Olá, gamers! Hoje estou absolutamente encantada com um jogo que me pegou completamente de surpresa da melhor maneira possível: Splatoon Raiders. Para ser sincera, quando vi o primeiro anúncio, fiquei um pouco cética. Splatoon, para mim, sempre foi sinônimo de multiplayer competitivo, com aquelas batalhas de tinta frenéticas em arenas vibrantes. A ideia de um spin-off focado no single-player, com uma pegada de looter shooter, definitivamente me deixou com uma pulga atrás da orelha. Será que a Nintendo conseguiria manter a essência da série em um pacote tão diferente? Bem, depois de dezenas de horas imersa neste mundo de lulas, polvos e tesouros infinitos, posso dizer com confiança: sim, e muito mais! Preparem-se, porque Splatoon Raiders é uma aventura que vai muito além do que eu jamais imaginei, entregando uma profundidade e uma qualidade viciante que me fizeram perder completamente a noção do tempo.
Minha aventura começou de forma bastante tumultuada. Como uma mecânica habilidosa, mas anônima, eu estava pilotando um helicóptero que levava o trio Deep Cut Shiver, Frye e Big Man para as misteriosas Ilhas Spirhalite. O objetivo era simples: encontrar tesouros para ajudar a pagar as dívidas de Splatsville. Mas, como o destino quis, uma tempestade colossal nos pegou de surpresa, derrubando a aeronave e nos deixando encalhadas em um arquipélago envolto em névoa e mistério. A partir daquele momento, a missão mudou: não era mais apenas sobre tesouros, mas sobre sobreviver, construir uma base, desvendar os segredos das ilhas e, claro, encontrar um caminho de volta para casa. Foi nesse cenário que Splatoon Raiders me conquistou, apresentando uma narrativa leve, divertida e cheia de personalidade que serve como pano de fundo perfeito para uma jogabilidade incrivelmente viciante.
Mecânicas e Jogabilidade
A jogabilidade em Splatoon Raiders é, sem dúvida, o ponto alto do jogo. A Nintendo pegou tudo o que já amávamos na série principal e o adaptou brilhantemente para um formato de looter shooter com elementos de RPG. O ciclo principal é simples, mas incrivelmente eficaz: você embarca em expedições para as ilhas, batalha hordas de Salmonids, coleta tesouros e recursos, e retorna à sua base flutuante para gastar tudo em melhorias. E acreditem, esse ciclo é tão bem executado que é quase impossível parar de jogar.
A base do combate permanece a tinta. Atirar tinta para cobrir o ambiente, nadar nela para recarregar munição e se curar, e usar a forma de lula para se mover rapidamente e escalar paredes tudo isso está presente e funciona melhor do que nunca. A fluidez do movimento e a satisfação de pintar o ambiente são elementos que a Nintendo acerta consistentemente, e este jogo não é exceção. Mas o que realmente eleva a experiência são as novas camadas de profundidade adicionadas.
O arsenal de armas é vasto, apresentando mais de cem variantes em categorias familiares como Splattershots, rolos, pincéis e até katanas de tinta. Cada arma tem seu próprio nível e raridade, e encontrá-las nas expedições é sempre emocionante. Mas a verdadeira inovação reside nos gadgets. Em vez da configuração tradicional de arma principal, secundária e especial, temos dois ou três espaços abertos para gadgets que podem imitar especiais clássicos, como o Splashdown, ou oferecer mobilidade pura e fugas de emergência. Cada gadget pode ser personalizado com peças que alteram tempos de recarga, dano ou comportamento, permitindo combinações incrivelmente variadas e estratégicas. Eu me peguei constantemente experimentando novas builds, misturando e combinando diferentes armas e gadgets para ver o que melhor se adequava ao meu estilo de jogo ou ao desafio que tinha pela frente. A liberdade de personalização é imensa, e é uma das coisas que mais me manteve presa ao jogo.
A progressão do personagem também é muito bem pensada. Subimos de nível coletando Ovos de Poder, aprimoramos a capacidade do tanque de tinta, a saúde e o dano, e aumentamos nossa reputação com o tesouro que trazemos de volta à base. Além disso, o robô companheiro que nos acompanha em cada expedições carrega seu próprio medidor que, quando preenchido, libera um ataque devastador que limpa a tela. E falando em companheiros, podemos escolher entre Shiver, Frye ou Big Man para nos acompanhar, cada um com sua própria habilidade especial que pode ser ativada pelo robô. Eu, pessoalmente, me afeiçoei ao Big Man, cuja habilidade Showstopper me permitia controlar o robô e dizimar inimigos enquanto eu permanecia invulnerável.
A variedade de missões é outro ponto forte. Existem as clássicas incursões de escavação, os covis de Salmonids onde corremos contra o tempo para coletar Ovos de Poder, e as ruínas subterrâneas, que sempre culminam em um chefe Salmonid particularmente mal-humorado. Mas minhas favoritas, sem dúvida, são as masmorras de amostra pequenos desafios tipo quebra-cabeça que nos despojam da maior parte do nosso equipamento e nos forçam a superar desafios de plataforma e engenhosidade com o que resta. Elas são uma clara homenagem a expansões secundárias anteriores e me fizeram pensar criativamente sobre o uso de gadgets. Os encontros com chefes são um espetáculo à parte, coreografados com um senso de grandiosidade raramente visto fora dos grandes títulos da Nintendo.
Gráficos
Splatoon Raiders é o primeiro jogo exclusivo de Splatoon a chegar ao Switch 2, e embora não seja um daqueles títulos que gritam “poder gráfico” a cada pixel, ele oferece uma experiência visual sólida e, acima de tudo, muito estilosa. A direção de arte, como sempre na série, é um destaque. As cores vibrantes da tinta, os designs únicos dos personagens e inimigos, e a estética pós-apocalíptica misturada com elementos da cultura pop japonesa criam um universo visualmente cativante.
Os personagens, tanto Inklings e Octolings quanto o trio Deep Cut, são expressivos e cheios de personalidade. As animações são fluidas e detalhadas, o que contribui muito para a imersão, especialmente nas cutscenes. Falando nelas, as cinemáticas no motor do jogo são dirigidas com ângulos ousados e edição dinâmica, dando ao spin-off uma sensação mais madura e cinematográfica do que as entradas anteriores da franquia.
No entanto, devo ser honesta: o design visual dos ambientes nem sempre acompanha o mesmo nível de cuidado. Embora haja uma variedade de biomas, como tundras geladas, paisagens inundadas de lava e grutas subterrâneas, muitos deles tendem a ter uma paleta de cores mais suave e um número reduzido de elementos visuais, o que é um contraste estranho para uma série que sempre prosperou com uma explosão de cores. Às vezes, os ambientes podem parecer um pouco genéricos ou repetitivos, especialmente em áreas mais abertas ou corredores lineares. Não é algo que prejudique a diversão, mas é perceptível para alguém acostumado à exuberância visual dos jogos principais.
Mesmo assim, a quantidade de inimigos na tela, as explosões de tinta e os efeitos visuais durante o combate são impressionantes. Mesmo com dezenas de Salmonids, projéteis e tinta voando por toda parte, o jogo mantém uma clareza visual que permite acompanhar a ação sem se perder. E, claro, a estética “faça você mesma” das armas, que parecem ter sido montadas com sucata e fita adesiva, adiciona um charme único e reforça o tema de sobrevivência e improvisação.
Som
O design de som em Splatoon Raiders é, como esperado de um jogo da Nintendo, de altíssima qualidade, embora com algumas nuances que o diferenciam da série principal. A trilha sonora, por exemplo, adota uma abordagem ligeiramente diferente. Enquanto os jogos numerados são conhecidos por suas batidas eletrônicas frenéticas e canções pop cativantes, aqui a música tende a ser mais atmosférica e, às vezes, até um pouco mais sombria, o que se alinha bem com o tema de explorar ruínas e enfrentar criaturas marinhas.
Não me interpretem mal, a música ainda é excelente e cumpre seu papel de acompanhar a ação e criar a atmosfera certa para cada momento. Há faixas que me fizeram balançar a cabeça enquanto eu dizimava hordas de Salmonids, e outras que adicionaram uma camada de tensão e mistério durante a exploração. No entanto, poucas delas realmente “grudaram” na minha cabeça como a música dos jogos principais. É uma questão de gosto pessoal, claro, mas senti falta de alguns daqueles “hinos” que a série costuma entregar.
Os efeitos sonoros, por outro lado, são impecáveis. O som da tinta sendo disparada, o ruído característico de cada arma, o som da lula nadando, as explosões dos gadgets e os grunhidos e ataques dos Salmonids são todos muito bem feitos e contribuem imensamente para a imersão. Em um jogo onde a ação é tão caótica e visualmente intensa, ter um feedback de áudio claro e preciso é crucial para entender o que está acontecendo na tela, e Splatoon Raiders entrega isso com maestria. Muitas vezes me peguei usando os sons para identificar a localização dos inimigos ou para saber se meus tiros estavam acertando o alvo, mesmo em meio à confusão.
A dublagem, ou a falta dela, segue o padrão da Nintendo. Os personagens se comunicam com uma mistura de grunhidos, ruídos e a própria linguagem da franquia, com balões de fala exibindo os diálogos. Embora seja um charme da série, em um jogo com tantas explicações de mecânicas e interações entre personagens na base, senti que uma dublagem tradicional poderia ter adicionado uma camada extra de profundidade e emoção às conversas. No entanto, as animações e a expressividade dos personagens compensam em grande parte essa ausência, transmitindo emoções e personalidades de forma eficaz.
Diversão
O fator diversão em Splatoon Raiders é uma história à parte. Eu, que comecei com ressalvas, me vi completamente viciada no jogo. É o tipo de título que te faz pensar “só mais uma missão”, e antes que você perceba, horas se passaram e o sol está nascendo. A combinação de mecânicas de tiro fluidas, personalização profunda e um ciclo de progressão constante cria uma experiência incrivelmente recompensadora.
O que mais me divertiu foi a liberdade de experimentar. Poder criar diferentes builds com armas e gadgets, testar novas estratégias para cada tipo de missão e ver como cada escolha impactava a jogabilidade me manteve constantemente engajada. A sensação de se tornar cada vez mais poderosa, de ver seu personagem evoluir e de desbloquear novas habilidades e equipamentos é um dos pilares da diversão em um looter shooter, e Splatoon Raiders acerta em cheio nisso.
A variedade de missões, embora com alguns padrões repetitivos, é suficiente para manter o interesse. As masmorras de amostra, com seus desafios de plataforma e engenhosidade, foram um sopro de ar fresco e me fizeram pensar criativamente de diferentes maneiras. E os encontros com chefes, com sua coreografia grandiosa e momentos épicos, são sempre um destaque, deixando-me com o coração acelerado e um sorriso no rosto quando finalmente os derrotava.
Além da campanha principal, que me rendeu umas boas 15 a 20 horas de jogo, há muito conteúdo para explorar. As dificuldades “picantes” e “super picantes” dos níveis oferecem um desafio extra para quem busca testar seus limites, e o endgame está repleto de oportunidades para continuar aprimorando seu personagem e coletando itens raros. Eu me peguei voltando a missões antigas apenas para experimentar uma nova build ou para coletar materiais específicos, e nunca senti que estava “farmando” de forma tediosa. A diversão estava sempre presente.
E o modo cooperativo? Ah, o modo cooperativo! Embora eu tenha jogado a maior parte da campanha solo, a opção de convidar até três amigos para me ajudar em uma missão, seja online ou localmente, é um bônus incrível. O jogo se adapta ao número de jogadores, e a dinâmica de trabalhar em equipe para superar desafios é muito recompensadora. Mesmo sem amigos disponíveis, a opção de pedir ajuda a outros jogadores online ou de oferecer minha ajuda a quem precisava era uma forma divertida de interagir com a comunidade e ganhar recompensas extras. Splatoon Raiders consegue ser divertido tanto para quem prefere jogar sozinho quanto para quem gosta de compartilhar a aventura.
Performance e Otimização
O desempenho de Splatoon Raiders no Switch 2 é, em uma palavra, impecável. A Nintendo entregou um jogo que roda de forma extremamente fluida e estável, o que é crucial para um título de ação tão frenético. Joguei tanto no modo dock, conectado à TV, quanto no modo portátil, e em ambos os casos, a experiência foi consistentemente suave.
O jogo mantém uma taxa de quadros sólida de 60 quadros por segundo na maior parte do tempo, mesmo quando a tela está cheia de inimigos, explosões de tinta e efeitos visuais. Em um jogo onde a precisão e a velocidade de reação são tão importantes, ter essa estabilidade é um alívio e contribui diretamente para a diversão. Não houve quedas perceptíveis na taxa de quadros, nem mesmo nos momentos mais caóticos de batalhas contra chefes ou em masmorras com hordas massivas de Salmonids. Isso demonstra um trabalho de otimização excepcional por parte da equipe de desenvolvimento.
A resolução também é um ponto forte. No modo dock, o jogo parece rodar em 4K, com gráficos nítidos e detalhados que realmente se destacam em uma TV de alta definição. No modo portátil, a resolução de 1080p garante uma imagem igualmente clara e vibrante na tela do console. A qualidade visual é mantida em ambos os modos, o que é uma grande conquista e me permitiu desfrutar da experiência completa em qualquer lugar.
Os tempos de carregamento são surpreendentemente curtos. Entrar e sair de missões, ou retornar à base, é um processo quase instantâneo, o que elimina qualquer frustração e mantém o ritmo do jogo acelerado. Em um looter shooter onde você está constantemente entrando e saindo de áreas, essa otimização nos tempos de carregamento faz uma enorme diferença na fluidez da experiência.
O único ponto que me chamou a atenção, e que considero uma pequena peculiaridade, é que as cutscenes, por algum motivo, rodam a 30 quadros por segundo, e às vezes, até um pouco abaixo disso. É um contraste estranho com a fluidez da jogabilidade, e não há efeitos visuais aparentes que justifiquem essa queda. No entanto, isso não é um problema grave, pois são momentos pontuais e não afetam a jogabilidade em si. No geral, o desempenho e a otimização de Splatoon Raiders são de alto nível, garantindo uma experiência de jogo ininterrupta e muito satisfatória.
Conclusão
Splatoon Raiders é, sem dúvida, uma das maiores e mais agradáveis surpresas que tive este ano. A Nintendo pegou uma franquia que já era amada por muitos e a reinventou de uma forma que não só respeita suas raízes, mas também expande seus horizontes de maneira brilhante. Eu, que comecei com certo ceticismo, me vi completamente envolvida e viciada neste universo de caça ao tesouro e combate de tinta.
O jogo consegue ser um looter shooter completo e profundo, com um sistema de personalização de armas e gadgets que me manteve constantemente experimentando e buscando a build perfeita. A progressão é recompensadora, a variedade de missões é bem pensada para evitar a monotonia, e os encontros com chefes são memoráveis. A narrativa, embora leve, é charmosa e adiciona uma camada extra de personalidade a um elenco de personagens já carismático.
O desempenho impecável no Switch 2, com 60 quadros por segundo estáveis e gráficos nítidos, garante que a ação frenética seja sempre fluida e prazerosa. E a inclusão de um modo cooperativo robusto, que permite jogar praticamente toda a campanha com amigos ou com a ajuda de outros jogadores online, adiciona um valor de rejogabilidade imenso.
Claro, o jogo não é perfeito. Os ambientes poderiam ser mais variados e visualmente impactantes, e a música, embora boa, não atinge o mesmo nível icônico dos jogos principais. Além disso, a ausência de legendas em português do Brasil é uma falha que, em 2026, é difícil de ignorar, especialmente em um jogo com tantos tutoriais e diálogos. E, às vezes, a dificuldade pode ter picos acentuados, exigindo um pouco de “grinding” ou uma mudança de estratégia.
No entanto, esses pequenos pontos negativos são ofuscados pela avalanche de qualidades que Splatoon Raiders oferece. É um jogo que me fez rir, me fez suar e, acima de tudo, me divertiu por dezenas de horas. É um convite perfeito para quem nunca se aventurou no mundo de Splatoon, oferecendo uma experiência solo completa e viciante. E para os fãs de longa data, é a prova de que a franquia tem muito mais a oferecer do que apenas batalhas multiplayer.
Splatoon Raiders é um jogo que eu recomendo fortemente. É uma aposta vencedora da Nintendo, um spin-off que se sustenta por si só e que, quem sabe, pode até influenciar o futuro da série principal. Se você procura um jogo de ação divertido, com muita personalização e um vício que o fará perder a noção do tempo, não hesite em mergulhar de cabeça nas Ilhas Spirhalite. Você não vai se arrepender!
Pontos positivos:
- Jogabilidade fluida e viciante, com combate de tinta que já é marca registrada da série.
- Sistema de personalização de armas e gadgets extremamente profundo e recompensador.
- Grande variedade de missões e desafios que incentivam a experimentação.
- Confrontos contra chefes grandiosos e memoráveis.
- Performance impecável no Switch 2, com 60 quadros por segundo estáveis.
- Modo cooperativo online e local muito bem implementado, que adiciona valor de rejogabilidade.
- Narrativa charmosa e personagens carismáticos.
- Tempos de carregamento curtos, que mantêm o ritmo do jogo.
Pontos negativos:
- Ambientes podem ser um pouco repetitivos e visualmente menos inspirados que os jogos principais.
- Música, embora boa, não é tão icônica quanto a da série principal.
- Ausência de legendas em português do Brasil.
- Picos de dificuldade em alguns momentos, que podem exigir “grinding”.
- Cutscenes rodam a 30 quadros por segundo, contrastando com a jogabilidade.
Avaliação:
Gráficos: 8.0
Diversão: 9.5
Jogabilidade: 9.0
Som: 8.0
Performance e Otimização: 9.5
NOTA FINAL: 8.8 / 10.0