Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 – Análise (Review)

Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 – Análise (Review)

2 de outubro de 2025 Off Por Markus Norat
FICHA DO JOGO
Lançamento: 2 de outubro de 2025
Jogadores: 1–2 jogadores (modo solo e modo cooperativo com Co-Star Mode)
Gênero: Plataforma 3D / Aventura
Desenvolvedora: Nintendo EAD Tokyo
Publicadora: Nintendo
Idiomas disponíveis: Português do Brasil, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão, Italiano, Japonês, entre outros
Disponível nas plataformas: Nintendo Switch e Nintendo Switch 2 (com atualização gratuita para melhorias gráficas e extras)
Classificação Indicativa: Livre
Jogo analisado na plataforma: Nintendo Switch e Nintendo Switch 2

É até difícil colocar em palavras a sensação de voltar a jogar Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 no Nintendo Switch. Eu me senti como se tivesse sido lançado de volta ao espaço, como quando era criança e vi pela primeira vez Mario flutuar entre planetas com gravidade própria. Só que agora, com um visual renovado, pequenas melhorias de jogabilidade e algumas novidades que transformam essa coletânea em algo especial, a experiência ficou ainda mais mágica. Eu joguei a coletânea inteira no Switch, e posso afirmar sem medo: mesmo depois de quase vinte anos, esses dois jogos ainda brilham como estrelas no céu dos videogames.

O que mais me impressionou foi perceber que, por mais que o tempo tenha passado, a criatividade e o carisma dessas aventuras permanecem intactos. A cada galáxia visitada, a cada poder especial conquistado, a cada música orquestrada que enchia o ambiente, eu me sentia dentro de algo maior, quase como se a Nintendo tivesse engarrafado a essência da diversão e colocado dentro desses cartuchos virtuais. Mas vamos aos detalhes, porque cada um desses jogos merecem ser analisados com mais calma, passo a passo.

Mecânicas e Jogabilidade

Se tem algo que realmente define Super Mario Galaxy 1 e 2, é o quanto eles ousaram brincar com as regras da física e transformar isso em pura diversão. Jogar esses títulos é encarar mundos que desafiam não só Mario, mas também a nossa própria noção de espaço. Cada planeta é uma caixinha de surpresas: um pequeno globo onde a gravidade te prende ao chão, não importa em que direção você esteja. Eu me peguei várias vezes sorrindo sozinho ao ver Mario andando de cabeça para baixo em uma esfera rochosa ou saltando de um planeta minúsculo para outro, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

As transformações dão um tempero ainda mais divertido à jogabilidade. Controlar o Mario Abelha e voar por curtos períodos para alcançar plataformas escondidas é delicioso. O Mario Nuvem, com a habilidade de criar plataformas no ar, oferece uma liberdade impressionante e exige pensar cada salto com cuidado. Já o Mario Pedra e o Mario Broca trazem um ritmo mais agressivo, quebrando cenários e atravessando planetas de ponta a ponta. E claro, não dá para deixar de falar do Yoshi, que aparece com força total no Galaxy 2. Ele não só serve de montaria, mas ganha poderes próprios, como inflar como balão ou correr em disparada depois de comer uma pimenta. Essas variações são um espetáculo à parte e mudam completamente a forma como encaramos cada fase.

Algo que também merece destaque é o modo ajuda. Ele pode não ser essencial para jogadores mais experientes, mas é uma mão na roda para iniciantes ou para quem não tem tanta familiaridade com jogos em 3D. Ter o dobro de vida e uma chance extra caso caia em um buraco negro deixa a experiência mais inclusiva, e eu achei isso um acerto gigante da Nintendo. E claro, jogar em coop com outra pessoa, seja coletando estrelas, seja ajudando a segurar inimigos, é uma diversão que aumenta o fator social do game.

Gráficos

A primeira coisa que me saltou aos olhos quando liguei o jogo no Switch foi a nitidez absurda da imagem em relação ao que tínhamos no Wii. A resolução em 1080p no modo dock e ainda mais refinada no Switch 2 é simplesmente um espetáculo. As cores estão vivas, os cenários brilham com intensidade, e os detalhes que antes passavam despercebidos agora parecem ganhar vida.

Claro, não estamos falando de uma recriação do zero, mas sim de um trabalho de remasterização que dá um frescor impressionante. A grama em certos planetas, o reflexo da água, os brilhos das estrelas… tudo parece mais cristalino. É o tipo de jogo que, mesmo depois de tantos anos, consegue competir visualmente com lançamentos modernos graças ao estilo artístico atemporal que a Nintendo escolheu.

O que me incomodou um pouco foram algumas cutscenes em resolução inferior, que destoam da qualidade geral. Mas mesmo nesses momentos, a arte é tão encantadora que fica difícil se incomodar por muito tempo. É como olhar para uma pintura antiga em um museu: os traços podem não ser de alta definição, mas a beleza está na obra como um todo.

Som

A trilha sonora de Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 é uma das maiores obras-primas já criadas para videogames. Cada nota orquestrada parece se encaixar perfeitamente no cenário que estamos explorando. Entrar em uma galáxia e ouvir a melodia crescer conforme Mario avança é uma experiência quase cinematográfica. É música que arrepia, que emociona, que faz você parar por um segundo para simplesmente ouvir.

O destaque absoluto, na minha opinião, ainda é a Gusty Garden Galaxy, que continua sendo uma das faixas mais icônicas da história dos videogames. Mas não é só ela: cada fase tem seu próprio tema, e a variedade impressiona. Vai desde melodias tranquilas e mágicas, que passam uma sensação de descoberta, até músicas épicas que elevam a tensão nos confrontos contra Bowser.

Além disso, os efeitos sonoros são uma delícia. O som das estrelinhas sendo coletadas, o barulho do giro do Mario, a risada maldosa de Bowser ecoando pelo espaço… tudo contribui para a imersão. E a Nintendo ainda adicionou um modo jukebox, que permite ouvir todas essas faixas diretamente do menu. Para quem é fã de música de videogame, isso é um presente maravilhoso.

Diversão

Se tem uma palavra que resume Super Mario Galaxy 1 e 2, essa palavra é diversão. Poucos jogos conseguem manter o jogador constantemente animado, curioso e surpreso como esses dois conseguem. Cada fase é uma nova ideia, um novo desafio, uma nova forma de brincar com as possibilidades da jogabilidade. É como se a cada cinco minutos a Nintendo dissesse: “Olha só o que mais a gente pode fazer com Mario!”.

Eu passei horas seguidas jogando sem perceber o tempo passar. É aquele tipo de game que você liga pensando em jogar só uma fase e, quando vê, já está de madrugada e você não consegue largar o controle. A variedade é gigantesca: de fases onde você desliza em um pinguim em corridas aquáticas, até outras em que você escala paredes de mel como uma abelha, ou enfrenta chefões colossais em arenas que parecem saídas de um filme.

O modo coop também adiciona uma camada de diversão diferente, especialmente para jogar com alguém da família ou amigos. Mesmo quem não tem tanta habilidade pode ajudar, e isso deixa a experiência mais acessível e coletiva.

Performance e Otimização

Jogando no Nintendo Switch, fiquei impressionado com a fluidez do desempenho. Os jogos rodam a 60 frames por segundo praticamente cravados, o que garante uma suavidade deliciosa na movimentação. Pular, girar, correr e enfrentar inimigos nunca foi tão prazeroso visualmente.

O carregamento das fases também está mais rápido, algo que faz diferença em maratonas longas. É entrar em um canhão estelar, esperar alguns segundos e já estar de volta à ação.

As opções de controle também foram muito bem adaptadas, ainda que não perfeitas. Usar o giroscópio dos Joy-Con para coletar estrelas funciona bem, mas em alguns momentos pode ser um pouco impreciso. O uso da tela de toque no modo portátil é uma alternativa mais prática e confortável. O Pro Controller, no entanto, não é a melhor escolha, já que a mira se torna mais complicada. Ainda assim, nada disso compromete de forma séria a experiência.

Conclusão

Depois de tantas horas explorando cada canto das galáxias de Mario, posso afirmar com toda certeza: essa coletânea é absolutamente indispensável. Mesmo que você tenha jogado os originais no Wii, revisitar essas aventuras no Switch é uma experiência única, com gráficos aprimorados, algumas novidades e a possibilidade de jogar em qualquer lugar.

Os dois jogos continuam sendo um marco do gênero de plataforma 3D, cheios de criatividade, carisma e momentos inesquecíveis. É diversão pura, do começo ao fim, e um lembrete do motivo pelo qual Mario é considerado o maior ícone dos videogames.

Para mim, essa coletânea é a forma definitiva de jogar Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2, e continua sendo uma prova de que a Nintendo sabe como ninguém transformar videogame em pura magia. Se você nunca jogou esses títulos, essa é a chance perfeita de conhecer duas das maiores obras já feitas pela Nintendo. Se você já jogou, prepare-se para redescobrir a magia com um toque renovado. Eu não hesito em dizer que são experiências que beiram a perfeição e que, mesmo depois de tantos anos, ainda conseguem surpreender e encantar.


Pontos Positivos:

  • Dois dos melhores jogos de plataforma 3D já feitos em um único pacote.
  • Variedade impressionante de fases e ideias criativas.
  • Trilha sonora orquestrada de altíssima qualidade.
  • Gráficos aprimorados que deixam tudo mais nítido e vibrante.
  • Modo ajuda e coop tornam a experiência mais acessível.
  • Novos capítulos no livro de histórias e extras que enriquecem a coletânea.

Pontos Negativos:

  • Cutscenes em baixa resolução destoam do resto.
  • Controles por giroscópio podem ser imprecisos, especialmente no Pro Controller.
  • Preço é alto para jogos antigos, mesmo em remasterização.

Avaliação:
Gráficos: 9.5
Diversão: 10.0
Jogabilidade: 9.5
Som: 10.0
Performance e Otimização: 9.5
NOTA FINAL: 9.7 / 10.0

Deixe o seu comentário abaixo (via Facebook):