Star Fox – Análise (Review): a lenda do Arwing retorna mais bela e empolgante do que nunca!

Star Fox – Análise (Review): a lenda do Arwing retorna mais bela e empolgante do que nunca!

24 de junho de 2026 Off Por Markus Norat

Existem franquias da Nintendo que carregam um peso especial no coração de quem cresceu jogando nos anos 90 e início dos anos 2000, e Star Fox é definitivamente uma delas. Eu me lembro da primeira vez que coloquei as mãos num controle e vi o rosto sorridente de Fox McCloud aparecer na tela, pronto para sair voando pelos confins do sistema Lylat em missões frenéticas e cheias de adrenalina. É o tipo de experiência que fica gravada na memória de um jeito que poucos jogos conseguem, e é exatamente por isso que o anúncio de um remake para o Nintendo Switch 2 me deixou com uma mistura enorme de expectativa e apreensão.

Afinal, não é novidade para ninguém que a história de Star Fox é, curiosamente, também a história de um jogo que a Nintendo simplesmente não consegue parar de refazer. O título original do Super Nintendo já era um salto tecnológico impressionante para a época, mas foi a versão do Nintendo 64, lançada em 1997, que realmente ficou no imaginário coletivo dos fãs. Depois veio o remake para o Nintendo 3DS, depois Star Fox Zero no Wii U em 2016, que decepcionou muita gente, e agora, quase dez anos depois daquele episódio nebuloso, chega este novo Star Fox para o Switch 2, desenvolvido pela Velan Studios e publicado pela Nintendo. É, na prática, a quarta ou quinta vez que jogamos a mesma história dependendo de como você conta, mas eu precisava saber: desta vez valeu a pena?

Depois de passar muitas horas voando pelo sistema Lylat, explorando cada rota alternativa, enfrentando os chefões mais uma vez e mergulhando de cabeça nos novos modos de jogo, posso dizer com segurança que a resposta é sim, com algumas ressalvas importantes. Este é sem dúvida o Star Fox mais bonito, mais bem apresentado e mais completo que já joguei, mas ele carrega junto consigo algumas limitações que vêm lá do original dos anos 90 e que esta versão não teve coragem de resolver de vez. Mesmo assim, saí da experiência mais animado com o futuro da franquia do que eu já estive em muito tempo. Agora vamos deixar de enrolar para ir ao que interessa.

Mecânicas e Jogabilidade

Para quem nunca jogou nenhuma versão anterior de Star Fox, a proposta pode parecer simples à primeira vista: você pilota um Arwing em missões de tiro nos trilhos, indo de planeta em planeta pelo sistema Lylat até chegar ao confronto final contra o vilão Andross. E no fundo, sim, é simples mesmo, mas de um jeito que funciona muito bem porque foi construído em cima de uma base sólida que o tempo provou ser quase perfeita para o estilo arcade que o jogo propõe.

Durante a maior parte das missões, o Arwing avança automaticamente pelo cenário enquanto você controla seus movimentos laterais, verticais e diagonais, desviando de tiros inimigos, asteroides, estruturas no caminho e qualquer outra ameaça que apareça. O esquema de controles foi modernizado nesta versão e ficou excelente: os movimentos respondem de forma precisa e agradável, e a curva de aprendizado é suave o suficiente para não afastar os novatos logo de cara, mas oferece profundidade suficiente para manter os veteranos engajados por muito tempo.

O Barrel Roll, aquela esquiva giratória que virou meme eterno da cultura gamer, continua aqui e continua sendo essencial para sobreviver nas situações mais complicadas. Você também tem o uso dos propulsores para acelerar ou frear, o que abre espaço para algumas manobras táticas bem bacanas, especialmente nas seções de campo aberto, onde o controle é totalmente livre e você pode voar em qualquer direção sem a câmera presa nos trilhos. Nessas fases de campo aberto, a necessidade de se posicionar bem, perseguir inimigos e ao mesmo tempo não tomar dano aumenta bastante, e eu me peguei completamente imerso nesses momentos.

A sensação de pilotar o Arwing nesta versão é simplesmente a melhor que já experimentei em qualquer jogo da série. A nave responde de forma fluida e natural, como se eu realmente tivesse o controle de algo poderoso e ágil, e os momentos de fazer malabarismos entre lasers inimigos enquanto carrego minha mira no alvo certo são genuinamente emocionantes. Além do Arwing, em alguns níveis específicos eu pilotei o Landmaster, que é uma espécie de tanque voador pesado, e o Blue Marine, um submarino. Esses veículos alternativos funcionam como uma variação bem-vinda no ritmo, mesmo que fiquem restritos a apenas algumas missões durante toda a campanha.

Outro ponto que merece destaque na jogabilidade é o sistema de rotas alternativas, que é um dos elementos mais inteligentes e recompensadores da estrutura do jogo. A cada missão, existem objetivos secundários escondidos que, se cumpridos, abrem caminho para planetas e estágios diferentes dos que você encontraria na rota padrão. Isso significa que nenhuma jogada é exatamente igual à anterior, e explorar todos os caminhos possíveis até o verdadeiro final da história exige várias rodadas pelo jogo. Cada rota tem seus próprios segredos, seus próprios chefões e suas próprias reviravoltas, o que torna a rejogabilidade um ponto genuíno de atração e não apenas um recurso artificial para estender a duração do jogo.

Nesta versão, a Nintendo e a Velan Studios tornaram esse sistema um pouco mais acessível do que era no original: depois de completar um nível pela primeira vez, você consegue ver no mapa quais são os requisitos para desbloquear as rotas alternativas daquele estágio. Para quem nunca jogou antes e não tem décadas de memória muscular acumulada, isso é uma mão na roda enorme, e eu honestamente acho que foi uma decisão acertada. Para os veteranos de carteirinha que já têm tudo memorizado, a opção de ignorar essa informação está ali e pronto.

O modo Desafio, que é uma das grandes adições novas desta versão, merece um parágrafo próprio. Depois de completar qualquer nível na campanha, ele fica disponível no modo Desafio com uma série de objetivos específicos para serem cumpridos naquela fase. São coisas como completar o estágio dentro de um limite de tempo, derrotar um número específico de inimigos de um certo tipo, ou cumprir algum pedido especial de um personagem. Passei horas nesse modo, e é facilmente a parte do jogo que me prendeu por mais tempo. Os objetivos na dificuldade normal já são bem variados, e os da dificuldade Expert chegam a ser brutalmente exigentes, testando não só meu conhecimento de cada fase mas também minha capacidade de executar manobras com precisão cirúrgica.

O modo cooperativo local, onde um jogador controla os movimentos do Arwing e o outro assume o controle da mira e dos disparos usando o modo mouse do Joy-Con, é uma experiência curiosa e divertida. Joguei assim com um amigo por um bom tempo, e a divisão de responsabilidades cria uma dinâmica interessante de comunicação e coordenação. Não diria que é minha forma favorita de jogar, mas como uma opção de couch co-op para duas pessoas, cumpre bem o papel.

O modo Batalha, o multiplayer principal do jogo com partidas de quatro contra quatro entre as equipes Star Fox e Star Wolf, é uma adição genuinamente divertida que me surpreendeu bastante. Três mapas, cada um com seu próprio objetivo, seja capturar pontos em Corneria, coletar meteoritos em Fichina ou roubar uma carga de piratas em Setor Y. As partidas são rápidas, intensas e cheias de power-ups exclusivos desse modo, como mísseis teleguiados, escudos e warps que te transportam por diferentes áreas do mapa. O único problema sério é que três modos e três mapas são poucos para sustentar uma comunidade ativa por muito tempo, e saí dessas partidas com aquela sensação clássica de quero mais mas acabou.

Uma coisa que preciso mencionar porque achei fascinante: a possibilidade de jogar usando o Joy-Con no modo mouse é funcional de verdade, e mais agradável do que eu esperava. Nesse modo, a perspectiva muda para primeira pessoa, dentro da cabine do Arwing, e você move o Joy-Con como se fosse um mouse para mirar. A precisão melhora bastante, mas perde-se um pouco da percepção geral do campo de batalha que a câmera em terceira pessoa oferece. No fim das contas, prefiro jogar com o controle convencional, mas é ótimo ter a opção.

Gráficos

Se tem um aspecto de Star Fox que me deixou completamente de queixo caído logo nos primeiros minutos, foi a transformação visual que o jogo passou. Quando o Arwing mergulha pelo céu de Corneria pela primeira vez nesta versão, a diferença em relação a qualquer iteração anterior da série é tão drástica que por um segundo eu tive dificuldade em acreditar que estava jogando um produto da Nintendo, que historicamente prefere um estilo mais cartunesco e colorido.

A Velan Studios fez uma escolha corajosa aqui: em vez de simplesmente melhorar a resolução e os polígonos do visual original, eles reconstruíram tudo do zero com um estilo muito mais realista e cinematográfico. Corneria não é mais uma cidade genérica de polígonos quadrados; agora é uma metrópole em chamas, com prédios que parecem de verdade, fumaça densa subindo pelos arranha-céus destruídos, veículos inimigos patrulhando as ruas e uma sensação geral de que aquele lugar existia e estava sendo devastado pela guerra. Cada planeta tem essa mesma atenção ao detalhe que faz a diferença enorme na imersão.

Voar sobre o oceano em um dos estágios e ver a espuma do Arwing cortando a água à baixa altitude é um desses momentos que ficam na memória. O floco de neve que se gruda na câmera durante as missões geladas antes de derreter é um detalhe tão pequeno que a maioria das pessoas não vai notar, mas quando você percebe, entende que a equipe de desenvolvimento estava comprometida com cada centímetro da experiência visual. A fase Solar, aquela ambientada próximo a uma estrela com temperatura absurda, tem a iluminação da chama projetada embaixo do Arwing de um jeito que me fez parar um segundo para apreciar antes de continuar destruindo naves inimigas.

Os personagens em si são um ponto de debate, e eu entendo os dois lados. O design mais realista, com Fox parecendo literalmente uma raposa de verdade com a textura do pelo, os olhos amendoados e os dentes à mostra, é bem diferente dos designs mais estilizados e caricatos que os fãs conhecem há décadas. Confesso que nas primeiras horas eu estava estranhando bastante, mas ao longo do jogo fui me acostumando e até encontrando coisas para gostar no novo visual. Slippy parece mais patético do que nunca da forma mais afetuosa possível, Peppy transmite autoridade e sabedoria, e Falco tem aquele ar arrogante absolutamente irradiando de cada expressão facial. As cutscenes novas aproveitam bem esses modelos, com animações faciais detalhadas que dão muito mais personalidade ao elenco do que qualquer versão anterior conseguiu.

Som

A trilha sonora de Star Fox 64 é um dos elementos que eu considero mais legais da série, e entrar nessa parte da análise me deixou com um misto de entusiasmo e nervosismo, porque mexer em algo tão querido pelos fãs é sempre uma faca de dois gumes.

A versão orquestral das músicas neste remake é absolutamente magnífica. Cada tema de planeta foi reimaginado com arranjos de orquestra completos que preservam a melodia e a sensação emocionais do original, mas amplificam tudo para um nível cinematográfico que combina perfeitamente com a nova apresentação visual do jogo. A música de Corneria, que provavelmente você está ouvindo na cabeça agora mesmo só de eu mencionar, soa épica e emocionante de um jeito que me deu um arrepio genuíno da primeira vez que ouvi. O tema das batalhas contra os chefões tem aquela urgência e tensão que fazem você querer travar o alvo e não parar de atirar.

Os efeitos sonoros também são muito bem feitos, com o som dos lasers, das explosões e das batidas do Arwing nos obstáculos contribuindo para a imersão de um jeito que é difícil descrever mas muito fácil de sentir quando você está jogando com o volume alto e o controle com o rumble no máximo.

O ponto mais controverso é a dublagem. Esta nova versão regravou todas as falas dos personagens com novos atores, e a questão é delicada por um motivo simples: as vozes do Star Fox 64 são praticamente sagradas para quem cresceu com o jogo. Linhas como “Do a barrel roll”, “We need your help, Star Fox” e “Can’t let you do that, Star Fox” estão tão gravadas na memória coletiva dos fãs que qualquer nova versão vai soar estranha por algum tempo. Dito isso, o novo elenco faz um trabalho sólido, e os personagens têm mais personalidade do que nunca graças ao roteiro expandido e à direção de atores mais cuidadosa. O jogo também conta com dublagem completa em português do Brasil, o que é uma iniciativa excelente para apresentar o jogo a novas gerações de jogadores que vão conhecer Fox McCloud pela primeira vez aqui.

Alguns momentos específicos de diálogo não funcionam tão bem quanto no original: certas sequências que eram claramente cômicas ou tensas no jogo de 1997 perdem um pouco do timing com a nova gravação, resultando em cenas que ficam ligeiramente desconcertantes para quem conhece o material de cor. Mas no geral, o som de Star Fox 2026 é uma conquista expressiva.

Diversão

Em termos de diversão pura, Star Fox entrega de uma forma que poucos jogos arcade modernos conseguem. Existe algo genuinamente especial na estrutura desse jogo que faz com que cada sessão de jogo, mesmo que dure apenas uma hora, seja absurdamente satisfatória do começo ao fim.

A campanha principal pode ser completada em pouco mais de uma hora, o que à primeira vista pode parecer pouco para o preço pedido, mas esse número é um pouco enganoso. A experiência completa de Star Fox, explorando todas as rotas, desbloqueando o verdadeiro final, conquistando medalhas em todas as fases e dominando os desafios do modo Expert, me ocupou por muitas horas sem que eu sentisse que estava sendo forçado a repetir conteúdo desnecessariamente. Cada rodada pela campanha ensina algo novo, seja sobre como executar melhor uma manobra específica, ou sobre onde encontrar aquele objetivo secreto que abre uma rota alternativa que eu nunca tinha visto antes.

A progressão tem aquele feeling clássico dos jogos arcades dos anos 90, onde a satisfação não vem só de terminar o jogo, mas de jogar melhor, de otimizar o caminho, de conseguir uma pontuação mais alta do que na última vez. Esse ciclo de melhoria contínua é extremamente viciante, e me peguei mais de uma vez dizendo “só mais uma rodada” antes de perceber que já tinha passado mais duas horas voando pelo sistema Lylat.

As cutscenes novas adicionam uma camada de envolvimento emocional que o original não tinha. Ver Peppy conversando sobre a missão com autoridade e experiência, ou acompanhar o desenvolvimento da relação entre Fox e Falco, que vai de uma tensão quase hostil a um respeito mútuo conquistado com sangue, suor e muitas naves destruídas, dá um peso narrativo para as escolhas de rota que antes era puramente mecânico. Cada vez que eu escolhia um caminho diferente no mapa e via uma cutscene diferente com nova informação sobre o conflito no sistema Lylat, ficava mais curioso para explorar as outras possibilidades.

O modo Batalha online foi uma grata surpresa em termos de diversão. As partidas de quatro contra quatro são rápidas e intensas, e a mecânica de objetivos que muda dentro de cada mapa mantém as coisas frescas o suficiente para que você queira jogar mais. Os power-ups exclusivos desse modo, especialmente os mísseis teleguiados e os warps, criam momentos de virada completamente imprevisíveis que geram aquele tipo de gargalhada nervosa que só os melhores jogos multiplayer conseguem provocar.

A única frustração real em termos de diversão é a necessidade de começar a campanha do zero a cada vez que você quer explorar uma rota diferente. Não existe a opção de simplesmente selecionar um estágio específico no mapa e continuar a partir dali para testar um caminho alternativo. Você tem que passar pelo começo obrigatório de novo, o que depois de algumas rodadas começa a cansar um pouco. Seria muito mais elegante se o jogo permitisse ao menos começar a partir de um ponto de bifurcação que você já tenha visitado anteriormente.

Performance e Otimização

No que diz respeito à performance técnica, Star Fox no Nintendo Switch 2 é um exemplo muito bem-executado do que a plataforma é capaz de entregar. Joguei tanto no modo portátil quanto encaixado na dock, e a experiência foi excelente nas duas situações.

No modo TV, o jogo roda em 4K com 60 quadros por segundo estáveis, o que é uma combinação que faz toda a diferença em um jogo de ação rápida como este. Não senti qualquer queda de framerate mesmo nas cenas mais caóticas, com dezenas de naves explodindo ao redor, partículas voando por todos os lados e efeitos de luz sofisticados lotando a tela. Esse desempenho constante não é trivial, especialmente considerando a quantidade de detalhes visuais que o jogo apresenta.

No modo portátil, a resolução cai para 1080p, mas o jogo mantém os 60 fps e ainda assim parece absolutamente lindo na tela do Switch 2. A tela mais ampla em relação ao modelo original do Switch torna a experiência muito mais confortável para sessões longas, e o som pelos alto-falantes internos, que normalmente é o ponto fraco de qualquer console portátil, surpreende pela qualidade das frequências graves e pela clareza dos efeitos sonoros.

O tempo de carregamento entre as telas e os estágios é muito rápido, o que ajuda a manter o ritmo de jogo sem interrupções frustrantes. A câmera se comporta muito bem na grande maioria das situações, mantendo o foco no que importa sem criar confusão desnecessária.

Conclusão

Depois de tudo que joguei e experimentei em Star Fox para o Nintendo Switch 2, chego ao fim desta análise com um sentimento que define bem o jogo: admiração com ressalvas. Este é de longe o melhor Star Fox que já joguei em termos de apresentação, visual, som e polimento geral. A Velan Studios fez um trabalho impressionante ao pegar a estrutura de um clássico de quase 30 anos e transformar cada aspecto visual e sonoro em algo que parece fresco, moderno e genuinamente emocionante de experimentar.

A jogabilidade arcade que tornou o jogo original tão especial ainda funciona muito bem, e o sistema de rotas alternativas continua sendo um dos mecanismos de rejogabilidade mais elegantes que já vi em qualquer jogo. O modo Desafio é uma adição que entendeu perfeitamente o que os fãs queriam: mais razões para voltar a cada fase e testar os limites da própria habilidade. O multiplayer online, mesmo com poucos mapas, é genuinamente divertido e tem potencial para crescer bastante se a Nintendo continuar a dar suporte ao jogo.

Dito isso, seria desonesto ignorar que este é fundamentalmente o mesmo jogo de 1997 com uma roupa nova, e que a Nintendo perdeu uma oportunidade importante de expandir o conteúdo da campanha de forma significativa. Algumas fases novas, uma história um pouco mais desenvolvida, qualquer coisa que indicasse que a franquia está evoluindo narrativamente e não apenas esteticamente teria feito este ser um jogo muito mais fácil de recomendar sem qualquer hesitação.

O jogo também não resolve o problema da rejogabilidade forçada na campanha: começar do zero a cada vez que você quer explorar uma rota diferente ainda é cansativo, e a opção de selecionar estágios livremente após tê-los completado pelo menos uma vez deveria ser padrão em qualquer jogo com essa estrutura.

Mas no final das contas, mesmo com essas limitações, eu recomendo Star Fox para qualquer pessoa que tenha um Nintendo Switch 2. Para quem nunca jogou nenhuma versão anterior, esta é a melhor introdução possível a uma das franquias mais carismáticas da Nintendo, apresentada de uma forma que vai parecer completamente nova e empolgante. Para os fãs veteranos, é uma reunião emocionante com personagens queridos num visual que provavelmente é melhor do que qualquer coisa que vocês tinham imaginado quando sonhavam com um remake moderno.

Star Fox é aquele tipo de jogo que você termina querendo mais, e essa é talvez a melhor coisa que se pode dizer sobre um remake: ele não só honra o original, mas acende de novo a chama que faz a gente querer ver para onde essa história vai daqui para frente.

Pontos Positivos:

  • Visual completamente reconstruído com qualidade cinematográfica impressionante
  • Jogabilidade arcade que continua funcional e viciante após décadas
  • Novo modo Desafio que adiciona horas de conteúdo e objetivos variados
  • Sistema de rotas alternativas bem implementado e mais acessível que o original
  • Cutscenes inéditas que aprofundam a narrativa e os personagens
  • Modo multiplayer online divertido com mecânicas de objetivo interessantes
  • Trilha sonora orquestral magnífica que eleva cada momento do jogo
  • Dublagem em português do Brasil completa e bem feita
  • Cooperativo local com divisão de controles entre dois jogadores
  • Suporte ao modo mouse com os Joy-Con do Switch 2
  • Performance estável em 60fps tanto no modo TV quanto no modo portátil
  • Alta rejogabilidade para quem busca pontuações máximas e medalhas

Pontos Negativos:

  • Campanha muito curta e essencialmente idêntica ao jogo de 1997
  • Necessidade de reiniciar a campanha do zero para explorar rotas alternativas
  • Modo Batalha com apenas três mapas e três modos de jogo
  • Design realista dos personagens pode não agradar parte dos fãs tradicionais
  • Algumas falas do novo elenco de dublagem não têm o mesmo timing do original
  • Ausência de fases completamente novas na campanha
  • Multiplayer pode perder jogadores rapidamente pela falta de conteúdo variado

Avaliação:
Gráficos: 9.5
Diversão: 8.5
Jogabilidade: 8.8
Som: 8.5
Performance e Otimização: 9.5
NOTA FINAL: 8.5 / 10.0

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