 – Into the Breach

Into the Breach é um daqueles jogos no Nintendo Switch que te fazem se sentir um gênio tático em uma partida e completamente humilhado na seguinte, e essa é exatamente a graça. Aqui você comanda um esquadrão de mechas em batalhas rápidas e intensas num tabuleiro em grade, tentando salvar o que restou da humanidade de uma invasão de monstros gigantes, os Vek. Só que o diferencial absurdo é que o jogo te mostra o ataque dos inimigos antes deles acontecerem, então não é sobre “torcer para dar certo”, é sobre enxergar o quebra cabeças da vez e achar a melhor resposta possível, usando posicionamento, empurrões, bloqueios e prioridades para impedir o desastre.
As lutas são curtas, super objetivas e cheias de decisões dolorosas. Cada missão acontece em mapas pequenos, com prédios e objetivos civis que você precisa proteger, e muitas vezes você não vence “matando tudo”, e sim evitando que os Vek causem estrago. Isso muda totalmente sua mentalidade: empurrar um inimigo para longe, virar um ataque contra outro Vek, bloquear um surgimento no chão, congelar a ameaça certa, sacrificar um mecha para salvar uma cidade, tudo isso vira parte do seu kit mental. O combate tem uma clareza deliciosa, porque as regras são limpas, o feedback é imediato e cada turno parece um mini xadrez explosivo onde um erro de um quadradinho pode custar a missão.
A progressão é no estilo roguelike, então cada campanha é uma sequência de ilhas com desafios crescentes, recompensas, lojas e decisões de rota, e quando você perde, volta ao início, só que levando aprendizado real e, em alguns casos, progresso de pilotos e desbloqueios. E aí entra outra parte viciante: os esquadrões são bem diferentes entre si, com armas e mecânicas que mudam completamente como você joga. Tem equipe focada em fogo e área, outra em gelo e controle, outra em empurrões e reposicionamento, e por aí vai, e o jogo te obriga a reaprender estratégias quando troca de time. Pilotos também fazem diferença, trazendo habilidades especiais e aquele fator “não posso perder esse cara” que aumenta a tensão de cada turno.
No Switch, Into the Breach é perfeito porque encaixa tanto em sessões curtas quanto em maratonas. Você consegue jogar uma batalha rapidinho no portátil, mas também é muito fácil cair no loop de “só mais uma ilha”, “só mais um upgrade”, “agora vai”. E mesmo sendo um jogo compacto, ele tem uma profundidade enorme, com dificuldade ajustável, objetivos opcionais, sinergias entre equipamentos e decisões que parecem pequenas, mas mudam tudo. No fim, é um dos melhores exemplos de estratégia moderna no console, um game que transforma cada combate em um quebra cabeças tenso, inteligente e extremamente viciante, daqueles que você termina uma missão e já quer recomeçar para fazer melhor.
26 – Dead Cells

Dead Cells é um dos melhores exemplos de “só mais uma run” no Nintendo Switch, porque ele mistura ação 2D extremamente rápida com estrutura roguelite viciante, daquela que te derruba, te ensina e te faz voltar imediatamente para tentar de novo, só que melhor. Você controla uma criatura estranha e “imortal” que possui corpos e tenta escapar de uma ilha gigantesca em ruínas, passando por biomas interconectados cheios de armadilhas, segredos e inimigos brutais. A história é contada de um jeito misterioso e indireto, com pistas no cenário e nos textos, mas o grande foco aqui é a sensação de movimento e combate, que é simplesmente deliciosa: correr, pular, rolar, aparar ataques, encaixar combos e transformar uma sala cheia de monstros numa coreografia de destruição.
O combate é o coração do jogo e ele funciona porque tudo responde na hora. Cada arma tem personalidade, alcance e ritmo próprios, então mudar de equipamento muda seu jeito de jogar de verdade. Você pode ir para o corpo a corpo com espada, adaga e chicote, jogar seguro com arco e bestas, usar escudos para parry no timing perfeito, ou montar builds insanas com granadas, torretas, armadilhas, efeitos elementais e sinergias que derretem chefes. O melhor é que o jogo vive de escolhas rápidas: pegar esse item forte agora ou manter o que combina com sua build, gastar ouro para rolar atributos melhores ou guardar para a loja, arriscar uma sala opcional para ganhar recompensa ou seguir o caminho mais seguro. E como as fases são geradas com variação a cada tentativa, a sensação de descoberta nunca some, mesmo quando você já conhece o “esqueleto” do mapa.
A progressão é outro motivo de vício. Mesmo morrendo, você coleta células para liberar permanentemente novas armas, perks e melhorias, o que amplia suas possibilidades run após run e te dá aquela sensação de estar ficando mais poderoso e mais inteligente ao mesmo tempo. Dead Cells também te empurra para jogar bem com sistemas como portas de velocidade e recompensas por matar sem tomar dano, que são um convite para aprender rotas, dominar inimigos e manter a agressividade sem virar kamikaze. Quando você começa a ler padrões, usar o rolamento com precisão e encaixar parries, o jogo vira um fluxo perfeito, e é aí que ele mostra por que tanta gente considera ele um dos jogos de ação 2D mais satisfatórios da era moderna.
Os biomas e chefes ajudam a manter a tensão lá em cima, porque cada área tem suas próprias ameaças, truques e identidade visual, indo de prisões e esgotos a torres, cavernas e regiões mais sinistras, sempre com caminhos alternativos que mudam o seu percurso e o tipo de desafio que você vai enfrentar. E quando chega nos chefes, a coisa vira prova de fogo, com lutas que exigem leitura de padrão, posicionamento e controle do seu kit, punindo erro, mas recompensando domínio com aquela sensação absurda de “agora eu entendi o jogo”. No Switch, ele encaixa perfeito tanto no portátil quanto na TV, porque cada run pode ser uma sessão curta e intensa, e a performance responsiva é essencial para um jogo que vive de timing. No fim, Dead Cells é obrigatório para quem curte ação frenética, builds criativas e aquele tipo de desafio que te faz evoluir na marra, até você perceber que o que parecia impossível virou rotina.
25 – Stardew Valley

Stardew Valley é o tipo de jogo que você começa pensando “vou só plantar umas coisinhas” e, quando vê, já está completamente viciado em viver uma segunda vida no Nintendo Switch. Você herda uma fazenda abandonada no Vale do Orvalho e decide recomeçar do zero, transformando um terreno cheio de mato e pedra em um lugar do seu jeito, com plantações, animais, máquinas de produção e uma rotina que vai ficando cada vez mais gostosa de otimizar. O mais legal é que o jogo te dá liberdade total para escolher seu ritmo e seu foco: dá para ser o fazendeiro tranquilão que passa o dia regando e decorando, o empreendedor que monta uma cadeia de produção e fica rico, o aventureiro que some nas minas atrás de minério e loot, ou um pouco de tudo, alternando conforme a estação e sua vontade.
A jogabilidade gira em torno de um ciclo viciante de dias e estações. Cada estação muda o que você pode plantar, quais peixes aparecem, quais eventos rolam e até o clima da cidade, então sempre existe um motivo para planejar e experimentar. Você planta, colhe, pesca, cozinha, coleta recursos, cria itens e melhora ferramentas para trabalhar mais rápido e alcançar áreas novas. E a progressão é deliciosa porque tudo melhora sua vida de um jeito bem concreto: um regador melhor deixa o começo do dia mais leve, um celeiro abre novas possibilidades com animais, uma estufa muda completamente sua produção, e quando você percebe já está criando um “império” sem nem sentir.
Só que Stardew Valley não é só fazenda, é comunidade. Pelican Town é cheia de personagens com personalidades fortes, rotinas próprias e historinhas que vão se abrindo conforme você conversa, dá presentes e participa da vida da cidade. Tem amizades, romances, eventos de coração e diálogos que alternam entre fofura, drama e humor, criando aquela sensação de que você realmente faz parte do lugar. Os festivais também são um charme, porque quebram a rotina com minigames, competições e momentos memoráveis, além de darem aquele clima de “ano passando” que deixa o mundo mais vivo.
Para quem curte um lado mais tenso, as minas e outras áreas perigosas entram como uma segunda camada do jogo. Aí você luta contra monstros, explora andares, coleta minério, desbloqueia melhorias e monta equipamentos, misturando aventura com a necessidade prática de recursos para evoluir sua fazenda. E como o jogo é cheio de segredos, coleções, upgrades e objetivos grandes para perseguir, sempre tem um “próximo passo” te chamando, seja completar o centro comunitário, melhorar a casa, expandir construções ou finalmente acertar aquela estratégia perfeita para ganhar dinheiro sem virar escravo da rotina.
Stardew Valley encaixa perfeito no Nintendo Switch porque dá para jogar em sessões curtas no portátil, só resolvendo um dia, ou passar horas em maratona sem perceber. E se a ideia for jogar junto, o multiplayer cooperativo transforma tudo em uma bagunça produtiva maravilhosa, com cada pessoa cuidando de uma parte, dividindo tarefas, explorando e construindo uma fazenda gigantesca em equipe. No fim, é um dos jogos mais confortáveis e viciantes do console, ao mesmo tempo relaxante e profundo, capaz de te prender pela liberdade, pelos personagens e por aquela satisfação rara de ver seu cantinho crescendo dia após dia.
24 – Persona 5 Royal

Persona 5 Royal é um RPG gigantesco e estiloso no Nintendo Switch que mistura vida escolar, drama urbano e fantasia com uma confiança absurda, daqueles jogos que te fazem entrar “só para jogar um dia” e quando percebe já está planejando sua semana inteira dentro do calendário do game. Você assume o papel de um estudante transferido para Tóquio que, junto de um grupo de amigos, desperta um poder capaz de invadir o coração de adultos corruptos e forçar mudanças reais no mundo, formando os Phantom Thieves. A história começa com um clima de injustiça e pressão constante, mas vai crescendo em escala com reviravoltas, rivalidades, dilemas morais e um elenco que evolui de um jeito que dá vontade de proteger, zoar, abraçar e gritar junto, tudo embalado por uma direção de arte super marcante, menus cheios de personalidade e uma trilha sonora jazz-pop que gruda na cabeça.
O loop principal é viciante porque Persona 5 Royal não é só batalha, é gestão de vida. De dia, você vive a rotina: vai à escola, explora a cidade, trabalha em empregos de meio período, estuda, melhora atributos sociais como Coragem e Conhecimento, e fortalece laços com personagens através dos Confidants, que não servem apenas para “história paralela”, mas liberam bônus que mudam o jogo de verdade, abrindo novas opções em combate, exploração e até na forma de lidar com situações difíceis. Aí, quando chega a hora de agir como Phantom Thief, você invade Palaces, dungeons com tema e identidade visual próprios, criadas a partir da mente distorcida de cada alvo. Cada Palace é um “parque de diversões” de puzzles, furtividade e momentos cinematográficos, com mecânicas específicas, salas cheias de segredos, rotas alternativas e um ritmo que alterna tensão e recompensa, culminando em chefes memoráveis que exigem estratégia, leitura de fraquezas e preparo.
O combate por turnos é rápido e agressivo, com uma pegada que faz até quem não curte RPG se empolgar. Explorar fraquezas derruba inimigos, permite passar a vez para aliados, abrir All-Out Attacks e encadear vitórias com estilo, enquanto o sistema de Personas te dá uma liberdade enorme para montar sua equipe, fusionar criaturas, herdar habilidades e criar builds que combinam com seu jeito de jogar. É o tipo de RPG em que você aprende a amar planejamento, porque um bom Persona e uma boa composição de habilidades fazem você se sentir invencível, e uma escolha errada pode te lembrar que o jogo sabe punir. E Royal eleva tudo com refinamentos e conteúdo extra que fazem diferença: mais eventos, personagens novos, melhorias de qualidade de vida, ajustes de ritmo e uma expansão narrativa que adiciona novas camadas para a trama, deixando a versão ainda mais completa e impactante.
No Switch, Persona 5 Royal vira companheiro perfeito para jogar em qualquer lugar, porque o formato de dias e atividades encaixa tanto em sessões curtas quanto em maratonas gigantes. No fim, é um dos RPGs mais essenciais do console por unir história forte, estilo inconfundível e um loop viciante de vida cotidiana e fantasia, sempre com a sensação de que cada dia importa e cada escolha deixa sua marca.
23 – Divinity: Original Sin 2 Definitive Edition

Divinity: Original Sin 2 Definitive Edition é um dos RPGs mais ambiciosos e “sem coleira” que dá para jogar no Nintendo Switch, daqueles que te entregam um mundo inteiro e dizem: resolve do seu jeito. Você começa como um Sourcerer, alguém marcado por um poder proibido, num universo de fantasia que não tem pena de você e nem tempo para ser bonitinho, com conflitos políticos, fanatismo religioso, monstros, traições e escolhas que mudam rumos de missões e relações. A graça é que o jogo não te trata como turista: ele te coloca em situações cheias de consequências, te dá liberdade para ser herói, oportunista, manipulador, caótico, diplomático ou tudo isso junto, e faz o mundo reagir de forma bem convincente.
O coração do jogo é o roleplay com liberdade real. Quase tudo pode ser resolvido na conversa, na investigação, na esperteza ou na malandragem, e o mapa está lotado de missões que parecem simples, mas viram novelões cheios de bifurcações. Quer entrar numa área proibida? Talvez seja melhor convencer um guarda, talvez você se disfarce, talvez arrombe uma porta, talvez teleporte alguém, talvez use furtividade, talvez vire a mesa e cause um caos que muda o cenário inteiro. Divinity tem essa sensação deliciosa de “isso funciona mesmo?”, porque ele respeita soluções criativas e deixa você experimentar, inclusive combinando habilidades e interações do ambiente para criar resultados inesperados.
No combate, ele vira um xadrez brutal e viciante por turnos. Posicionamento manda em tudo, altura dá vantagem, controle de grupo decide lutas, e o sistema de elementos transforma o campo de batalha num brinquedo perigoso. Você pode incendiar uma poça de óleo, eletrificar água para atordoar vários inimigos, congelar superfícies para derrubar gente escorregando, encher uma área de veneno e explodir depois, ou usar teleporte para jogar um oponente no meio da confusão. E como os inimigos também usam essas ideias contra você, cada confronto vira um quebra cabeça tático onde preparo e leitura de turno importam tanto quanto dano bruto. A construção de personagem também é um vício: dá para misturar classes e escolas de magia, criar combos entre membros do grupo e montar builds bem diferentes, de um guerreiro tanque que controla o campo a um ladino que apaga alvos, ou um mago que transforma o chão em armadilha viva.
A edição Definitive deixa tudo mais redondo, com melhorias e ajustes que tornam a experiência mais completa e consistente, além de reforçar o elenco e a narrativa. E o elenco aqui é forte: você pode criar um personagem do zero ou escolher personagens de origem com histórias próprias, conflitos internos e interações especiais, o que muda diálogos, caminhos e até a forma como você enxerga os acontecimentos. Isso dá muita vontade de rejogar, porque outra party, outras escolhas e outra abordagem podem transformar a campanha em uma experiência quase nova.
O mais impressionante é ter um RPG desse tamanho em modo portátil, perfeito para mergulhar em missões longas, batalhas táticas e exploração com calma. E para quem curte jogar junto, o cooperativo é uma das partes mais legais do pacote, porque a aventura fica ainda mais dinâmica quando duas pessoas discutem planos, dividem papéis e até discordam de decisões, já que o jogo realmente permite que o grupo siga caminhos diferentes dentro da mesma história. No fim, Divinity: Original Sin 2 Definitive Edition é um prato cheio para quem ama RPG de verdade, com liberdade, estratégia, história forte e aquela sensação rara de que você não está só seguindo uma aventura, você está escrevendo a sua.
22 – Dark Souls Remastered

Dark Souls Remastered é aquele jogo que todo mundo já ouviu falar pela fama de difícil, mas que na real brilha mesmo é pela sensação de conquista e pela atmosfera única, porque ele te joga em Lordran sem te tratar como criança, sem setinha no chão e sem explicação mastigada, e te obriga a aprender na prática, prestar atenção no cenário, respeitar cada inimigo e entender que cada passo tem consequência. Você começa como um morto-vivo tentando quebrar uma maldição, mas rapidamente percebe que a graça não é só “zerar”, e sim sobreviver a um mundo em ruínas, cheio de mistério, tragédia e histórias contadas em detalhes pequenos, como descrições de itens, diálogos enigmáticos e ambientes que parecem carregar memória. É aquele tipo de jogo que faz você montar o quebra-cabeça da lore sozinho e, quando tudo encaixa, dá vontade de conversar sobre teorias por horas.
O combate é metódico e tenso, com foco total em timing, posicionamento e leitura de padrões. Aqui, apertar botão sem pensar é convite para morrer: você precisa gerenciar estamina para atacar, defender, rolar e correr, escolher quando ser agressivo e quando recuar, e entender o alcance real da sua arma. E como existem várias classes iniciais, estilos de build e equipamentos, dá para jogar do seu jeito, seja com escudo e paciência, com duas mãos e muita coragem, com magia para controlar distância, ou com builds híbridas que misturam tudo. Cada inimigo vira uma mini lição, e os chefes são momentos de pura adrenalina, com lutas que parecem impossíveis até você aprender o ritmo, identificar janelas e vencer na raça, naquela vitória que faz você largar o controle e respirar aliviado de verdade.
A progressão é viciante porque o jogo recompensa atenção e exploração. Lordran é um mapa interconectado genial, cheio de atalhos que se abrem e fazem você perceber que áreas gigantes estavam conectadas o tempo todo, criando um sentimento de “caramba, eu estou entendendo esse mundo” que poucos jogos conseguem. As fogueiras funcionam como respiro e também como tensão, porque descansar recupera seus recursos, mas faz inimigos voltarem, então você vive equilibrando risco e segurança. No meio disso tudo, o sistema online dá um tempero especial: mensagens no chão que podem te salvar ou te trollar, invasões que transformam qualquer área em pânico instantâneo, e cooperação para encarar chefes com outra pessoa, criando histórias emergentes que variam de épicas a hilárias.
Remastered traz a experiência clássica com ajustes e melhorias, e no Switch o charme extra é ter esse mundo brutal na mão, perfeito para jogar em sessões curtas tentando passar “só mais um trecho” ou em maratonas quando você está no modo teimosia total. No fim, Dark Souls Remastered é obrigatório porque não é só um jogo difícil, é um jogo justo, com level design lendário, combate que te ensina a jogar melhor e uma atmosfera tão marcante que fica com você muito depois dos créditos, do tipo que transforma cada vitória em história para contar.
21 – The Witcher 3: Wild Hunt Complete Edition

The Witcher 3: Wild Hunt Complete Edition é aquele RPG gigantesco que faz você ligar o Nintendo Switch para “resolver uma missão rapidinho” e, quando percebe, já passou a noite inteira cavalgando por estradas lamacentas, entrando em tavernas suspeitas e se metendo em histórias que parecem episódios completos de uma série premium. Você controla Geralt de Rívia, um bruxo caçador de monstros que vive de contratos, investigações e escolhas difíceis, enquanto procura Ciri em meio a uma guerra que está engolindo reinos inteiros. Só que o grande truque do jogo é que ele não te entrega uma aventura de herói limpinha e previsível: aqui, quase tudo é cinza, as pessoas mentem, sofrem, se contradizem, e muitas vezes a sua decisão “certa” cobra um preço mais tarde. É um mundo que te puxa pela curiosidade, mas te prende pelo peso das consequências.
O mapa é enorme e lotado de coisa boa para fazer, e o mais impressionante é que as side quests não parecem encheção de linguiça. Tem contrato de monstro que vira investigação completa, missão pequena que desanda para drama pesado, e histórias paralelas tão bem escritas que dá vontade de esquecer a missão principal só para ver onde aquilo vai dar. E como Geralt é um bruxo de verdade, caçar criatura aqui não é só chegar batendo: você rastreia pegadas, analisa pistas, descobre fraquezas, prepara óleos para a espada, escolhe poções e usa sinais mágicos para controlar a luta. O combate mistura espada, magia e preparação, com esquiva, parry, bombas e ferramentas que mudam totalmente a abordagem dependendo do inimigo, o que dá aquela sensação deliciosa de que você está vencendo porque entendeu o alvo, não só porque está forte.
A ambientação é um show. De vilarejos pobres esmagados pela guerra a cidades cheias de intriga, passando por pântanos, florestas, ruínas e ilhas varridas pelo vento, o jogo consegue ser lindo e opressor ao mesmo tempo. E os personagens carregam o peso disso, com diálogos afiados, humor no ponto certo e relações que evoluem de forma natural, seja com aliados importantes, seja com gente comum que você encontra no caminho. No meio de tanta tensão, ainda tem um vício paralelo que muita gente abraça com orgulho: Gwent, o card game dentro do jogo, que começa como passatempo de taverna e de repente vira uma meta pessoal, com coleção de cartas, duelos, torneios e aquela vontade de montar um deck perfeito.
Como Complete Edition, o pacote no Switch vem com a campanha completa e as expansões, o que transforma isso numa maratona absurda de conteúdo. Hearts of Stone entrega uma trama mais fechada, intensa e cheia de reviravoltas, enquanto Blood and Wine praticamente é um jogo extra, com um mapa novo, clima diferente, novas missões e uma sensação de “último grande capítulo” que fecha a experiência com estilo. No Nintendo Switch, The Witcher 3 vira ainda mais irresistível por ser portátil: é um mundo enorme para carregar no bolso, perfeito para jogar em sessões curtas ou se perder por horas. No fim, é um daqueles jogos que entram fácil em qualquer lista dos melhores do console porque combina narrativa de alto nível, liberdade real de exploração e um universo que faz cada desvio do caminho parecer a melhor decisão que você podia ter tomado.
20 – Crash Bandicoot 4: It’s About Time

Crash Bandicoot 4: It’s About Time é a volta em grande estilo de um dos mascotes mais carismáticos dos games, e no Nintendo Switch ele entrega exatamente o que a galera queria: plataforma raiz, rápido, colorido, cheio de personalidade e com aquela dificuldade que te faz rir, passar raiva e comemorar como se tivesse ganhado campeonato. A história já começa no caos, com Neo Cortex e companhia aprontando mais uma e rasgando a realidade, o que vira desculpa perfeita para o Crash e a Coco atravessarem dimensões com fases que mudam de tema o tempo todo e parecem sempre ter uma novidade para te derrubar ou te surpreender.
A jogabilidade é plataforma 3D no estilo “corredor”, com foco total em precisão. Você corre, pula, gira, desliza, quica em caixas, pega frutas Wumpa e tenta chegar no fim sem ser esmagado, explodido, queimado ou jogado no abismo por alguma armadilha absurda. O grande diferencial aqui é como o jogo brinca com ritmo e controle, porque além de fases longas e cheias de caminhos alternativos, ele adiciona as Quantum Masks, máscaras que dão poderes bem criativos e mudam a forma como você enxerga cada trecho. Tem máscara que permite girar para atravessar objetos e ganhar tempo no ar, outra que inverte gravidade e transforma paredes e tetos em pista, uma que desacelera o tempo para passar por sequências impossíveis no reflexo normal, e outra que troca elementos do cenário, revelando plataformas e caixas que antes nem existiam. Isso cria desafios com cara de puzzle em movimento, onde saber usar o poder no timing certo vale mais do que só decorar o salto.
O jogo também é generoso em variedade. Você não joga só com Crash e Coco, mas assume outros personagens em momentos específicos, cada um com habilidades próprias e fases desenhadas para explorar estilos diferentes, o que quebra a repetição e mantém a campanha sempre com cara de “próximo capítulo”. E para quem gosta de extrair tudo, Crash Bandicoot 4 é praticamente um parque de diversões para completistas: além de achar gemas, caixas escondidas e rotas secretas, você tem fases alternativas com variações de visual e desafio, relíquias de tempo para quem curte dominar cada curva e modos que colocam sua consistência à prova. Ele não é o Crash mais “de boa” do mundo, e em vários momentos o jogo exige controle fino e paciência, mas é justamente aí que ele brilha, porque a sensação de aprender o trecho, limpar a fase e finalmente acertar uma sequência difícil é boa demais.
Crash Bandicoot 4: It’s About Time é um dos melhores plataformas do Switch para quem curte desafio de verdade, fases criativas, humor cartunesco e aquela energia clássica de “mais uma tentativa e eu passo”, com um pacote que respeita a história da série, mas moderniza tudo com ideias novas e um level design que não deixa o jogador respirar.
19 – Paper Mario: The Thousand-Year Door

Paper Mario: The Thousand-Year Door no Nintendo Switch é um RPG que mistura aventura, humor e carisma num nível absurdo, daqueles jogos que você começa pelo visual fofinho e, quando percebe, já está completamente investido na história, nos personagens e em cada mistério do caminho. Aqui, o Mario vai parar em Rogueport, uma cidade portuária cheia de picaretas, becos suspeitos e figuras esquisitas, para caçar o lendário tesouro escondido atrás da Porta Milenar. Só que nada é simples: a jornada vira uma sequência de capítulos super marcantes, com lugares muito diferentes entre si, clima de “episódio de anime” a cada região e um elenco que rouba a cena, sempre com diálogos rápidos, piadas certeiras e aquele toque de aventura que faz você querer ver o próximo acontecimento imediatamente.
O combate é por turnos, mas com um tempero que deixa tudo mais vivo e viciante: os comandos de ação. Em vez de só escolher “atacar” e assistir, você aperta botões no timing certo para bater mais forte, reduzir dano, esticar combos e até deixar sua defesa mais eficiente, então a luta vira uma mistura deliciosa de estratégia e habilidade. E como as batalhas acontecem em um palco, com plateia reagindo, jogando itens, atrapalhando ou ajudando, cada confronto tem personalidade própria, principalmente quando você começa a dominar o ritmo do show. Além disso, os parceiros do Mario são um destaque gigantesco: cada um tem habilidades únicas para lutar e para explorar o mapa, abrindo atalhos, resolvendo situações e mudando completamente como você encara certos trechos. O sistema de badges fecha o pacote com chave de ouro, porque te dá liberdade real para montar seu “build”, escolhendo se você quer focar em mais dano, mais defesa, mais recursos, combos específicos ou jogadas mais malandras, o que deixa o jogo perfeito tanto para quem quer só curtir a história quanto para quem gosta de otimizar tudo.
Fora das batalhas, a exploração é cheia de segredos, puzzles leves e missões paralelas que valem a pena, com um mundo que recompensa curiosidade o tempo todo. O remake no Switch ainda dá aquela polida que a aventura merecia, deixando tudo mais bonito, mais fluido e ainda mais gostoso de jogar, sem perder a identidade clássica. No fim, Paper Mario: The Thousand-Year Door é um dos RPGs mais inesquecíveis do console porque entrega uma campanha com momentos icônicos, combate criativo, personalização esperta e um charme tão forte que você termina já querendo recomeçar, só para reviver a viagem e testar builds diferentes.
18 – Monster Hunter Rise

Monster Hunter Rise é pura adrenalina em forma de caçada no Nintendo Switch, um jogo que te joga em arenas abertas gigantescas para enfrentar monstros colossais e, sem você perceber, vira um vício de progressão e domínio mecânico. A premissa é simples e perfeita: você é um caçador da Vila Kamura e precisa se preparar para expedições onde cada monstro é praticamente um “boss” completo, com padrões próprios, pontos fracos, ataques que mudam conforme o estado da luta e aquele momento clássico em que ele foge para outra área e você vai atrás, afiando arma, tomando poção e pensando na próxima jogada. O loop é perigoso de tão gostoso: você derrota um monstro, transforma partes dele em armaduras e armas novas, testa um set diferente, libera missões mais difíceis e percebe que está caçando não só por loot, mas porque quer ficar melhor, mais rápido e mais confiante na próxima luta.
A grande sacada de Rise é como ele deixa a ação mais ágil e divertida sem perder a pegada estratégica da série. O Wirebug muda tudo, porque dá mobilidade absurda com ganchos e movimentos especiais, permitindo reposicionamento no ar, esquivas estilosas e ataques com “assinatura” de cada arma. Isso deixa o combate com cara de dança: você aprende o tempo do monstro, encaixa seu combo, usa o fio para escapar de uma pancada impossível, volta por cima e vira a luta com inteligência. E o jogo te dá ferramentas para manter o ritmo lá em cima, como o Palamute, que funciona como montaria e parceiro de combate, acelerando deslocamento no mapa e deixando as caçadas mais fluidas, além do Palico ajudando com suporte e utilidades.
A variedade de armas é um espetáculo à parte e é um dos motivos de Rise ser tão viciante. Cada arma é praticamente um jogo diferente, com ritmo, alcance e estilo próprios, indo de opções rápidas e agressivas a armas pesadas que recompensam paciência e posicionamento. E como montar build faz diferença real, você entra naquele modo laboratório: escolher habilidades de armadura, talismãs, decorações, elementos e afinidade para montar um set que combina com seu jeito de jogar. Quer mais mobilidade, mais dano crítico, mais resistência, mais suporte para o time, dá para ajustar tudo e sentir o impacto na prática, principalmente quando o jogo começa a cobrar execução e leitura de padrão.
As missões têm aquele clima de “vamos lá, mais uma” porque sempre existe um objetivo claro, uma rota melhor para fazer, um monstro que você ainda não domina e um upgrade que está a um drop de distância. O modo Rampage adiciona uma energia diferente com defesa de base e caos controlado, enquanto o conteúdo principal brilha mesmo é nas caçadas tradicionais, onde cada encontro vira uma história. E no multiplayer, Rise vira festa de verdade: entrar em missão com amigos ou com matchmaking e ver quatro caçadores coordenando armadilhas, buffs, montarias e dano concentrado é uma satisfação enorme, especialmente quando o monstro está no limite e o time encaixa tudo no timing perfeito.
Monster Hunter Rise é um dos jogos mais fortes do Switch porque entrega ação de alto nível, progressão viciante e um teto de habilidade que faz você sentir evolução real, da primeira caçada meio atrapalhada até o momento em que você já está lendo movimentos, punindo aberturas e caçando com estilo. É daqueles jogos que viram rotina boa, sempre com um monstro a mais para derrubar e um set novo para testar.
17 – Pikmin 4

Pikmin 4 é um jogo que parece fofo e tranquilo por fora, mas por dentro é um vício de estratégia em tempo real que te deixa pensando em rotas, eficiência e “só mais um dia” sem perceber. A premissa já te puxa: você chega a um planeta misterioso para uma missão de resgate, e logo está explorando quintais, cavernas e áreas que parecem comuns, só que vistas do tamanho de uma formiguinha, tudo gigantesco, cheio de perigos e com segredos por todo lado. A graça é comandar um exército de Pikmin, criaturinhas coloridas que você cultiva, organiza e lidera para carregar tesouros, construir caminhos, derrubar obstáculos e enfrentar inimigos, sempre equilibrando pressa e cuidado, porque qualquer erro pode virar tragédia em segundos.
O loop é delicioso porque mistura exploração com gestão de tempo e microdecisões o tempo inteiro. Você escolhe para onde ir, separa seu esquadrão, decide quem vai trabalhar e quem vai lutar, usa atalhos, abre pontes e vai transformando o mapa em um lugar cada vez mais dominado por você. E o jogo recompensa muito quem joga com cabeça: dá para otimizar rotas, deixar “equipes” carregando coisas enquanto você resolve outro objetivo, e voltar para a base com aquele sentimento de produtividade máxima. É aqui que entra a palavra que Pikmin 4 praticamente te ensina na marra: dandori, a arte de planejar e fazer tudo render, que vira um dos temperos mais viciantes da campanha, inclusive em desafios específicos e batalhas de eficiência que testam seu domínio de verdade.
A variedade de Pikmin é o que faz cada área se comportar como um quebra cabeça vivo. Cada tipo tem características próprias, então você aprende a trocar o time conforme o terreno e as ameaças. Tem Pikmin que resiste a elementos perigosos, outros que voam para alcançar lugares difíceis, outros que brilham em combate ou em tarefas específicas, e o jogo fica cada vez mais esperto em misturar obstáculos para te obrigar a pensar, não só lotar a tela de bichos. As cavernas são outro destaque porque mudam o ritmo para algo mais tenso e concentrado, com andares cheios de surpresas, inimigos mais traiçoeiros e recompensas grandes, além daquela sensação clássica de “ok, só mais um andar e eu paro”, que nunca é só mais um.
A grande estrela nova é o Oatchi, seu companheiro canino, que muda completamente a forma de jogar. Ele te dá mobilidade, força para carregar coisas pesadas, ajuda no combate e ainda abre possibilidades de exploração que deixam tudo mais fluido e mais criativo. Em muitos momentos, a solução não é só mandar mais Pikmin, e sim usar o Oatchi do jeito certo, combinando habilidades para atravessar áreas perigosas, resgatar aliados e manter seu time vivo. E quando o jogo entra nas expedições noturnas, o clima muda total: a tensão sobe, a missão fica mais focada em defesa e sobrevivência, e você precisa ser rápido e inteligente para segurar as ondas de inimigos e proteger o que importa, criando uma variedade excelente dentro da campanha.
Visualmente, Pikmin 4 é lindo e cheio de detalhe, com cenários que parecem dioramas vivos, animações super carismáticas e um senso de escala que faz qualquer objeto comum virar uma paisagem gigante. No fim, é um jogo que mistura fofura com estratégia de um jeito único, perfeito tanto para quem quer relaxar explorando e coletando tesouros quanto para quem fica obcecado em jogar melhor, mais rápido e mais eficiente. Pikmin 4 é daqueles títulos que te fazem sorrir, mas também te desafiam de verdade, e quando você percebe já está completamente apegado ao seu exército colorido e ao caos organizado que só essa série entrega.
16 – Metroid Dread

Metroid Dread é um dos jogos mais intensos e “na veia” do Nintendo Switch, um retorno absurdo da Samus Aran em um Metroid 2D que mistura exploração clássica com um clima de perseguição que deixa o coração acelerado. A história te joga no planeta ZDR para investigar um sinal misterioso, mas em poucos minutos você já entende que está presa em um lugar hostil, cheio de segredos, laboratórios sinistros, criaturas violentas e uma sensação constante de que você está sendo caçada. O jogo tem aquela magia de Metroid de sempre: você começa vulnerável, com poucas habilidades, e vai reconquistando poder aos poucos, abrindo o mapa como se estivesse desmontando um quebra cabeça gigante, onde cada upgrade muda completamente sua mobilidade e as rotas que você consegue enxergar.
A jogabilidade é rápida, precisa e deliciosa. Samus se movimenta com uma fluidez que dá gosto, escalando, deslizando, mirando livremente e encaixando tiros e mísseis com agilidade, e isso faz cada sala virar um mini desafio de leitura e execução. O combate é agressivo e recompensador, com inimigos que te pressionam e te obrigam a jogar para frente, e o contra-ataque corpo a corpo continua sendo uma ferramenta importante para abrir brechas, controlar ameaças e manter o ritmo. Conforme você desbloqueia habilidades novas, como upgrades de mobilidade e armas mais poderosas, o jogo vira uma dança: entrar, limpar a sala rápido, achar um caminho escondido, testar uma parede suspeita, voltar com um poder novo e descobrir que aquela “rua sem saída” era um atalho genial.
O grande diferencial, e o que dá o nome Dread, são os E.M.M.I., robôs caçadores que patrulham áreas específicas e transformam a exploração em puro suspense. Quando você entra em uma zona deles, o clima muda na hora: o jogo fica mais tenso, a música e o som entregam perigo, e você precisa usar furtividade, velocidade e rotas inteligentes para sobreviver. Ser pego geralmente significa derrota imediata, então cada fuga vira um momento cinematográfico que depende do seu controle e do seu sangue frio. E o mais legal é que não é só “correr por correr”, porque você aprende a manipular o comportamento deles, usar habilidades para se esconder, criar distância e, no momento certo, virar o jogo para conseguir os upgrades necessários para finalmente derrubá-los.
Os chefes e inimigos especiais são um show à parte. Metroid Dread tem lutas que exigem leitura de padrão, posicionamento e reação rápida, e ele é muito bom em te ensinar na prática: você apanha, entende o que está acontecendo, volta melhor e de repente está desviando por instinto e punindo aberturas como se fosse natural. Essas batalhas também valorizam suas ferramentas, porque mísseis, feixes e habilidades novas não são enfeite, eles entram no centro da estratégia e mudam o ritmo do confronto. E como o jogo é cheio de atalhos, upgrades opcionais e caminhos alternativos, ele recompensa demais quem explora com atenção, caça melhorias e tenta otimizar rota, trazendo aquela vontade clássica de rejogar para fazer mais rápido, pegar mais itens e descobrir jeitos diferentes de atravessar o mapa.
Visualmente, é um dos 2D mais bonitos e bem animados do Switch, com ambientes detalhados, efeitos que destacam a ação e uma direção de arte que faz cada área de ZDR ter identidade própria, além de uma narrativa mais presente, com cenas e revelações que empurram a história sem tirar o controle da sua mão por tempo demais. No fim, Metroid Dread é obrigatório porque entrega exatamente o que um Metroid 2D precisa ser: exploração viciante, progressão satisfatória, combate afiado e um senso de perigo constante que transforma cada corredor em desafio, cada upgrade em conquista e cada fuga em momento memorável.
15 – Xenoblade Chronicles: Definitive Edition

Xenoblade Chronicles: Definitive Edition é um RPG enorme e inesquecível no Nintendo Switch, daqueles que te fazem olhar para o relógio e perceber que você passou horas explorando “só mais um pedaço” de um mundo que parece não acabar. A história já começa com impacto, colocando você na pele de Shulk, um jovem que vê sua vida virar do avesso quando a guerra entre os Bionis e os Mechonis explode de vez, e a lendária espada Monado entra em cena com poderes que mudam tudo. O que começa como vingança e sobrevivência vai crescendo para uma aventura épica, cheia de revelações, reviravoltas e momentos dramáticos que grudam, com um elenco que evolui bastante e um senso constante de “ok, eu preciso ver o que vem a seguir”.
O mundo é um dos maiores destaques, porque ele não é só grande, ele é criativo: você explora áreas que existem sobre corpos de titãs colossais, com planícies gigantescas, cavernas, picos, florestas e regiões que mudam completamente de clima e identidade visual. E o jogo adora te recompensar por curiosidade, seja com vistas absurdas, itens escondidos, inimigos gigantes de nível altíssimo rondando o mapa e missões paralelas que ajudam a dar vida às cidades e aos personagens. É fácil cair naquele loop viciante de “vou só abrir mais um pedaço do mapa”, “vou só completar mais uma quest”, “vou só enfrentar aquele monstro único”, porque Xenoblade tem um senso de escala que poucos RPGs conseguem entregar.
O combate mistura ação e estratégia em tempo real de um jeito bem próprio. Você ataca automaticamente, mas o verdadeiro jogo acontece no posicionamento e no uso das Arts, habilidades com recarga, efeitos e funções diferentes. Bater nas costas do inimigo na hora certa, controlar aggro, encaixar Break, Topple e Daze para derrubar e travar o oponente, coordenar a party e saber quando usar um Chain Attack para estourar dano e extender combos, tudo isso dá aquela sensação deliciosa de que você está melhorando de verdade, não só ficando mais forte por número. E aí entra a mecânica mais icônica do jogo: as Visions. Em momentos críticos, Shulk prevê ataques futuros e você precisa reagir rápido, mudando a tática, defendendo aliados, puxando a atenção do inimigo ou usando a habilidade certa para evitar um desastre. Isso deixa as lutas tensas e cinematográficas, principalmente contra chefes e monstros únicos, quando um erro vira wipe e um acerto vira vitória de levantar da cadeira.
Definitive Edition é a forma mais gostosa de viver o clássico, com melhorias de qualidade de vida, visual mais bonito e um acabamento geral que deixa tudo mais fluido e moderno sem perder a identidade do original. A trilha sonora também é absurda, com temas que elevam exploração e batalhas e fazem cada área parecer ainda mais marcante. No fim, Xenoblade Chronicles: Definitive Edition é obrigatório para quem curte RPG grandioso, mundo para explorar sem fim, combate cheio de camadas e uma narrativa que começa forte e só vai ficando maior, mais intensa e mais emocionante a cada capítulo.
14 – Xenoblade Chronicles 3

Xenoblade Chronicles 3 é um RPG gigante e emocional no Nintendo Switch que te engole por dezenas, às vezes centenas de horas, porque ele acerta em cheio na mistura de história épica, mundo enorme e combate viciante. O jogo se passa em Aionios, um planeta preso em guerra eterna entre duas nações, Keves e Agnus, onde soldados literalmente nascem para lutar e vivem com o tempo contado. Você acompanha um grupo de seis protagonistas, três de cada lado, que começam como inimigos, mas acabam obrigados a caminhar juntos quando descobrem uma verdade que vira o mundo deles do avesso. A partir daí, Xenoblade Chronicles 3 vira uma viagem pesada e humana sobre amizade, propósito, liberdade e o que significa existir quando o seu destino já parece decidido, com cenas fortes, reviravoltas e um elenco que cresce muito conforme você avança.
A exploração é um dos grandes vícios. Os mapas são enormes, cheios de vistas absurdas, áreas secretas, monstros gigantes que você vê de longe e pensa “um dia eu volto aqui”, e aquele prazer clássico de encontrar um caminho escondido que te joga em uma região totalmente nova. O jogo é ótimo em te dar motivos para sair da rota principal, porque as missões paralelas não são só enfeite: muitas aprofundam colônias, personagens e conflitos do mundo, e frequentemente entregam momentos de história que parecem capítulos extras. Além disso, o sistema de Heroes adiciona um tempero delicioso, já que você recruta personagens especiais, desbloqueia novas classes e muda a cara do seu time com habilidades e funções diferentes, o que incentiva experimentar e montar composições bem variadas.
No combate, ele parece caótico no começo, mas vira um quebra-cabeça estratégico delicioso quando tudo “clica”. As lutas acontecem em tempo real, com ataques automáticos e um foco enorme em posicionamento, tempo de recarga e encadeamento de habilidades. Você alterna classes, mistura Arts de diferentes estilos, gerencia curas e aggro, e busca aquele fluxo perfeito de combos que derrubam o inimigo e abrem janela para explodir dano. O sistema de Chain Attacks é um espetáculo à parte, porque transforma momentos-chave em sequências cinematográficas onde você planeja a ordem dos personagens, estoura multiplicadores e vira o jogo quando a coisa aperta. E quando entra a mecânica de Interlink, com os pares se fundindo em Ouroboros, o combate ganha uma camada extra de poder e decisão, já que você escolhe quando transformar para pressionar, sobreviver ou finalizar, e ainda precisa controlar o limite para não perder o timing.
O resultado é um RPG que entrega escala, liberdade e emoção em alto nível, com trilha sonora marcante, direção de arte que faz cada região grudar na memória e um senso constante de progresso, seja por história, por exploração ou por domínio do sistema de classes. Xenoblade Chronicles 3 é daqueles jogos que você termina com sensação de ter vivido uma jornada de verdade, e que fica na cabeça por muito tempo depois dos créditos.
13 – Fire Emblem: Three Houses

Fire Emblem: Three Houses é um daqueles jogos no Nintendo Switch que começam como “RPG de estratégia com anime bonito” e viram um vício gigantesco de história, planejamento e apego a personagens, porque ele faz você se importar de verdade com cada aluno que entra no seu grupo. Você joga como Byleth, um(a) mercenário(a) que acaba virando professor(a) no mosteiro de Garreg Mach, uma espécie de academia militar no centro do continente de Fódlan. Lá, você escolhe uma das três casas, lideradas por Edelgard, Dimitri ou Claude, e essa decisão muda completamente o rumo da campanha, os aliados, os conflitos e até o jeito como você enxerga o mundo. O jogo te prende porque não é só “ganhar batalhas”, é acompanhar uma geração inteira crescendo, errando, amadurecendo e, mais tarde, encarando as consequências brutais de uma guerra que divide o continente.
O loop é delicioso justamente por alternar duas metades que se complementam. Fora do campo de batalha, você vive a rotina do mosteiro, explorando áreas, conversando, fazendo atividades, treinando, ensinando, escolhendo o foco de estudo de cada aluno e construindo relações. É aqui que nasce o vício: você começa a montar seu time como se estivesse cuidando de um elenco, decidindo quem vai virar cavaleiro, mago, arqueiro ou algo totalmente diferente do “destino” inicial, porque o sistema de classes e certificações dá liberdade para experimentar builds, corrigir fraquezas e criar combinações bem fortes. As relações também importam muito, porque os Supports liberam conversas excelentes, aprofundam personalidades, criam química entre personagens e ainda dão bônus práticos no combate, então investir em amizade e parceria é estratégia de verdade, não só fanservice.
Quando a ação começa, Three Houses entrega batalhas táticas por turnos com aquele tempero clássico de Fire Emblem: posicionamento é tudo, cada decisão tem peso, e um erro pode virar uma reação em cadeia que destrói sua formação. O sistema de armas e habilidades dá várias camadas para o jogador pensar, como durabilidade, artes de combate com efeitos especiais, magias com usos limitados por batalha, vantagens de alcance e terreno, além dos batalhões e Gambits, que funcionam como “cartas na manga” para controlar área, quebrar a postura de monstros gigantes e abrir espaço para finalizações. É o tipo de jogo em que você comemora uma jogada perfeita, uma defesa improvável ou um crítico salvador, e também entra em pânico quando um personagem querido fica em perigo, ainda mais se você jogar com permadeath, a regra clássica da série em que perder alguém significa adeus definitivo.
A narrativa é um dos maiores destaques do Switch inteiro. Three Houses é cheio de intriga política, choques ideológicos e dilemas que não são preto no branco, então você se pega pensando se tomou a decisão certa mesmo quando “venceu”. A estrutura em rotas diferentes dá um fator replay absurdo, porque jogar de novo com outra casa muda a perspectiva, revela informações novas e transforma personagens que eram aliados em figuras muito diferentes dependendo do caminho. No fim, Fire Emblem: Three Houses é obrigatório para quem curte estratégia, personagens marcantes e histórias que te puxam para dentro, entregando um pacote que mistura planejamento de longo prazo, batalhas tensas e um elenco que você passa a proteger como se fosse seu.
12 – Celeste

Celeste é um dos melhores jogos de plataforma do Nintendo Switch porque junta controle preciso, desafio viciante e uma história surpreendentemente humana em uma experiência que te dá vontade de tentar de novo imediatamente, mesmo depois de falhar vinte vezes seguidas. Você joga com Madeline, uma jovem decidida a escalar a Montanha Celeste, e o que começa como uma aventura simples vira uma jornada intensa sobre ansiedade, autossabotagem, coragem e o peso de continuar quando a sua própria cabeça parece te puxar para baixo. E o mais impressionante é como o jogo encaixa essa narrativa no gameplay sem perder ritmo, sem moralismo e sem enrolação, usando diálogos curtos, cenas marcantes e simbolismos que batem forte sem precisar gritar.
Na jogabilidade, Celeste é plataforma 2D pura e afiada. O kit de movimentos é simples de entender, mas profundo de dominar: pulo, escalada e um dash no ar que vira a base de tudo. A partir daí, cada fase começa a brincar com novas ideias, ventos que te empurram, plataformas que se movem, blocos que respondem ao dash, obstáculos que exigem timing perfeito e sequências que parecem impossíveis até você pegar o ritmo. O segredo é que o jogo é difícil do jeito certo, porque ele te cobra precisão, mas te respeita o tempo todo. Morreu? Você volta quase instantaneamente, sem tela de loading longa, sem punição chata, sem te fazer refazer um trecho enorme. Isso cria aquele ciclo delicioso de aprendizado na marra, em que cada tentativa te ensina um detalhe novo e, de repente, uma sala que parecia insana vira um percurso que sua mão faz no automático.
O level design é genial porque ele te treina sem você perceber. Celeste te apresenta um conceito, testa você num ambiente controlado e depois aumenta a complexidade até virar uma coreografia, sempre com espaço para criatividade e improviso. E para quem gosta de se desafiar de verdade, o jogo tem conteúdo extra para elevar a dificuldade com fases alternativas e desafios que exigem domínio total do movimento, além de colecionáveis que servem como um empurrão para explorar rotas mais arriscadas e aprender técnicas novas. Ao mesmo tempo, ele também é acolhedor: o Assist Mode permite ajustar dificuldade de forma personalizada, com opções para reduzir a frustração sem destruir a experiência, o que é perfeito para quem quer curtir a história e o clima, mas prefere um desafio mais leve.
No audiovisual, Celeste é inesquecível. A pixel art é linda, cheia de personalidade e com cenários que mudam de atmosfera de um jeito que acompanha a escalada e o estado emocional da jornada. E a trilha sonora é absurda, daquelas que grudam na cabeça e elevam cada tentativa, transformando derrota em motivação e vitória em catarse. No Switch, ele encaixa como uma luva: dá para jogar em sessões curtas no portátil, só “mais uma tela”, ou mergulhar por horas tentando vencer aquele trecho que virou sua obsessão. Celeste é um jogo que te desafia, te abraça e te transforma, e por isso é obrigatório para qualquer lista séria dos melhores do console.
11 – Hollow Knight: Silksong

Hollow Knight: Silksong é a sequência Hollow Knight, que demorou bastante para ser lançada, mas assim que você liga o jogo, de cara fica com a sensação de que o tempo de espera valeu cada segundo, porque dá para ver que tudo foi refinado com calma e carinho, mesmo quando o jogo resolve ser cruel de propósito.
Controlar a Hornet muda totalmente o ritmo da aventura: ela é rápida, acrobática e agressiva, e o combate vira uma dança de posicionamento, avanço e recuo, com inimigos que não ficam parados apanhando, eles reagem às suas escolhas, recuam para te puxar para uma situação ruim e punem qualquer vacilo com contra-ataques que doem. Pharloom é uma pancada visual, com cenários absurdamente detalhados, camadas e mais camadas de profundidade no fundo, efeitos que dão uma sensação de mundo vivo e uma variedade de geometria nas plataformas que faz cada área parecer construída à mão, sem aquele “quadradão” básico, e o mais incrível é que os biomas do jogo vão ficando cada vez mais bonitos e únicos sem cair na repetição.
A exploração continua com aquele gostinho de metroidvania raiz, incluindo o mapa que você precisa comprar em cada região e ir preenchendo na raça, e o jogo te dá muitos motivos para se perder, voltar, abrir atalhos e descobrir caminhos escondidos, só que nem sempre o “prêmio” é tão empolgante quanto a descoberta, porque algumas salas secretas acabam rendendo só materiais de craft, às vezes até inúteis na hora se seu inventário já estiver cheio. No som, Silksong é um espetáculo, com trilha forte e um sound design tão caprichado que cada salto, golpe e impacto é gostoso de ouvir, enquanto os inimigos soltam sons e falas em uma língua inventada que dá personalidade e, do nada, te faz rir no meio do caos, porque tem criatura ameaçadora que ataca fazendo barulho de balão murchando. E essa mistura de mundo desolado com humor é um dos grandes acertos, já que o jogo te deixa tenso, mas também cria situações tão absurdas e maldosas que você xinga e ri ao mesmo tempo, tipo quando você atravessa um trecho longo de plataforma esperando finalmente uma bancada para salvar o progresso e descobre que ela era uma armadilha.
A dificuldade é alta e, em arenas e chefes, eu fiquei preso por vários minutos longos, às vezes quase uma hora, mas o jogo passa aquela sensação de ser duro e justo, porque quando eu morria quase sempre era por leitura errada de animação, pânico ou posicionamento ruim, ainda mais em lutas com duplas bem coordenadas e ataques que não são só decorar padrão, já que projéteis e trajetórias podem variar e você precisa entender como seus movimentos influenciam o comportamento do inimigo.
Para quem curte desafio e quer um metroidvania mais intenso, mais dinâmico e mais bonito, Hollow Knight: Silksong entrega uma jornada brutal, estilosa e memorável, daquelas que te derrubam, te provocam e ainda assim fazem você tentar de novo sem pensar duas vezes.
10 – Super Smash Bros. Ultimate

Super Smash Bros. Ultimate é simplesmente o maior parque de diversões de pancadaria do Nintendo Switch, um jogo que você abre para brincar cinco minutinhos e, quando vê, está discutindo regras, escolhendo estágio, montando matchups e querendo “só mais uma” partida até acabar a bateria. A ideia é fácil de entender e perfeita: em vez de vencer esvaziando uma barra de vida, você aumenta a porcentagem do inimigo e tenta arremessar ele para fora da arena, criando lutas que viram um caos controlado cheio de viradas, reads e momentos absurdos. O elenco é gigantesco e parece uma celebração da história dos videogames, com personagens de várias eras e franquias, cada um com estilo próprio, golpes marcantes e jeitos totalmente diferentes de dominar o espaço, então sempre existe alguém novo para aprender e algum main para chamar de seu.
A jogabilidade é o grande segredo do vício porque funciona em dois níveis ao mesmo tempo. Dá para jogar de forma completamente casual, com itens ligados, fases malucas e quatro pessoas gritando no sofá, e também dá para levar a sério de verdade, desligando itens, escolhendo regras competitivas e explorando o teto de habilidade que o jogo tem. Movimentação, esquiva, recuperação fora da arena, controle de borda, punição de erro, leitura de hábito, tudo isso vira uma linguagem própria conforme você melhora, e o mais legal é sentir a evolução acontecendo: aquela queda boba para fora começa a virar uma recuperação no limite, aquele golpe aleatório vira um combo consistente, e de repente você está pensando em vantagem de frame sem nem perceber. E como o jogo tem muitos estágios, variações e músicas, cada luta parece um mini evento, com fanservice na medida certa e um ritmo que nunca enjoa.
Em modos, Ultimate é enorme e generoso. O modo World of Light entrega uma campanha grandona com mapa, desafios e progressão baseada em Spirits, um sistema viciante de colecionar e montar combinações que mudam atributos e vantagens, perfeito para quem gosta de desbloquear coisa e testar builds. Tem Classic Mode com rotas temáticas para cada personagem, desafios, treinamento, lutas especiais e opções suficientes para você ajustar o caos do jeito que sua galera curte, seja com stamina, time, stock, itens específicos ou regras bem “festa”. No multiplayer local, ele é obrigatório, porque é aquele jogo que junta gente que nem joga videogame e ainda assim todo mundo se diverte. E no online, quando a conexão ajuda, ele vira um buraco sem fim para quem quer subir nível, testar personagem, encarar rivais e viver aquele clima de “só mais uma ranqueada”.
Super Smash Bros. Ultimate é um dos títulos mais essenciais do Switch porque entrega conteúdo absurdo, carisma, variedade e um combate que é acessível na primeira partida, mas profundo o suficiente para virar obsessão por anos. É celebração, competição e bagunça boa no mesmo pacote, e poucos jogos conseguem ser tão perfeitos para o sofá quanto para quem quer realmente dominar o ringue.
9 – Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2

Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 é, para muita gente, o auge do Mario 3D no quesito criatividade pura, daqueles jogos que parecem um desfile infinito de ideias que funcionam na prática e ainda te fazem sorrir a cada fase nova. Em vez de só correr por plataformas “retas”, aqui você brinca com gravidade e planetinhas minúsculos, anda por paredes, dá voltas completas ao redor de esferas, salta entre asteroides, canhões, naves e constelações, sempre com aquela sensação gostosa de estar explorando um parque de diversões no espaço. A jogabilidade é extremamente precisa e gostosa, com o pulo do Mario encaixando perfeito, o giro sendo a assinatura do controle e as fases misturando plataforma, quebra-cabeça leve e desafios de ritmo, tudo embalado por um visual cheio de charme e uma trilha orquestrada que é simplesmente lendária.
O primeiro Galaxy ainda tem aquele clima mais “mágico” e aventureiro, com a história da Rosalina e os Lumas dando um tempero diferente para a jornada, além de missões com cometas e variações que te fazem revisitar mundos com objetivos novos. Já Galaxy 2 pega essa base e vira uma máquina de fase genial, mais direta, mais inventiva e muitas vezes mais desafiadora, com mecânicas que mudam o tempo todo e ideias que aparecem, brilham e se despedem antes de enjoar, além de momentos icônicos como a presença do Yoshi e fases que testam precisão e timing de um jeito viciante.
Ter Super Mario Galaxy para jogar em qualquer lugar é um luxo, porque é aquele tipo de jogo que encaixa tanto em sessões rápidas quanto em maratonas, sempre com uma estrela a mais te chamando, e a dupla Galaxy como conceito continua sendo referência máxima de level design, variedade e encanto, o tipo de experiência que entra fácil em qualquer lista séria dos melhores jogos da Nintendo.
8 – Hollow Knight

Hollow Knight é um metroidvania que virou obsessão no mundo inteiro, porque ele te joga em um mundo subterrâneo lindo e melancólico e te dá aquela liberdade perigosa de explorar do seu jeito, se perder, encontrar atalhos, abrir novas habilidades e, do nada, topar com um chefe que te faz repensar tudo o que você achava que sabia. Você controla um pequeno cavaleiro em Hallownest, um reino em ruínas cheio de cidades abandonadas, cavernas, trilhos, templos, lagos ácidos e regiões completamente diferentes em clima e identidade, todas conectadas como um labirinto gigante que vai se desdobrando conforme você ganha movimento, força e coragem. A graça está no ciclo perfeito de curiosidade e recompensa: cada canto pode esconder um mapa, um amuleto, um NPC estranho com diálogos marcantes, uma área secreta, um desafio opcional ou uma verdade a mais sobre o que aconteceu ali, e o jogo confia tanto em você que não fica segurando sua mão, então a sensação de descoberta é real.
O combate é simples de entender e profundo de dominar, com o seu ferrão como arma principal, magias que consomem Soul e uma movimentação que vai ficando cada vez mais gostosa conforme você desbloqueia dash, pulo duplo e outras ferramentas que mudam completamente sua leitura do mapa. Os inimigos não são só “obstáculo”, muitos têm padrões que te obrigam a aprender timing, espaço e ritmo, e os chefes são o tipo de luta que começa parecendo impossível, mas de repente você entra no flow, desvia no instinto, pune aberturas e vence com a mão tremendo de tanta adrenalina. O sistema de Charms é outro vício, porque ele te deixa montar seu estilo de jogo de verdade, escolhendo combinações que mudam dano, alcance, cura, geração de Soul, mobilidade e até a forma como você aborda exploração e desafios, então dá para jogar mais agressivo, mais defensivo ou mais “tático”, sempre com espaço para testar builds novas.
Visualmente, é um espetáculo em 2D, com animações fluidas, direção de arte sombria e delicada ao mesmo tempo, e ambientes que passam aquela sensação de solidão e grandeza que combina demais com a jornada. A trilha sonora é marcante, sabe quando ser calma e quando virar tensão pura, e o som do jogo, dos passos aos golpes, ajuda a criar um clima que te puxa para dentro. E a história é daquele tipo que não te entrega tudo mastigado, ela aparece em detalhes, falas, descrições e encontros, fazendo você montar o quebra cabeça sozinho e querer discutir teorias depois.
Hollow Knight encaixa perfeito no Switch porque dá para explorar em sessões curtas ou em maratonas intermináveis, sempre com mais uma área para abrir, mais um atalho para achar e mais um chefe para vencer, e quando você finalmente entende Hallownest, você percebe que acabou de jogar um dos mundos mais fantásticos do console.
7 – Hades / Hades II
Eis que o nosso TOP 100 acabou tendo mais de 100 jogos, pois na sétima posição temos um empate técnico de peso! Hades e Hades II, dois jogos da mesma série que simplesmente entregam excelência absurda no roguelike de ação. Hades ainda é o pacote mais redondo e icônico, com ritmo perfeito, builds viciantes e narrativa que flui a cada tentativa. Já Hades II expande tudo com novas ideias, mais possibilidades de combate e uma sensação constante de novidade. No fim, foi impossível escolher um “melhor” sem ser injusto com o outro, então os dois dividem a posição pela qualidade absurda e pelo quanto se complementam.

Hades
Hades é um daqueles jogos que te prende no ciclo mais perigoso possível: você morre, volta para o começo e, em vez de ficar frustrado, só pensa “beleza, agora vai”, porque cada tentativa é diferente, mais forte e mais empolgante. Você controla Zagreus, o filho de Hades, tentando fugir do Submundo, e essa premissa simples vira um festival de ação rápida, builds quebradas e história boa que se desenrola naturalmente entre uma run e outra. O combate é o grande vício aqui, com controles precisos, esquiva que te deixa brincar com risco e recompensa e arenas que te obrigam a se mexer o tempo todo, lendo padrões, controlando espaço e explodindo inimigos em segundos quando sua combinação encaixa. E o melhor é que o jogo te dá várias armas com estilos totalmente diferentes, então mudar de equipamento realmente muda seu jeito de jogar, seja no corpo a corpo agressivo, no alcance seguro, em ataques carregados ou em combinações mais técnicas.
Só que Hades não é só pancadaria, ele é um laboratório de builds absurdamente divertido. Em cada sala, você escolhe bênçãos dos deuses do Olimpo que alteram seus ataques, especiais, dash e habilidades, criando sinergias que vão de “build limpa e consistente” até “isso aqui virou um caos lindo e derrete chefes”. Tem run que vira eletricidade saltando entre inimigos, outra que vira crítico insano, outra que vira controle de área com congelamento, veneno, empurrão, explosão, e por aí vai, e como as escolhas são rápidas e claras, você está sempre montando uma estratégia enquanto joga, sem travar o ritmo. A progressão também é daquelas que respeitam seu tempo: mesmo quando dá ruim, você volta com recursos para fortalecer Zagreus, liberar melhorias, destravar novas opções e sentir que está avançando de verdade, o que deixa o “só mais uma tentativa” praticamente inevitável.
O que coloca Hades em outro patamar, porém, é como ele conta história dentro de um roguelike sem atrapalhar a ação. Cada morte vira parte da narrativa, cada conversa no hub traz um detalhe novo, e o elenco é carismático demais, com personagens que você passa a querer reencontrar só para ouvir mais uma fala. A dublagem é excelente, os diálogos são afiados, cheios de personalidade e reatividade, e o jogo faz você se importar com relações, conflitos e segredos enquanto ainda está obcecado em melhorar seu tempo e sua build. Visualmente, ele é estiloso e marcante, com direção de arte forte, efeitos que deixam a ação legível mesmo no caos, e uma trilha sonora que empurra você para frente e faz cada chefe parecer um evento. No Switch, Hades é perfeito porque encaixa tanto em sessões rápidas quanto em maratonas no portátil, e poucos jogos conseguem ser tão viciantes, tão bem escritos e tão satisfatórios de jogar quanto ele.
Hades II

Hades II foi aquele jogo em que eu percebi, poucas horas depois de começar, que estava diante de um candidato óbvio a melhor experiência do Nintendo Switch, porque ele pega tudo o que já era viciante no primeiro e transforma em algo ainda mais completo, mais variado e mais gostoso de jogar, sem perder a alma. Aqui a história troca Zagreus por Melinoe, uma bruxa treinada para encarar o impossível, e o objetivo é pesado: descer cada vez mais fundo para enfrentar Cronos, que tomou o controle e bagunçou o destino do Submundo inteiro. O mais impressionante é como o jogo funciona perfeitamente mesmo se você não jogou o anterior, mas ao mesmo tempo vive jogando referências e conexões para quem conhece a série, do jeito que dá vontade de conversar com todo mundo só para ver qual detalhe novo vai aparecer. O hub, as Encruzilhadas, vira parte do ritual: você volta de uma corrida, anda pelo lugar, fala com personagens cheios de carisma, pega missões paralelas, mexe em melhorias, coleta materiais, faz atividades leves como colher coisas, pescar e preparar recursos para a próxima tentativa, e quando percebe já está investido não só em “ficar mais forte”, mas em ver o mundo reagindo às suas vitórias e derrotas.
Na prática, o loop de gameplay é perigosamente perfeito: cada noite começa com a escolha de uma Arma Noturna, e cada uma muda seu jeito de jogar de um jeito real, seja com alcance, velocidade, peso, combos e cadência completamente diferentes, e ainda tem variações e upgrades que abrem novas estratégias conforme você avança. Aí entram as bênçãos dos deuses e outras entidades da mitologia, que aparecem de forma aleatória e te obrigam a improvisar, testar combinações e descobrir sinergias absurdas, então duas runs raramente têm a mesma cara, mesmo quando você passa pelos mesmos biomas. O diferencial de Melinoe é que ela não é só “arma na mão”, ela é magia também: existe uma barra de energia para feitiços e habilidades especiais, o que adiciona camada tática e um gerenciamento de recursos que deixa as lutas mais intensas, porque você precisa decidir quando gastar tudo para explodir uma sala e quando segurar para não chegar no chefe “seco”. E para amarrar tudo, o sistema de Arcana é viciante, porque você monta um baralho de efeitos passivos antes de sair, com limites que te forçam a escolher bem e a criar builds com identidade, tipo mais vida e recuperação, mais força nos feitiços, mais segurança para sobreviver a um erro, ou mais dano para jogar no risco total. Some a isso os Keepsakes, que você troca em pontos específicos durante a run para ajustar a estratégia, e pronto, você tem uma caixa de ferramentas gigante que faz cada tentativa parecer um experimento novo.
O combate é rápido, limpo e delicioso, com animações claras, impacto forte e aquela sensação de que morrer é culpa sua, não do jogo, só que Hades II não pega leve. Os Guardiões no fim de cada região são testes de leitura e execução, e aprender o padrão deles parece um quebra-cabeça de ação que você resolve na marra, até o momento em que aquilo que te travava vira “a parte que você passa no automático”. Ainda assim, quando chegam os desafios finais, a curva de dificuldade sobe mais do que você espera, com lutas que exigem build bem montada, posicionamento perfeito e calma para não entrar em pânico, e isso pode bater como uma parede nas primeiras tentativas, mas a sensação de progresso é real justamente por ser um jogo que te faz evoluir junto. E mesmo quando você perde, você volta para a base com novas conversas, novas possibilidades, novas melhorias e objetivos paralelos, como profecias e tarefas que te dão metas extras além de simplesmente “chegar mais longe”, então a repetição nunca vira tédio, vira combustível.
A apresentação é um espetáculo: arte lindíssima, retratos caprichados, cenários cheios de personalidade, efeitos que deixam as batalhas quase hipnóticas quando a tela enche de coisas, e uma direção de áudio absurda, com dublagem de alto nível, mixagem que dá peso a cada habilidade e músicas que sabem ser calmas quando precisam e insanas quando o chefe entra em cena. E o detalhe que mais me pegou foi a quantidade de diálogo único, porque mesmo repetindo encontros e chefes dezenas de vezes, sempre aparece uma fala nova comentando sua arma, suas escolhas, eventos recentes e até coisas pequenas que você fez, o que dá aquela sensação rara de jogo que realmente está prestando atenção em você. Para fechar, o sistema de relacionamentos é mais uma camada que prende, porque presentear personagens abre cenas, revela lados novos deles e pode até virar romance, mas mesmo sem focar nisso, dá vontade de ver tudo porque o elenco é bom demais. No fim, Hades II é o melhor porque junta combate viciante, variedade gigantesca de builds, história que cresce de forma natural com cada tentativa e um nível de polimento que faz você querer jogar “só mais uma run” até perceber que já é de manhã.
6 – Mario Kart 8 Deluxe / Sonic Racing: CrossWorlds
Mais um grande empate de titãs ultra podesos, pois na sexta posição temos Mario Kart 8 Deluxe e Sonic Racing: CrossWorlds, dois jogos que travaram um embate grandioso e de altíssimo nível, mas é impossível colocar um acima do outro… no fim das contas temos que fazer jus ao rigor técnico e diversão proporcionada pelos dois games de maneira justa, deixando-os empatados, pois é inegável o trabalho primoroso e cheio de capricho feito pela Nintendo no Mario Kart e pela Sega no Sonic Racing. Os dois jogos são apaixonantes, viciantes e acima de tudo, extremamente divertidos. Um verdadeiro presente para todos nós!
Abaixo confira o resumo de cada jogo, em ordem alfabética:
Mario Kart 8 Deluxe:

Mario Kart 8 Deluxe é o tipo de jogo que praticamente define o Nintendo Switch, porque funciona em qualquer cenário: sozinho tentando melhorar tempo, com amigos no sofá gritando a cada casco vermelho, ou no online naquela guerra fria de “ninguém confia em ninguém” na última volta. A fórmula é perfeita e continua imbatível: escolher um personagem, montar seu kart com combinações de corpo, rodas e asa-delta para ajustar aceleração, velocidade e controle, e cair em pistas que são um espetáculo de criatividade, cheias de atalhos, curvas deliciosas e detalhes que deixam cada corrida memorável. A pilotagem é afiada e viciante, com drift que recompensa timing, mini turbos que viram hábito, e a mecânica antigravidade trazendo um tempero extra, já que encostar nos oponentes em certas partes da pista vira estratégia para ganhar impulso e manter o ritmo. E claro, os itens continuam sendo a alma do caos divertido, porque eles equilibram disputa, criam viradas absurdas e transformam qualquer corrida em história para contar, especialmente quando entra a sequência clássica de tomar casco, perder moedas, ser ultrapassado e, do nada, puxar um item salvador para recuperar tudo na última curva.
O conteúdo é gigantesco e o pacote Deluxe é a versão mais completa e confortável para jogar. Além do modo Grand Prix e das corridas rápidas, tem Time Trials para quem gosta de caçar milésimos e aprender linha perfeita, e um Battle Mode excelente, com arenas dedicadas e variações como Balloon Battle e Coin Runners, perfeito para aquela rivalidade entre amigos que dura a noite inteira. No multiplayer local, ele é ouro puro, com tela dividida que vira evento instantâneo, e no online o jogo brilha pelo ritmo constante de partidas e pela sensação de sempre ter alguém no seu nível, seja para relaxar ou para suar tentando subir de posição. E como o Switch é portátil, Mario Kart 8 Deluxe tem aquela magia rara de ser um “jogo de festa” e, ao mesmo tempo, um jogo para treino sério, porque dá para jogar uma corrida rápida em qualquer lugar e ainda assim sentir que sempre existe algo para dominar melhor, seja um atalho mais consistente, um drift mais limpo ou uma defesa perfeita no momento em que o caos explode. No fim, é obrigatório porque poucos jogos conseguem ser tão acessíveis para quem nunca jogou quanto profundos e viciantes para quem quer melhorar de verdade, com carisma, variedade e replay praticamente infinito.
Ainda é possível adicionar o pacote de pistas adicionais, que está incluso no valor da assinatura do Nintendo Switch Online ou que pode ser adquirido na loja virtual do Nintendo Switch. As novas pistas trazem muita diversão adicional e ampliaram ainda mais o fator de diversão do jogo.
Sonic Racing: CrossWorlds:

Sonic Racing: CrossWorlds é aquele kart racer que te pega pelo colarinho e não solta, porque ele entende exatamente o que faz o gênero ser viciante: velocidade absurda, drift gostoso que recompensa timing e um monte de possibilidades para você moldar seu jeito de correr. A base é deliciosa e direta ao ponto, acelerar, derrapar, usar item e repetir, só que aqui o drift é praticamente uma linguagem própria, com barra de impulso em níveis, combos que encaixam um turbo no outro, saltos com truques no ar e aterrissagens já prontas para armar a próxima curva. Não tem “cola” grátis, errar a hora de soltar a derrapagem custa tração e velocidade, acertar te joga para frente como um foguete, exatamente aquela sensação de domínio mecânico que faz você querer tentar de novo só para fazer mais limpo.
O tempero que dá identidade ao jogo é o sistema CrossWorlds. A corrida tem três voltas e, no fim da primeira, aparece um anel de transferência: quem está em primeiro escolhe entre duas opções e todo mundo atravessa um portal para um trecho de outro mundo na segunda volta. Não é enfeite, esses CrossWorlds mudam a estratégia de verdade, com seções aéreas focadas em voo e caça a boosts, trechos aquáticos que pedem ritmo de salto e timing de curva, e segmentos mais técnicos que derrubam setups “só velocidade máxima”. A volta final mexe de novo no tabuleiro, com a pista base se reconfigurando, rotas novas aparecendo, perigos extras e um clima de “hora da verdade”, quando sua leitura de pista encontra sua build.
E é aí que entra o sistema mais viciante do pacote: os Gadgets. Você equipa melhorias numa placa com seis espaços e as escolhas vão muito além de números, porque mudam o comportamento do veículo de forma palpável. Dá para montar kit clássico de velocidade, aceleração, manuseio e boost, ou criar builds malandras que alteram sua forma de pilotar, como liberar um nível extra de drift para um estouro maior na saída de curva, turbinar truques no ar para emendar manobras, começar a corrida com itens específicos, carregar mais anéis e até transformar sua condução em uma arma encostando nos outros. Com isso, cada pista vira um laboratório gostoso, retas longas pedem uma configuração, traçados sinuosos e CrossWorlds de água pedem outra, e a sensação de autoria cresce junto com a vontade de voltar.
O jogo também acerta em colocar um rival “oficial” para apimentar as copas, com níveis de dificuldade, provocação e um comportamento que realmente pressiona, o que dá um alvo claro para sua competitividade. Itens são variados e bem caóticos, com opções ofensivas, defensivas e utilitárias, e o sistema de anéis fecha o ciclo de risco e recompensa: juntar anéis aumenta sua velocidade máxima, mas trombar, raspar e tomar hit derruba anéis e faz sua ponta final desabar, então escolher rotas mais arriscadas para pegar mais anéis vira estratégia real, não só ganância.
Em conteúdo, CrossWorlds vem forte. Grand Prix é o coração, com classes de velocidade que escalam de forma natural e uma corrida final que mistura uma volta de cada uma das três pistas anteriores, exigindo adaptação rápida entre temas e ritmos. Time Trial vira buraco de coelho para quem caça milésimos, testando linhas, boosts e variações de build, e ainda te empurra com recompensas e metas. Race Park é o modo perfeito para o sofá, com regras mais “festa” em equipe, tipo focar em coletar anéis, liberar só itens extremos ou criar condições diferentes de vitória, garantindo aquela bagunça divertida que rende risada e rivalidade na medida certa.
No audiovisual, é um show de cor e identidade. As pistas e os mundos alternativos têm temas claros e legíveis, variando entre metrópoles neon, praias ensolaradas, templos dourados, áreas geladas e cenários vulcânicos, e a transição de um mundo para outro durante a corrida é o tipo de coisa que vende a fantasia do jogo na hora. A trilha sonora é enorme e cheia de energia, com músicas e rearranjos que atravessam a história do Sonic, e o jogo ainda deixa você montar playlists por volta, o que dá uma assinatura muito pessoal para suas corridas. O som dos anéis, boosts, impactos e itens tem aquele DNA clássico que combina demais com o caos controlado do gênero.
No conjunto, Sonic Racing: CrossWorlds é um kart racer moderno que sabe o que quer ser: rápido, rejogável, cheio de conteúdo e com um teto de habilidade real, onde você sente sua evolução conforme domina drift, atalhos, timing de truques e decisões de item. Ele tem alguns poréns, como progressão mais grindada em partes, repetição de falas em sessões longas, ausência de modo história para variar objetivos, online limitado a um jogador por console e um estranhamento inicial em trechos aquáticos para quem ainda está pegando o jeito, mas nada disso apaga o essencial. Para quem ama corrida arcade, multiplayer barulhento no sofá e aquela caça eterna pelo tempo perfeito, é um estouro e um dos jogos mais viciantes do gênero para ter no Nintendo Switch.
5 – Super Mario Bros. Wonder

Super Mario Bros. Wonder é um jogo que te lembra, em menos de cinco minutos, por que Mario ainda é referência máxima em plataforma: ele pega a fórmula clássica de correr e pular e coloca uma explosão de criatividade em cada fase, com ideias que mudam o jogo o tempo todo e te fazem soltar um “não é possível” em sequência. A aventura se passa no Reino Flor, e a grande estrela aqui é a Flor Maravilha, que quando ativada transforma o estágio de formas completamente inesperadas, mudando regras, cenário e até o comportamento dos inimigos. Tem fase em que canos começam a se mexer como se estivessem vivos, outras em que a gravidade e o ritmo do desafio viram outra coisa, e momentos em que o jogo simplesmente decide enlouquecer com animações, efeitos e surpresas que deixam cada etapa com cara de evento. A sensação é de estar jogando um “best of” de ideias, só que tudo costurado com um level design afiado, que te desafia sem ser injusto e ainda te recompensa por explorar cada canto atrás de segredos, moedas e saídas alternativas.
Na jogabilidade, Wonder é delicioso porque é simples para quem só quer se divertir e profundo para quem gosta de dominar. Você escolhe entre vários personagens, incluindo opções que facilitam para iniciantes, e cada um encara as fases com o mesmo foco em precisão e ritmo. O grande tempero de progressão são os badges, que funcionam como habilidades equipáveis que mudam sua mobilidade e seu jeito de jogar, como pulo diferente, mais controle no ar, novas formas de desviar ou alcançar lugares difíceis. Isso dá um sabor de “montar build” dentro de um Mario 2D, fazendo você testar combinações, revisitar fases e encontrar jeitos mais estilosos de passar por trechos que antes pareciam travados. E quando o jogo quer te apertar, ele aperta com gosto, especialmente em fases bônus e desafios opcionais, mas sempre daquele jeito viciante em que você falha, entende o motivo e já aperta para tentar de novo.
O multiplayer também brilha, porque dá para jogar junto e transformar a campanha em bagunça organizada, com momentos de cooperação real, salvamentos no limite e aquela energia de todo mundo reagindo às mesmas loucuras das Flores Maravilha ao mesmo tempo. Visualmente, é um show, com expressões e animações super vivas, cenários coloridos e cheios de detalhe, e uma direção de arte que deixa tudo mais “cartoon” e expressivo sem perder a identidade Mario. A trilha sonora acompanha essa vibe, com músicas empolgantes e momentos que viram meme instantâneo, criando fases que ficam na cabeça mesmo depois de desligar o console. No fim, Super Mario Bros. Wonder é um Mario 2D com espírito de novidade constante, daqueles jogos que são fáceis de recomendar para qualquer pessoa, mas também têm conteúdo e desafio de sobra para quem quer completar tudo e provar que domina cada salto.
4 – Metroid Prime Remastered

Metroid Prime Remastered é uma aula de como fazer aventura em primeira pessoa com atmosfera, exploração e sensação de “eu descobri isso sozinho” em nível absurdo. Você volta a controlar Samus Aran em uma missão que começa com perseguição no espaço e rapidamente te joga em Tallon IV, um planeta misterioso, lindo e perigoso, onde tudo parece vivo, mas também contaminado por algo muito errado. A graça não é só atirar, é investigar: Metroid Prime sempre foi sobre entrar em um lugar desconhecido, observar o ambiente, sentir o clima e ir abrindo o mundo aos poucos, e aqui isso funciona como um vício. Você explora ruínas antigas, cavernas, laboratórios e regiões naturais com biomas bem diferentes, e cada área tem seus próprios perigos, inimigos e puzzles ambientais, então a progressão vira um quebra-cabeça gigante em que cada upgrade é uma chave que muda completamente o que você consegue fazer e para onde pode ir.
O jogo brilha na forma como mistura exploração e leitura de cenário com ação. O Visor de Scan não é enfeite, ele é parte da identidade do jogo, porque te incentiva a analisar criaturas, mecanismos, tecnologia Chozo e pistas da história espalhadas pelo planeta, montando a narrativa peça por peça enquanto você joga, sem precisar de cutscene o tempo todo. E conforme Samus recupera habilidades clássicas, como mísseis, bombas, o Morph Ball e feixes diferentes, você sente aquela evolução deliciosa de passar de “sobrevivendo” para “caçando”, dominando o mapa, abrindo atalhos e voltando em lugares antigos para acessar segredos que estavam te encarando desde o começo. As batalhas contra chefes são um show à parte, cheias de padrões, janelas de ataque e momentos em que você precisa trocar de visor ou de arma na hora certa, e o combate no geral tem um ritmo que mistura estratégia e reflexo, com inimigos que exigem atenção e te cobram posicionamento.
O Remastered faz justiça ao clássico com um upgrade visual impressionante, deixando ambientes e efeitos muito mais bonitos e nítidos sem perder a direção de arte original, além de manter aquela ambientação que gruda, com trilha sonora e sound design que transformam Tallon IV em um lugar que você sente, não só visita. Também é o tipo de jogo que ganha muito no Switch por causa das opções de controle mais modernas, que deixam mirar e se movimentar com mais conforto, tornando a experiência mais fluida para quem está chegando agora, sem tirar o charme de explorar com calma. No fim, Metroid Prime Remastered é obrigatório porque entrega uma aventura densa, imersiva e inteligente, com exploração viciante, upgrades que mudam o jogo de verdade e uma atmosfera sci-fi que faz cada corredor, cada sala secreta e cada descoberta parecer um momento importante.
3 – The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom

The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom é o tipo de jogo que faz você perder totalmente a noção de tempo, porque ele pega a liberdade absurda de Breath of the Wild e coloca um “motor de criatividade” por cima, te dando ferramentas para inventar soluções do seu jeito e transformar cada objetivo em uma história única. A aventura começa com Hyrule mudando de forma drástica, com ilhas flutuando no céu, fendas e mistérios se abrindo no mundo, e uma ameaça que não só aumenta o perigo, mas também dá um clima mais urgente para a jornada do Link. Só que a grande graça é que o jogo não te prende em um caminho único, ele te entrega um mundo gigante e fala, basicamente, vai lá e se vira, e isso aqui é um elogio, porque explorar é o coração de tudo. Você olha uma montanha e pensa “dá para chegar lá”, vê uma ilha lá em cima e pensa “ok, como eu subo”, cai em um buraco e descobre que existe um mundo inteiro embaixo, e quando percebe está marcando pontos no mapa, caçando santuários, resolvendo puzzles ambientais e tropeçando em eventos aleatórios que viram missão, recompensa ou confusão deliciosa.
O grande diferencial está nas habilidades novas, que mudam completamente a forma de interagir com o mundo. Com Ultrahand, você literalmente constrói coisas, junta peças, cria pontes, plataformas, máquinas malucas e veículos improvisados, e o mais divertido é que o jogo aceita tanto a solução elegante quanto a gambiarra genial. Fuse transforma armas e escudos em brinquedos de experimentação, permitindo combinar materiais e partes de inimigos para criar efeitos, aumentar dano, inventar ferramentas e até resolver problemas de forma criativa, então o loot deixa de ser só número e vira possibilidade. Ascend é aquela habilidade que parece simples, mas vira vício, porque te permite atravessar tetos e reaparecer em cima, abrindo rotas e atalhos que fazem o mundo parecer ainda mais “quebrável” e inteligente. E Recall, ao rebobinar o movimento de objetos, cria momentos absurdos de criatividade, seja para resolver enigmas, devolver projéteis para inimigos ou transformar um erro em oportunidade.
No combate, Tears of the Kingdom mantém a pegada de escolher como encarar cada situação, mas adiciona mais opções para você ser esperto e estiloso, usando o ambiente, construções, flechas com efeitos variados e combinações de itens que mudam totalmente uma luta. Os desafios em santuários e as dungeons trazem uma vibe de quebra-cabeça mais forte, explorando essas mecânicas novas de um jeito que te faz se sentir um gênio quando encaixa a solução, mesmo que a sua solução seja completamente diferente do que outra pessoa fez. E a exploração vertical é um show, porque agora Hyrule não é só “pra frente”, é para cima e para baixo, e a sensação de escala cresce demais quando você alterna entre o céu, a superfície e as profundezas, cada camada com seus próprios perigos, clima e recompensas.
Visualmente e na direção de arte, ele mantém aquele estilo que já é marca do Switch e consegue ser lindo tanto no nascer do sol em uma colina quanto em momentos mais sombrios e tensos, com trilha e ambientação que seguram a imersão o tempo todo. No fim, The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom é um daqueles jogos que não só te dá um mundo para explorar, ele te dá um conjunto de ferramentas para criar aventuras, e isso faz cada jogador ter uma experiência própria, cheia de descobertas, improvisos, falhas engraçadas e vitórias que parecem 100% suas.
2 – Super Mario Odyssey

Super Mario Odyssey é um dos jogos mais essenciais do Nintendo Switch porque ele pega a base do Mario 3D clássico e transforma tudo em um festival de criatividade, exploração e momentos “caramba, isso funciona mesmo”. A história é simples e perfeita para empurrar a aventura: Bowser sequestra a Peach e Mario parte em perseguição pelo mundo, só que agora com a ajuda do Cappy, um chapéu vivo que vira o grande truque do jogo. Com ele, Mario ganha a mecânica de captura, que permite possuir inimigos e criaturas para usar habilidades totalmente novas, e é aí que Odyssey brilha de verdade, porque cada reino vira uma caixa de brinquedos com regras próprias. Um minuto você está pulando e fazendo parkour como sempre, no outro está controlando um T-Rex gigante, virando um Goomba empilhável, se enfiando em canos como um verme elétrico ou usando corpos diferentes para resolver puzzles e alcançar áreas secretas.
A estrutura do jogo é viciante porque ele abraça exploração do jeito mais gostoso possível. Em vez de ser só “chegar ao fim da fase”, os reinos são áreas abertas cheias de segredos, desafios, minijogos, rotas alternativas e interações escondidas, então você sempre encontra uma Lua de Poder por curiosidade, por habilidade ou por pura observação do cenário. Isso cria um ritmo perfeito de recompensa constante, em que você faz uma missão grande, mas também pega várias luas no caminho por simplesmente existir e explorar, e quando percebe já está tentando completar tudo, caçando colecionáveis e abrindo desafios extras. E o jogo é excelente em variar o tom: tem reinos super coloridos e felizes, outros mais urbanos, outros com clima misterioso, e cada um tem identidade forte, trilha marcante e detalhes que deixam o mundo com cara de lugar de verdade.
Na jogabilidade, Odyssey é um dos Marios mais gostosos de controlar. O movimento do Mario é extremamente fluido e expressivo, com saltos, roladas e combinações que deixam você brincar com o espaço, e o Cappy vira uma ferramenta tanto para combate quanto para mobilidade, permitindo criar sequências estilosas e atravessar trechos de um jeito que parece improvisado, mas é puro domínio do controle. O combate não é o foco principal, mas funciona bem dentro da proposta, e as batalhas contra chefes e desafios de plataforma sabem ser espetaculares sem perder a leveza. E quando o jogo decide homenagear a história da série, ele faz isso com estilo, trazendo momentos que mexem com nostalgia, mas ainda assim se encaixam no ritmo moderno e acelerado da aventura.
Visualmente, esse jogo é um show em todos os sentidos, com animações cheias de personalidade, direção de arte que muda bastante de um reino para outro e uma apresentação que passa aquela energia de “aventura mundial”. A trilha sonora é outro destaque, alternando temas clássicos com músicas novas que grudam, e tem momentos específicos que viram memória instantânea de tão bem construídos. No fim, Super Mario Odyssey é obrigatório porque ele entrega alegria pura em forma de gameplay, com criatividade sem fim, exploração que recompensa o tempo todo e um Mario tão divertido de controlar que você joga sorrindo, mesmo quando está tentando pegar aquela última lua que está te provocando há meia hora.
1 – The Legend of Zelda: Breath of the Wild

The Legend of Zelda: Breath of the Wild é o tipo de jogo que redefine o que “mundo aberto” significa no Nintendo Switch, porque ele não te dá só um mapa gigante, ele te dá um playground inteiro e fala “vai”, confiando que você vai aprender, inventar e se surpreender por conta própria. Você acorda como Link em um mundo quebrado depois de uma tragédia, com Hyrule dominada pela ameaça de Ganon, e a missão é clara, mas o caminho é completamente seu: dá para ir direto ao objetivo final se você for corajoso, ou passar dezenas e dezenas de horas ficando mais forte, explorando, entendendo os sistemas do jogo e montando sua própria jornada do jeito mais orgânico possível. A sensação de liberdade aqui é real, porque qualquer montanha que você vê no horizonte pode ser escalada, qualquer ponto curioso pode esconder um santuário, um tesouro, um segredo bizarro ou um encontro que vira história para contar, e cada descoberta parece ter sido “sua”, não uma coisa que o jogo empurrou com setas e tutorial infinito.
O que faz Breath of the Wild ser o melhor é como tudo se conecta em um conjunto de sistemas que te deixa brincar e ser criativo. O clima e a física importam de verdade: chuva deixa escalada mais difícil, metal atrai raio, fogo se espalha com vento, gelo cria caminho, altura e impulso mudam o resultado das suas ideias, e de repente você está derrotando inimigos com armadilha improvisada, usando o cenário como arma ou resolvendo um puzzle de um jeito completamente diferente do “óbvio”. As runas da Sheikah Slate, como Magnesis, Stasis, bombas e Cryonis, são ferramentas que abrem possibilidades o tempo todo, tanto em combate quanto em exploração, e os santuários funcionam como doses curtas de desafio inteligente, com puzzles, testes de habilidade e recompensas que fazem você querer dizer “só mais um” antes de voltar para a estrada. E quando você encontra uma torre, revela o mapa e olha ao redor, dá aquele clique clássico: sempre tem alguma coisa chamando atenção, seja uma formação estranha, um brilho no topo de um morro, um vale escondido ou uma ruína que parece prometer problema.
A exploração é o coração do jogo, e ela é deliciosa porque o mundo tem identidade e perigo. Você atravessa planícies, desertos, florestas, montanhas congeladas e vilas cheias de vida, e no caminho encontra Koroks em puzzles escondidos que te fazem observar detalhes do ambiente, cozinhar vira parte da aventura porque comida e elixires são seu jeito de se preparar para temperatura, resistência, furtividade e porrada, e cada equipamento que você acha muda sua leitura do mundo. O combate é aberto e cheio de opções: dá para jogar no confronto direto, no stealth, com arco e flecha, com runas, com armas pesadas, com escudo, ou simplesmente com estratégia e malícia, e os inimigos são perigosos o bastante para te forçar a respeitar o jogo, especialmente no começo. A durabilidade das armas pode dividir opiniões, mas também cria um ritmo único de improviso e adaptação, onde você está sempre escolhendo o que vale gastar, o que vale guardar e como transformar o que tem na mão em vantagem.
A história é contada de um jeito mais contemplativo, com memórias, personagens marcantes e um clima constante de melancolia e esperança, e a trilha sonora é genial justamente por saber quando aparecer e quando deixar o som do vento, da chuva e dos passos carregarem a tensão. Visualmente, o estilo artístico dá vida a Hyrule de um jeito inesquecível, com pores do sol lindos, tempestades assustadoras e aquela sensação de estar pequeno diante de um mundo enorme.
Indiscutivelmente, Breath of the Wild é o melhor do Switch, e ficará entre os melhores jogos eletrônicos da história, porque ele não só entrega aventura, ele entrega uma sensação rara de descoberta e autoria, como se cada solução, cada rota e cada vitória fosse realmente sua, e é por isso que depois de jogar fica difícil olhar para outros mundos abertos do mesmo jeito.
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